terça-feira, 4 de agosto de 2020


BRASILÃO

 

MENSALÃO, PETROLÃO, COVIDÃO, JUSTIÇÃO

 

No Brasil tudo é grande! Desde a simpatia do povo, aos Carnavais, à Amazónia, ao desempenho agropecuário - o melhor em todo o mundo - à corrupção, à ganância da esquerdalhada, e à mentira, hoje conhecida por fake news, etc..

Vamos recordar um pouco de um muito recente passado para que melhor se possa entender o que se passa hoje.

Comecemos pelo mensalão, se bem que podíamos ir uns anos mais atrás, uns 30, assim que os militares saíram do poder e entregaram o governo aos “democratas”, começou logo o assalto à res publica.

Lembrar um famoso chefe de quadrilha, senador, conhecido como o Anãozinho do Orçamento, doputedo baiano que disse ter-lhe 56 vezes a loteria máxima só em 1993, com que justificou a imensa roubalheira, e não foi condenado! Raparam só mais de 30% do orçamento do Ministério da Ação Social. Alguns da quadrilha caíram fora, outros foram condenados mas ainda sobra pelo menos um que continua na ativa no Senado. Quem tem amigos...

Mas vamos aos recentes.

MENSALÃO  - 2005 – (Calmar tempus, tempos de lula) O Mensalão foi um escândalo de compra de votos, quando se deram 30.000 reais por mês a cada deputedo de dez partidos diferentes, como moeda de troca para que evitassem que o Legislativo fizesse qualquer investigação sobre diversas ilicitudes do governo calamar. O governo “soltou” R$ 400 milhões na forma de emendas ao orçamento, tendo toda essa grana saído dos Correios. Que eram os melhores do mundo e hoje... quase não funcionam.

Foi uma festa. Quem mais pagou por isso foi um deputado, que envolvido também no esquema, decidiu abrir a boca e dar nomes a todos os bois da grande manada. Ainda hoje deve ser o sujeito mais odiado pelos distintos colegas.

Quem quiser saber mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_mensal%C3%A3o

Todo o Brasil soube disso exceto... a lula: não viu, nem ouviu nem... só encheu, o bolso, também.

Não demorou muito para chegar a segunda “onda” devastadora, herdada de lula e continuada pela sucessora a madama dilma, o:

PETROLÃO – 2008 em diante – (Vacca tempus) foi o nome dado pela imprensa para o esquema de corrupção na Petrobras, mundialmente noticiado, onde partidos políticos e empresas desviaram centenas de bilhões de reais dessa empresa estatal do Brasil e do BNDS (Banco de Desenvolvimento).

Entre os partidos envolvidos na rapagem e lavagem do dinheiro estavam o PP, o PT e o PMDB, além de empresários das grandes empresas Camargo Corrêa, da Odebrecht, da Engevix, da Andrade Gutierrez, da Galvão Engenharia, da Toyo Setal, da Queiroz Galvão, da Mendes Júnior, da UTC e da OAS.

Políticos envolvidos no esquema estão Renan Calheiros, Collor de Melo, Eduardo Cunha, Antônio Palocci e Eduardo Pezão, e apesar de não haver provas que confirmem a participação deles, os nomes dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram citados no depoimento do doleiro Youssef e estão repousando nas soberanas mãos de alguns soberanos juízes.

Foi a operação Lava-Jato, lançada pela Polícia Judiciária que levantou o problema e começou-se a condenar uma série desses colarinhos branquíssimos.

A Operação Lava-Jato continua ainda em andamento e é considerada a maior investigação da história do Brasil, mas, desde que o juiz Sergio Moro teve a infeliz ideia de aceitar ser ministro e deixado o comando no tribunal, a Lava-Jato parece ter estagnado, estrangulada pelos tais soberanos.

Os principais nomes acima citados, incluindo lula, todos foram condenados a 20 e mais anos de cadeia.

Coitadinhos! Estão todos cá fora, gozando os bilhões que roubaram, porque os amigos são para as ocasiões, e como quando no governo fizeram muitos amigos a quem deixaram também meter a mão...

Mas já lá voltamos.

Informem-se melhor em: 

https://www.infomoney.com.br/colunistas/economia-e-politica-direto-ao-ponto/especial-resumao-completo-sobre-a-operacao-lava-jato-e-o-petrolao/

No meio de toda esta desgraça que o país atravessa, chegou o miserável COVID-19, e os tais amigos decidiram que era a hora de mais torpedear o governo Bolsonaro que lhes cortou o acesso à grana do Estado, decidindo o famigerado STF – supremo tribunal federal – tirar do governo federal o controle e combate à doença, entregando-o às autarquias e estados obrigando o governo central – Bolsonaro – a repassar as verbas para esse fim, de acordo com o volume de pessoas afetadas. Surgiu assim o

COVIDÃO! Com esta maquinação, muitos hospitais fora da espera federal, começaram a passar atestados de óbito indicando como causa a tal COVID, o que gerou inúmeros protestos de familiares dos defuntos porque sabiam que eles tinham dado entrada no hospital com câncer ou outras doenças mais ou menos terminais, e não foram autorizados a tratar do funeral. Para evitar denúncias e trabalhos, os corpos só eram entregues às famílias embalados em sacos de plástico lacrados, para evitar que autópsias indicassem a verdadeira causa mortis.

Segundo fontes fidedignas, isto já representa um roubo às finanças públicas de mais de 1 bilhão!!!

Cada morte por COVID rende para as prefeituras e/ou governos de Estados algo como 15 a 18.000 reais.

Como já se contabilizam mais de 87.000 óbitos... basta tirar só 10.000 a R$ 15.000 cada um para dar um bilhão e meio. E como no Brasil há só 5.570 municípios e 27 estados... se cada um vigarizar só dois ou três óbitos... cada um que faça contas e tire conclusões.

Aliás uma emissora de televisão portuguesa mandou um repórter ao Brasil que constatou esse fenómeno, bem brasileiro. E o retransmitiu um Portugal.

E continua a delapidação do país.

JUSTIÇÃO - O Supremo Tribunal Federal (STF) é o órgão máximo do Poder Judiciário e sua função é proteger a Constituição da República Federativa do Brasil, que é a norma mais importante do país. Os membros do STF podem ser livremente escolhidos pelo Presidente da República, desde que os indicados reúnam os requisitos, como ter 35 e 65 anos, nacionalidade brasileira, cidadania plena, ou seja, exercício dos direitos políticos e notável saber jurídico e reputação ilibada. Essa da ilibada reputação tem que se lhe diga, apesar de, em princípio a cada um ser dada a liberdade de escolher a sua opção política. Pelo menos era assim o suposto e o escrito presuposto na tal Constituição.

São 11 os membros de uma casa onde seria de esperar ver reinar a ética no seu máximo, a isenção, a neutralidade, etc.

O mais antigo foi lá colocado por fhc, um habilidoso sociólogo que soube durante dois mandatos esconder o seu objetivo comunista. Os outros por lula e dilma. O único isento faleceu por “acidente” de avião, que não teve explicação plausível.

Um outro membro desse clube fechado costuma encerrar reuniões do PCdoB com um lindo discurso, outro nomeado por ter sido advogado do maior grupo criminoso do mundo, o PCC (Primeiro Comando da Capital),  e outros, venerando os papais que lhes deram o tacho, assim criaram uma barreira anti justiça, que derruba muitas das decisões da verdadeira JUSTIÇA. Fora as que seguram nas gavetas até prescrevem por prazo ou por idade dos criminosos.

Os atingidos, julgados e condenados que pertencem ao grupo que os elevou a tal altura, como lula, condenado duas vezes em segunda instância com pena de mais de 21 anos, quase todos já foram soltos.

E por aí andam felizes da vida, com as suas contas bancárias intocadas, gordas, escondidas e sabidas, os grandes articuladores da roubalheira, condenados a 20 e 30 anos, alguns deles até botando presença oficial, fala e opiniões no Congresso Nacional.

Talvez esteja esquecido parte do Art. 5º  que diz que Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, onde se inclui que (IX) é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

E mandam tirar do ar (Facebook e outros) as manifestações de apoio ao Presidente Bolsonaro!

Aos compinchas o supremo tira-os da cadeia, e persegue procuradores e juízes que os condenaram e, pior do que isso uniram-se para procurar derrubar o Presidente Bolsonaro.

Um dos juízes, aqui chamados ministros e que exigem ser tratados de Vossa Excelência, teve até o descaramento de mandar confiscar o telefone do Presidente da República, o que não parece fazer parte das atribuições de proteger a Constituição da República Federativa do Brasil.

Não se cansam nem se incomodam de extrapolar as suas funções, sem terem que prestar contas a quem quer que seja e assim se tornaram os verdadeiros donos, intocáveis, ditadores deste país.

Estamos portanto sob a ditadura do Supremo Tribunal, que ninguém se atreve a atacar porque... e o país não avança como esperávamos.

Este é o BRASILÃO.

Continua a ter lindas praias, caipirinha, das tais morenas lindonas que tanto ajudaram os machos de todo o mundo a ficarem de água no bico... talvez já sobrem poucas por que... deixa para lá.

O clima por aqui está pesado. O povo, a maioria quer que o exército entre e limpe e faça uma faxina, e vai aguentando até...

Mas muitas mentes, cheias de telhados de vidro e processos na justiça, devem estar a sofrer uma complicada tafofobia.

Pena é que se isso não se concretize na maioria deles, ou em todos.

 

P.S.- Não esqueçam, ministros do STJ, que a Constituição tem um Artigo interessante, o 142, que diz:

“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

29/07/20

 


sábado, 1 de agosto de 2020


A Vespa e as fraturas!

 

F… já é avô, e de uma linda mocinha de quinze meses que faz parar o trânsito, pedestre, das vizinhas! Todas adoram a Joaninha! Dizer que a sua neta é bonita seria quase pleonasmo, porque o nosso herói não admitiria que outra coisa dela fosse dita! Mas ele naquele dia ainda não tinha visitado a neta!

Arranjou um pretexto para sair, vestiu um agasalho de algodão, lindo, bem branquinho, pôs o capacete na cabeça, montou a sua Vespa, novinha, muito bem conservada, com pouco mais de seis meses de uso, que ele hoje em dia só usa para pequenas saídas ou para circular em áreas de tráfego intenso, desde que o tempo esteja bom, e foi até à casa do contador (guarda-livros, o senhor Valério, um muito simpático homem) para com ele discutir os detalhes da abertura da firma que será a proprietária da nova loja que está abrindo, e vai dar às filhas.

A firma chama-se “SAMBORÁ” Comercio de Artesanato e Móveis, Ltda.. Samborá significa em língua tupi-guarani “o pólen das flores”, a matéria prima das maiores artesãs do Universo!

O dia estava bonito, com um solzinho gostoso, sem frio nem chuva, seriam s quatro horas da tarde. A distância a percorrer era curta, talvez uns quatro a cinco quilómetros, e pouco trânsito.

O avô ia apreciando a tarde bonita, e pensando como era agradável sair de vez em quando na Vespa, calmamente, sem a preocupação de ter que procurar lugar para estacionar, nem sem se assustar com possíveis engarrafamentos do trânsito. De fato tinha sido uma grande invenção para o trânsito das cidades.

O contador não estava em casa e o nosso “vespeiro”, viu a porta fechada e nem sequer teve que parar o veículo. Seguiu em frente para voltar para casa, pela rua da Paz, muito mal calçada de pedra, uma espécie de paralelepípedos mal cortados e bem desalinhados. Esta rua, de paz nada tem, porque todo o mundo que por ela transita, xinga a Prefeitura pelo desmazelo em que o piso se encontra e ainda pelos obstáculos que ali foram colocados para diminuir a velocidade da circulação, que por foça do péssimo empedrado já é muito baixa.

A 30 km/hora, com seu dono em cima, a Vespa seguia tranquila qual jumentinho paciente a caminho do Egito. Sucedem-se os buracos, as vibrações da calçada mal conservada, e os cruzamentos. Num destes um carro aguardava que o trânsito passasse para cruzar a rua. Ao aproximar da Vespa, com tranquilidade em inércia, o carro ignorou a Vespinha, e avançou! Ambos bem devagar. O carro trava, e a Vespa, além de ter que travar, com o desgraçado parado na frente, foi obrigada a desviar-se para não lhe bater. Com aquele miserável piso, agravado com restos de água e lama, a Vespa escorregou e o seu cavaleiro foi obrigado, mais por solidariedade do que por necessidade, a imitá-la! E ali ficam os dois em pleno cruzamento, estendidos no chão!

A Vespa ligeiramente aranhada, calma e paciente aguardava que alguém mais bondoso a levantasse do chão, porque até ficava mal a uma máquina andarilha, depois de nada sofrer, ficar ali estendida como algo inútil. O vovô depois de ter feito uma “viagem” de uns escassos dois metros, esfregando a barriga e o visor do capacete por cima daquele desalinhado e porco empedrado, pára bem em cima de uma poça de lama e começou logo, mentalmente, a xingar o desastrado motorista que o fizera cair!

Sentou-se, e depois de ver a sua dedicada montada em posição tão indigna, concluiu que para além do seu lindo agasalho “ex branco” e das calças todas sujas, o prejuízo fora unicamente os leves arranhões na montada. Coitada! Só ela sofrera, porque como para ele nada mais parecia haver do que o pequeno susto sofrido, mandou ao desastrado, um jovem...  que lhe pusesse a moto em posição decente, e o ajudasse a levantar.

Já em pé pergunta ao motorista:

- Você não sabe que esta rua tem prioridade? Não viu ali, olhe bem, a placa com essa indicação?

- É. Eu olhei, não vi a moto, e arranquei, até bem devagar!

- E agora, tem seguro?

- Não, não tenho!

- Então está aqui a fazer o quê? Ponha-se a andar.

E com desprezo, o despediu.

Acarinhou a montada e tentou pô-la de novo a funcionar. A Vespa estava amuada com a figura que a tinham feito fazer ali no meio da rua, e recusou-se a trabalhar!

Custou-lhe a convencê-la que ninguém a havia feito cair com intenção de a humilhar. Finalmente o seu motor, depois de aceite a desculpa voltou a roncar, e ela aceitou com a costumeira humildade o seu cavaleiro para a viagem de regresso a casa.

No caminho passaram em casa da neta para a ver, só, porque a mãe tinha ido ao hospital, mas sujos como estavam unicamente se inteiraram que tudo estava a correr bem. 

Mal disposto porque lhe haviam riscado a sua Vespa e sujado a roupa, foi para casa trocar-se e retomar o trabalho do escritório, onde ficou até tarde da tarde.

Nas mãos começou a sentir um pouco as batidas nas pedras, mas coisa sem importância.

Depois dessa hora, sozinho em casa, preparou um whisky, coisa rara nele que prefere normalmente um gin tónico, levou para perto se si um pouco de chocolate e algumas nozes, foi sentar-se no seu canto habitual, conhecido como o cantinho do papai, onde gosta de ficar a ouvir música e tentar ler o tanto que não conseguiu durante a vida já passada, por preguiça ou falta de oportunidade!

Agora chora o atraso e a imensa ignorância a que se deixou entregar durante tantos anos, e sobretudo por saber que o tempo perdido jamais pode ser recuperado!

Foi ouvindo e lendo, as mãos começando a doer mais!

Apesar do whisky achou que não era má ideia tomar uma aspirina, e aproveitou para amarrar com uma ligadura a mão direita que estava a incomodar demais. As dores continuavam a aumentar de intensidade.

Quase às 10 da noite, sua esposa, regressa a casa depois de ter estado no hospital com a nora, que ali tinha ido fazer um procedimento ginecológico. Uma gravidez perdida, mesmo nos primeiros dias, traz sempre alguma complicação para o físico de uma mulher, e havia-se perdido a esperança de um segundo neto para os babosos avós.

- Então correu tudo bem?

- Correu. Ela já está em casa, mas terá que repousar pelo menos um dia. E você, como está?

- Estive muito bem até há pouco quando me começaram a doer as mãos e agora não aguento com dores! Têm vindo a aumentar e agora doem-me horrivelmente.

A, mulher treinada em hospitais, por andar já com todos os filhos, talvez dezenas de vezes, por esses lúgubres lugares, logo concluiu que o melhor era irem ao hospital.

No primeiro em que entraram não tinha ortopedista, no segundo a equipa estava operando um acidentado e finalmente no terceiro, onde chegaram com o “doente” parecendo um marciano, verde de dores, já sem conseguir mexer um só dedo, finalmente encontraram a equipa de médicos que logo mandaram fazer as necessárias radiografias da mão direita.

A cada dez minutos tinha que se deitar porque não se aguentava já em pé. De posse dos exames o médico tratou de o enfaixar, aliás, engessar todo o braço e a mão direta. Ficou igual a uma múmia.

A seguir voltou a dizer ao médico que lhe doía igualmente a mão esquerda. Volta aos Raios X, nova radiografia, e entretanto o médico sumiu!

Veio um outro, louro, aspecto de ariano nazi, pegou na mão do doente, depois de olhar para as chapas, e enquanto dava um bruto aperto onde já doía imenso, perguntava:

-  Dói aqui?

O grito de dor era reposta suficiente! Mas o bruto, não contente com a resposta apertou com exagerada força em diversos locais onde esperava que doesse e sempre, friamente, perguntava:

- Dói?

- Imenso, como deve dar para notar.

- Mas aqui não tem nada.

- E na outra?

- Tem que ficar engessada durante duas semanas por suspeita de fratura do escafoide. Se a fratura se confirmar, depois são mais seis semanas.

- Muito obrigado. E sussurrou – “grande besta.”

Tanto trabalho, canseira e só suspeitas.

Imagina agora o acidentado com a mão direita com quatro dedos de fora, sendo que o polegar, só por sacanagem, ficou bem longe deles, não conseguindo assim segurar em nada. Além de ter o braço imobilizado até ao sovaco.

A sua Vespa vai ter também que ficar imobilizada uns tempos. Nem guiar o carro pode, que lhe faz a maior falta para a sua vida profissional. E o peso do gesso?

Olhem, o coitado não sabe onde colocar aquele trambolho quando se deita para dormir. Não é capaz de se pentear, lavar as mãos nem o sovaco esquerdo. Mesmo levar a colher de sopa à boca, com a mão esquerda é uma canseira. Também não consegue tirar aquelas chatas carrapetas do nariz, o que tem feito toda a vida, umas vezes com mais discrição do que outras, mas sempre com os eficientes dedos da mão direta, sem nunca ter previsto que uma situação destas o viesse a deixar na mão!

Mas o desalento não o atingiu. Não.

Ele ainda se lembra de já ter vivido mais de mês com uma enorme perna de gesso, muito mais incomoda do que isto agora, sem igualmente ter sofrido fratura. Naquela ocasião, bem jovem ainda, 21 anos, recuperou-se com facilidade desse acidente provocado por um trator que lhe passara desastradamente por cima das duas pernas, e que unicamente lhe provocara rotura dos ligamentos internos do joelho esquerdo.

O pior é que, com todo este trabalho, dores e gesso, ainda desta vez não conseguiu uma fratura digna para mandar dizer à sua mãe e à irmã Luiza que finalmente havia alcançado o status conveniente para poder entrar o “Club Privê” delas. (Coitadas, muito se quebraram.)

 

Escrito em 06/Julho/1987

Recuperado nos papeis velhos em 01/08/2020

 

 

 

 


sexta-feira, 24 de julho de 2020


Tsunami à vista

É sabido que os pessimistas normalmente estão muito mais bem informados do que os otimistas.
Já existem meios de prever, aliás com pouquíssima antecedência, a chegada duma tsunami. (Feminino; tsunami é onda!) O pessimista já ficou atento a quaisquer fenómenos, enquanto o otimista vai achando que “está tudo bem” até que que o “céu lhe caia sobre a cabeça”.
Para quem estiver numa praia ou nas rochas junto ao mar, tem duas hipóteses de prever o que pode acontecer: primeiro uma espécie de violenta, rápida, “baixa da maré”, isto é, a retirada com alguma velocidade das águas como se o mar estivesse a engolir essa água; outra pode ser o oposto, uma rápida, também, inesperada e alta subida do nível do mar.
Em qualquer destas situações o que todos devem fazer é correr para longe, se possível para lugares altos. Se o alarme for falso ou fraco o pior que pode suceder aos fugitivos é ficarem cansados da correria, mas safos.
Há um bom tempo que estamos a ser “avisados” de que alguma coisa de muito grave está para acontecer.
Sem nos preocuparmos com a ordem cronológica desses eventos, vamos enumerar alguns para os quais, de entrada, não demos grande importância, mas que agora se encaixam uns nos outros e nos fazem ter a CERTEZA que uma gigantesca tsunami está já à nossa porta.
1- No Brasil entrou de fininho  o FHC, que agora se revelou mais que vermelhusco a preparar e chegada do Honorossimos Causas, o tal sapo barbudo ao governo, que foi espalhando estruturando a base bolchevista com centenas de milhares de empregos públicos (sim, centenas de milhares), e propôs o desarmamento da população. Mesmo após o plesbicito ter mostrado que a população era contra isso, o parlamento aprovou (a população fragilizada e os bandidos mais à vontade).
2.- Depois surge a esmagadora publicidade, apoiada por grandes empresas como Walt Disney e forçada pela ONU, engrandecendo, aprovando e oficializando, por todo o lado, o apoio ao aborto e aos grupos LGBT, cuja única finalidade só pode ser a limitação do crescimento populacional humano neste planeta. E a, há muito prevista, destruição da base da sociedade, a Família.
3.- A feroz e destrutiva disseminação das políticas comunistas/bolchevistas, e a redução a poucos tipos de política: a do PS, a que, eufemisticamente, chamam de esquerda, uns indiferentes que não fedem nem cheiram e outros que não estejam de acordo com os dominantes são então a extrema direita! Parece que deixou de haver a extrema esquerda, que mais não é do que os atuais PS, os centristas e uma direita, para nos fixarmos nos babosos, orgulhosos e falsos socialistas, ficando todos os outros com a chaga de fascistas.
4.- A sistemática invasão da Europa de muçulmanos e africanos, idem para muçulmanos, muito bem organizada e financiada, que destruirá os países que humanitariamente lhes têm aberto as portas, e que não tarda serão a maioria nos países da Europa Central, Reino Unido incluído, acelerando a destruição da cultura e valores ocidentais.
5.- Os órgãos de informação – jornais, revistas, rádio e televisão – credíveis até há pouco tempo como verdadeiros órgãos para INFORMAR venderam-se à alta finança que tudo domina, ao ouro fácil que ofusca a vista dos gulosos, e passaram, não mais a informar, mas a desestruturar a família, a cultura, a história, o respeito pelo outro, a moral e a ética, agressivamente fazendo lavagem cerebral de todo um povo, e de todos os que estão sob essa “pata”. E insultando os chefes de outros Estados que a eles se não submetem. A tudo isto se juntam os extremistas, a quem chama anarquistas para acelerarem o processo. Objetivo: terror e terra queimada.
6.- Avisado o mundo inteiro, pelo menos desde 2015, que um feroz vírus viria perturbar o nosso modus vivendi, o senhor Bill Gates sabia o que estava a dizer, o que não é para admirar, porque tinha conhecimento do estágio em que se encontrava a “fabricação” deste terrível vírus. Nessa altura dispôs logo de alguns bilhões de US$ para que simultaneamente se encontrasse uma vacina para vacinar os 7 bilhões de terráqueos.
7.- Pronto o vírus, fruto de uma parceria USA/China, desaba em cima do mundo inteiro a primeira esmagadora tsunami de comunicação, cuja única finalidade não foi a proteção das pessoas, mas aterrorizá-las, diminui-las, esmagá-las, apavoradas. Foram investidos largos bilhões nessa massiva propaganda de terror, coisa nunca vista, mesmo sabendo-se que até hoje o número de óbitos com este vírus não chega nem à quarta parte dos causados por doenças cardíacas... de que nem se fala.
7.- Paralelamente, ou objetivamente, o isolamento obrigatório, teoricamente para evitar a contaminação visou a destruição das economias que, mesmo muito bem conduzidas pós pandemia, levarão 2 a 3 anos para voltarem ao nível de 2019. E já se anunciou que outro vírus, mais mortal que o desta COVID-19 está pronto, o que indica que ninguém deverá parar de se vacinar.
Deste modo o mundo está, com demasiada evidência, nas mãos de alguém. De muito poucos que vão brincar de deuses, ditando ordens a seu bel prazer.

Muito bem. Quem está no comando de tudo isto?
A Fundação Bill Gates, a Fundação Hillary Clinton com a Clinton International Iniciative, já associadas como GAVI – Gates Vacination Institute – apoiados por grupos de pobres indigentes como Banco Mundial, OMS, CDC – Centre of Disease Control – UNICEF, Science Foundation, a poderosíssima IFPMA – International Federation of Pharmaceutical Manufactures & Associations, onde se encontram empresas como Roche, Ely Lily, etc. – todos apoiados no tristemente famoso dr. Fauci, o maior defensor do uso de produtos farmacêuticos, qualquer que seja a maleita que possa aparecer. E, muito naturalmente, por aquele grupo, que há anos defende um Global Government, o de má fama ‘Grupo ou Clube” de Bilderbrg, onde estão os pobrecitos  Rothschild, Rockefeller, Soros e similares!
E quem ganha com tudo isto?
Com esta gente, é de imaginar que não estarão interessados em depois irem vender pneus ou violinos. Mas a perspectiva de se apoderarem  do CONTROLE GLOBAL através de vacinas, que se tornarão obrigatórias, o negócio – mais de 7 bilhões de doses anuais, e uma, pelo menos, a cada ano – não é para desprezar!
E essas vacinas não serão para defender a humanidade de algum vírus, não. Talvez façam algum efeito para não parecer tão evidente a infâmia do negócio, mas sim para esse poderoso grupo ou parte dele ficar com o controle de todos aqueles que caírem na esparrela de se deixarem vacinar.
Vacinas a serem tomadas TODOS os anos.
Mas até nisso há um outro tipo de controle: quem não se vacinar fica fora do CONTROLE GLOBAL, mas...
GLOBAL CONTROL ou GLOBAL GOVERNMENT
será igualmente monitorado... pela negativa: pode ter as portas fechadas a créditos, a hospitais, etc.
E mais, ajudados pelo que está para acontecer muito em breve, quando desaparecer o dinheiro vivo e até os cartões de crédito para ficarmos só no dinheiro virtual, é fácil de imaginar que o controle sobre as pessoas vai ser TOTAL.
Se hoje através dos telefones celulares já não somos livres, mas dependentes dessas tecnologias, com a possibilidade desse programa de vacinação mundial, vamos perder TOTALMENTE aquilo que mais devíamos prezar, a nossa LIBERDADE.
Uma pergunta ainda fica no ar, e não é difícil especular um pouco sobre a possível resposta.
Partindo do princípio que tudo quanto se está a passar foi meticulosamente preparado e largamente financiado por um conjunto de financiadores de poderes quase ilimitados, onde entra aqui a bolchevização de quase toda a Europa, toda a América Latina com honrosa exceção do BRASIL, já que China é a “própria” e a Rússia está garantida até 2036?
A primeira resposta que ocorre é um facto universalmente reconhecido pela história dos últimos 100 anos: os comunistas, os tais pseudo socialistas não gostam de trabalhar, e daí serem obrigados a usarem da velha técnica da mentira que repetida constantemente quase se torna uma verdade, dividindo o povo levando-o a odiar o empreendedor de sucesso, o homem que produz riqueza, assim ganhando votos e os postos de governo, para depois esmagarem os imbecis eleitores com impostos e dividirem a riqueza pelos compinchas e mentecaptos, até levarem o país à bancarrota.
Nessa ocasião o, em breve Global Government, pode com uma pincelada livrar-se dessa canalha falsa.
Mas o que se cogita com esta propaganda toda onde aparece até o BLM, é um mundo comunista paradoxalmente liderado pela alta, altíssima finança! Quem diria!
A grande onda, a gigantesca tsunami que nos pode cair em cima está formada.
O que podemos nós, formiguinhas fazer? MUITO.
A união faz a força. Ninguém queira pisar num carreiro de formigas. Pode ser devorado num instante.
Os poderosos estão podres. Podres de dinheiro e de consciência.
Nós vamos querer ser robôs dessa canalha?
Não nos podemos agora dividir. Somos 7 bilhões que podemos dizer NÃO a esse maquiavélico plano.
A tsunami que caia na cabeça deles.
O problema é que os humanos já foram seres gregários. Como os lobos.
Hoje somos marionetes que a desinformação manipula, e ficamos aterrados, amedrontados com o horror que nos querem meter na cabeça.
O que nos mostram as tvs de hoje? Filmes e novelas de mulheres semi ou totalmente despidas, homens sem caráter, sexo de toda a forma e jeito, ganância, violência, guerras, mentira. E ganham dinheiro vendendo isso.
O que somos nós?
Covardes? Conformados? Ou ainda nos resta alguma faísca de dignidade?
Para terminar vejam o que já se passa, por exemplo, em Espanha:
1.- Recebe, de braços abertos, “refugiados” muçulmanos... a maioria militares jihadistas, treinados no Daesch, que para ali são enviados, quem sabe até se a pedido do governo.
2.- Um dos gangsters desse governo, que está no poder que foi financiado pelo Chavez da Venezuela e pelo Irão, continua a receber deste país milhões (até agora 9 milhões de €) para utilizar a tv na indoutrinação comunista.
3.- Estão proibidas as manifestações contra o governo. Só os do governo podem ir “lecionar” a doutrina Lenine-trotskista em todas as escolas, associações e universidades.
E por aí vai. Até onde?
Querem que eu esteja otimista? Sempre fui dos que viam a “garrafa meia cheia”. Hoje, depois de andar a ver e analisar o que vai por esse mundo, devo estar no limite do meu pessimismo.

25/07/2020

terça-feira, 21 de julho de 2020


Andando por África

ZIMBABWE  (EX RODÉSIA DO SUL)

1972, quando lá fui, ainda a capital era Salsbury, terra de apartheid, mas... desenvolvida, arrumada. Hoje o país é Zimbabwe e a capital Harare.
Um apartheid “ligeiro”, porque nos hotéis onde fiquei havia sempre, como clientes uns africanos. O que não acontecia na África do Sul.
Fomos a uma espécie de “feira” em Bulawayo, que o Ian Smith teria convencido, a que industriais de Angola e Moçambique lá expusessem os seus produtos, à procura de credibilidade para um governo isolado que o mundo inteiro não reconhecia.
A Mac-Mahon, 2M, expos cerveja e lá fui eu estar uns dois ou três dias...
A Feira foi inaugurada pelo “presidente”, Clifford Dupont,  simpático, mais ainda a mulher dele, uma bonita ex aeromoça da BA, que conversou com todos os expositores estrangeiros... que não eram mais de 3 ou 4.
Num dos hotéis o restaurante tinha uma espécie de “jogo americano”, em papel, muitíssimo interessante, com um mapa da região e algumas indicações sobre história e minérios. Num repente entendi que tinha havido em tempos dos faraós, ligações com aquela área, porque ambos tinham o escaravelho como animal sagrado relacionado com o deus Kefri, responsável pelo movimento do sol, arrastando-o pelo horizonte; no crepúsculo, o sol (o deus Rá) morria, ia para o outro mundo; depois, o escaravelho renovava o sol no amanhecer. Fiquei muito entusiasmado com essa “descoberta”, que ninguém com quem falei jamais tinha relacionado.
No restaurante pedi que me dessem dois ou três desses “americanos” que guardei tão bem que... infelizmente desapareceram!
Não podia deixar de ir visitar as ruinas do Great Zimbabwe, que deram origem à lenda das Minas de Salomão, uma construção impressionante por ser quase única na África ao sul do Equador. 
Muita lenda envolve, mas pela configuração da construção e pela localização, dá a sensação de ser um lugar onde as caravanas de escravos descansavam, quando os levavam para o litoral, para os mercadores árabes. O interior muito bem defendido, paredes altíssimas, e para lá se entrar tem que se percorrer um corredor de meia dúzia de metros onde só passa uma pessoa de cada vez. Melhor proteção contra “ladrões de escravos” não havia.
E ao lado, num cabeço estratégico, um forte para vigiar possíveis assaltantes.
Muito, muito interessante.
Aproveitei ainda para ir ver as Quedas Vitória, que tinha sobrevoado na TAP quando fui a primeira vez a Moçambique, enjoadíssimo, no avião!
A quilómetros de distância avista-se uma neblina no ar e logo se começa a ouvir o barulho as água. Desta vez sobrevoei num pequeno avião.
Na língua tonga, chamam-lhe Mosi-o-Tunya  a fumaça que troveja.
É  um espetáculo deslumbrante.

SUAZILÂNDIA

A Suazilândia é um pequeno país, um reino. Quando lá estive, várias vezes, reinava o King Shobuza II, com o título honorífico de "Bull of Swazi" por causa da imensa descendência. Teve 70 mulheres, 210 filhos de que sobreviveram só 180 e quando morreu tinha mais de 1000 netos!
Se os europeus fizessem o mesmo não precisavam importar muçulmanos!
A população lá cresce bem, ao ponto de o rei ter, por decreto, proibido as relações sexuais por cinco anos !!! Não deixa de ser um país bem curioso!

Hoje o rei é o Mswati III, tem 36 anos, e ainda só conseguiu 15 mulheres e 23 filhos. Olhem como o rapaz é jeitoso. Quem se habilita a ser a 16ª?

País pequeno, bonito, mudou de nome para Reino de eSwatini, Eswatini.
Montanhoso, clima magnífico, chamavam-lhe a Suíça Africana. Tem casino, um pequeno parque de caça que achei uma jóia, e produz cana, abacaxi e outras frutas, além de ter diamantes e ouro, mas o PIB per capita é baixo.
Da primeira vez fui com uns amigos cuja finalidade era o jogo na casino, coisa que eu não gosto.
Mais tarde, convidado pela Coca-Cola, fomos a uma convenção, e por último, em 2001, já com o novo rei (!) fui renovar o visto para ficar mais uns dias em Moçambique, onde o Consul de Moçambique foi amabilíssimo.
Sexo quase livre, como se vê pelos exemplos reinóis é o país com maior taxa de AIDS do mundo, e como 70% da população vive da agricultura... aí no mato então...

ÁFRICA DO SUL

Estive pela primeira vez à África do Sul em 1954 quando fui fazer um estágio na fábrica da Massey-Harris, máquinas agrícolas, em Vereeniging. Ficámos num hotel ótimo, com campo de golfe, e lá estivemos duas semanas.
Eu já conhecia praticamente todas aquelas máquinas, mas é sempre bom vê-las em construção.
No primeiro dia, visita à fábrica, grande, deparo-me com um espetáculo inesquecível na seção de caixotaria, de onde praticamente tudo era expedido, embalado em caixotes ou grades de madeira.
Armazém grande, meia dúzia de operários, todos africanos, preparavam esses caixotes. Recebiam as tábuas já cortadas, e de acordo com planos estabelecidos só tinham que as pregar para as transformar em caixas.
Cada homem em sua caixa, martelo e pregos para cada um. Todos em silêncio. A voz ali não fazia falta.
Um deles, à vez, dava a primeira martelada e logo em seguida, em ritmo de batuque, de dança, todos martelavam o mesmo número de pancadas nos pregos. Quando um terminava, terminavam todos. Novo prego, novo sinal de partida, mais um pouco de batuque, e por aí adiante.
Nessa visita, acompanhado de mais oito visitantes, foi tal o meu espanto, admiração e entusiasmo por esse concerto de música que me deixei ali ficar uma porção de tempo, e acabei por me perder do grupo. Mas foi um espetáculo sensacional, e único, que não dá para esquecer.
Voltei muita vez àquele país.
Em 1963 alguém da Cuca lembrou-se que a África do Sul devia ser um grande consumidor de cerveja (era) e que podíamos tentar exportar para lá.
Responsável pela área comercial da companhia, fui eu.
Em Johannesburg o Consul Geral era casado com uma irmã do tio Zé Perestrelo que eu conhecia bem. Foi muito prestável e útil e arranjou-me um contato que se revelou a chave do “cofre”, e num domingo fui almoçar a casa deles. Muito simpáticos.
Segunda de manhã tinha um carrão à porta do hotel. Era do tal “big boss” dono de uma grande empresa, distribuidora dos charutos Ritmeester e algo mais, negócio grande, e estaria interessado em alargar o seu leque de produtos. Mandou o seu carrão para me buscar.
Pela maneira como lhe expus o problema ficou bastante interessado, gostou da minha apresentação e abriu-me as portas para os trinta e tantos representantes de vendas que tinha no país, Zâmbia e Rodésia do Sul. Parecia que logo de entrada eu dera um tiro na mosca. Veremos.
A seguir Durban onde o Consul, meu amigo de toda a vida também irmão do tio Zé Perestrelo e a mulher eu conhecia desde criança, extremamente simpática e ativa auto nomeou-se minha ajudante, e motorista! Levava as duas filhas de manhã ao colégio, depois vinha buscar-me ao hotel e ia comigo fazer as necessárias visitas. Um encanto e uma boa disposição especial.
Segui para Cape Town, e para variar costumava ir falar com a Consul de Portugal para me orientar. Este eu não conhecia, mas no meio da conversa diz-me: “A minha mulher conhece-o bem!” Achei estranho e fiquei meio sem graça, mas perguntei quem era. Rosário Vaz. Tinha feito o curso de aeromoça da TAP com a tia Licas, com quem por vezes nos encontrámos. Coincidência simpática, Convidou-me para jantar com eles o que foi uma noite muito agradável.
Na véspera de ir embora tinha uma reunião com um dos representantes do tal big boss. Era perto, fui a pé, e encontro na rua um homem a vender uns frutos que eu jamais tinha visto. Deu-me um a provar, achei uma delícia, e fui de cartuchinho de papel na mão para a “importante” reunião, o que os anfitriões até acharam graça.
À saída ainda lá estava o vendedor, já com pouca fruta. Comprei-a toda para levar para casa, onde chegaria dois dias depois.
Fizeram um sucesso. Lichias!!! Quem não gosta?
Voltei lá quando estava na 2M. Estive uns dois dias com a Coca-Cola, fui num caminhão de entregas ao Soweto, falámos com um cliente importante, um hotel de 3 estrelas, ótimo, mas... só para africanos (!!!), onde o patrão nos recebeu muito bem, fui também recebido pelo diretor geral da South African Breweries que me convidou para jantar em sua casa (uma honra que raros receberam!). E mais, recebi até um convite para gerir uma fábrica que eles iam abrir na Rodésia do Sul que, com um governo branco não parecia ter futuro, e não teve, o que me fez recusar o atrativo convite. Se tivesse aceite, hoje estaria, de certeza, muito melhor financeiramente! Enfim.
Fomos um dia, todos, pais e filhos a Nelspruit tratar dos dentes (onde o João rogou pragas ao dentista; saiu de lá com uma tromba...!), e como tínhamos comprado um carro americano e um atrelado com uma grande barraca de campanha, fomos depois acampar dois ou três dias no Kruger Park, um passeio magnífico.
Fui mais vezes a Johannesburg, não só com a 2M, como a seguir no Banco.
Não esqueço o dia em que estava no escritório do Banco lá em JB no 25º andar do Carlton Center, sentado num sofá em frente a uma larga janela, quando vi um “coisa” passar, caindo, do lado de fora, e até fiz um comentário idiota: “Passou ali um sujeito que podia ter entrado e beber um copo conosco.”
Estavam comigo o diretor do escritório e um diretor do Banco Real, do Brasil. Olharam para a janela, e como é de supor nada viram, continuámos a falar sobre o problema que ali me levara.
Quando saímos ainda o corpo do desgraçado estava estilhaçado no chão! Parece que bêbedo, pensou em descer agarrado aos cabos de aço que levavam o material de construção para os andares superiores que ainda estavam em acabamento. Queimou as mãos com o atrito e despencou aí do 30º. Um horror.
No dia seguinte fomos a Pretoria tratar do assunto com o Banco Central, para podermos administrar os salários dos trabalhadores moçambicanos, pagando juros enquanto não pudessem dispor do seu dinheiro o que só acontecia no final do contrato de trabalho, visto que o acordo em vigor, naquela altura, era feito entre o governo português o sul-africano, o que prejudicava, como é óbvio, o pobre.
A reunião correu muito bem, promessa de aceitarem a nossa proposta, mas... uma semana depois o 25/4 acabou com tudo.
Era um país espetacular, mas com aquele maldito apartheid, até eu fui insultado por isso.
Fui a uma livraria onde das vezes anteriores tinha encontrado livros bons e muito baratos, Costumava ir a pé porque era relativamente perto do hotel. Mas um dia ao sair um ônibus passava e mandei parar. O motorista parou, abriu a porta da frente e começou a insultar-me, sem eu compreender o que dizia porque falava ou africâner ou tsonga. Foi o atendente da livraria que me disse que eu não devia mandar parar um ónibus exclusivo Non Whites, e assim eles pensaram que eu os estaria a ofender!
E eu sabia lá disso, mas fiquei chocado, não pela “ofensa” mas pelo facto em si.


NAMÍBIA (ex Sudoeste Africano)

Depois de Cape Town (e de ter comprado todas aquelas lichias) o meu regresso a casa passava por Windhoek, ainda o país sob administração da África do Sul, de que só se livrou em 1990, quando se tronou independente.
Foi aqui que o cachaceiro lula, que fez questão de andar a passear pelo mundo, imitando o seu compincha Bochechas ou Dom Mário I rei de Portugal, ao fazer um pronunciamento oficial, ao lado do presidente da Namíbia teve esta brilhante frase: “Nunca pensei encontrar em África um país tão arrumado e limpo!” Uma besta.
Se naquela viagem, em todas as cidades tinha encontrado um Consul de Portugal que me era conhecido, e que me foram de grande utilidade, ali não conhecia ninguém.
Mas logo no primeiro dia, estava eu na sala de entrada do hotel entrou um pequeno grupo de duas ou três pessoas e uma delas se dirige a mim, sorriso aberto: “Ó! Sr. Amorim! O que o senhor faz aqui?”
O meu ar de espanto mostrou que não fazia ideia quem me estava a cumprimentar.
- Já não se lembra de mim? Há... (não sei já quanto tempo) visitei a Cuca e foi o senhor que me recebeu! E não esqueci.
Aí bateu o badalo do sino. Caiu a ficha e logo lembrei tudo.
Foi ótimo, conversámos um bom bocado, mas nada de especial haveria a fazer naquela terra.
Na altura nem sabia que existia lá um padrão, erigido em 1486 por Diogo Cão, e se soubesse também não teria sido fácil andar uns 400 kms para cada lado.


Mais um dia e regressei a Luanda, poucos dias antes do Natal de 1963... com as lichias!!!
E mais um mês nascia a Joana!


sexta-feira, 10 de julho de 2020


Reflexões sobre o Brasil em Outubro de 2001

Depois de ler e ouvir muitas asneiras vale a pena ler isto.
 
Afinal que Brasil é este? O que está realmente acontecendo com o Brasil?
Afinal por que estão as maiores empresas americanas e européias afirmando que seu maior portfólio de investimentos para os próximos 10-15 anos será nesta região do mundo? Será que viraram devotos de  Nossa Senhora de  Aparecida do dia para a noite?
Acredito que seja o momento de passarmos de uma  consciência ingênua para uma  consciência crítica sobre o momento atual  brasileiro. Nos corredores do Fórum Econômico Mundial em Davos os Ministros e autoridades declaravam sua intenção de investir no Brasil nos próximos anos o que nunca haviam pensado.  Afinal que mercado é este?
Vejo dados confusos sobre o Brasil. Os jornais mostram a desgraça, o estupro, as balas perdidas... e esse pessoal continua vindo para o Brasil? As empresas espanholas e portuguesas acabam sendo maiores aqui do que na própria Espanha e Portugal e assim por diante. Acho que está na hora de explicar o Brasil com dados - dados de pesquisa - dados sérios, em vez do "chutômetro" aplicado a todo o momento para nos confundir.
Um exemplo digno de "chutômetro" é o dado divulgado em abril do ano passado, nos 500 anos do Brasil. Todos os jornais estamparam para o mundo todo que éramos 5 milhões de índios no Brasil em 1500. Ora, se há dúvidas de quantas pessoas exatamente vieram nas caravelas em 1500, como é que sabemos que éramos 5 milhões de índios em 1500 no Brasil?
Quem contou? Qual o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) da época ou GPS que mediu os 5 milhões? Algum louco, com base em especulações referentes à mortalidade infringida pelos espanhóis no México, chegou à conclusão absolutamente absurda de que éramos 5 milhões e isso virou "verdade"! E assim logo dizemos que temos 120.000 desabrigados nas ruas de São Paulo, 45 milhões de miseráveis, etc., etc. Até quando seremos obrigados a engolir essas verdadeiras barbaridades?
Para passarmos de uma consciência ingênua para uma consciência crítica e compreendermos o que está acontecendo, temos que saber que o mundo tem o que se chama de "mercados maduros". "Mercado maduro" é o mercado em que o crescimento do consumo é equivalente ao incremento vegetativo da população - ou seja - se a população cresce aumenta o consumo. Se não cresce o consumo continua estático. Assim o consumo de cerveja nos EUA, por exemplo, cresceu 2% acumulado nos últimos 5 anos e deverá crescer apenas 2% nos próximos cinco anos. No Japão, 35 prefeituras exigem um atestado que diga que você tem onde colocar seu carro para que um concessionário possa vender um automóvel novo a você - problema de espaço vital. O consumo de biscoitos na Inglaterra não cresce há dez anos. Esses mercados maduros - EUA, Europa e Japão - onde se encontram as empresas igualmente maduras - IBM, Toyota, Electrolux, etc. - precisam de mercados emergentes - onde o crescimento do consumo seja maior do que o incremento vegetativo da população. Quais são esses maiores mercados hoje no mundo? Brasil, Índia e China. Mas não nos iludamos muito com a China.
A China tem 76% de sua população em campesinato. A Índia 72% e o Brasil apenas 22%. Assim, o país pronto para consumir produtos ocidentais de alguma tecnologia que não seja bicicleta, alfanje, etc. é o Brasil, e por extensão o Mercosul. Por isso estão todos aqui e querendo investir mais e mais aqui. O mercado brasileiro, segundo dados da Nielsen, cresceu nos últimos 5 anos: (Os dados abaixo assinalados com asteriscos têm como fonte a AC Nielsen)
* 859% em fraldas descartáveis
* 369% em mistura para bolos
* 310% em alimentos para gatos
* 282% em leite aromatizado
* 273% em alimentos para cães
* 219% em leite longa vida
* 201% em massas instantâneas
* 176% em cereais matinais
* 116% em carnes congeladas
* 81% em água mineral
O Brasil é, hoje, um mercado que apresenta alguns  dados impressionantes:
* 1,3 milhão de lavadoras de roupa * 82% mais que no Canadá * 4o. Maior mercado do mundo
* 8,02 trilhões de litros de refrigerantes * 343% mais que no Canadá * 3o. Maior mercado do mundo
* US$1,3 bilhão em alimentos "diet" ou "light" * US$100 milhões em 1990 * US$6 bilhões em 2010
* 63,4 mil toneladas de creme dental * 456% mais que na Itália
* 51,4 mil títulos de livros * 12% mais que a Itália *
* US$1,2 bilhão em CD's * 5o. maior mercado fonográfico do mundo
* 681,9 mil toneladas de biscoito * 27% mais que o Japão * 2o.maior mercado do mundo
* 3 milhões de geladeiras * 66% maior que o Reino Unido * 4o.maior mercado do mundo
* 11 milhões de usuários da Internet * 95% das declarações de IR foram via  Internet, * 40% do total na América Latina e o dobro do  México.
E é importante que saibamos que somente a chamada classe média e emergente no Brasil, hoje, representa 35 milhões de famílias (IBGE). Assim, só a classe média e emergente no Brasil é:
* 8% maior que a população da Alemanha.
* Maior que a República Checa, Bélgica, Hungria, Portugal, Suécia, Áustria, Suíça, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Nova Zelândia, Luxemburgo e Islândia juntos.
* É maior que a França e Canadá juntos.
* Equivale a um terço da população dos Estados Unidos.
* Equivale a 72% da população do Japão.
Nós também não temos consciência de que o Brasil representa 42% do PIB da América Latina, incluindo o México e seu PIB.
Representa 13,3% do PIB total dos países em desenvolvimento, incluindo a China. E que:
* Todo o PIB da Argentina equivale ao PIB do Interior do Estado de São Paulo
* Todo o PIB do Chile equivale ao PIB da Grande Campinas (cidade que dista 93km da cidade de São Paulo) (Ernest & Young)
* Todo o PIB do Uruguai equivale ao PIB do bairro de Santo Amaro, na cidade de São Paulo.
É preciso compreender que as empresas multinacionais estão investindo aqui porque o Brasil é o 5º País do mundo em Poder de Compra, com mais de US $1trilhão de dólares em Purchasing Power Parity.
Hoje, o ranking é:
* EUA, China, Japão, Alemanha e Brasil. Pense nisso. Passe de uma consciência ingênua para uma consciência crítica a respeito do Brasil. Se somos 33 milhões de pobres, somos também 120 milhões de "não-pobres"; e isso quer dizer muita coisa num mundo de mercados maduros. E, acredite, dentro de mais alguns anos - 3 ou 4 - teremos no Brasil juros internacionais. Isso significa que poderemos ir ao banco para que ele financie o nosso crescimento a juros decentes de bem menos de 10-12% ao ano e não ao mês. Como a empresa brasileira é a mais "líquida" do mundo (não deve muito a bancos - pois se dever, quebra), o crescimento será exponencial, uma vez que todas as pesquisas mundiais mostram ser o brasileiro o mais "empreendedor" dos povos. E juros internacionais também farão com que o consumidor brasileiro possa consumir mais, dever mais, criando um círculo virtuoso de crescimento do mercado. Daí a razão de todos os bancos internacionais estarem comprando ou expandido suas ações de varejo no Brasil. Agora é o momento de acreditar e investir, lembrando que o futuro do Brasil é maior que o seu passado. O Brasil é um cálice de vinho com metade cheia e metade vazia. Mas é importante não vermos só a parte vazia desse cálice. Ela existe e é grave. Mas existe uma parte cheia que está atraindo a atenção do mundo inteiro.
Pense nisso - Valorize o Brasil.

Isto era o panorama em 2001. Não conseguimos obter os números para os últimos anos, mas podemos ver entretanto que o PIB cresceu 51% desde 2001 até hoje, mesmo sabendo que os anos do PT (18 anos de roubalheira e incompetência) esvaziaram as finanças do país em vários, muito bilhões.
Hoje o PIB do Brasil é superior aos de Portugal, Grécia, Dinamarca, Áustria. Noruega Bélgica e Suíça, todos juntos.
O problema é a fúria vermelha a atacar o Brasil porque os ladrões esquerdistas foram derrotados. Mas o Brasil continua a ser e será sempre um grande país, o único no mundo em que a oposição, sabendo que o Presidente está com o COVID põe na Internet mais de 6.000 mensagens a desejarem a morte do Presidente! Parece que poucos se importam com o país. O que importa é que a esquerda posso voltar a roubar.
O foco dos investimentos acima descritos baseavam-se na alta, altíssima taxa de juros que fazia a dívida total aumentar assustadoramente. Hoje os juros estão perto de um patamar “europeu” e a dívida está a ser consideravelmente reduzida.
O Brasil é hoje o maior produtor mundial de alimentos: soja, milho, feijão, café, carnes bovina, suína e aviária, e sozinho pode alimentar 1,5 bilhões de pessoas, 205 da população mundial.
Teve um violento ataque da COVID e há muita gente, por exemplo em Portugal, que pensa que os hospitais aqui não têm respiradores! É a mídia mundial a massacrar o governo atual. Tem respiradores, sim, e muitos hospitais estão já com leitos vazios. Foi o país que teve mais recuperados da doença.
Esquecem-se até de mencionar o número de habitantes – 211 milhões – e procuram compará-lo, por exemplo com Portugal!
Não imaginam que há muitas mortes atribuídas ao COVID para que nalguns municípios e estados possam roubar, e ninguém fala de mortes por outras causas. Basta ver o mapa abaixo, (Fonte IHME – Global Burden of Disease) para se ter uma ideia da desinformação que reina... EM TODO O MUNDO, e se compararmos com as mortes pela COVID vê-se que aquelas por doenças cardiovasculares e cânceres são bem superiores e parece que ninguém quer saber disso.
Quem se preocupa com as mortes, sobretudo em África, com a fome, a mortalidade infantil, malária, etc. onde uma pequena parte do que se tem gastado a difundir o terror da COVID já teria ajudado milhares a serem salvos.


Por hoje chega. Cada um se informe e não aceite, no seu conforto, as mentiras que os órgãos de desimformação lhe metem pelos ouvidos e cérebro a toda a hora

10/07/2020