quinta-feira, 5 de março de 2015


Quem são os “maus da fita”?

O mundo está a tremer, uns, muitos, de medo, outros de raiva, indignação, estupor, incredulidade, etc., ao ver o avanço do Armagedon na forma das bestas desumanas do EI, ISIS e outros.
Já houve na história casos semelhantes, só que lá bem para trás ainda não havia museus para serem destruídos!
O genocídio de que mais se fala, que se comemora com cerimónias, constantemente, e mais se insiste em filmes e livros, é o Holocausto nazi dos judeus. São eles os donos universais dos grandes meios de comunicação, de modo que esta é uma maneira hábil de serem os “coitados” e de esconderem um outro Holocausto: a ocupação da Palestina e o extermínio do maior número de palestinos para que nos “terrenos judaicos” não fiquem mais do que 15% de palestinos, meta proposta pelo sionismo.
Os judeus liquidam e despejam os palestinos, como disse um parlamentar britânico: “O sionismo nada mais é do que a tentativa do judeu europeu de construir a sua vida no solo da Palestina, da mesma maneira que o colono americano desenvolveu no Oeste”.
Theodore Roosevelt também dizia que “nenhuma outra nação conquistadora jamais tratou os selvagens proprietários do solo com tanta generosidade quanto os Estados Unidos!” É preciso muito descaramento para fazer uma afirmação destas!
Hoje a Palestina, o que sobra dela, são oito ou nove territórios espalhados, isolados, cercados de arame farpado e muros de onde o que resta de habitantes só sai com autorização dos israelenses.


Os palestinos sabem que estão condenados a morrer, ou a tiros, ou bombas ou à fome, de modo que para eles colocar um cinturão de explosivos e fazer de kamikaze não é mais do que encurtar o sofrimento.
São muitos os judeus pelo mundo fora e no próprio Israel a bramar contra o sionismo do modo como tem sido operado, e podem indicar-se inúmeros intelectuais que se manifestam.
Antissemitismo é um modo de racismo como qualquer outro. Antissionismo[FA1]  é indignar-se do modo como os israelenses têm estado a construir o seu país.
Todos os “acordos de paz” firmados entre palestinos e israelenses, com o apoio dos EUA deixam sempre cláusulas indefinidas que têm permitido a expansão, escorraçando os seus tradicionais ocupantes.
O líder sionista Jabotinsky inspirado nas experiências demográficas nazistas em territórios conquistados (cerca de um milhão e meio de poloneses e judeus foram expulsos e nas suas terras instaladas centenas de milhares de alemães) também afirmou: “O mundo se acostumou às migrações em massa e quase se pode dizer que passou a gostar delas. Hitler, por mais odioso que possa ser para nós, deu excelente reputação a esta ideia.” Parece que, mesmo odiando, Jabotinsky compartilhava as ideias de Hitler!
Durante a guerra a URSS promoveu deportações sangrentas de alemães do Volga, chechenos inguchétios e tártaros, Churchill achou um “sucesso” a transferência compulsória de cerca de um milhão e meio de pessoas – gregos muçulmanos para a Turquia em troca de gregos cristãos da Anatólia para a Grécia – que foi um imenso desastre humanitário, a Conferência de Potsdam autorizou a expulsão de cerca de treze milhões de alemães da Europa central e oriental, tendo morrido nessa transferência mais de dois milhões, e até mesmo o Partido Trabalhista britânico propunha, em 1944, que “os árabes sejam estimulados a se retirar da Palestina para abrir caminho à colonização sionista.”
Agora foi a Rússia que se apropriou da Crimeia, e mais o que audiante se ouvirá, porque a maioria da população do leste da Ucrânia é de origem russa.
Os palestinos lutam por um estado independente e não por um “território”, que aliás quase já não têm.
Cada vez que esse assunto se discute na ONU, os EUA vetam acompanhados de Israel e países “poderosos” como a Micronésia, Nauru e Ilhas Marshall.
O mundo se condoeu com a ocupação de territórios como a invasão do Kuwait pelo Iraque, por causa do petróleo, do genocídio de Ruanda, ou no caso de Timor Leste, em Kosovo e na Bósnia-Herzegovina.
Mas ignora ou minimiza a expansão israelita na Palestina, as chacinas perpetradas por Boko Haram, as carnificinas de cristãos no Sudão do Sul, e foi preciso que agora o presidente do Egito se manifestasse para que os coptas pudessem respirar um pouco, se é que vão conseguir.
Em 1981 Israel queria invadir o Líbano, mas precisava da “luz verde” de Reagan. Como não a obteve promoveu uma escalada de ataques aéreos no sul do Líbano um dos quais matou duzentos civis. A OLP retaliou e matou um israelense. Um. Com esse pretexto Israel invadiu o Líbano para “erradicar o terrorismo palestino” e massacrou a população indefesa, matando, entre Junho e Setembro de 1982 20.000 palestinos.
E vá de fazer filmes sobre os “horrores nazistas”.
Em 2002, com a ofensiva Operação Escudo de Defesa, apoiada por 90% de israelenses, foram atacados indiscriminadamente civis e crianças. Morreram 500 palestinos, entre estes 70 crianças, 1.500 ficaram feridos e 8.000 detidos e algemados, 3.000 residências destruídas. 13.000 ficaram sem teto.
Eliezer Wiesel, prémio Nobel da Paz, e um dos cabeças da Indústria do Holocausto: “A única coisa que Israel fez foi reagir... e ainda frisou: a enorme dor e angústia dos soldados israelenses ao fazerem o que tinham que fazer. E ganhou este sujeito o prémio Nobel da paz!
Mas uma pergunta simples fica pairando: se fizessem isso conosco, como reagiríamos?
Nada disto é pretexto para as barbaridades cometidas pelos extremistas jihadistas.
A Palestina vive de maciças subvenções externas, mas tristemente se comprovou já que é grande a corrupção nos dirigentes da OLP, do Fatah e do Hamas. Dinheiro esbanjado e extorquido por Mahmoud Abbas, na sua residência de luxo, 22 milhões de dólares anuais para a viúva de Yasser Arafat, Suha, e o povo a viver (como?) com menos de US$ 2 por dia!
O que não se antevê é que um dia possa haver paz, entendimento, entre árabes e judeus. Criou-se um fosso de tal profundidade que, parece, jamais será transposto.

01/03/2015









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