segunda-feira, 9 de julho de 2018


O Dia da Soltura


Todos os dias, por estas terras tropicais de papagaios, há algo a comemorar: o dia da independência, o dia dos professores, dos comerciantes, dos industriários, dos LBTG (héteros não têm dia), de São Jorge, etc., etc., etc.
Pois ontem inaugurou-se, no Brasil mais uma data a fixar e festejar, ninguém sabe ainda se com alegria ou com pancadaria: “O Dia da Soltura”!
Para que não restem equívocos quanto ao significado da palavra, vamos transcrever o que vem no dicionário do muito conceituado Aurélio:
1. Ato ou efeito de soltar alguém que estava preso.
2. Atrevimento, ousadia.
3. Libertinagem, desvergonha.
4. Diarreia, evacuação frequente de fezes abundantes.
Como é do conhecimento mundial, o sapo-barbudo, conhecido como lula (viscoso) foi condenado a doze anos de cadeia, por um colegiado da segunda instância, e lá está, instaladão, numa divisão especial da Polícia Federal, com sala, quarto, banheiro, televisão, telefones (vários), comidinha da boa, lugar onde eu não me importava nada de estar porque as instalações são de luxo e o preço muito em conta: paga o contribuinte.
Mas, não esqueçamos, quem manda ainda (até quando?) neste país é o PT.
O supremo tribunal federal tem, pelo menos, cinco juízes lá colocados pelo tal sapo (um nem advogado tinha sido, e outros, fortes apoiantes e advogados do tal PT), que apoiam leis votadas no cãogreço, não as põem em execução (por exemplo a lei da ficha limpa, um condenado em segunda instância está automaticamente ilegível, a prisão direta após o mesmo julgamento, etc.) além com compadrio existente entre esses milionários da função pública (alguns ganham mais de R$ 100.000/mês, qualquer coisa como € 30.000, fora as mordomias que são execravelmente vergonhosas e acintosas) e advogados e réus.
Então... prendem, soltam, voltam a prender, voltam a soltar.
Mas ontem foi muito mais interessante esse jogo.
Lula condenado a doze anos, já naquela doce e confortável espécie de prisão. Trilhentos advogados, pagos a peso de ouro, ouro roubado pela quadrilha petista, todos os dias inventam qualquer coisa para entrar com um habeas corpus, para o soltarem do paraíso em que se encontra, sem que tenham até agora (note-se bem: até agora!) conseguido.
Ontem um magistrado, isolado, de plantão, que durante vinte anos foi membro e depois advogado do pt e também dos governos do lula e da dilminha, numa canetada só mandou dar soltura ao “patrão”! Deu poucas horas para a polícia executar a liminar.
Os juízes que condenaram o “coitadinho” reagiram: “não pode soltar”. O magistrado petista, um tal signor fal..., raivoso, emite segundo mandato, com todo o atrevimento e ousadia (vidé dicionário) exigindo a soltura em menos de uma hora, ameaçando quem descumprisse a ordem que sua excelença, do alto da sua pesporrência libertinagem e desvergonha (não esqueçam de ver o dicionário), sentindo-se o dono do país, assinara.
Quis, sozinho, derrubar decisões de colegiado judiciário que estão acima dele! Beleza, né?
Por fim teve que intervir o Presidente do Tribunal onde o sapo foi condenado, e deu a ordem final: “Não solta p... nenhuma!”
E encerrou-se assim este vergonhoso capítulo da “justiça”, que mais uma vez veio mostrar que a “justiça”, neste país é o que a cada um interessa fazer.
Podem no entanto tomar nota: a farsa, ou a guerra vai continuar.
Soltaram já os maiores ladrões da res publica que envolve bilhões, mas não quiseram soltar um miserável que há dias roubou já nem sei o que de uma loja, no valor de R$10.
Foi uma diarreia judiciária porque o espertalhão, sabendo que os outros magistrados e a procuradora geral da República estavam de férias, pensou que todo o mundo era bobo e só ele arvorado em dono do país.
E mostrou o quanto o judiciário está desacreditado.
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Mas ontem, dia 8 de julho foi um dia grande, de grande alívio e entusiasmo, quando chegou a notícia que tinham conseguido libertar quatro dos garotos que estavam presos na caverna na Tailândia.
O mundo inteiro aplaudiu, porque vinha sofrendo com o drama daquela gente.
Hoje já libertaram mais quatro.
Isto sim foi uma soltura com dignidade, com o sacrifício de muitos que colaboraram, dando a sua vida para salvar os outros. A esta ousadia não há aplausos suficientes.
Deus é grande.
Mas tem dado muito que pensar este drama vivido por aquela gente simples.
De todo o mundo acorreu socorro pronto a ajudar. De todos os continentes e crenças.
Ninguém perguntou se eram cristãos, muçulmanos, judeus ou budistas. Eram, com toda a simplicidade, um grupo de garotos e o seu treinador que precisavam de que os ajudassem a sair daquela horrível situação.
Através do mundo muitos rezavam, de acordo com a sua crença e religião, pelo bom desfecho do grave problema.
E entretanto uma pergunta, infantil e sem resposta, fica no ar, depois de assistirmos a ver tanta gente se irmanar para uma ação de salvamento, é simples:
- Porque os humanos não se tratam como irmãos, SEMPRE e definitivamente?
Infelizmente a resposta é seca e dura:
- Porque os interesses individuais e gananciosos, SEMPRE falam mais grosso.
Até Moisés teve que subir duas vezes ao alto da montanha para pedir ao Senhor novas Tábuas da Lei, porque as primeiras as quebrou contra o bezerro de ouro.

9-jul-18

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