terça-feira, 9 de outubro de 2018


Democracia ???
Que democracia?

Difícil calar e tentar engolir tanta estupidez e tanta mentira com que nos têm martelado nos últimos dias. E eu que não gosto de levar desaforo, mesmo que ele não seja pessoal, mas coletivo.
O fantoche do pt, o imbecil Andrade, lá foi de mão estendida pedir ao papá lula, para lhe dizer o que fazer no segundo turno das eleições.
E o “poste” veio de lá dizendo que dia 1º de Janeiro ia subir a rampa do Palácio do Planalto junto com o lula, que será de novo o presidente do Brasil.
Que desfaçatez! É preciso ser muito imbecil! O presidiário, que nem candidato é, a preparar-se para voltar a desgovernar o país! Ele pensa que todo o mundo é besta como ele?
E diz que está a costurar alianças para repor a democracia no Brasil.
Jamais imaginei que viveria tantos anos para ouvir tamanha afronta à inteligência das pessoas. Não que eu seja muito inteligente. Nem precisa. Basta analisar o desgoverno dos treze malfadados anos do socialismo marxista, leia-se sobretudo super corrupto, para se fazer uma idéia da democracia que o imbecil diz que está costurando.
De acordo com um bolo que a canalha já preparou para essa ocasião, tipo bolo de casamento, em cima exibe as seguintes letras URSAL, quer só dizer União das Repúblicas Soviéticas da América Latina.
Jamais isso acontecerá.
Atacam o candidato mais votado que, por pouco, muito pouco não ganhou no primeiro turno (atenção: são centenas as reclamações de urnas violadas!), primeiro chamando-o de extrema direita, e eles, os bons ladrões só de esquerda.
Na minha adolescência, como praticamente todos os da minha idade, joguei futebol. Sempre esquerdista! Ou era back (defesa) esquerdo, ou ponta esquerda avançado! Era dos poucos que, às vezes, ainda acertava a bola com o pé esquerdo. Fui, portanto, extrema esquerda!
Mas toda a vida fui profundamente anti comunista, e com o passar dos anos parece que essa alergia se tornou quase obsessiva!
Vivi o desastre que se seguiu à vergonhosamente chamada revolução dos cravos, que me roubou mais de vinte anos de trabalho, além dos bens que fui obrigado a abandonar, com os mininos capitões arvorados em generais a perseguirem e prenderem banqueiros, opositores, a tentarem mentalizar o povo que iriam dividir o que era dos ricos, que quem tivesse duas vacas devia dar uma a quem não tivesse, e até a proporem matar os brancos que se opusessem ao evoluir do comunismo que se instalou nas ex colónias, comunismo esse que fez, tanto em Angola como em Moçambique, mais de um milhão de mortos em cada lado.
Vivi os treze anos do pt, que tanta esperança deu ao povo, aparelhar todo o Estado com apaniguados que lhe permitiu roubar, roubar, roubar, enriquecer as famílias, e aparelhar o judiciário com capangas que agora libertam a maioria dos condenados por corrupção.
Acompanhei, de longe, felizmente, mas atento, o desenvolver das desgraças de Cuba, Venezuela, Nicarágua e outros assaltos ao povo, cordato e simples, mas estou enojado, enjoado, de tanta vergonha a que nos têm submetido.
Não voto, nunca votei, mas nunca me calei.
A minha voz é ouvida num círculo muito restrito de pessoas porque o acesso aos órgãos de comunicação só se consegue se for filiado à inocente extrema esquerda!
Vejam quem ganhou prémios Nobel de literatura: a maioria, comunista. Assim como muitos nomes grandes da literatura e das artes: Jorge Amado, Niemeyer, José Saramago, e por aí fora.
No tempo do presidente Fernando Henrique escrevi uma porção de crónicas para alguns jornais, entre eles o Diário de Coimbra. A malhar nas asneiras do governo. Sempre publicaram. Quando a seguir chegou o governo pt, a primeira crónica que escrevi a batalhar contra o desgoverno que estava a aparecer, nunca mais aquele democrático jornal publicou um texto meu! Não me fez qualquer diferença porque nunca recebi um cêntimo pelo que tenho escrito, mas, confesso, tive um prazerzinho especial quando tomei conhecimento que poucos meses depois o tal Diário de Coimbra... tinha falido!
Vêm agora os gângsteres ptistas, dizerem que vão repor a democracia! Repor? Vão ter que voltar ao tempo do Império e chamar de volta Dom Pedro II. A menos que seja o tipo das republiquetas como o Congo ou Angola que se intitulam repúblicas democráticas, onde durante muito tempo nem eleições tinham.
Creio que tudo isto deve ser culpa do Acordo Ortográfico, ou então sou eu que não falo mais a língua de Camões ou Fernando Pessoa! As palavras perderam o sentido, não significam aquilo a que fui habituado a interpretar!
Como aconteceu na Polônia no fim de II Guerra. Fizeram eleições, os comunistas tiveram 9% dos votos e impuseram o marxismo.
Não sou candidato, não procuro um tacho (era o que agora mais me faltava) mas fico com uma tremenda má disposição de ver que me ofendem com esta verborreia ameaçadora, porque estas demonstrações do partido da ladroagem, constituem uma verdadeira ameaça.
Não só a mim, que nem sabem que existo, mas aos duzentos milhões de brasileiros, gente de cultura e tradição conservadora, a ser espoliada por um marxismo internacional.
Não, gente do pt e pc do B e outros extremistas que se auto denominam democráticos, porque nem sequer sabem o valor da palavra. Não voltam a mamar na teta da res publica durante muito tempo.
E se após perderem as eleições no 2º turno quiserem fazer baderna... paz às vossas almas.

9 out. 18



sexta-feira, 5 de outubro de 2018




Amigos – 11

Hoje vou “conversar” um pouco com alguns colegas que andaram comigo em Évora.
Começo por um com quem estive só um ano, porque era mais velho do que eu uns quatro ou cinco anos, mas nos conhecíamos bem desde os tempos de criança, de Sintra, onde passei todos os verões da minha infância, e um pouco mais, e só deixei aquela terra, linda, quando casei e fui para África.
No refeitório as mesas eram de quatro lugares. Junto da parede os muito queridos amigos Estevão Tojal e o Chico Dias, eu de costas para a cozinha e o nosso retratado de frente para o lado de onde chegava a comida.
Ao pé dele era impossível estar mal disposto. O sujeito estava sempre, mas sempre na brincadeira.
Um dia recebemos a visita de alguns colegas de Coimbra, e à noite fomos mostrar-lhes o “Évora by night”! Chamámos um taxi da cidade, um daqueles carrões dos anos 30, teoricamente de 4 lugares mas que levava uns dez ou doze, dois ou três na frente, meia dúzia no banco traseiro e alguns iam mesmo nos estribos! Tempos bonitos! O Duarte, o nosso primeiro colega agora lembrado, mais a sua boa disposição, sabia imitar, perfeitamente um grilo. E começou a grilar! Parou-se o carro para procurar o bichinho. Saíram todos, levantou-se o banco e o canto do grilo calou. Quando o Duarte entrava para procurar o grilo cantava alegremente. E assim estivemos algum tempo parados. Eu ria que nem um perdido, porque já conhecia a brincadeira.
O Estevão, filho único, de família abastada, era uma jóia. Muito simpático, simples, generoso, um dia regressando de férias trazia um relógio à prova d’água. Bonito, quase novidade, e mostrou-o aos companheiros da mesa. O Duarte: Não acredito que seja à prova d’água. Deixa ver. O Estevão tirou o relógio do pulso, passou-lhe. É mesmo à prova d’água? – É. – Deixa experimentar.  E enfiou o relógio dentro do jarro d’água!
Quando o Estevão fez 19 anos o pai deu-lhe um carro que não durou muito. Uma noite de sexta feira, sabendo que no dia seguinte não tinha aulas porque alguns professores não iriam aparecer, meteu-se à estrada a caminho de Lisboa. Com ele outro grande amigo, o Fernando Moreira Rato feliz porque podia ir estar com a mãe no dia dos anos dela.
O carro, um MG TC, dois lugares, conversível, era o carro dos sonhos de todo o jovem. Novembro de 1949, corriam, foram encadeados por um caminhão que vinha em sentido contrário, a estrada eram muito estreitas o que não lhes permitiu verem outro caminhão, avariado, parado na estrada, sem quaisquer luzes acesas. Não tiveram tempo de frear e... o pior aconteceu. Nessa noite perdemos, todos, dois ótimos colegas e amigos.
Pela vida fora o Duarte continuou com as suas maluquices. Já velho, finanças saudáveis, num jantar de cerimónia, que um banco ofereceu aos seus investidores, ele ficou ao lado de um outro senhor que ele jamais vira, o que não o inibiu de lhe perguntar: A sua fortuna foi feita com contrabando de cocaína?  Um gelo na mesa entre todos os convidados, mas o interrogado, magnífico espírito desportivo, dessa vez ganhou: Não! Essas miudezas eu deixo para o meu motorista! E continuaram a conversa, mas sempre com piadas pelo meio.
Já nos deixou o Duarte Mayer de Carvalho.

 

Duarte, comigo
 Xico Dias, Duarte, Estevão, eu

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Histórias boas, desse tempo, algumas com mais de setenta anos passados em cima, mas sempre recordadas com muita saudade. Só se é jovem uma vez, e amizades desse tempo, permanecem arreigadas nos nossos corações.
Um desses colegas, com quem me dava muito, esteve muito anos ausente, sem eu saber por onde andava. Alentejano de Moura, afinal casara e vivia em Lisboa. Depois de mais de um quarto de século, numa das minhas idas à terrinha, consegui desencantar uns quantos e juntámo-nos num memorável almoço. Alguns tiveram dificuldade para se reconhecerem, e até eu, que tinha falado com eles para os convocar para o encontro. Não passam trinta anos em cima de alguém sem o começar a mudar!
Um deles, que sempre fora sobre o magro, estava que parecia um esqueleto, mas de boa saúde, assim que nos abraçámos, começou logo por me dizer que tinha sido muito melhor do que eu em hidráulica!  Nessa altura eu já não fazia ideia do que tinham sido essas notas, mas ele explicou:
Estávamos na prova final do ano, e do curso. Eu não sabia nada de hidráulica, tu estavas na carteira à minha frente, e pedi que me passasses as respostas. Tu eras bom nisso. Acabaste, passaste tudo para uma cábula (cola, no Brasil) e eu consegui ainda copiar tudo e acabar a tempo. Quando vieram os resultados, tu eras quem tinha sempre a melhor nota, mas dessa vez o professor, o tão saudoso engenheiro Sardinha de Oliveira, deu-me um ponto a mais do que a ti!
Já não me lembrava disso, mas muito nos rimos. Depois, mesmo em tempos espaçados, fomo-nos encontrando mais umas vezes e ele sempre me vinha dizendo: Eu era melhor do que tu em hidráulica! Era a nossa brincadeira, mesmo que tivéssemos já bem mais de meio século nas costas.
Fomo colegas, do mesmo curso, e andámos também em lides tauromáquicas!
Todos os anos, ao findar o ano letivo, organizavam-se uma série de garraiadas, e muitos de nós se ofereciam para “toureiros”. Fazíamos uma espécie de apresentação, nalguma herdade, que sempre havia quem nos recebesse, e até nos emprestasse as “feras”, para mostrar a nossa “valentia”, e depois corríamos algumas cidades.
Évora, é evidente, Extremoz, Montemor e já nem sei mais onde, e lá iam os valerosos matadores. O produto da venda dos bilhetes revertia sempre para as Misericórdias locais. No fim das corridas as gentis meninas da terra vinham oferecer-nos um ramo de flores, com uma bela fitinha de gorgorão, que leva escrito com tinta dourada ou prateada (que beleza!) o local, data e nome da “madrinha”. À noite havia baile em nossa honra!
Acabámos o curso e logo fizemos o serviço militar, no mesmo Regimento de Cavalaria durante um tempo. Depois disso... levou um sumiço que durou anos.
O Zé Ravasco foi algumas vezes parceiro nessas andanças taurinas.
Eu, António Cordovil, Alberto Fonseca e Zé Ravasco
Évora, 8/Junho/1948

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Para falar deste outro colega, e para o compreendermos melhor, é necessário contar um pouco da história do pai dele. Irrequieto, casou com uma senhora espanhola, tiveram este filho e depois sumiu de casa! A mãe voltou para Espanha e ele criado por um tio, que foi o autêntico pai.
Pois o pai, um aventureiro foi para a Legião Estrangeira, no Norte de África. Quando de lá saiu vagou um pouco pela Europa e, na Alemanha, macho como era foi visitar um campo de nudismo. Peladão, sem experiência, meio envergonhado, carregava uma toalha com que procurava tapar o principal! Logo veio um desnudo teuto que, à boa moda germânica lhe perguntou: Tem alguma coisa a esconder? – Não. - Aqui ou se anda completamente nu ou vai embora. Ele foi embora, envergonhado.
Passavam-se anos que não dava notícias e as que chegavam eram esparsas.
Um belo dia mandou ao filho uma fotografia. Estava em Hollywood! À beira duma piscina, sentadão numa cadeira, copo de whisky na mão, rodeado de beldades. Nas costas da fotografia mandou então as “notícias”: Como vês estou bem!... E foi tudo!!! Soube um tempo depois que tinha falecido.
Claro que herdou algo do pai: a boa disposição e, talvez da mãe, uma tremenda força de trabalho.
Quando acabou o curso o tio arranjou-lhe trabalho em Moçambique, onde foi tomar conta de uma grande área onde o governo estava a desenvolver importantes projetos de agricultura junto da população local.
Perto da casa onde morava passava um rio, rico de peixe e de jacarés. Tinha sempre peixe fresco, matou muito jacaré e vendia as peles a um comerciante.
Chegou o 25/quatro, regressou a Portugal e trazia um razoável dinheirinho no bolso do negócio, a maior parte dele devido aos “Crocodylus Cataphractus”.
Meteu-se a produtor de tomate, umas quantas estufas lá para as bandas de Sintra. Ótima qualidade, bons conhecimentos nos supermercados.
Quando fui tentar voltar para Portugal (já fui muito tarde!) encontrámo-nos, falámos sobre nossas frágeis situações financeiras e decidimos entrar num novo negócio: produtos hortícolas, frescos, preparados e embalados em “atmosfera modificada”. Novidade em Portugal.
Montámos a sociedade, projetos, apoio dos Serviços de Agricultura, alugar armazém, obras, ida a Alemanha comprar equipamento, até que finalmente lançámos uns quantos produtos com uma marca muito bem criada pelo designer Francisco Amorim (o filho): “HORTA FRESCA”.
O sócio, ficou com a responsabilidade da venda e eu com a produção e escritório. Trabalhámos ambos que nem condenados. Esgotámos as possibilidades do mercado que não supria o suficiente para que o investimento se pagasse, bem como as despesas de pessoal, distribuição, etc.
Deu um trabalho imenso, as madamas portugas não compravam porque preferiam descascar batatas em casa, e, imaginem, nos supermercados as principais clientes eram estrangeiras!!!
Hoje é um sucesso em todo o lado. Nós, os pioneiros, 1992, fomos forçados a fechar. O dinheiro acabou e não havia como fazer mais sacrifícios
O meu querido amigo e sócio apareceu doente. Muito, mas não parava um segundo. Parecia que a doença lhe dava forças. Não durou muito mais.
Grande lutador Joaquim Muñoz dos Santos Cruz.
Quando nos reencontrámos. Magoito – Sintra -1989

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“Naquele tempo”... estudante, tive alguns colegas, companheiros, com quem criei uma especial relação de amizade e de farra, que se chamavam, e chamavam, Alberto.
Um deles, que está na foto atrás, fazendeiro de arroz no Ribatejo, o outro, lá do Norte, de Armamar. Com dezenove anos, depois de assistir ao desbaratar de todos os muitos e ricos bens da família, pelo pai e tio, jogadores inveterados, não lhe foi difícil ver que não havia mais dinheiro para continuar os seus estudos e, sem terminar os estudos, imigrou para o Brasil. Aqui fez a sua vida, prosperou profissionalmente, teve várias mulheres de papel passado e boa variedade de outras acidentais, mas nunca enriqueceu a trabalhar para “outrem”, para patrões, apesar de ter chegado depressa a gerente geral e mesmo a diretor de empresas de grande porte. Ganhou experiência, o que é evidente, e sempre foi um senhor, porque o berço o marcou!
Estivémos quarenta anos sem saber um do outro. Sem nos vermos! Pouco mais do que desconfiávamos que o “outro” estaria vivo! O reencontro foi uma festa! Falámos de filhos, netos, colegas “perdidos” e outros já idos. A partir de 1995 passámos a viver na mesma cidade, Rio de Janeiro, entrados em bons anos, encontrávamo-nos regularmente, falando sobre os tempos da juventude e sobre filosofias diversas quando nada mais há para dizer, e essa amizade, de tantos anos, por estranho que pareça se ia fortalecendo cada vez mais! Conversas sempre acompanhadas com um bom copo de vinho!
O meu maior amigo no Rio de Janeiro, assíduo a tudo quanto fosse celebração nesta casa, apadrinhou a nossa neta, aparecia regularmente para almoçar.
Os quarenta anos sem nos vermos sumiu da nossa memória, mas foi uma perca grande!
A idade foi deixando marcas e as mazelas apareciam. Consultava médicos e mais médicos e depois vinha perguntar-me se eu concordava com a medicação que lhe davam!
Por fim emagreceu muito, fiquei extremamente preocupado. Enfisema pulmonar. Conte-lhe que a minha irmã mais velha, há mais de 10 anos que não vive sem oxigénio, e ainda por lá está (em Portugal) para “as curvas”! A médica disse que o oxigénio não era indicado.
Lutei muito para que mudasse de médica. Em vão.
Perdi o meu maior e único amigo da mocidade, que vivia perto de nós,no Rio. Para mim esvaziou o Rio de Janeiro.
Passou um fim de vida triste, sofrido, um homem simples, educado, grande parceiro e muito amigo, o Alberto Borges da Silveira.

Com a afilhada
5 out. 18

domingo, 30 de setembro de 2018


Eis o Panorama


José Dirceu, o sub chefe da gangue que empobreceu o Brasil – o chefe é o sapo barbudo – condenado a 30 anos de prisão, 30 anos de prisão, por roubo, formação de quadrilha e outras pequeninas coisas, depois de dois anos DOIS ANOS, passados na prisão foi solto pelos capangas que ele ajudou a colocar no supremo tribunal federal, toffoli, lewandowski e gilmar mendes.
Não chega a ser uma afronta ao povo, não exitem nos dicionários palavras que possam descrever o que isto significa, mas é uma super afronta à própria justiça e aos juízes, que conscientes, o condenaram.
Pois o tal Dirceu, livre como um passarinho voou para Madrid para lançar o seu livro. Recebido pela camarilha castelhana, teve o desplante de afirmar que “acha improvável que o Brasil caminhe para um desastre total. Na comunidade internacional não vão aceitar isso. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”, afirmação que foi largamente difundida sobretudo na mídia não comprometida e na Internet.
Analisando a declaração do presidiário que anda à solta:
1.- o depoente foi condenado várias vezes sempre por corrupção de altos valores, e bota alto nisso;
2.- acha improvável um desastre total. Deus permita que tenha razão e nem um único dos seus apaniguados ganhe a eleição. Seria uma catástrofe.
3.- dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder.
Há exatamente cem anos, em 1918, o senhor Vladimir Ilyich Ulianov, conhecido por Lenin, de posse do comando bolchevique e soviético na que se tornou a URSS, declarou que iria provocar uma revolução mundial, criando a Internacional Comunista que, na realidade, num instante ganhou milhares de adeptos pelo mundo, bestas idiotas, gulosos de poder, tudo quanto a gente comunista almeja: O  PODER.
O tal presidiário Dirceu, não falou em governo, em melhorar as condições do povo, do país, coisa que não fez enquanto navegou de vento em popa pelas finanças do tal povo, mas em PODER.
Como o grande mentor Lenin.
Os bolcheviques (bolcheviques significa a “maioria”, i.é, a maioria dos revolucionários, os mais violentos, em oposição aos mencheviques, a minoria, que defendia a democracia, e por isso foram dizimados) governaram pelo terror. O famoso Terror Vermelho, que em pouco dias assassinou milhares de oponentes. Dezenas de milhares.
Aboliu o sistema jurídico e estabeleceu um sistema revolucionário baseado no sentido socialista de justiça!!! Tal como os tais juízes acima mencionados que libertam os capangas.
Precisavam de dinheiro, começaram a assaltar os correios, as estações de trens, os bancos e empresas grandes, tal como fez o tal dirceu, dilma e quejandos, para depois virarem heróis.
Lenin baseava a sua ideia de Estado no terror e violência, ele mesmo afirmou que o Estado é uma instituição construída pelo exercício da violência e passou à bala e à faca cerca de 140.000 russos.
Para os oponentes criou em 1920 84 campos de concentração e lá concentrou mais de 50.000 prisioneiros. Em 1922 já eram 215 campos com mais de 70.000. Os famosos Gulag de tão triste memória.
Com a raiva que tinha dos empreendedores mais bem sucedidos no campo agrícola, decidiu também expropriar tudo, assassinou os antigos proprietários e distribuiu a terra pelos camponeses. Mas a produção agrícola caíu de tal maneira que em 1921 houve uma fome geral que dizimou 5 milhões de camponeses.
Nessa altura os americanos, bonzinhos, quiseram ajudar. Lenin não aceitou. Tinha medo dos “capitalistas”!
Para terminar este panorama que eu jamais consegui compreender como há gente que quer ser comunista, mais uma bombástica declaração de Lenin:
O governo soviético é milhões de vezes mais democrático do que as repúblicas democráticas-burguesas.
Até hoje não houve nenhum investigador que se tenha preocupado em averiguar quantas vezes Lenin afirmou que o caminho era o terror e a violência, TUDO  PELO  PODER.
O tal dirceu, lula, fidel, chavez, maduro, e mais umas centenas que fazem parte do Foro de São Paulo, vão lutar com todas as suas armas, que incluem as forças dos narcotraficantes, para voltar ao PODER.
Ele deve estar a pensar que a Internacional Comunista vem a correr lutar no Brasil.
Deve estar a anunciar o tal plano B, que o Bolsonaro diz que lula tem. Plano B? Bala?
Algum plano, certamente terão, mas à bala, com certeza vão levar muito chumbo!
As Forças Armadas do Brasil, estão quietas, mas não estão a dormir, nem me parece que estejam dispostas a continuarem a ser enxovalhadas pelos bandidos que estiveram doze anos no poder.
Não sou derrotista, mas também não pertenço ao grupo da chamada “maioria silenciosa” que reclama no café e deixa que lhe ponham a albarda nas costas.
O povo brasileiro é conservador, tradicional, mas tem estado a ser engando com falsas promessas e parte desse povo simples já começa a acreditar na máfia comunista, não pela ideologia, mas pelas promessas que jamais se cumprem.
Durante muito tempo não acreditava que no Brasil fosse possível uma guerrilha armada, mas agora começo a pensar que nada é impossível, face ao quadro revoltoso que dirceus e alguns juízes do supremo apresentam.
Deus há muito deixou de ser brasileiro.
Dom Sebastião, se ressuscitar, não vai querer envolver-se com a canalha.
Para os que aqui temos que continuar a viver a previsão é de “mau tempo”.
Como a esperança é a última que morre vamos torcer para que tudo se resolva logo na primeira votação, o que parece, não é impossível.

30/09/18

sexta-feira, 28 de setembro de 2018



Tentemos Compreender


O Brasil está a atravessar um verdadeiro ciclone político.
Mas não é difícil entender o que EXATAMENTE se está a passar!
Vamos até começar a pôr as culpas em alguém, para se tentar enxergar alguma coisa no meio desta bagunça, e começamos com os primitivos culpados.
Não, não são os colonos nem os traficantes de escravos. A culpa vem toda dos EUA! Parece impossível?
Não é.
Quando os gringos se alçaram, por conta própria a defensores e DONOS do mundo, conseguiram um feito que perdura até hoje, e vai continuar com o alienado mental da “trampa”, que foi dividirem o mundo em duas zonas de influência: ocidente ou liberal/capitalista e leste ou ditadura/comunista.
Burros, os americanos, que até hoje não enxergam além do próprio umbigo, permitiram que a URSS e sua política expansionista tomasse conta dos povos, mais fracos, que invejavam o desenvolvimento americano. É normal invejar os que vencem!
E assim praticamente toda a América Latina aderiu a uma espécie de socialismo corrupto-marxista, que, como o islão se expandiu rapidinho por todo o lado, um pouco mais tarde sob a bandeira dum “salvador”, o tal Che, um dos maiores assassinos do século XX, e que ainda hoje é venerado e exibido como uma espécie de Dom Sebastião que regressará um dia, envolto no nevoeiro da manhã, para salvar os oprimidos!
E como teve seguidores por todo o lado: começando pela Europa (Itália, França, Espanha e Portugal),  Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e pelo Caribe fora. Com a Queda do Muro acabaram-se as benesses – leia-se grana – dos sovietes, e os sul americanos pensaram resolver o assunto ao seu modo, e quase tem tudo conseguido: uniram-se, como por exemplo com o Foro de São Paulo.
Quando acabaram os rublos, voltaram-se para a Venezuela, o segundo maior produtor de petróleo do planeta e aplaudiram o Chavez. Só que Chavez ao querer abarcar o mundo com as pernas, e tornar-se líder mundial, financiou estupidamente o narcotráfico, caiu de podre e deixou uma besta Madura que acabou por completar a destruição de um dos países que podia ser dos mais ricos!
A chamada Ditadura Militar lutou com todos os meios que dispunha contra o comunismo, e espertos foram os que se fizeram do contra porque hoje gozam de aposentadorias de “resistentes”, chamada a “bolsa terrorismo”, e de todas as facilidades que os gangsters da época, até há pouco no governo, lhes concederam.
Criou-se uma máfia, de extensão imensa, planetária, com controle rigoroso, através de doações bilionárias aos principais órgãos de informação, aos artistas que além de receberem das bilheterias sugam gordos subsídios do governo para fazerem espetáculos, de empresas multimilionárias e bancos, porque onde quer que esteja o mando eles ficarão bem (?), equiparam-se todos os departamentos públicos, sobretudo da alçada federal, com a turma da mesma cor, como praticamente toda a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro que deixou arder o mais importante museu de toda a América Latina, porque as verbas eram gastas sobretudo para pagar ao pessoal – os apaniguados – enquanto o museu... se foi.
E o mais importante, a máfia exerce rigoroso controle sobre TODOS os órgãos de informação: jornais, tvs, revistas, onde a verdade não consegue penetrar, e as notícias são distorcidas. Controle através de vultosos subsídios em forma de publicidade e outras manobras.
Ora bem vistas, um pouco, as coisas por este lado, é fácil entender o porquê desta paranóia louca de tentarem desacreditar o único candidato a presidente que não tem processos nos tribunais: porque diz as verdades, que parece que poucos querem ouvir, não pertence à podre máfia, e certamente irá dar-lhe muito trabalho, e talvez conseguir acabar com a mamata tradicional!
E isto mexe em todos os países que têm o descaramento de esconderem a verdade e propagandear o mais corrupto político de toda a história do Brasil, o tal de lula, porque se alcandorou à liderança do movimento socialista-marxista, das Américas, sendo o líder do Foro de São Paulo.
E todos gritam, “que foi golpe”, “que o julgamento foi político” e até a ONU teve o desplante de criticar o julgamento do bandido!
Deste modo o apoio vem de muitos países, e como hoje a Venezuela agonia com fome e miséria, quem volta a liderar esses grupos terroristas é o narcotráfico, onde os big chefes, apesar do pseudo acordo de paz, está a Bolívia. E tem no Brasil uma força terrível que ainda não foi devidamente testada e, além disso, muito dinheiro. Muito.
Portanto o que se está a passar, a jogar, no Brasil, é uma guerra muito mais profunda e complicada do que uma simples eleição para presidente. Joga-se o “livre trânsito” da bandidagem revolucionária, e corrupta, de que tanto este país precisa se livrar. 
Já tentaram assassinar o candidato que teve a coragem de se lhes opor. O assassino é duro e não fala. Mas por ele falam os advogados ligados e comprometidos com a extrema esquerda, e narcotráfico, pedindo eles mesmos e não o Ministério Público exame de sanidade mental do autor do crime, para ser dado como alienado, e assim se abafar o conjunto dos verdadeiros mandantes.
Joga-se no Brasil uma autêntica guerra, muito suja. E ninguém sabe como pode acabar.
As pesquisas de opinião são claramente viciadas, e o povo enganado a todo o instante.
Receio muito pelo que se pode vir a passar dentro de muito poucos dias.
Se o Brasil voltar a cair na esquerda, cruel, sanguinária e corrupta, mais cem anos terá que aguardar pelo dourado sonho “Futuro” de Stefan Zweig.
E pela educação.
E pela cultura.
E pela saúde,
E pela segurança.
E pelo desenvolvimento de infraestruturas.
E, evidente, pelo desenvolvimento social, humano.
E a ética? Se houver ordem e autoridade a ética tem que lá estar.

28/set/2018

sábado, 22 de setembro de 2018


 

AMIGOS – 10


Há cerca de mês e meio interrompi estas “conversas” com amigos, porque outros assuntos com necessidade de divulgação (?) se meteram de permeio.
Lembrei nestas “conversas” quarenta que lá de cima, eu sei, fazem sempre alguma coisa para cuidar de nós. Os amigos são para isso mesmo e sobretudo para os recordarmos, como os que estão entre nós fisicamente, hoje quase todos separados por este largo rio chamado Atlântico, mas que permanecem sempre dentro dos nossos corações.

1.- Casou com uma prima minha, e mesmo quase uma dúzia de anos mais velho do que eu, fazia parte de um grupo grande amigos de quem já falei, e que conheci ainda eu era um quase adolescente!
Mas lembro algumas passagens da sua vida que vale a pena contar.
Como bom agricultor do Ribatejo, Benavente, aí por volta dos anos cinquenta, decidiu acompanhar um amigo à Feira Nacional de Agricultura em Paris, que ali se deslocava em serviço, junto com o tio deste (e meu!), e o chefe de vendas da empresa onde os dois trabalhavam.
O nosso agricultor não falava uma palavra de francês, mas em Paris os atrativos, além das vacas e outro gado exposto, eram demasiado tentadores, e uma boa fonte para descarregar a carteira de qualquer incauto.
De dia, visita à exposição, uma das mais interessantes que anos depois também visitei várias vezes, e à noite, os dois amigos, solteirões, na faixa dos trinta anos... farra! Paris c’est toujours Paris... ou era!
Para que não se excedessem em gastos, pediram ao chefe de vendas (meu bom amigo Fernando Lino com quem depois vim a trabalhar) que lhes guardasse o dinheiro e só lhes entregasse uma pequena parte do que tinham levado para a viagem! Ao fim duns dias de farra, o nosso querido agricultor achou que precisava de um pouco de descanso, e em vez de “receber” mais umas notas para farrear, confessou já sonolento, quando acabaram a visita à Feira:
- Hoje estou cansado. Vou-me chambrer! (Mais ou menos a única palavra do seu francês!)
Anos mais tarde, numa noitada de fados em Sintra, casa dos nossos amigos Maria Tereza de Noronha e José António Sabrosa, que começou pelas horas do jantar e acabou no dia seguinte, sol nascido e já a incomodar aqueles a quem o vinho não servia de óculos escuros, nenhum dos homens presentes, em boa consciência podia dizer que estava em perfeita sanidade. O vinho era bom, do velho Ramisco autêntico, correra goelas abaixo maravilhosamente.
Já as janelas fechadas para que o sol não viesse quebrar o encanto do fado cantado à luz mortiça e com o cangirão da morraça sempre à ilharga a acompanhar, a dona da casa, cansada, não queria cantar mais nada.
O ribatejano estava com a sua mulher que queria levá-lo para casa, estava já com uns bons e largos copos.
- Você não se sente bem aqui com o seu marido e no meio de tantos amigos?
Ela, calma, respondia que estava, mas também já eram horas da partida. E ele:
- Ó senhora dona condessa cante lá mais um fadinho para nos irmos embora!
São passados quase seis décadas desta grande noite. Não sei a que horas o nosso querido amigo ribatejano António Paim e sua mulher Isabel de lá saíram. Nem eu. Só sei que no regresso a casa o sol me incomodou muito! E eu estava a viver ali em Sintra. O António teve que guiar até casa, coisa de uns oitenta ou mais quilómetros! Era um jovem. Depois ainda viveu muito.
Um grande senhor.

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2.- Vamos agora ao Alentejo, terra que aprecio imensamente e onde viram a luz do dia muitos amigos e colegas.
Quando, em 1971, fui mandado de Luanda para Lourenço Marques, atual Maputo, para assumir um lugar nas cervejas 2M, empresa que pertencia ao banco BCCI e/ou Banco Borges em Portugal, foi pedido a um colega do Banco lá da Costa Oriental, que me orientasse naquela terra que eu não conhecia e nem sabia de alguém lá, conhecido.
Lá estava um à minha espera no aeroporto.
Quando o conheci teria eu uns dezoito anos e era ele finalista de engenharia. Depois conheci bem as irmãs mais novas, da minha idade, mas há talvez uns vinte anos que não o via.
A sua recepção foi como se tivéssemos sido toda a vida os maiores amigos. Um grande e caloroso abraço. Deixou-me sem graça, mas a sua amizade e eterna boa disposição logo me mostraram que em Moçambique tinha, pelo menos, um grande amigo. Ele e a mulher foram sempre duma simpatia, disponibilidade e amizade que não tem descrição.
Quando a minha mulher foi a LM procurar casa para transferirmos a família, estava eu a viver num parque de campismo, já saturado do magnífico Hotel Polana, cheio de cerimónias e chatices. No Parque, num pequeno bangalô, não era época de turismo, estava só naquela área. Um colega da 2M emprestou-me uma geladeira e um pequeno fogão, e ali estava eu como um rei, solitário, sossegado, tomando o meu café da manhã cheio de pequenos macacos à volta à espera que lhes desse um pouco de pão. Um quase paraíso.
A minha mulher torceu o nariz com a ideia de ficar naquele deserto durante o dia... e tinha razão. A Maria, alentejana pelo casamento, mas Coca-Cola de nascença, foi logo dizendo que “nem pensar; ali não ficaria”. E levou-nos para sua casa. É evidente, muito melhor, e em poucos dias a minha mulher tinha conhecido, não só quase todo o grupo de amizade onde depois nos enquadrámos, como teve uma excelente guia para procurar casa, conhecedora como era de toda a cidade, sempre lindamente bem disposta, duma alegria contagiante.
Aos poucos, fui encontrando amigos velhos e fazendo novos e até um primo da minha mulher de quem falarei.
Muito bem nos entendíamos.
Já eu estava de volta ao Banco, visto só ter ficado na 2M pouco mais de ano e meio, porque esta entretanto se juntou à concorrente e eu não quis alinhar naquele jogo. Regressei ao Banco, fiquei um tempo em LM, antes de voltar para Luanda, até que chegou a encravada revolução e... acabou-se tudo.
Um dia, já no Banco, o alentejano amigo vem com uma história que depois deu muita história! Tinha almoçado com uns colegas amigos, engenheiros da Geologia e Minas, que se queixaram da fuga das melhores pedras preciosas que Moçambique produzia, sobretudo esmeraldas, e eles não sabiam o que fazer.
-Eu sei. Tenho um colega e amigo lá no banco, e ele vai arranjar uma solução.
Passou-me a pasta! Trabalhou-se tudo muito, e bem, e quando já estávamos prontos a atuar, o tal 25/4 matou a questão.
Quase todos os dias, quase, estávamos juntos. Já não digo no trabalho, mas, ou bebendo um copo, ou indo a um clube, ou jantando na casa de um ou do outro, a verdade é que o Alexandre Duarte Silva foi um amigo que marcou profundamente a nossa amizade.
A sua disponibilidade, alegria e descontração, um grande “relações públicas” congénito.
Como não guardar tanta saudade deste casal?


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Sobre este escrevi no livro “Contos Peregrinos a Preto e Branco”. Mas é sempre bom recordá-lo.
Era um dos muitos, muito alegres e bem dispostos, companheiros. Desde novo foi trabalhar para a TAP, e não sendo tripulante, correu uma boa porção de países em serviço dos escritórios daquela companhia aérea.
Um deles foi a Suécia. Novo ainda, galã, encantou-se com uma das muitas bonitas garotas que por ali andavam, e apesar do frio de Stockholm, nada o impediu, como continua a não impedir, até a facilitar, o aconchegar-se de alguns corpos.
Resultado, fez um filho, a mãe não quis saber do pai, que também não se preocupou muito com o problema, e quando terminou a comissão de serviço regressou à base, Lisboa, antes da criança ter nascido. Tudo bem. Só muitos anos depois voltou à Suécia para o conhecer. O garoto era capitão da força aérea, encontraram-se para um almoço, conheceram-se, riram, e despediram-se, sem nunca mais se terem voltado a ver.
Foi para Angola, onde arranjou outra mulher, com quem teve uma filha. Nesta terra viveu muitos anos. Trocou novamente de mulher, com quem teve outro filho.
O trabalho na TAP passou a ser de Relações Públicas, cargo que desempenhava com grande facilidade e eficiência, porque não só era a sua especialidade, e sabia como poucos fazer amigos.
Este emprego dava-lhe a possibilidade de se deslocar a Portugal sempre que lhe apetecesse, e apetecia muita vez, com o pretexto de discutir problemas com a administração da companhia e ver os irmãos, mas no fim ia mesmo era gastar dinheiro no Cassino do Estoril. Viciozinho chato.
Por muito simpático que o marido seja, sempre a gastar no jogo, onde nunca se ganha, a mulher acaba por se cansar. Foi o que sucedeu com a terceira.
Contado por ele:
- Cheguei de manhã a Luanda e fui a casa tomar banho e mudar de roupa. Já mulher e filho tinham saído para o trabalho e colégio. Quando olhei para o copo dos dentes vi que tinha lá duas escovas! Três não ficam bem no mesmo copo! Vesti-me, pus alguma roupa na mala e saí de casa. Depois telefonei à Rosário a dizer-lhe que ela tinha feito muito bem em arranjar outro!
Acabou a sua vida em São Paulo, trabalhando para a TAP, e com a quarta mulher. Brasileira, esta.
Foi a única vez que vi três viúvas chorarem pelo mesmo homem, o Luis Gama, sempre amigo de todas, e de uma boa disposição e alegria que era impossível estar-se triste a seu lado. Até a sua despedida foi alegre.


21 set. 18

sexta-feira, 14 de setembro de 2018



Como tem sido fácil falar em pedofilia de padres. E ninguém ataca o mesmo assunto que se passará com responsáveis de outras crenças, que os há da mesma forma, ou até mais.
A prova é que também entre muçulmanos isso acontece, e no caso de homossexuais a “penitência” é a forca ou a cimitarra no pescoço.
Há, sempre houve e vai continuar a haver homens fracos, perdidos, que cometam esses horrendos atos. Esses crimes.
Normalmente com crianças, que por vergonha escondem o que se passou ou passa, e só muito depois, alguns, raros, deixam a verdade aparecer. E muitos outros, a quem nada aconteceu, juntam-se ao coro à espera de obter quaisquer vantagens.
Parece que esta doença, pedofilismo, se tem expandido de forma impressionante, e é raro não haver notícias de crianças sequestradas e mortas depois de abusadas.
A pena para os pedófilos e assassinos ainda é pequena.
Mas, e os milhares de padres e outros religiosos mesmo não católicos, que há séculos se dedicam à educação de crianças, pobres, paupérrimas, doentes, abandonadas, e transformam a sua maioria em indivíduos que acabam por se integrar na sociedade?
No Brasil, ainda hoje, também é hábito malhar nos jesuítas que criaram as Missões, onde recolheram centenas de milhares de índios para os livrarem da ganância dos colonos à procura de escravos.
Congregaram-nos em lugares onde os ensinavam, lhes transmitiam uma nova cultura, o sentido de família, a produção de alimentos sem necessidade da vida nômade que a maioria levava, e naturalmente isso exacerbou a cobiça dos colonos e até da coroa, ao ver que expulsando os religiosos confiscava todas as suas obras que renderiam um bom dinheiro.
Algo semelhante aconteceu com Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão ("Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici"), conhecida como Cavaleiros Templários, financiadores do rei Filipe IV de França que profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o papa a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente, acusados de homossexuais. Pretextos e acirramento da população levaram a essa vergonha.
No Brasil a “razão” apresentada foi que os jesuítas se estavam a enriquecer à custa dos índios, quando “esqueceram” que esses religiosos têm voto de pobreza e nada têm que lhes pertença! As obras que aqui fizeram eram grandes, mas nada lhes pertencia individualmente.
Os mesmos jesuítas que chegaram à Índia no século XVI e aí criaram escolas, hospitais e até a primeira faculdade de medicina de todo o Oriente, o Colégio de São Paulo que em 1568 era frequentado por mais de três mil estudantes. Um dos hospitais, uma bela construção, com jardins internos onde os doentes podiam passear, um leito para cada doente, com colchão e coberta de algodão e tafetá, uma grande quantidade de médicos, cirurgiões e farmacêuticos que visitavam os doentes duas vezes ao dia, contava com mil e quinhentos leitos. (Tem no Brasil algo similar... quatro séculos e meio passados?)
Nos tempos mais modernos, padres seculares, como eu conheci pessoalmente um bom número, e que até hoje venero e respeito imensamente, porque vi darem as suas vidas inteiramente ao “outro”, às crianças abandonadas, em Portugal e em África.
Homens que deram tudo quanto possuíam, as suas vidas, para ajudar os mais necessitados, com enormes sacrifícios das suas saúdes, sem jamais baixarem os braços, e considerando os milhares a quem deram guarida, alimentação e educação, como filhos, queridos, como filhos de sangue. O sangue que por eles derramaram.
“Quem receber um destes meninos, em Meu nome, é a Mim que recebe”. Mat, 18-5.
Desses a mídia não fala. Por vezes até os ataca. Covardemente como acontece muitas vezes por quem tem acesso fácil aos órgãos de informação.
Mas se um desgraçado cai, erra, esses covardes e infelizes embandeiram e jogam todas as pedras que podem.
Já um dia, nestes escritos manifestei a minha opinião sobre pedofilia. E mantenho: castração!
Faz-se isso em zootecnia, quando, por exemplo um cavalo inteiro é irrequieto, perigoso e impossível de o conduzir, a solução é castrá-lo. Fica dócil.
Lembro que um dia, um desses padres que conheci e muito venero, me contou que uma das últimas aulas no seminário foi dada por um bispo que os avisou: “A igreja católica vai ser vítima de perseguição, vai continuar a ser o alvo, de outras religiões e/ou crenças. Sobretudo dos mais poderosos que têm acesso à informação, seja ela nos jornais como no cinema (não havia ainda Tv).”
Isso é bem visível na destruição da família, a base de toda a sociedade humana.
Não quer dizer que não haja padres que tenham caído tão baixo. Certamente há. Como há o mesmo tipo de degradação em todos as camadas das sociedades, de que ninguém fala.
Mas o pior ataque à Igreja está vindo hoje de dentro do seu cerne, e o visado é o próprio Papa Francisco.
São bispos e cardeais a encabeçarem os ataques, para manterem o seu status quo de grandes chefes, como no tempo na Inquisição.
Não querem ver entrar na Igreja os desquitados, os homossexuais, os pecadores. Eles, os ultra, é que são a encarnação do demo!
Jesus sempre teve palavras de compreensão para com todos os pecadores, sem jamais condená-los ao inferno, indicando para todos eles o caminho da reparação. Assim Ele procedeu com a mulher que cometera adultério. Quando os seus acusadores viram Jesus, perguntaram-lhe: "Moisés ordena que ela seja apedrejada, e tu, o que dizes?"
Jesus serenamente respondeu: "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra!"
Não há salvação para os que se julgam justos, mas para os que se reconhecem pecadores. Se Jesus é amigo dos pecadores, há esperança para todos nós, pecadores. Todos carregamos lá bem no íntimo a consciência de havermos pecado alguma ou muitas vezes. Se nos arrependemos e lutámos para não voltar a cair, ficámos perdoados, mesmo que nos reste uma “ferida” que teima em não fechar.
Ser desquitado, casado pela segunda ou terceira vez, homossexual, não são todos filhos de Deus? Será pecado a situação em que vivem? Muitos, muitos deles levam uma vida de entrega ao próximo, extremamente louvável, independendo da sua vida pessoal.
Pecado é aquilo que ofende o outro ou a natureza. Pecador é o que rouba, não para comer por ter fome, mas o que pratica furtos e assaltos para enriquecer, o corrupto, o que mata por banditismo, o falso, e muitos no mesmo gênero.
Nada disso tem a ver com a vida pessoal, íntima de cada um.
A Igreja enferma ainda de muito problema, os “velhos do Restelo” que a povoam e que não querem perder a sua posição, em grande maioria são uns horrendos retrógrados, vaidosos e prepotentes.
Uma coisa imensamente complexa é o caso dos santos.
Como se “fabrica” um santo? Um processo infindável em que opinam um monte desses pressupostos donos da Igreja, que exigem uma documentação interminável, tudo complicam, para se darem ares dos únicos donos da verdade.
O sucesso do Concílio de Trento –1545-1563 – se foi um sucesso deve-se sobretudo à atuação dum arcebispo português, Dom Frei Bertalomeu dos Mártires, Arcebispo de Braga. Uma extraordinária figura da Igreja. Esperou mais de quatro séculos para ser beatificado!
Remeto o leitor para um texto posto no blog há pouco, mas que fala de SANTOS:
Para o cristianismo católico, "santo" é todo aquele que já está no céu, junto de Deus. Um exemplo a ser seguido. Mas para se tornarem “oficialmente” santos é necessário que se abra um complicadíssimo processo no Vaticano.
Não precisaria, certamente de tanta complicação. Mas a imensa burocracia faz com que os poderosos de Roma se sintam mais importantes.
Salta à vista uma pergunta: quem são eles para julgarem a vida de homens que realmente deram inteiramente as suas vidas para ajudar os Outros?
Quem são eles para julgarem a vida pessoal e íntima de cada pessoa?
Quem pensam que são, vestidos de hábitos de damasco e sedas caríssimas, exibindo (pelo menos até à chegada do Papa Francisco) colares e crucifixos e anéis de ouro, havendo tanta fome e miséria à sua volta, intitulando-se os guardiães de palavra de Cristo que andou sempre esfarrapado?
Quem são eles para julgarem aquela maravilhosa mão que o Papa Francisco estende aos que foram escorraçados da Igreja?
Esses “donos da verdade” lembram-me a situação de alguns países, especialmente o Brasil, quando o governo, o corpo legislativo e o judiciário se limitam a criar leis e sentenças em proveito próprio, ignorando totalmente o país, a população, o futuro. Há exceções, mas são uma ínfima maioria.
Tudo isto gera uma conclusão simples: ou o ser humano não presta, ainda não evoluiu como o jacaré que tem 400.000.000 anos, ou, pior, a sua evolução caminha para uma destruição total, para o Apocalipse.

11-set-18