sexta-feira, 19 de junho de 2020



A Nova Ordem Mundial

Desde... desde quando se fala em Nova Ordem?
Podemos ir buscar na história várias “Ordens - quase - globais”, partindo-se do princípio que o “global” nunca, até há pouco, fora algo que incorporasse todo o globo.
A China viveu isolada milénios, e para ela o globo eram só eles, o Médio Oriente foi um dos primeiros “globais” com a Mesopotâmia e adjacentes, a Índia, a Europa e o seu “Medium Terra”, e outros que viveram com raros contatos com vizinhos menos ainda com longínquos.
Global chega com as navegações, Portugal e Espanha, que deram a conhecer novos mundos ao mundo.
O mundo desenvolveu-se, criaram-se novos países, o comércio foi sendo cada vez mais global e não tardou a que uns quisessem “engolir” outros mais fracos.
Não há que referir as Américas ou África, onde o estado em que as populações viviam era muito primitivo, o que provocou o colonialismo e depois novos países.
Mas como a única coisa que o homem desde sempre, sabe é guerrear e roubar, apareceram impérios que cresceram e morreram, como o romano, o otomano, o britânico e o soviético, e agora o chinês que se levantou da noite dos dragões. E o pseudo americano.
A guerra sempre presente, desafiando a mente dos poderosos. Parece loucura pensar-se que foram as bombas atómicas que começaram a pôr algum juízo na cabeça dos “invencíveis”. Mas foram, porque todos sabem que se alguém soltar um engenho desses irão cair por toda a terra milhares deles e... adeus humanidade.
Agora fingem todos que se zangam, ameaçam-se com sanções e entraves ao comércio, o que é uma descarada mentira, sobretudo jogos de interesses e os olhos fixos não já no bezerro de ouro, mas no ouro todo!
Tempos passaram com várias “Novas Ordens”. O domínio dos mares e de meio mundo do “império” britânico,
a “Nova Ordem Internacional”, viva e muito ativa até hoje saída dos bolcheviques, outra Nova Ordem Internacional proposta por Hitler, a Nova Ordem Dual com a Guerra Fria EUA-URSS, etc.
Hoje já não parece possível que algum desses poderosos tenha capacidade e possibilidade de dominar o ouro todo. Conhecem a velha frase “se não podes vencer o teu adversário, junta-te a ele”.
Não vamos ver a Rússia, nem a China, nem os EUA entrarem em guerra. Não há esse perigo.
Vamos ver, quem ainda por aqui estiver um tempinho, pouco, porque o exército das finanças já está em marcha, com a que foi arquitetada, e infelizmente em processo de instauração, Nova Ordem.
E surge a verdadeira Nova Ordem Mundial, comandada pelo império do dinheiro.
Em vez de mandarem exércitos combater e ocupar os mais fracos, a estratégia foi pensada globalmente. Devagarinho, para não assustar, secretamente, mas firme e com etapas perfeitamente estabelecidas, seguindo o método MBO -Management By Objectives – começando por desmoralizar e aterrorizar toda, TODA a população da terra.
Em 1948 um conceituado juiz de direito proferiu uma conferência na Sociedade de Geografia de Lisboa, com o título “ Da Crise na Organização das Nações Unidas para a reorganização da Nova Ordem Internacional”.
Diz:
“O Mundo atravessa uma profunda crise. Neste Mundo que parece querer suicidar-se, há muitas palavras e poucos ecos.
É profunda a crise de Honra, de Meditação e de Coerência
Honra que sintetizando a melhor floração do Dever, implica abnegação, altruísmo no sacrifício do interesse próprio à tranquilidade da consciência. Honra que renasce da própria alma.
Não aquela honra que, numa abjeta inversão de ideias, sentimentos e interesses, vive dos ridículos ouropéis que o elogio mútuo sustenta. Não aquela honra que hipocritamente suspende os “homens importantes” desta sociedade a desmoronar-se na tacanhez do espírito...
1948 ! Setenta e dois anos depois estas palavras são sábias e mais do que oportunas.
Olhemos, bem, profundamente, à nossa volta e até um pouco mais longe.
Recuemos outra vez:
- Há uns sessenta e poucos anos, estava no seminário um homem que veio a ser um dos meus maiores amigos, um homem que se doou inteiramente aos Outros. Um dia foi lá um bispo fazer uma pregação aos em breve sacerdotes, e deixou-lhes uma mensagem aterradora:
A nossa sociedade, cultura e religião, estão condenadas. A estratégia, já estabelecida pelos poderosos das finanças, é simples: destruir a base da sociedade, a FAMÍLIA. Vão começar pelos meios de que dispõem primeiro, a informação, como cinema, jornais, revistas, rádio (mais tarde a televisão) desmoralizando e desfazendo os conceitos básicos de ética, respeito, decência, etc.”
O Grande Plano estava traçado, a dramaturgia pronta, faltavam atores e uma faísca qualquer para dar início ao processo que insidiosamente se foi desenvolvendo. O  primeiro grande evento foi em Paris, Maio de1968. Logo no mês seguinte em Nova York, começa uma rebelião que lançaria as bases para o movimento pelos direitos LGBT. Não tardou a grande explosão em Woodstock em Agosto de 69.
Nada tenho a ver com a vida dos homossexuais, mas estes movimentos ruíram os alicerces da Família.
Sexo livre, bandalha, desrespeito pelos mais velhos, destruição da família, atraindo os incautos pelo brilho do ouro, como sendo a única coisa pela qual vale a pena lutar.
Hollywood passou a ter muito mais “abertura”, para cenas eróticas, mais mulheres despidas, mais violência, sempre num crescendo para chegar ao ponto de, nos dias de hoje a Disney propagandear que os seus famosos atores/bonecos se travestiram para a homossexualidade.
O comunismo veio facilitar-lhes a vida, apesar de terem querido manter a disciplina à força, somente dentro da URSS e hoje na Rússia. Mas ajudou a meter nas cabeças ocas que a destruição geral seria o caminho para melhor, também, se imporem.
Então aos donos das finanças do mundo, que são muito poucos, altruístas mentirosos, querendo sempre mais, tudo, não lhes foi difícil perceber que a união entre eles seria muito mais forte do que armas para matar.
O primeiro passo teria que ser o desmoralizar as populações, enxovalhar as suas histórias e culturas, virar filhos contra pais, irmãos contra irmãos, e para isso nada melhor do que usar aqueles que se fingem anarquistas ou bolchevistas, a quem subsidiam generosamente, bem como os LBGT.
Nem sequer estão preocupados com a expansão do islamismo, porque isso até os ajuda para os objetivos finais.
Há dias o bilionário George Soros teve uma frase lapidar: “Ainda bem que apareceu a COVIC-19 porque vai ajudar a destruir as famílias!”  Este ao menos vomitou logo um dos pontos do plano final.
Viajando um pouco na especulação intelectual, se de especulação se trata, há anos que anda no ar uma pergunta a que ninguém ainda respondeu: “O que anda a projetar o Club de Bildberg?” Um clube, super fechado, só para bi ou trilionários, super secreto, com uma segurança escandalosa quando se reúnem. Se algo dali tem vindo é só “cheiro a podre”. Não se juntam para beberem os whiskies e vinhos mais caros do planeta, nem para contarem quanto dinheiro têm. Mas. O que programam? União entre eles? Nova Ordem?
Num dos primeiros textos que escrevi sobre a Covid deixei clara a minha visão sobre o problema:
Porquê agora tanto barulho, por todo o mundo, sobre esta considerada pandemia?
Sempre fui muito céptico em relação ao modo como a economia mundial está a ser levada. Levada ao desastre. O mundo TODO está agora numa histeria, ia a dizer incontornável, mas que tem todas as características de ser uma imensíssima e majestosa orquestração, com finalidades comerciais, financeiras.
À medida que os dias vão passando tenho a sensação de ir “descobrindo” mais algumas características de todo este processo/problema que estamos a enfrentar, e que parecem se encaixar numa muito bem elaborada planificação:
a-     Nos anos 50 um bispo alertou para a catástrofe humana/social que já nesse tempo se adivinhava.
b-    Nos anos 90 o governo lulista/trotskista fundou em São Paulo/Brasil o Foro de São Paulo, uma espécie de parlamento do comunismo em toda a América do Sul, com o apoio de... de quem? Da esquerda internacional, dinheiro do petróleo da Venezuela e do roubado ao Estado Brasileiro, e...
c-     Em 2005 o Brasil lançou o programa do desarmamento da população, que não aceitou o plesbicito, mas assim mesmo foi votado. Agora é Portugal que quer desarmar até caçadores!
d-    O tal Chavez da Venezuela, desbaratando o dinheiro do petróleo, leia-se do povo, muy amigo do Zapatero, financiou a extrema esquerda espanhola que acabou por ganhar o governo. É só ver o que estão a fazer a ambos os países que Rússia e China parecem apoiar, sem intervir, porque será um bom campo experimental para os seus objetivos.
e-     Nos finais de 2019 a China, com a colaboração de um famoso cientista, o americano Charles Lieber, preso, julgado e em liberdade, já com o SARS-2 pronto, por qualquer razão, ou ordem “de cima” libera o vírus e começa a mortandade.
f-      Com a OMS sob controle, a China só “autoriza” essa tal OMS a declarar pandemia 3 meses mais tarde.
g-    Com isto a informação mundial começa, esmagadoramente bem orquestrada a semear o terror.
h-    Com o isolamento, o terror, a economia começa a entrar em colapso, em todo o mundo.
i-       Dois ou três anos antes Bill Gates, muito bem informado, alerta que uma epidemia biológica estaria para chegar.
j-       Um ano depois é o próprio Trump que diz a mesma coisa, sabe que precisaria fazer pesados investimentos em saúde, e nada faz.
k-     Quando a pandemia é declarada Trump proíbe uma empresa da Califórnia de produzir, com urgência, 19 milhões de máscaras, e não tardou a encomendá-las ao “inimigo” Xi Jiping.
l-      Entretanto o tal Soros regozija-se com a Covid porque vai destruir a base da sociedade.
m-  Há poucos anos os governos de esquerdinha, chamada esquerda caviar, escondendo o extremismo, começa a querer rever a história de alguns países, renegando os seus vultos mais destacados, e criando heróis falsos.
n-    Simultaneamente publicam novos livros de ensino primário atacando e desfigurando o que de mais natural há no reino animal, macho e fêmea, desmoralizando e baralhando as cabeças das crianças e ameaçando os pais. As universidades entregues também à esquerda.
o-    Fomenta-se o homossexualismo, anti reprodutor, os desfiles dos LBTG juntam um ou dois milhões de pessoas, e uma passeata para exigir melhores salários ou melhor saúde ou algo (que seria) normal, não atrai mais de uma ou duas dúzias de milhares, que desfilam com ar triste. E atraem porta vozes de renome mundial como Hollywood, Disney, e um monte de governos.
p-    Não só no Brasil, mas por diversos países da Europa e América, grupos de chamados arruaceiros ou delinquentes, vão destruindo estátuas, queimando igrejas e monumentos da história desses países, e parece que ninguém se dá conta de que isso é mais um capítulo desta evolução para chegarmos à “terra queimada, de ninguém”.
q-    Não há força, FORÇA, que se levante contra esses ataques. E se acordarem, talvez já seja tarde. Talvez tenham esquecido que para lutarem, a primeira cabeça a ser cortada será a do mais alto responsável!
r-     Discreta e não mais secretamente, mas abertamente, a anarquia está a impor-se. Órgãos de informação pertencentes a gente que parece ter sempre levado uma vida digna, honrada e respeitada, paga generosamente a jornalistas raivosos, mentirosos e travestidos de martelo e foice para destruírem valores, não só dos seus países como insultando outros. Há 15 anos o jornal “O Globo” expunha as vergonhas do governo PT. Depois calaram-lhe a boca com muitos bilhões, e hoje vomita contra o Presidente que não lhes dá nada.
s-     É preciso espalhar a discórdia e anarquia por todo o lado. A Europa bate, de leve, na Hungria, com alguma força no Trump e com uma raiva desmedida no Presidente do Brasil. Não admira, ele interrompeu os planos de eternização da roubalheira e da anarquia global.

O mundo está aterrado. Bloqueado. A maioria dos países em estado de bancarrota, assistindo sem reagir à evolução meticulosamente programada da catástrofe anunciada.
O povo quieto, desarmado, fácil de controlar.
E as Forças Armadas? No Brasil estão alerta e sem quererem provocar confusão que leve a um bloqueio mundial. E em Portugal? Existem? Ou estão nas mãos dos descendentes do 25/4 que tudo destruiu?
A esquerda navega com vento de feição, enquanto o centro nem as velas enverga. Quem tem um troco ou um muito na gaveta deixa correr os ventos e... vai levar com a borrasca na cabeça, como todos.
Desde o primeiro dia, quando se anunciou o isolamento, a minha grande preocupação foi “o depois”. A economia. Agora estou a prever que o tal “depois” não será só assistir aos países a naufragarem e a tentarem reconstruir as suas economias, mas a ver como no meio deste caos, já instalado, tudo começa a fazer sentido para que surja a tal Nova Ordem.
O que vai ser esta Ordem, talvez imensa desordem, ainda é difícil adivinhar ou prever.
Será a obrigatoriedade da tal vacinação dos 7 e meio bilhões que o povo ainda vai ter que pagar? Vacina com um pinguinho de ADN alterado ou até com chip de monitoramento? Ou como em algumas impressoras que ao fim de “x” impressos... não funcionam mais? Tudo é possível.
Imagina-se os tais bi ou trilionários a dividirem o lucro das vacinas e logo a criarem outro mecanismo de controle dos povos para que os não incomodem.
Como lutar contra isso? Parece loucura, e é. A verdade é que “a loucura é a origem das grandes façanhas de todos os heróis”, como citou Erasmo.
Não esqueçam da mundial propaganda de um assassino, até hoje carro chefe de venda em camisetas e bandeiras. O terrível Che. A esquerda não o esqueceu e quem financia essa propaganda?
Não basta um herói, um líder a seguir, como seria um General Osório no Brasil, que dizia “É fácil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever”, ou Nuno Álvares Pereira em Portugal, O forte Nuno, como Camões o designa, que leu nos "livros de cavalaria que a pureza era a virtude que tornara invencíveis os heróis, e procurava que a sua alma e corpo se conservassem imaculados".  Melhor ainda talvez Afonso de Albuquerque que com 3 navios e somente 300 homens a bordo conquistou Ormuz onde estavam mais de 200 navios e uns 20.000 soldados. Grandes figuras que sempre fazem falta, mas é preciso muito mais do que isso. A começar por um, muito bem escolhido serviço de inteligência, para ir aplicando os tradicionais ensinamentos de Sun Tzu, quando diz “Toda a arte de guerra é de astúcia e engano. Ganharão os mais hábeis e dedicados. Vencerá o lado onde reinar maior disciplina.” Fundamental.
Ou : “Fingir desordem para animar o adversário e poder derrotá-lo.”

A pandemia de destruição universal está a chegar. De entrada vão ficar só quatro forças, unidas pelo capital que não tem pátria nem fronteiras, mas ganância: China e Rússia, que se odeiam mas se temem, EUA, o maior covil de bilionários, sôfregos por poder, por enquanto, e os países árabes, por ora unidos no Islão, na sua teocracia feroz e falsa e, evidente pelos petrodólares, mas que se irá desmontar, primeiro entre eles mesmos, e depois face à China.
A Europa, a Des-União Europeia agoniza, há muito tempo. Fica fora de qualquer comando.
Destruam tudo, arrasem tudo, envenenem todos com as vossas vacinas. O mundo será uma maravilha.
A Índia dificilmente se deixará dominar. A Indonésia não será difícil metê-la no bolso.
E o Brasil? Ah! O Brasil não pode ser muito maltratado. É o grande celeiro do mundo e precisará, sempre, de muito capital para produzir. E não é difícil tirar um presidente teimoso e durão e colocar no seu lugar um robô bolivariano. A China precisa, e muito do Brasil, vai ter que levar o caso com cautela, mas o Brasil ainda precisa mais do comprador, enquanto os chineses não estiverem a produzir em todas as terras de África.
Fica uma mão cheia de trilionários... sós, a darem ordens numa terra queimada, eles que nem uma batata sabem plantar.
Não era assim que eu imaginava o Fim do Mundo, o Apocalipse.
Ainda não pensaram que a Natureza acaba por vencer tudo e todos.

17/06/2020



domingo, 14 de junho de 2020


Epidemias

Muito se fala na COVID-19, e muito se malha em cima dos governos, responsabilizando-os pelas mortes por ela provocadas.
Então o Brasil... é quem mais apanha, sem qualquer fundamento científico ou matemático.
O miserável do vírus chegou aqui, de mansinho, quase dois meses depois de ter entrado na Europa.
O que podiam ter feito as autoridades? Pouco, mas assim mesmo continua a ser interessante analisar o número de vítimas em relação ao número de habitantes e, verifica-se que entre os mais atingidos, o Brasil está no terceiro lugar dos menos afetados (11 de Junho)
Rússia -   0,004
Portugal -0,017
Brasil -    0,018
EUA -     0,034
França -  0,044
Itália -     0,057
Espanha - 0,058
Ri. Unido-0,059
Bélgica -   0,087
Nos países europeus, felizmente novos casos estão em franca diminuição, exceto em Portugal onde há um sintoma de aumento, na Rússia estabilizados, e no Brasil ainda a crescer.
E, o mais preocupante é que agora, em todo o lado se estão a descobrir novos vírus corona. Vão chegar para fazer os mesmos estragos, quando a comunidade científica mundial ainda não sabe como tratar este SARS2?
Em 2019, no Brasil, em 26 semanas morreram com influenza 2.231 pessoas, e em dois anos, 2009 e 2010 foram registradas 18.449 mortes.
Curioso é ver que este ano o número de mortes por influenza é de pouco mais de 12 por mês. Estranho, não?
É mais fácil pôr tudo na conta COVID? Deve ser, e há muitos casos conhecidos. Aqui e por todo o lado.
É evidente que se espera que a epidemia comece a fazer menos estragos, mas só quando, como já afirmado, 60 ou 70% da população tiver sido atingida?
Como não há contabilização dos assintomáticos, parece que jamais ficaremos a saber quando esse dia chegará.
O que sabemos é que o vírus veio para ficar, e estará entre nós por muitos anos ou ad aeternum. Vamos criando imunidade, certamente, mas ainda nem a criámos para a gripe.
Também vale a pena dar uma olhada no ritmo em que nos últimos anos surgiram novas gripes: a aviária, a dos porcos, a disto e daquilo, e agora esta que tem toda a cara de ter sido artificialmente manipulada.
Não admira. A natureza está doente: o ar poluído, sobretudo nas cidades, os mares, rios e lagos atulhados de plásticos, a comida que nos servem carregada de química que nos chega pelos adubos, agrotóxicos, alimentos transgénicos, complementos ou suprimentos químicos, como conservantes, adoçantes, corantes, remédios químicos (só para remediar!) depois de ignorados os tratamentos caseiros dos nossos pais e avós, etc.
E o lixo atómico? Que ainda não sabem o que lhe fazer mas todos sabem o que ele nos faz e, segundo se informa, neste momento há mais de 10.000 toneladas dessa “bomba relógio”!
Não precisam de se preocupar: parte desse lixo leva um milhão e meio de anos para perder força. Outras partes mais simpáticas entre 10 e 150 mil!
Os vindouros não vão precisar de vírus! O lixo atómico resolverá tudo num instante. O nosso organismo nem vai ter tempo para se adaptar a tudo isso.
E se resistir, levará muitas gerações, largos milénios a estar adaptado.
A natureza chora, mas logo voltará a rir.
Os ignorantes críticos do que se passa no Brasil desconhecem alguns aspetos que são, no mínimo, curiosos, e para os quais era bom atentarem antes de vomitarem raiva:
- A superfície do Brasil é maior do que todos os países da Europa juntos, só tirando uma pequena fatia da Rússia; 10.180.000 km2. Sem a Rússia a Europa tem 8.516.000.
- O PIB da  Europa, 2019, foi de € 16,5 trilhões com uma dívida total de 80,7%.
- No Brasil o PIB (após herdado o país destroçado e com os cofres arrombados) foi de € 1,7 trilhões e uma dívida de 58%.
- O PIB de Portugal foi menos de € 220 bilhões, com uma dívida próxima dos 140%
- A Europa, sem Rússia, tem 710 milhões de habitantes e 29 governos para enfrentar a COVID.
- O Brasil tem um só, para 212 milhões, insistentemente atacado, esventrado e difamado pela esquerda caviar e destrutiva.
- Para os doutos imbecis que vomitam raiva contra o Brasil é bom que lembrem que São Paulo e o Rio de Janeiro têm, juntos, mais do dobro da população de Portugal. As áreas da Grande Lisboa e Grande Porto juntas, com boa vontade têm só 2/3 da população carioca.
- O comunista jornal Le Monde, que parece nada mais ter o que fazer do que atacar o Brasil, agora desbancou a zona de Copacabana. Chamou-lhe: bairro quase a desmoronar, cheio de idosos, onde grassa a Covid, etc., mas esqueceu-se de falar nos guetos parisienses, onde vivem em condições pior inumanas africanos, muçulmanos e... idosos. Em Paris volta e meia despencam prédios, velhos, podres, a França tem mais de 25 % da população acima do 60 anos e o Brasil 13%, e vem o bestalhoide francês falar mal do Bolsonaro e para isso inventa desgraças onde ele tem inveja de não viver.
Para piorar o panorama, a crise económica que a onda de terror, provocada, não só pelo vírus, como por interesses escusos provocou com o isolamento, e está a provocar, ainda vai derrubar muita gente, com fome, enfraquecimento, destruição do sistema imunológico e psíquico.
Em Espanha foi oficialmente declarado o genocídio, ao se proibir o tratamento de idosos, crime por que alguém devia ser julgado, e por todo o mundo se vêm as economias a afundarem, economias de todo o tipo, desde companhias de aviação, agências de viagens, hotéis, centros comerciais, indústrias de todo o tipo (há dias a fábrica dos carros Bentley, só numa passada despediu 1.000 trabalhadores), os trabalhadores autónomos, mesmo auxiliados pelos governos com uma esmola, tudo isto e muito mais transforma em apocalíptica a previsão do futuro imediato.
Nesta altura, com uma crise que se equipara aos tempos da II Guerra, quando todos se deviam unir para melhor sobreviverem e lutarem contra o mal, a classe política vermelha e acéfala, tudo está a fazer para destruir o país. A partir da Europa, o deles e o Brasil!
Aqui no Brasil conhecemos bem essas manobras, e daí estarmos à espera do pior, que pode chegar.
Eles sabem que a chamada direita é que trabalha e gera renda, e melhor sabe a dita esquerda que o que quer é mamar nas tetas dos que trabalham, isto é, destruir.
E também sei que o Mário Soares quando esteve exilado em Paris recebiam de uns banqueiros generosa ajuda mensal. Sei até quem lhe entregava os cheques. Era um “seguro financeiro”!
Está a parecer que também a grande Impresa está também a pagar aos extremistas à espera que estes tomem o poder e a protejam!
Porque quando tudo estiver destruído serão as gangues a assumir.

11/06/20

terça-feira, 9 de junho de 2020



O  Grande  Humorista

Esta é a história de um humorista. Não é para rir, nem para chorar. Só para ficarem conhecendo.
O humorista era, e parece que ainda é, um indivíduo que se acha muito engraçado, e a quem até pagam para dizer todos os disparates que lhe passem pela cabeça.
Além de humorista o sujeito é jornalista e comentador político. Dose suficiente para cuspir hipotéticas piadas recheadas de ódio e falsidade.
Nesta altura, quando uma grande parte das pessoas, livres, se acham confinadas em casa, cansadas do isolamento, preocupadas com o maldito vírus que lhes possa entrar em casa, ou na casa de algum amigo ou familiar, uma boa piada, educada (é verdade, há piadas educadas) deve saber bem, para aliviar a tensão do ambiente. Muita gente deve rir, mesmo só porque nada mais tem que fazer, mas no fundo, quando pensa bem no que ouviu, ou leu, deve sentir-se parente das hienas que não sabem de que riem.
Este tal humorista, há dias, num grande jornal, português, para se fazer engraçado comparou o Salazar ao Hitler. E não é que até tem graça?

O Hitler declarou guerra a uma porção de países, invadiu, conquistou, enlouqueceu, promoveu holocaustos em série, de judeus, ciganos, homossexuais e outros, foi o causador de uns 60 milhões de mortes e deixou a Alemanha arruinada.
Salazar bateu-se para que Portugal, e a Espanha, não entrassem na guerra, lutou nas colónias contra grupos apoiados pela URSS, EUA, China, envergonhou até o Kennedy e quando recebeu o Dean Rusk, deu-lhe uma aula de história e política que o americano disse que se tinha sentido como criancinha, e deixou o país com os cofres cheios!
É claro que Portugal tinha a PIDE que fez os seus estragos, inaceitáveis, mas o país foi sempre avançando, porque havia ordem e disciplina, e hoje com um parlamento de “estrangeiros” (porque o que menos lhes interessa é Portugal) vive de chapéu na mão a esmolar à EU. A isto há até quem chame democracia: tudo a dar ordens, a meter a mão na coisa pública, a partilhar cargos de chorudos salários, e o país, o povo...
O curioso da comparação é o ter-me lembrado da minha adolescência quando se perguntava a alguém: “Em que se parece o Hitler com o Mussolini?” e a resposta, gaiata, brincalhona, era: “Ambos usam bigode exceto o Mussolini!”
Não tem graça, mas era uma piada dos anos 40, quando talvez os pais do humorista não fossem sequer nascidos. Talvez.
E o humorista continua com a sua ciência histórica e diz que tem pena que não se faça o museu do Salazar lá na terra onde nasceu, porque gostaria de lá pôr um boneco de palha, no lugar de algum busto ou estátua do homenageado.
Gostei da ideia, mas logo comecei a pensar no porquê da palha!
Não demorei muito a desvendar a intenção: o humorista, deve estar com fome, e um fardo de palha seria uma refeição perfeita para quem não consegue distinguir uma batata de um molho de palha.

Parece que em Portugal proliferam estes “humoristas”, “futuristas”, e pedintes como Judas que precisou de trinta moedas para atraiçoar o Mestre.
Como não podem bater na nomeklatura portuguesa, cospem raiva sobre os que lhes não podem responder e sobre personalidades, que nada têm a ver com Portugal, nem com as suas vidas, e que ofendem descaradamente, mentindo, inventando falácias, convencidos que ao saírem às ruas vão ser aplaudidos.
Não vão.
Um dia vão levar em cima todo o asco que vomitaram e tomara que fossem continuar a contar, lá, longe, piadas sobre os governantes da Coreia do Norte, da China, da Rússia, do Irão ou nos países árabes. Imaginem as gargalhadas que eles dariam.
Aí é que eu queria ver quem é macho.
Eu só tenho umas pequeninas credenciais a apresentar:
- Em 1958, em Luanda, fui riscado da lista de eleitores porque andava a fazer propaganda de Umberto Delgado.
- Nos anos 60 ainda em Luanda fiz parte de um grupo que num pequeno programa de rádio nos insurgíamos contra as desigualdades.
- Há alguns anos, escrevendo no meu blog sobre passagens da história de Portugal, fui ameaçado de morte, por um anónimo – evidente – a quem não consegui responder porque o provedor tirou a ameaça do ar. Mas até lhe tinha respondido para que marcasse data e local para nos encontrarmos.
Não imagino que ataque de raiva lhe terá dado, eu que tenho divulgado interessantes cenas da nossa História.
(A propósito: também sou português mas, ás vezes chego a ter vergonha de o confessar!)
E mais, humoristas, em Portugal, houve sim. Muitos e magníficos: Solnado, Humberto Madeira, Vasco Santana, António Silva, Costinha e tantos outros.
E no Brasil também: Jô Soares, Chico Anísio, Agildo Ribeiro, etc.
Não lembro que insultassem presidentes de outros países. Até o Artur Agostinho ia com frequência visitar o Salazar, convidado por este, para que lhe contasse as piadas que corriam sobre ele.
Nas veias desses homens não corria raiva. Só graça.
Hoje parece que a situação se inverteu: em vez de graça corre raiva, mentira e maledicência.
Quase me esquecia! O nome do grande humorista, grande jornalista e sábio comentador político: Ricardo Araújo Pereira.
Do jornal “O Público”... como é habitual!

08/06/2020



sábado, 6 de junho de 2020


Hoje vou continuar a recordar algumas viagens que fiz, e convido-os (nada covide-us) a passearem comigo.

GABÃO

Outra viagem com peripécias gozadas, nada parecido com o atraso de vida da Guiné, um dos países mais pobres do planeta, ainda hoje.
1974, depois do glorioso/desastroso 25/4 os bancos começaram a encolher como balões de festa no dia seguinte. Nada de negócios, empresas a fecharem, e o meu departamento, marketing do banco... a olhar para o teto, assobiar, mas sem qualquer hipótese de atuar.
Como Angola tinha deixado de ser uma terra fechada aos países africanos, todos estavam muito interessados em saber como era a vida ali, se os portugueses matavam os angolanos para os comerem, etc..
Os que foram a Angola, saíram de lá elogiando tudo que viram.
Lembrei-me então, para ocupar um pouco o meu pessoal, de despachar um deles para Kinshasa contatar o banco de lá para possíveis negociações! Pelo menos quem lá foi divertiu-se ao ver aquela calamidês!!! O diretor geral do banco, bela roupa, europeia, gravata de seda e tudo, mas nos pés... havaianas. Mas ia almoçar no seu Mercedes, novinho, e tinha até oferecido um ao pai, um silvícola, que não aceitou a oferta.
Entretanto já andava lá por Luanda um gabonês, tipo alto, culto, metido a importante, intitulando-se representante do presidente do Gabão, que em pouco tempo já era recebido pela sociedade luandense! Conheci-o, conversámos um bom bocado e ele disse-me que o Gabão estava florescente!
Perguntei se podia lá ir? “Claro.” – “E visto?” – “Não precisa de visto. Na entrada lhe dão o visto.”
Decidi. Vou ao Gabão, mas vou levar tudo quanto possa caber numa mala, do que em Angola se fabrica: todo o material elétrico para construções, de cabos a interruptores, tijolos, cimento, rações para gado, a melhor farinha de peixe do mundo, duas fábricas de óleos alimentares, duas de açúcar, conservas de sardinha e atum, vassouras, metalurgia (contrução de vagões de passageiros e carga e navios de alto mar), celulose, a maior fábrica de pneus de toda a África, linhas de montagem de caminhões Scania e Hitachi, fábrica de bicicletas e motorizadas, redes de pesca, indústria naval (construção de grandes embarcações de pesca a maior frota pesqueira de toda a África) quatro fábricas de trintas, fibrocimento, indústria de gases (oxigénio, azoto, etc.)(destas não levei amostras, mas carreguei catálogos), quatro fábricas de, cerveja, várias de refrigerantes, duas de vinhos de ananaz e laranja, três de salsicharia, matadouros  queijos e leite pasteurizado, garrafas de vidro, indústria textil, etc., etc., e muita outra coisa que já nem lembro mais. Uma mala, grande, bem cheia.
E mais exportação de café (chegou a ser o 2º exportador mundial) milho, banana, crueira (mandioca), sisal, gado, ferro, diamantes, manganês, 3.000 quilómetros de estradas asfaltadas, mais de 2.500 de linhas férreas, companhia de aviação, refinaria de combustíveis, cinco bancos, e mais o que já esquecemos.
O meu colega Correia Martins, o responsável pelas obras e manutenção das instalações do banco, quis ir comigo, talvez lá conseguisse trabalho que em Angola tinha desaparecido e sem perspectivas. Lá fomos os dois.
À chegada, sem visto, criou-se logo um problema! Eu expliquei que o Mr. “?” amigo e representante do Presidente (Omar Bongo) me tinha garantido que à entrada me dariam o visto. Veio um jovem tenente, que estava a comandar o controle do aeroporto, muito atencioso, telefona para não sei onde, e de lá lhe disseram para nos darem um visto de 48 horas, mas que no dia seguinte nos apresentássemos no ministério “x” para falar com o Mr “y”.
E hotel? Havia uma convenção qualquer na capital e os hotéis estavam todos lotados.
Eu tinha recebido em Luanda um jovem gabonês, Christian... inspetor do Banco “central” do Gabão, muitíssimo educado, formado na Sorbonne, a quem de Luanda avisei que iria visitá-lo. Não estava no aeroporto, telefonei-lhe para o avisar que tinha chegado mas nada de hotel! “Vou resolver o assunto.” Amigo de um médico dono de uma clínica... arranjou-nos lá um quarto, com duas camas! Mas tínhamos que cumprir o horário de entrar antes das 10 da noite, coisa que nunca fizemos e ouvíamos sempre reclamações das enfermeiras!
Conforme previsto, no dia seguinte, logo pela manhã fomos ao tal Departamento “x”. Não tardou a aparecer a pessoa com quem tínhamos que falar. Um francês, grandão, simpático. Perguntei o que ele fazia ali. “Tudo. Aqui no Ministério nada se faz sem vir primeiro à minha mão. Eu não mando nada, não tenho nenhum cargo. Sou “colaborador”. Mas ninguém assina nada sem eu ter revisto o texto e dado o meu parecer!”
Tivemos mais de uma hora em ótima conversa, deu-me imensas indicações de como o país funcionava, mandou alguém dar os vistos por uma semana, e foi interessantíssimo para mim.
O Gabão naquela altura, hoje não sei, mas ainda deve ser “propriedade” fechada da França, o único país com quem tinham comércio. A França não deixava lá entrar mais ninguém!
De qualquer modo fui visitar o maior mercado, tipo supermercado, que vendia tudo, falei com o gerente, (francês) que ficou espantado com o que Angola produzia, até montagem de carros e caminhões. Mas disse-me que infelizmente ali só entrava coisa vinda de França. Todos os dias chegava um avião que até alface trazia!
Um ou dois dias depois de termos chegado, o Christian convidou-nos para jantar em sua casa. Casado, dois filhotinhos pequenos, e a presença do pai. Todos educados e amáveis. Nessa noite o presidente fez um discurso à nação tipo De Gaulle: Gabonaises, gabonais, e segue dizendo que se até àquela altura todos tinham dupla nacionalidade, agora isso ia acabar. Os gaboneses deixariam de ter nacionalidade francesa, e ele via com muito bons olhos que alguns franceses adotassem a cidadania gabonesa!
A dona da casa, uma jovem africana elegante e culta, ao ouvir aquilo encolheu os ombros e disse logo: “Essa conversa não é comigo. Eu sou francesa!”
Muito rimos com esta observação. Todo o tempo em que estivemos a ver e ouvir o discurso pela tv, os dois filhotinhos estiveram sentados no meu colo e volta e meia passavam a mão na minha barba!
Mas foi uma bela sessão, o Christian era um sujeito culto e inteligente, assim como o pai, que muito nos falaram sobre o seu país.
Uma das coisas que me disseram é que o povo tinha muito interesse em aprender português. Muitos queriam ir para Portugal aprender a língua para conhecerem melhor a sua história conjunta. Foram os primeiros europeus que ali chegaram, deram nome ao país, comerciaram sem nunca terem tido qualquer conflito.
Uns anos antes, Portugal tinha assinado com o Gabão um tratado de cooperação, comprometendo-se a criar em Libreville um “instituto” de língua portuguesa e a manter no país um professor, que o Gabão pagaria.
Tristemente, Portugal NUNCA fez NADA.
O Christian apresentou-me a uma tia, já bastante gasta (!), locutora da Rádio Libreville, que me convidou para uma entrevista. Ninguém sabia nada do que se passava em Angola, a não ser que tinha havido a guerra colonial, mas quando contei como estava desenvolvida, indústrias, agricultura, pescas, etc., aquilo foi um espanto para aquele povo.
Libreville tinha alguns restaurantes simpáticos, comia-se lá bem, e ainda se bebia vinho francês... bom.
Para o domingo seguinte a tia convidou-nos para irmos almoçar a casa de um amigo, numa casa de fim de semana a uns 20 kms a norte da capital. Um lugar fantástico, com praia e mar de um lado e floresta do outro. Levou-nos no carro dela e ainda uma amiga em muito bom estado de conservação!
O amigo era Diretor do Departamento de Estatística do Ministério de Agricultura, que devia ter um trabalho imenso porque até as bananas que comiam iam dos Camarões! Ainda lhe perguntei que estatísticas fazia. Não sabia!!!
No fim do almoço preparou uma surpresa: algo que nós jamais tínhamos visto! Uns pedaços de favos de mel!!!
Tive que lhe explicar como tirar o mel dali, que era excelente, da floresta, e quando regressei a Luanda mandei-lhe dois livros sobre isso
Por fim ofereceu-me uma pequena e bonita máscara de pedra sabão.

Findo o almoço (agora entra a sacanagem!) a tia e a jovem convidam-nos para irmos ver a praia e a baía, mas assim que estávamos um pouco afastados, cada uma se deita numa sombra, levanta as saias e convidam-nos para nos deitarmos a seu lado, para... para isso mesmo!
Caímos fora para grande escândalo das oferecidas, e a tia, muito minha “amiga” não me falou mais nos restantes dias que lá estive!
Não dá para nos gabarmos!

SÃO TOMÉ

Passei em São Tomé, a primeira vez, quando fui para Angola em 1954. Estive só um dia, enquanto o navio “Moçambique” fazia escala, dia 08/Agosto/1954.
Ao aproximarmo-nos da Ilha a sensação é que se está a ver um chapéu mexicano! Uma aba larga, a parte baixa da ilha, depois um círculo de nuvens envolvendo toda a meia altura, e por cima, o pico... do chapéu.
A família sabia que havia lá um parente afastado, Gomes de Amorim, administrador da maior roça de S. Tomé, do BNU (Banco Nacional Ultramarino) e mandou-lhe um telegrama a dizer que eu ia lá passar.
O navio fundeou e a primeira pessoa a entrar a bordo - era influente! - foi o Humberto Gomes de Amorim. Muito simpático, homem da geração anterior à minha, levou-me logo para terra, ofereceu-me um matabicho que até hoje não esqueci: frutas, pão, café, ovos, mel e nem sei o que mais, que comemos na varanda do “palácio” onde vivia.
Varanda com mais de 2m. de largo, piso em madeira, ventilado, que o clima ali não dá tréguas, depois levou-me a dar uma volta pelas plantações, rápido almoço e... volta ao barco. Aliás navio.
O que não conseguimos na altura apurar foi saber quem era o nosso antepassado comum. Ele dizia que o avô ou o bisavô dele se chamava Francisco Gomes de Amorim, mas isso era o nome dos meus. Só bem mais tarde relacionei que o padrinho do meu bisavô FGA, o poeta, se chamou também Francisco. Devia ser descendente dele, mas das outras vezes que voltei à ilha ele já tinha ido para o descanso eterno.
Voltei mais duas vezes, ambas em serviço da Cuca, a última para ensinar o pessoal de alguns bares a lidar com cerveja de barril, que pretendíamos enviar para aquela terra.
“Curso de Tiradores de Cerveja”, bastante badalado na pequena cidade de São Tomé, que passava a ter possibilidade de beber cerveja “a copo, de barril ou à pressão”, as imperiais, os finos, os chopes. No fim de cada aula sempre havia cerveja de borla para os clientes. Era necessário treinar os tiradores! Profissionalmente correu muito bem, e foi um trabalho proveitoso.
Na primeira visita, de entrada fiquei instalado num hotel na cidade, mas no dia seguinte fui para a Pousada Salazar, subindo o monte, uma dúzia de quilómetros, até a 800 ou 900 metros de altitude, acima das nuvens, e o friozinho da noite obrigava a dormir com cobertor. Uma maravilha, De manhã acordava literalmente nas nuvens!
Na última vez fiquei instaladão na casa do administrador de uma roça, creio que a mesma onde esteve o nosso parente, que na altura era o meu colega e amigo Júlio Cunha Rego. Fui recebido como o “rei da arábias”!
Ele saía bem cedo para distribuir o trabalho aos empregados, eu acordava às 07h00 com um criado, impecável, que abria a janela do quarto e ia encher a banheira para eu tomar banho! Entretanto o “dono” da casa estava de volta e tomávamos o matabicho, soberbo, juntos,
Como era obrigado a ficar uma semana na ilha, por causa dos vôos para Luanda, o tempo sobrava e procurei visitar um pouco daquela exuberante terra, sobretudo as plantações de cacau que não conhecia. Os meus cicerones eram ótimos. Amigos e colegas de estudo, um deles até do meu curso, fizeram questão em mostrar-me os mais ínfimos e especiais detalhes. Andámos muito, e vimos muito, como Os Angolares, pequena povoação a sul da Ilha onde dizem terem chegado em tempos desconhecidos os primeiros habitantes, poucos, pescadores idos de Angola, ou refugiados do tráfico que por ali muito andou, e o Forte de São Sebastião à entrada do Porto.

O verde ali é uma coisa! Exatamente sob o equador, calor e umidade certos, só não cresce o que não se deixa crescer. As ilhas de São Tomé e o Príncipe, podem considerar-se uma estufa com cerca de novecentos quilómetros quadrados quadrados! Tudo aquilo é uma estufa... enquanto não se desmata!
O que mais me impressionou nas plantações de cacau foi ver como se limpava o terreno. Tudo quanto crescia por debaixo das árvores era capinado: desde capins e plantas infestantes ou indesejadas, como antúrios, lírios, e outras plantas com flores e frutos dum exotismo maravilhoso, as imensas orquídeas que cresciam agarradas aos troncos das árvores de sombreamento. Passámos por caminhos abertos no meio dos cacaueirais ladeados com baunilheiras, planta também da família das orquidáceas, cujo perfume nos fazia pensar estarmos entre uma perfumaria e uma fábrica de bolos.
Antes de sair de São Tomé fiz questão de pedir ao governador que me recebesse. Não foi difícil. O tal “Curso de Tiradores de Cerveja” fora comentado, e numa cidade com meia dúzia de milhares de habitantes, até um espirro se ficava sabendo mesmo antes de ser dado! Sexa concedeu-me uns rápidos minutos pensando que eu ia ao beija mão.
- Senhor Governador, vou daqui impressionado. Esta terra é maravilhosa. Pena que viva quase exclusivamente do cacau. Exporta também um pouco de café, mas no fundo vive do cacau que enriquece meia dúzia de magnates lá em Portugal, e destrói sistematicamente uma riqueza natural que lhe podia dar muito dinheiro.
Sexa deve ter pensado que estava na presença de algum lunático. No mínimo um chato metido a esperto. Continuei.
- Eu vi capinar antúrios e lírios debaixo dos cacaueiros, que ficam no chão a apodrecer, quando na Europa se paga muito dinheiro por estas flores. São Tomé, e certamente o Príncipe, onde tenho pena de não ter podido ir, são estufas naturais. Podem-se produzir belíssimas flores exóticas o ano inteiro e vendê-las por bom dinheiro nos mercados ricos da Europa e Estados Unidos. Viver só do cacau, cultura quase exclusiva, está escrito nos livros, que acaba sendo um desastre no dia em que a cotação internacional baixar, além de esgotar as terras.
Sexa escutou e... boa tarde, passe muito bem!
Falei sobre isto com muita gente. Com os meus amigos, técnicos, que mais não eram do que empregados dos donos das roças, para quem o único interesse era o chorudo lucro que dali lhes chegava todos os anos aos bolsos, lá... longe. Um dos maiores proprietários, e das melhores terras, tal como acontecia em Angola, Moçambique e ali em São Tomé, era o Banco Nacional Ultramarino, que cresceu imensamente à custa da sua política monetária de agiota. Criado para desenvolver a agricultura das colónias, os juros dos seus empréstimos foram sempre de tal montante que os agricultores que caíram nessa esparrela acabaram por ter que entregar as terras ao banco. Este, financiava-se a custo zero de juros! Pudera, o dinheiro era dos depositantes. Mas enfim, tinha previsto não falar de problemas políticos ou sócio-económicos neste texto, porque os considerandos poderiam levar a muitas páginas mais. Enfim, preguei no deserto. Estava bom assim. Para quem?
De todo aquele exotismo acabei colhendo umas hastes lenhosas com uns cinco a seis milímetros de espessura, de onde saíam uns frutos, não comestíveis, que nunca havia visto nada similar. Imagine-se uma pêra, bem amarela, cor viva, lisa, agarrada à haste não pela ponta estreita mas exatamente pelo lado oposto, ao contrário do caju, sem pedúnculo, bem encostada ao caule. Isso, assim, ao contrário. Imaginem ainda que a pêra não estava pendurada, como as que toda a gente conhece, nem de cabeça para baixo. Ficavam praticamente em posição horizontal. Da parte mais larga saem uma espécie de orelhas gordas, duas a três, parte integrante do mesmo fruto, e por isso com a mesma cor. Em cada haste, com uns sessenta a setenta centímetros de comprimento, o tamanho com que as colhi, entre três a quatro daqueles frutos. Conhecem a cara daquela boneca da tv a Piggy? Lembram-se dos Três Porquinhos? Algo da mesma família! A verdade é que lá em São Tomé tudo quanto consegui saber sobre esta planta é que lhe chamavam Focinho de Porco.
Colhi uma braçada, talvez uma dúzia destas hastes, lindíssimas, que guardei com o maior cuidado para chegar com elas intactas, a Luanda. No regresso até casa carreguei-as sempre na mão.
No aeroporto, quase a embarcar, um indivíduo desconhecido aproximou-se:
- Bonito, isso. Onde o senhor arranjou?
- Apanhei no mato. Na roça... lá por baixo do cacau.
Olhou, remirou:
- Interessante. Come se chama?
- Não sei. O único nome que me souberam indicar foi “Focinho de Porco”.
O sujeito franziu a testa deu meia volta e desandou. Quem estava por perto começou a rir disfarçadamente. Eu, achei estranho, mas não só não entendi o que se estava passando como nem me interessava entender. Fiquei quieto, aguardando que me chamassem para o vôo.
Logo a seguir um outro indivíduo que estava por ali pergunta-me:
- Sabe quem era aquele homem?
- Não faço idéia. Nunca o vi antes.
- É o comandante da polícia.
- Muito bem. E depois?
- Aqui chamam-lhe o “Focinho de Porco”!
As flores, aliás os frutos, chegaram a Luanda em ótimas condições e, durante anos, sim, duraram anos, sempre fizeram um grande sucesso.
Na jarra, a única coisa que se trocava era a folhagem verde que compunha o arranjo, por cima da qual aqueles lindos focinhitos de porco pareciam participar, interessados, em tudo quanto se passava na sala de nossa casa.
Orgulhosos, talvez agradecidos, porque finalmente alguém lhes reconhecera a beleza e valor, que pelos vistos, depois disto ninguém mais o fez.
Que pena. E São Tomé que tanto precisa que se faça algo pelo seu povo, que vive uma miséria grande.
Os “focinhos de porco”, os antúrios, os lírios, as orquídeas e tantas outras maravilhas, que além de terem um preço compensador, exigem boa qualidade e quantidade de mão obra, que não falta naquela terra, talvez ajudassem a minimizar o problema.











terça-feira, 2 de junho de 2020




O “tal de COVID”

Ladram e espumam de raiva alguns jornalistas de jornais, tvs e rádios, sobre a “desgraça” que se abateu sobre o Brasil, por causa do Presidente Bolsonaro, que “tem matado gente” por não atender a regras impostas por... quem está sentadão, confortável sem saber ao certo o que se passa com a Covid-19, como aliás parece que até hoje ninguém conseguiu saber alguma coisa sobre essa calamidade que ALGUÈM fez com que se abatesse sobre o mundo, a humanidade.

Mas deixemos esses considerandos e pônhamos essa raiva doentia de lado e fixemo-nos só em alguns números que a execrável e comprometida OMS vai mandando cá para fora, e vejamos por onde anda a desgraça, e onde “graça” o paraíso, como propala a esquerda festiva de Portugal.
Já disse, aliás escrevi, que, como é lógico, matemático e evidente, comparar os efeitos do vírus em Portugal com o Brasil é o mesmo que comparar uma galinha com um elefante.
Mas... uma pequena olhada sobre números de hoje, 02/Junho/2020, divulgados pela tal execranda OMS, dão algumas vistas interessantes sobre o que se passa nos principais países atingidos.
Logo para começar:
1.- O Brasil tem 2.511 infetados por milhão de habitantes e Portugal 3.201,
2.- Mortes em relação à população é de 0,14% no Brasil contra 0,16% em Portugal
3.- O número de infetados em relação à população é de 0,25% no Brasil e 0,39% em Portugal
Depois, por desfastio, comparem outros índices, por exemplo com países exemplares como a Bélgica, Holanda, Reino Unido, etc.
As conclusões cada um tira como melhor lhe aprouver, e em vez de encherem o saco dos brasileiros e dizerem mal do Presidente deste país, porque não enchem o saco do sr. António Costa, que parece uma hiena aparecendo sempre a rir. Ri de quê, sr. Costa?
Da generosidade com que contempla e perdoa dívidas bilionários aos amigalhaços, e da miséria que diz que vai distribuir aos que mais sofrem com esta pandemia?
Senhoras e senhores jornalistas portugueses, antes de abrirem a boca, comecem para olhar para o vosso umbigo, e não para o dos outros.
Daqui a dias vou começar a pôr no meu blog algumas crónicas que escrevi a partir de 2003, quando o honoris causa conimbricense recebeu a chave dos cofres deste país que tão bem e tão depressa soube esvaziar.
E agora atentem nestes números... oficiais:



 Divirtam-se.