quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

 

Rio de Janeiro, 24/01/2024

Estimados TODOS, filhos, netos, parentes, amigos, amantes de história e outros

Tenho o livro sobre FRANCISCO  GOMES  DE  AMORIM, o meu (nosso) bisavô (ou tri ou mais) já enviado para a editora.

Terá cerca de 125 páginas e muita história contada pelo próprio FGA, quase tudo desconhecido, a quase totalidade sobre a sua vivência na Amazónia, além de algumas opiniões de colegas literatos da época. MUITO INTERESSANTE, e ficará também muito bonito.

Mas como a minha “fortuna” não permite gastos extras (além de batatas, frango, tomate, uns vinhitos  e afins, entre os quais os impostos sobre a casa, carro, e uma carrada de medicamentos [UM HORROR]), tenho que fazer a pré venda – CROW FUNDING. Se não for assim... o livro fica no éter!  Quem quiser o livro paga agora e logo que esteja pronto (cerca 40 a 45 dias) lhe será enviado pelo correio. Quanto mais depressa começarem a mandar dinheiro, mais rápida será a entrega.

O preço é de R$ 60,00, acrescido do custo do Correio, para o que temos aqui um póbrema cãopulicado: como os Correios estão falidos, o preço para enviar um – 1 – só livro para o estrangeiro é absurdo, igual ao preço do livro, R$ 57,00= €11,00!!!  

Se forem cinco os seis – 6 – juntos numa caixa o custo baixa para € 6,5/unidade

Melhor ainda se forem 20. O preço ainda é de € 5,00  

Assim temos:

Euros: 11,50 + correio – Total entre € 15,00 e...

Dólar: 12,00 + correio + 1/5 = US$ 16,00 e ...

Dólar Canadá: 16,50 + correio + 1/5 = CD $ 19,80

Libra: 10,00 + correio + 1/5 = £ 14,00 ou 15

No Brasil: R$ 60,00 + eventual correio = R$ 8,00

O que sugiro e já está combinado com uns sobrinhos: vão querer 20 livros, tudo enviado para um dos membros que depois os distribuirá.

Assim, por grupo de família ou de amigos pode-se atingir um número razoável que dê para cobrir os custos desta aventura em que me meti !!!

Para o envio do dinheiro, espero que me indiquem quantos livros vão querer, para onde os enviar, nome cada um que receberá o livro para eu poder assinar, e eu indicarei o modo de efetuarem o pagamento.

A capa será algo assim, ainda em estudo (ambos os retratos pelo bisneto homónimo!)

   ou   

 Abraço a todos de quem fico dependendo para a realização deste projeto.

Obrigado

O FGA - bisneto

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

 

As Lágrimas Não Secam

 

Quanto mais longa a vida maiores e mais numerosos os momentos de luto.

Daí dizer-se que quanto mais idoso se é, e lhe chamam “bonita idade” é porque as pessoas não sabem o que é sofrer vendo desaparecer os amigos, irmãos, familiares e outros que durante tanto tempo foram o esteio da nossa vida, do crescimento em comunidade, melhor dizendo irmandade, do apoio que em diversas, e por vezes, em muito difíceis situações nos suportámos uns aos outros.

É impossível classificar os amigos, dando a prioridade a algum deles como número “um”. Mas quando ele, por fim, descansa, entre tão poucos, tão raros os que ainda por aqui andam, que dentro de nós soa algo que é verdade: hoje perdi o meu maior amigo.

Enquanto escrevo isto as lágrimas teimam em correr pela cara sem que as possa reter.

Vêm à cabeça inúmeros momentos em que estivemos juntos, em que demos as mãos, nos apoiámos, em que rimos, em que trabalhámos juntos, em que vimos irem nascendo os filhos de cada um, todos eles hoje sobrinhos muito queridos e, mesmo quando longe, insistíamos primeiro em trocar algumas cartas, depois faxes e finalmente pelo telefone, quando conversávamos, vendo cada um a cara do outro aproveitámos para dizer umas bobagens que nos fizessem rir, para tentar ignorar a distância que nos impedia de darmos aquele abraço de irmãos que muito se amavam.

Nenhum de nós já não sabia desde quando vinha tão profunda amizade. Desde sempre, sem cerimónias, com o á vontade entre irmãos.

Convidou-me um dia para trabalhar no banco que ele dirigia. Eu?!?! A antítese do bancário? Fazer o quê?

A resposta deixou-me sem fala: vais fazer o que vires que falta ao banco! Pensei que estava brincar comigo.

Trabalhámos juntos. Ele era o patrão, mas a confiança entre nós ultrapassava sempre os mais complexos problemas sem que fosse necessário pedir contas, e sei que o ajudei a resolver alguns problemas dentro daquela organização.

A amizade nem aumentou nem diminuiu. Desde há muito tempo que tinha atingido o ponto máximo.

Chegou a diáspora dos que viviam em África. Uns tempos ainda no Brasil e depois foi para Portugal. Aqui mais uma vez me encarregou de trabalhos novos e diferentes, sabe Deus se contra a opinião de alguns outros dirigentes.

Felizmente que todos os resultados foram positivos, até que eu regressei ao Brasil, obrigado a, uma vez mais deixar os amigos tão longe.

Tinha acabado agora de lhe mandar, pelo correio um retrato que fiz dele. Mandei pelo correio para que ele se risse da maluquice. Não sei se o chegou a receber. Era mais uma prova da nossa amizade e uma brincadeira.

Estava mal. Eu não sabia era quanto mal. E a notícia caiu-me em cima com dobrado peso.

Penso muito na Maria João, também cheia de problemas de saúde. Uma irmã que sempre esteve também ao nosso lado e que tanto estimamos.

As nossas vidas estiveram sempre juntas, mesmo quando a geografia nos afastou.

Meu querido Manel, não vou deixar de conversar contigo, de te dizer bobagens, de te desejar o melhor, mesmo sabendo que é onde agora estás.

Sento-me aqui no escritório, sozinho, e conversaremos. Eu sei que vou te ouvir.

Não que haja hipótese de te esquecer, mas para não deixar arrefecer tão forte amizade.

Até breve. Até sempre Manuel Carlos Teixeira de Abreu.