segunda-feira, 27 de março de 2023

 Meus amigos

Certamente notaram que estou a escrever cada vez menos.
É verdade. Idade é assim.
Falta disposição, inspiração e físico.
Vou fazendo o que posso.
Aqui vai hoje mais um texto

“Na Natureza, nada se cria, nada se perde,

tudo se transforma”

 

Partindo de um pressuposto que dos 8 bilhões de habitantes desta Geia, 20% será se jovens até aos 14 anos, que ainda pouco ou nada sabem e uns 10% de idosos que devem já ter esquecido até o próprio nome, sobram SÓ entre 5 a 6 bilhões de pessoas que deviam ter obrigação de não só saberem bem este princípio, imutável, sobre a natureza, e tê-lo sempre presente do seu cérebro e atuações, como até, por educação e respeito se lembrarem de quem o pronunciou ou definiu.

Alguns que, como eu, vão chegando ao fim do tempo que lhes foi concedido para viverem neste planeta, e começam a baralhar as ideias e a esquecer muito do que aprenderam, lá bem no fundo ainda não esqueceram que foi o senhor Antoine Lavoisier, que fez, tão profunda e simples afirmação..

Génio químico, físico, biólogo, matemático, advogado, etc., uma cabeça rara, foi guilhotinado pelo Terror da Revolução Francesa, quando tinha só 51 anos, e muito, muito, ainda para nos legar.

No dia posterior desse julgamento, Joseph-Louis Lagrange, um importante matemático, contemporâneo de Lavoisier disse:

“Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo.”

E eu ponho-me a pensar, com é fácil para quem assume o poder sobre a vida dos outros, de as destruir a sua bel-prazer, e procuro, dando uma rápida passagem pela história de casos semelhantes em que um “chefe” que se apropria do governo, do comando de um ou mais povos, os dizima, parecendo até estar a fazê-lo por desporto, por diversão.

Apesar de não ser o pior deles, vem-me logo à cabeça o tão “deificado” Che Gevara que, quando ministro em Cuba, saía de manhã do seu gabinete para ir despejar o revolver nas cabeças de uns quantos prisioneiros.

Puro diversão ou raiva contida? Doente, hoje cultuado com um exemplo!

E tantos e tantos “chefes” que mataram milhões, desde os tempos mais antigos, assistindo de palanque aos morticínios, como por exemplo nos “Autos de Fé” da Inquisição, quando se matavam os vivos, chamando-lhes “relaxados na carne” e àqueles que já tinham morrido ou estavam longe os “relaxados em estátua”.

É evidente que já no “nosso” tempo não podemos esquecer Stalin, Pal Pott, Tsé Dong, Leopoldo II da Bélgica, Hitler, Matsui Iwane (massacre de Nanjing), os King Kong da Coreia, Kadafi, Mussolini (responsável por mais de 1 milhão de mortes), o massacre na Namíbia, a “interminável e desportiva” caça aos índios na América do Norte, e enfim, centenas ou milhares deles, é um tema inesgotável.

E no Brasil? No Brasil mata-se mais devagar e de maneiras diversas. Os maiores matadores são os grupos armados, ligados ao governo e ao tráfico de tudo quanto se pode traficar – droga, armas, gente, órgãos humanos, crianças, madeira nobre, animais exóticos e outras coisicas – a polícia, muitas vezes com pouco cultura e fraco comando também se lembra de puxar o gatilho, alguns maridos matam as mulheres ou parceiras porque... lhes apetece, e na política tem muita coisa em que se não fala, porque o “chefe” manda fazer segredo sobre o assunto.

O Hitler dizia que não queria saber o que faziam aos judeus ou ciganos, não era póbrema dele, aqui o “chefe” não sabe nada, não ouviu nada, nem vê nada, mas alguns opositores foram assassinados, os assassinos encontrados, julgados e libertados,

Agora, há dias, 8 de Janeiro, o povo que não engoliu a nomeação do “chefe” – porque as urnas foram manipuladas, quiseram fazer uma manifestação em Brasília. Ingénuos, foram para lá com a família, filhos pequenos e avós, clamar junto daqueles em quem o povo pensava que se podia apoiar e que covardemente  os traiu a todos.

As Forças Armadas que tinham conseguido recuperar a admiração e o respeito da opinião pública, desenganou-se, sentiu-se traída e assistiu aos “comandante chefes”, praticamente todos a irem beijar a mão do condenado chefe que um tribunal corrupto colocou na chefia desta país.

Hoje só se vêm manifestações de insulto aos militares. É pena.

O “chefe” que soube do que se ia passar mandou que se retirasse a polícia de guarda aos edifícios do Congresso e do STF, infiltrou o grupo de ingénuos com centenas de bandidos do PT que fizeram aquela baderna e mandou que se chamasse a esse movimento “o terrorismo bolsonarista”.

Esqueceram de retirar todas as câmeras que registram a baderna, e lá se vê bem quem foi para destruir e desmoralizar.

O “chefe” tenta impedir uma CPI sobre o assunto e deu ordem para que nem uma só imagem fosse tornada pública. O assunto passou a ser, OFICIALMENTE, secretíssimo.

Stalin, Hitler ou outro semelhante não fariam melhor.

Este “chefe” que afirma que o seu objetivo primário é fu... o Moro – o juiz que o condenou – que autoriza as permanentes invasões de fazendas agrícolas, uma delas por diversas vezes já invadida, fazenda de eucaliptos para celulose porque os invasores dizem que eucalipto não serve para comer! Muito instruídos. Esquecem, por ignorância, que a celulose, entre outras coisas serve para fazer papel sendo uma das variedades aquela que eles usam para limpar o ... chamado higiénicu. Como já têm a mente suja, o traseiro pode ficar também por limpar.

O que é que o Lavoisier tem a ver com isto que por aqui se passa?

O “chefe” nada cria; destrói, barragens, estradas e, como fez Stalin quando sequestrou a produção da alimentos na Ucrânia e Casaquistão, que levou a uns 10.000.000 de mortos à fome.

Nada perde, porque nas compras do governo e autarquias entre 20 a 50% do valor superfaturado vai para os seus bolsos e do seu movimento, estes sim, terrorista.

E tudo transforma: o mais rico país do Mundo será levado ao desastre e à falência para depois ser dividido pelos amigos.

Coitado do Lavoisier, homem brilhante, assassinado aos 51 anos!

O Brasil também está na sua puberdade.

Depois de três séculos de colônia mal barata e espoliada, tem só dois séculos de ladroagem.

Quanto falta para ser um país, mais ou menos, decente?

No mínimo mais outro século quando estiver dividido em republiquetas.

Vantagem minha que já aqui não estarei. E se “Lá de Cima” conseguir ver alguma coisa, vou virar a cara para o lado.

24/03/23

 

Vou aproveitar e transcrever uma entrevista do mais forte chefe do que chamam bandidos.

É, infelizmente, um retrato muito real do Brasil, apesar de não ter sido uma entrevista mas um texto do grande jornalista Arnaldo Jabor, que faleceu há um ano.

Leiam e depois chorem.

Assustadora mas imperdível a “entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola”. Que estamos todos no inferno, já é sabido. O que todos sabemos é que a curto prazo, talvez um século, não há solução, pois ninguém as o que fazer, nem quer.

O que tem de gente “graúda” metida pelo meio e que defende este “status quo” é impressionante.

 

O GLOBO: Você é do PCC?

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

O GLOBO: – Mas… a solução seria… - Solução?

- Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

O GLOBO: – Você não têm medo de morrer?

 - Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O GLOBO: – O que mudou nas periferias? - Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano.

 

É assim o “país do futuro”, futuro que não chegará NUNCA.

Nem Stefan Zweig, nem Padre António Vieira nem Agostinho da Silva, sonharam que se pudesse deixar chegar o país ao estado em que chegou.

 

 

 

 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

 

ANGOLA

 

Acidentes ou incidentes de estrada

 

Para os que não conhecem, comecemos por um mapa dos grupos étnicos de Angola, cujas línguas ou dialetos se podem, mais ou menos, resumir do seguinte modo:

- Bakongos -

- Ambundos (dialetos Kicongo e um pouco Chokwe)

- Ovimbundus – quase todo o sul do país

- Khoisan, os Bosquímanos com uma língua muito primitiva, sem igual

Os dialetos têm bastantes diferenças, e por vezes as conversas entre esse povos não era fácil



E agora vamos a duas histórias vividas há uns pares de anos naquela tão saudosa terra.

 1962. De Maquela do Zombo para a Damba. Norte Região dos Bancongo

Bem perto da fronteira com o Zaire. Por ali a guerrilha não dava muita trégua, o que tornava perigoso circular por aquela região. No entanto, volta e meia as coisas apresentavam-se mais calmas ou mais controladas e sempre aparecia quem se aventurasse a fazê-lo. Não havia outro meio de visitar todas as povoações, porque poucas justificavam ter uma pista para aviões, por pequena que fosse. Além disso o eventual ataque de guerrilheiros a carros particulares era raro, menos ainda numa estrada de bom piso. De qualquer modo raros eram os caros que ali passavam.

A estrada estava boa, piso firme e liso, e o carro, desta vez um Fusca, seguia em boa velocidade. Comigo só o ajudante que falava, além de português, nada mais do que a língua da sua região, o kimbundo.

De repente ao passar ao lado de uma sanzala, um porco de razoável tamanho, pesando umas quatro arrobas, lembra-se de cruzar a estrada. Sem hipótese de desviar ou travar, o Fusca apanhou-o e atirou-o longe.

Que chatice. Logo em plena região efervescente. Pára-se o carro e analisam-se os estragos mútuos. Um porco morto e um para-lamas torcido, encostado no pneu.

Acorre gente, primeiro a criançada, os candengue, e os homens, enquanto as mulheres largam o pilão, a mandioca, as quindas e os mussalos para virem juntar-se ao grupo de espectadores.

Num instante está um monte de gente à nossa volta, mais ou menos todos falando ao mesmo tempo, para si mesmos, uns com os outros ou somente imitindo expressões de pasmo.

- Háca! Aiué!

A língua daquele povo é o kicongo, mesma remota raiz do kimbundo (?) mas assaz diferente, para não permitir entendimento fácil com as gentes do centro e do sul. E a gente daquela sanzala pouco ou nada falava de português.

Para encetar o diálogo avança um homem, uma espécie de intérprete porta voz do pensamento e vontade da comunidade. Começa a discussão, calma e difícil por causa da língua, mas não impossível, sobre o porco, que estava morto. Todos na esperança, quase certeza, que o motorista lhes ia pagar o animal, procuravam valorizá-lo. Para que não houvesse divergência de atitudes e valores a passar ao branco, antes de se pronunciarem conferenciavam primeiro entre si e o porta-voz transmitia a opinião aprovada. Depois era preciso traduzir a mensagem, e a seguir discuti-la. Regatear o valor. O primeiro valor é sempre alto! Voltava o grupo a confabular entre si, uns quantos mais calmos e condescendentes e outros de linha dura, deixando transparecer que nem todos estavam de perfeito acordo, mas cabendo sempre ao mesmo porta-voz transmitir a opinião, se não unanime, pelo menos da maioria, e acordada. Tudo isto sem pressa, pacífica e tranquilamente. Para eles o tempo passa devagar, sabendo também que as cadelas apressadas parem os filhos cegos! Encostado ao carro eu gozava aquela negociação, feita com a colaboração do ajudante, bailundo forte, o Agostinho, que não entendia bem, creio que nem mal, a língua daquela gente. Entretanto eu deixara de ter pressa porque aquele diálogo era sensacional, e muito me divertia.

Ao fim de um bom tempo tinha-se conseguido estabelecer a primeira plataforma de entendimento.  O valor do porco.  Cem escudos.  Mas era conveniente que se repetisse para que não restassem dúvidas:

- O porco vale então cem escudos?

Todos abanaram positivamente a cabeça, porque cem escudos era linguagem geral!

- Sim.

A cara deles mostrava-se satisfeita com o acordo. Estava encerrado o primeiro capítulo. Depois desta etapa decidi que era preciso passar a discutir um outro aspecto importante da questão: a estrada fora feita para porcos ou para carros?

Não esperavam por esta, e com ar de candengues apanhados com a mão no doce, recomeçam as sessões parlamentares entre todos, que não tiveram muita dificuldade em concordar que as estradas haviam sido feitas para carros. Sentido de justiça não lhes faltava, e mesmo sabendo que podiam perder a disputa, se disputa se podia chamar àquela procura de entendimento, não negavam o que a consciência lhes ditava. O porco não devia ter atravessado a estrada. Fim do capítulo segundo.

Até aqui já se tinham passado talvez uns trinta minutos. O semblante daquela gente perdera parte do sorriso! Já antevia os tais cem escudos a voarem!

Novo ponto a discutir: uma vez que a estrada era para carros, o porco é que havia estragado o carro, que ficou com um para-lama todo torcido, a que entretanto o Agostinho já havia dado ali mesmo um jeito para não encostar no pneu, que não chegou a sofrer. O culpado era o porco. Quem devia pagar a reparação?

Aquele pessoal com ar ainda um pouco mais triste, após conferenciarem novamente entre si acabaram por acordar que a verdade era uma só. A culpa era do porco. Todos, através do porta voz, acabaram por dizer que sim, e ficaram em silêncio à espera do desfecho do diálogo.

Calculou-se então que a reparação do carro custaria outros cem escudos, assunto de que eles não tinham noção, e que na verdade ia custar bem mais. Ao fim de mais outro tanto tempo, concordaram também nesse valor

Quarto capítulo. Recapitulando, antes de passar à final: se o porco valia cem escudos, a culpa do acidente fora do dito porco, e o custo da reparação era também de cem escudos, está-se mesmo a ver que quem ia pagar o estrago era o próprio porco.

- !!!!

Desilusão. Começaram por pensar que além de terem pensado ficar com o porco para o comerem, ainda iam receber cem escudos de indenização, e agora não só não receberiam nada, como tinham que entregar o porco para compensar  prejuízo do carro.

O ar era de tristeza. Ficou no entanto bem assente que eu levaria o porco para me pagar dos estragos por ele feitos. O porco passou a ser minha propriedade. Tudo muito devagar e cordial, nunca se passando ao ponto seguinte sem que o primeiro ficasse bem claro em suas mentes. Mas o que é justo é justo!

Nessa época eu trabalhava na fábrica de cerveja, a Cuca, a mais antiga e bem conhecida em todos os cantos de Angola, e sempre viajava levando o carro abastecido com umas quantas caixas, para o que pudesse acontecer. Nunca havia perigo de se acabarem porque no próximo distribuidor repunha o estoque.

- Bom, então o porco é meu.

- Sim, siô.

Vai começar nova discussão, desta vez mais sutil e delicada.

- Eu não quero o porco. Vou dá-lo para vocês comerem.

- ???!!!

Não queriam aceitar. Aquilo fazia muita confusão nas suas cabeças. Por que lhes havia de oferecer o porco? Alguma coisa ia querer de volta. O negócio não estava a cheirar-lhes bem! Nunca alguém lhes tinha dado alguma coisa sem querer de volta uma paga maior. Desta vez não era o caso. Foi difícil convencê-los que eu simplesmente lhes oferecia o porco e não queria nada de volta. Assim mesmo continuavam desconfiados.

Só se convenceram quando finalmente o Agostinho, a um sinal meu, tirou de dentro do carro uma caixa de cervejas e lhes entregou.

- Como vocês foram simpáticos, não só vão ficar com o porco, como ainda com esta caixa de cerveja, para acompanhar a festa.

Como se pode imaginar, isto não foi dito com tanta singeleza, por dificuldade de entendimento linguístico.

Quando por fim ficaram bem cientes de que iam mesmo ficar com o animal, sem pagar nada e ainda por cima recebiam, de graça, uma caixa de cervejas, foi uma festa.

Toda esta conversa durou perto duma hora, mas valeu a pena. Analisar as discussões entre eles, cautelosos para não deixarem transparecer os seus pensamentos, desconfiados com um indivíduo branco que nunca tinham visto, e desejosos de, como todos, levar alguma vantagem, era um espetáculo único.

Nas suas caras via-se agora tranquilidade. As crianças não entenderam muito bem o negócio, nem era negócio que lhes interessasse. Mas os adultos, homens e mulheres batiam palmas de alegria e agradecimento. Correram a pegar no porco para o esfolar, e não queriam deixar-me ir embora sem que ficasse para o comer com eles! Infelizmente não podia. Naquela estrada não se devia circular de noite, e ainda tinha muito quilometro a percorrer.

Bebemos uma cerveja juntos, quase trocámos juras de amizade eterna, o que não era difícil de concretizar, e depois, com mágoa, tive que ir embora.

 

*          *          *

 

Não muitos quilômetros adiante a estrada estava em construção, ou reconstrução, e como tinha chovido bastante nos dias anteriores as obras tiveram que parar, porque numa extensão ainda grande aquilo se transformara num lameiro só. Barro vermelho, terrível. Região de café, quente e úmida.

O Fusca é um carro especial, e com alguma experiência é difícil deixá-lo atolar, mesmo nesses lameiros imensos e profundos. Qualquer outro carro, incluindo os jeep, difícilmente os atravessa. Fusca dança em cima da lama, entra com as rodas nos trilhos de outros carros, normalmente de caminhões, fundas, roça a barriga pelo chão, escorrega aqui, empurra ali, mas lá progride, Deus sabe como. De repente pela frente um caminhão tombado. Derrapara na lama e estava caído de lado. A carga era de animais: porcos, cabras, galinhas, patos, etc. Tudo por ali espalhado. Uns ciscando, outros fuçando ou picando um pouco de capim aqui e acolá. O motorista e o ajudante sentados no chão à sombra da carroceria procuravam que os animais não se dispersassem, enquanto aguardavam socorro pedido na véspera. Tinha que vir um trator potente para endireitar o carro, ainda por cima ter que o fazer no meio de um lamaçal que estava longe de secar. Quando chegaria? Quem sabe. Paciência era uma virtude que não podia faltar a quem andava naquelas estradas.

O acidente tinha sido na véspera, há mais de vinte e quatro horas, e tudo ali jazia sob um pesado calor úmido e um desconforto total. Nem na cabina do carro podiam dormir, porque o banco estava na posição quase vertical!

No meu carro, além das caixas de cerveja ia também uma bolsa isotérmica, que antes da saída de qualquer povoação, se enchia com o máximo possível de cervejas bem geladas, e que assim se mantinham o dia todo.

Como é evidente não podíamos fazer nada para ajudar os homens a sair daquela situação.

Parei o carro, boa tarde, isto é que foi azar, iam para onde, vêm de onde, etc. mas nada mais que isto. A não ser:

- Quem quer uma Cuca gelada?

Perguntar ao nu e esfarrapado se quer uma camisa!

- Você vê-nos nesta situação miserável e ainda vem gozar conosco? Cerveja gelada, hein? Siga a sua vida e deixe a gente em paz! - disse o motorista com cara de poucos amigos.

- Bom. Querem, ou não querem uma Cuca geladinha?

- Se isso fosse possível, era milagre. É tudo quanto eu estou a desejar desde que o sol começou a aquecer. Mas, por favor, não brinque com coisas sérias.

Fui ao carro, tirei duas cervejas, que estavam mesmo geladas, e quando as entreguei aos homens, eles não queriam acreditar! Não é que lhes apareciam, ali no meio de nada, onde ninguém passava há vinte e quatro horas, duas cervejas, e geladas! Era mesmo milagre! O espanto na cara daqueles homens era digno de ser perpetuado! E a alegria?

Beberam com um prazer que de certeza nunca outra cerveja lhes havia proporcionado! Só se ouvia Aaaahhhh, que maravilha!

Tive que continuar viagem, mas de certeza aqueles homens, que ainda ali ficaram, esperando por outra ajuda, nunca mais na vida devem ter esquecido que um dia lhes caiu do céu uma Cuca bem gelada. Uma não, duas, porque antes de seguir viagem deixei-lhes outra dose.

 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

 

De 2005 a 2023

Mais  um  choque  elétrico

 

Esta primeira parte foi escrita em 2005!  A seguir verão como isto tudo “melhorou”dezoito anos depois

Este nosso país, sobretudo para os que aqui não atravessaram os anos oitenta e os primeiros quatro anos da década seguinte, com inflações que, de uma média “estável” de 100%, galgou para 200, 400 e chegou a mais de 2.600% num só ano, é algo de difícil compreensão.

Hoje o governo luta para manter “a casa em ordem”, com a inflação controlada através de juros altíssimos que inibem os investimentos e aumentam de forma louca a dívida interna, que estrangula o país!

E se temos inflação ainda elevada deve-se sobretudo a ações do governo, aumentando ele mesmo as taxas, impostos, autorizando aumentos acima da inflação a empresas de grande porte, deixando os bancos comerem o quanto quiserem, etc. Governo popular! Demagogia e ignorância.

A Light, que começou por ser, no final do séc. XIX uma empresa de capital canadense e agora pertence à EDF - Eletricité De France - após ter visto o preço das suas tarifas aumentar 20% acima da inflação, em seis anos, quer agora que a autorizem a aumentar mais ainda para ver se consegue operar fora do vermelho! A empresa deve só USD$ 1,5 bilhão, e ameaça sair do Brasil se não lhe autorizarem um aumento de tarifa que lhe daria muito jeito, 6,13%, igual a cerca de mais USD$ 100 milhões por ano de faturamento! 

A pobre da Light-EDF também tem direito a algumas queixas: só o governo do Estado do Rio deve lhe R$150 milhões, mais R$400 milhões de outros grandes clientes, como a CEDAE - Água e Esgotos do Rio de Janeiro -, Prefeituras, e ainda dizem que lhe roubam por ano mais R$250 milhões, etc. Claro que os franceses têm muita razão de queixa, até porque não podem cortar o fornecimento de energia ao governo do Estado nem à companhia das águas!

Quem vai ter que pagar o pato, quem é? Adivinha só! Nóis, os babacas, aqueles que não saímos à rua para prender o governador do Estado, o presidente da Cedae e de outras empresa caloteiras e que acabam carregando no bolso, desculpem, descarregando do seu bolso, o custo dos escândalos e ladroagem dessa gente que simplesmente... não paga!

Por estas e muitas outras é que o povo tem mesmo que sair às ruas durante os quatro ou cinco dias de Carnaval e tentar esquecer este infindável infernal!

 

N.- Devendo US$ 1,5 bilhões a Light/EDF vai ser eternamente... devedora! Não é com um faturamento de R$4 ou 5 bilhões e lucro de somente R$ 3 a 4 milhões que alguma vez terá com que pagar os empréstimos.

Para quem vai sobrar a conta, hein? Preparem-se!

Isto era em 2005.

E agora, dezoito anos passados?

Leiam o que segue retirado do “Diário do Poder”, ontem.

O governo federal pode ganhar um mico (“mico” é um problemão!) chamado Light, concessionária de energia do Rio. A empresa tem mais de 4 milhões de consumidores cativos de energia e conta com a prestimosa agência reguladora Aneel, (Agencia Nacional de Energia Elétrica) que fixa tarifas indecentes e autoriza “empréstimos” cujas parcelas são pagas pelos consumidores nas contas de luz. Mas o chororô dos donos agora é contra ressarcir o que o cobrou a mais. O mercado se agita com uma possível devolução da concessão. Para completar, as “lightizinhas” de milícias (as “milícias” são os grupos de fora da lei, tipo “Cosa Nostra” onde nem a polícia entra) que controlam favelas e bairros periféricos. É evidente que são essas milícias que cobram a energia elétrica aos consumidores, o que causa um violento prejuízo à Light.

Mas, além de milícias, a Light ainda “sofre” com a Cedae (Companhia Estadual de Águas). Ela é obrigada a ceder água de suas hidrelétricas para manter fluxos de água nos canais de favelas, a fim de empurrar os esgotos para o mar. Aquelas praias lindas...Copacabana, princesinha do mar...

E quem são os donos atuais de Light?

Controlam a Light o fundo Samambaia, liderado por Ronaldo César Coelho, e Beto Sicupira, sócio do bilionário JP Lehmann e da Ambev, que se soube agora que, donos de uma das maiores lojas de departamentos as “Lojas Americanas” “desviaram” cerca de 20 a 40 bilhões de Reais, não pagando a fornecedores, mas recebendo anualmente milhões pelo seu investimento!

Quer dizer que a Light está também a ir “Ladeira Abaixo” (palavras do Diário do Poder)

A Light perdeu 63% do seu valor em 12 meses e o banco suíço UBS reduziu a projeção de preço de sua ação de R$13 para R$6,3

Para finalizar, as últimas notícias:

A companhia, em seu último resultado trimestral – referente ao terceiro trimestre de 2022 -, reportou uma dívida líquida de R$ 8,7 bilhões. No contexto contábil atual, isso representa cerca de três vezes o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa.

 

Em boa hora a EDF-França deu o fora!

Mas não se preocupem. Isto aqui é Brasil, onde tudo que devia acontecer, não acontece, o que não devia... é o trivial. E tem já o Carnaval daqui a dias!!!

Dont worry. Be happy.

 

04/02/2023

sábado, 28 de janeiro de 2023

 Vou "iniciar" uma série de postagens de artigos escritos há 10, 15 e outros anos, a que chamarei

Páginas Quase Esquecidas da Nossa História

Escolhidas ao acaso, começamos com uma de 23/12/2008

Pouca gente se lembrará disto, e é bom não perder a memória da História:

ESQUECER ou IGNORAR a HISTÓRIA é  EMPOBRECER o FUTURO

De bordão na mão, Deus... *
Não há mais dúvida!

Deus é mesmo brasileiro!
Com um (des)governo que tem primado pelo total absentismo e populismo, distribuindo dinheiro e não criando empregos em desenvolvimento mas só na área burocrática, o que em vez de desenvolver o país, o atrasa, o Brasil continua a crescer, e após a catástrofe da ganância financeira mundial, surge como o país das maravilhas!
As perspectivas das quase imensuráveis reservas de petróleo a seis quilômetros de profundidade e a 250 quilômetros da costa, cujo custo de extração, por enquanto o torna proibitivo, aliado à tecnologia e produção de combustível vegetal, renovável, o etanol, considerando a imensa área ainda por ocupar com exploração agrícola e mais ainda imensa e tão cobiçada e atacada e abandonada Amazônia, fazem do Brasil, neste momento de quase desespero nos países de primeiro mundo, a terra da promissão!
Aqui, onde “maná cai do Céu”, assim como balas perdidas, os direitos humanos são estropiados com leis racistas, e “todos os seres humanos são DESIGUAIS perante a lei”, que descaradamente protege a banditagem política, e inclusive lhes permite assumirem posições de destaques mesmo indiciados em crimes de toda a ordem, o país vai atravessar esta crise mundial com um mínimo de sofrimento e muita despesa para dos cofres públicos para eleger a “minina” do grande líder.
E Deus, paciente, complacente e sapiente, parece estar a dizer-nos que não tenhamos pressa: “os crocodilos são perfeitos porque andam na terra há centenas de milhões de anos, e vocês, queridos filhos, ainda nem sequer aprenderam a trabalhar DESINTERESSADAMENTE pelo povo! Um dia chegarás ao Conselho de Segurança da ONU já que é isso que mais desejais! (vai ser muito em breve o que não serve rigorosamente para nada, mas dará muito orgulho ao “grande líder”.) Entretanto vê se consegues diminuir ainda mais o número de assassinatos que só no Rio de Janeiro, e nos primeiros nove meses de 2008, ultrapassou 4.180 vítimas! E aproveita para não mentir nas contas públicas e apresentar os resultados do PIB com honestidade e não de acordo com valores “ordenados” pelo (des)governo.
Deus gosta de ser brasileiro. Sobretudo depois que o Brasil ganhou, com todo a merecimento e alegria, a Copa de 58!
Agora Ele sabe (aliás sempre soube, desde...) que o país pode ter um papel fundamental na ajuda à diminuição da fome no mundo. Mas também sabe que não é distribuindo dinheiro que o povo cresce em graça, sabedoria e barriga cheia, mas somente em preguiça, apanágio de quem está na máquina governamental, que assim não tem que pensar em desenvolvimento, educação, pesquisa, saúde, infra estrutura, etc. Isso cansa muito. Dar esmola, sobretudo com o dinheiro dos outros, é muito mais fácil.
Apesar de tudo Deus é brasileiro. Vê-se na alma do povo simples. Pena não conseguir entrar na alma dos (ir)responsáveis!

* - do livro "Os Pecados do Diabo e as Virtudes de Deus" de Inácio Rebelo de Andrade - Novo Imbondeiro 2008

23 dez. 08

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

 

ESQUERDA  e  DIREITA


Esta coisa de “esquerda” e “direita” vem da Revolução Francesa, de 1789, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente, e simpatizantes da revolução à sua esquerda.

Não há a menor dúvida que os tempos tudo mudam, porque o que se assiste nos dias de hoje é a chamada esquerda “caviar” sentar onde quiser, em qualquer lugar, no colo dos reis, presidentes ou juízes, e a direita, os que ainda aguardam a vinda de outro Napoleão, Salazar ou até mesmo um Hitler que os deixe trabalhar, organizar o país, desenvolvê-lo, criando postos de trabalho, impostos, enfim o progresso, e só lhe resta ficar sentada em casa à espera de...  De quê mesmo?

O mais curioso de tudo isto está bem evidente na história da rã fervida. Como todos sabem, ou deviam saber, a rã colocada em uma panela de água fria sente-se muito bem e até lhe agrada quando, sob fogo, a água vai aquecendo, devagar e sempre. O pior é que quando a água está quente demais a rã já não se consegue mexer e morre fervida.

É difícil afirmar quando foi que todos nós, TODOS, fomos metidos nessa panela que está a cozinhar, e desde há muito tempo, já não mais a fogo lento, mas agora a aproximar-se da temperatura letal. Os que acreditam que a democracia é a solução da humanidade, são todos rãs. Os outros estimulam o fogo... fora da panela e por todo o lado. E quando matarem as rãs todas, vão comer capim!

Essa famosa esquerda da Revolução francesa, começou, como começam todas as esquerdas do mundo. Da França, passou à Rússia (URSS), andou por inúmeros países, sempre com o mesmo objetivo: acabar com as monarquias – o que acho indispensável – e simultaneamente acabar com o poder dos mais ricos, aqueles que souberam trabalhar e criar riqueza, no comércio, indústria, agricultura, no que for, roubando e destruindo as suas propriedades.

Na França foi o Terror, o ódio gratuito, a execução na guilhotina dos desafetos, os invejados ou de oposição política, uma época que durou cerca de dois anos; segue-se a Revolução Stalinista quando foram assassinados mais de um milhão de russos que poderiam fazer concorrência ao “chefe”, e poderia continuar a lembrar revoluções que aconteceram em todo o mundo, sobretudo onde a esquerda que tudo quanto sabe fazer é mamar os resíduos deixados pela direita (veja-se Cuba, Chile e tantos outros, sem esquecer os anos de chumbo do PT no Brasil).

Os tempo mudaram. Agora a extrema direita, que se intitula, por ironia ou antífrase esquerdista, já nem discute com parlamentos, simplesmente MANDA, e para que nada nem ninguém se lhe oponha, ocupa (compra) todos os cargos de decisão política, jurídica, policial e até, pasmem ou almas simples e ingénuas, os comandos militares.

Estamos todos na panela da rã. Eu já sinto que a temperatura do ambiente, mesmo sem panela, está a tornar-se impossível, mas o mais absurdo de tudo quanto está a acontecer é que essa esquerda caviar, eufórica, ignorante, louca pelo poder ainda não percebeu, nem quer saber que a panela dela, a seguir, vai aquecer ainda mais depressa!

Porque o “inguinorante” lula é considerado um líder MUNDIAL, quando ninguém ignora que ele é ladrão, corrupto, o político que mais roubou em toda a história da humanidade? Porque o adulam? Porque o apoiam?

Nem todos os dirigentes deste planeta são cegos ou idiotas.

Algo está para acontecer, e não vai demorar muito, que virará tudo do avesso.

Algumas perguntas até hoje sem resposta:

1.- Porque não foi condenado o assassino que falhou a tentativa de esfaquear Bolsonaro, e nem trinta minutos tinham passado, já preso pela Polícia, estavam a aterrar em Juiz de Fora dois dos mais caros advogados do Brasil que foram nos seus helicópteros? Quem os mandou lá? Quem lhe pagou? Como sabiam?

2.- Como o Bill Gates sabia em 2015 que, “daqui a quatro anos”, ia chegar uma terrível pandemia que mataria milhões (o Covid)?

3.- O que ele quis dizer, em Janeiro de 2022, quando solicita aos bilionários mais uns bilhões para combater nova epidemia que estará para chegar novamente e que será mais mortal que o Covid?

4.- Como ele sabe o que será o maior negócio da Terra (desde que a Lucy caiu da árvore lá no Rift) que até já estão a preparar nova vacina mesmo sem terem ainda o vírus? Ou já têm e aguardam só que terminem os resíduos do Covid??

5.- Porque, quando chegou o Covid, os dados pessoais de todos os brasileiros – Cartão de Identidade, de Contribuinte, Carteira da Condução – foram transferidos para um computador central em Brasília?

6.- Porque a partir de agora o cartão de Identidade não vale nada e só o de Contribuinte é que será valido? 

7.- Porque os filiados ao PT, TODOS, que estiveram em postos onde corria muito dinheiro roubaram e desviaram larguíssimos milhões, foram agora compensados com ministérios, secretarias de Estado, etc.?

8.- Porque o Bolsonaro é hoje o dirigente mais odiado, insultado, ofendido e perseguido em TODO o mundo?

E a pergunta mais evidente:

9.- Porque os bilionários –Davos, Bildberg, etc. – tanto aplaudem, louvam, condecoram e financiam o lula?

Porque o lula “é o cara”, como lhe chamou o Obama? Porque acham graça à destreza com que ele rouba, que ultrapassa os Lehman, Gates, etc.? Não. Mas porque lhes está a preparar o terreno!!!

O melhor é começar a responder às perguntas:

1.- É evidente que o PT, milionário, mancomunado e subornando “supremos” juízes foi quem ordenou o criminoso atentado! O assassino levou anos para ser julgado e acabou inocentado por ser “desiquilibrado mental”! Chegou-se ao extremo de o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, responsável pela defesa de Adélio Bispo, voltar a dizer que o nome de quem o contratou para defender Adélio é sigiloso. Não admira, é advogado dos bandidos do PCC uma das mais perigosas gangues, ligadas ao tráfico, do Brasil.

2.- Bill Gates tem bolinha de cristal? É vidente? Será descendente de Zaratustra? Ou, simplesmente estava metido no conluio que “fabricou” o Covid para depois faturar em cima de bilhões de vacinas?

3. e 4.- Aqui repete-se o “previsão”. Ele já sabe que em 2025 vem aí outra onda viral que matará “mais do que o Covid”... e ele no negócio.

5.- A resposta é simples: não fomos controlados por chips, como se chegou a falar com as vacinas do Covid, mas estamos agora todos amarrados a um computador central que vasculhará as nossas vidas a pente fino.

6.- Para ver se alguém foge ao fisco, gastando mais do que recebe? Como será que ficam os ambulantes? Vão ter que passar Nota Fiscal?

7.- Está na cara: rouba o quanto puderes, guarda uma parte para ti e manda muita grana para o PT. E, como se pode concluir, o PT tem bilhões à disposição para comprar quem quiser: juízes, militares, funcionários, e outros, oferecer benesses a líderes comunistas de outros países, que ficam muito gratos e ferozes apoiadores.

8.- O Bolsonaro não roubou um cêntimo, não deixou os colaboradores diretos roubarem, fez obra, endireitou as finanças (não matou os homossexuais, nem os infetados com Covid, apesar de a mídia continuar a chamar-lhe genocida), não deu dinheiro para Cuba, Nicarágua, Bolívia, etc., criando mais e mais inimigos. E a mídia, todos os dias, todos os dias a inventar maneira de o ridicularizarem perante um povo de mente limitada.

E agora, o “porquê” de tudo isto. A 9ª pergunta:

É evidente que o lula é um primário, fala barato, mentiroso, bom líder de massas populares ignorantes, ladrão, corrupto, mas está a fazer o jogo dos Davosinhos da vida.

Como? Simples.

A história nos mostra que NEM UM SÓ país com governo comunista conseguiu progredir social e economicamente. Alguns, como a Rússia/URSS viveu a matar cidadãos e a fabricar armas de guerra e nem um simples aspirador de pó conseguia produzir, a China, a Coreia do Norte, Cuba, e outros similares que, ao se apoderarem do governo prometeram o paraíso terreal (e podemos, só para não deixar a memória se perder, lembrar Angola, Moçambique, o Chile com Pinochet, a Bolívia com o Morales, a Venezuela e tantos outros, como o Sudão que segundo a ONU só fez cerca de 400,000 mortos), o que significa que o socialismo caviar/comunismo bolchevista tem uma única ideia em mente: roubar, roubar, destruir, destruir, deixar e fomentar que os países se endividem (os governantes ladrões ficarão milionários) para chegarmos ao objetivo dos grupos bilionários: solicitados para emprestar dinheiro, tanto dinheiro que os países vão ficar nas mãos dos tais grupos fantasticamente ricos.

E daí? Daí, o tão falado e aguardado Governo Mundial Global assume, fará, com em Berlim 1884 a partilha dos pedaços mais ricos (Amazónia e alguns outros) e tratará os líderes comunistas como insetos miseráveis passíveis de prisão perpétua ou pior, ou lhes serão muito gratos por lhes terem entregue o mundo a preço de liquidação!

E pronto, aqui têm o que a minha “bola de cristal”, que depois de muitas, muitas horas a canjujar sobre tudo isto, acabou por mostrar do futuro (onde eu já não estarei) com a clareza do mais bonito dia primaveril.

Se não concordam com esta previsão, gostaria que me dissessem porque os bilionários (e todos os órgãos de informação – tv, jornais, rádio, revistas, etc.) estão todos contra o Bolsonaro e aplaudem o maior corrupto da história.

Talvez eu consiga reverter o meu pensamento.

Mas estejam atentos governos de todos os países: os que não entrarem no jogo é porque estão só de um dos lados: capitalista ou a caminho da falência.

 

Nota.- Quase esquecia de dizer que, no Brasil a famosa rede Globo não pagou mais de 200 bilhões de reais de impostos, mas foi muito generosa com os juízes que julgaram os processos que a Receita Federal lhe foi movendo, mas perdeu todos! Os juízes tiveram ÓTIMAS razões para absolver a ré. E agora já voltou a receber largo apoio do novo desgoverno.

 

15/01/2023