domingo, 14 de junho de 2020


Epidemias

Muito se fala na COVID-19, e muito se malha em cima dos governos, responsabilizando-os pelas mortes por ela provocadas.
Então o Brasil... é quem mais apanha, sem qualquer fundamento científico ou matemático.
O miserável do vírus chegou aqui, de mansinho, quase dois meses depois de ter entrado na Europa.
O que podiam ter feito as autoridades? Pouco, mas assim mesmo continua a ser interessante analisar o número de vítimas em relação ao número de habitantes e, verifica-se que entre os mais atingidos, o Brasil está no terceiro lugar dos menos afetados (11 de Junho)
Rússia -   0,004
Portugal -0,017
Brasil -    0,018
EUA -     0,034
França -  0,044
Itália -     0,057
Espanha - 0,058
Ri. Unido-0,059
Bélgica -   0,087
Nos países europeus, felizmente novos casos estão em franca diminuição, exceto em Portugal onde há um sintoma de aumento, na Rússia estabilizados, e no Brasil ainda a crescer.
E, o mais preocupante é que agora, em todo o lado se estão a descobrir novos vírus corona. Vão chegar para fazer os mesmos estragos, quando a comunidade científica mundial ainda não sabe como tratar este SARS2?
Em 2019, no Brasil, em 26 semanas morreram com influenza 2.231 pessoas, e em dois anos, 2009 e 2010 foram registradas 18.449 mortes.
Curioso é ver que este ano o número de mortes por influenza é de pouco mais de 12 por mês. Estranho, não?
É mais fácil pôr tudo na conta COVID? Deve ser, e há muitos casos conhecidos. Aqui e por todo o lado.
É evidente que se espera que a epidemia comece a fazer menos estragos, mas só quando, como já afirmado, 60 ou 70% da população tiver sido atingida?
Como não há contabilização dos assintomáticos, parece que jamais ficaremos a saber quando esse dia chegará.
O que sabemos é que o vírus veio para ficar, e estará entre nós por muitos anos ou ad aeternum. Vamos criando imunidade, certamente, mas ainda nem a criámos para a gripe.
Também vale a pena dar uma olhada no ritmo em que nos últimos anos surgiram novas gripes: a aviária, a dos porcos, a disto e daquilo, e agora esta que tem toda a cara de ter sido artificialmente manipulada.
Não admira. A natureza está doente: o ar poluído, sobretudo nas cidades, os mares, rios e lagos atulhados de plásticos, a comida que nos servem carregada de química que nos chega pelos adubos, agrotóxicos, alimentos transgénicos, complementos ou suprimentos químicos, como conservantes, adoçantes, corantes, remédios químicos (só para remediar!) depois de ignorados os tratamentos caseiros dos nossos pais e avós, etc.
E o lixo atómico? Que ainda não sabem o que lhe fazer mas todos sabem o que ele nos faz e, segundo se informa, neste momento há mais de 10.000 toneladas dessa “bomba relógio”!
Não precisam de se preocupar: parte desse lixo leva um milhão e meio de anos para perder força. Outras partes mais simpáticas entre 10 e 150 mil!
Os vindouros não vão precisar de vírus! O lixo atómico resolverá tudo num instante. O nosso organismo nem vai ter tempo para se adaptar a tudo isso.
E se resistir, levará muitas gerações, largos milénios a estar adaptado.
A natureza chora, mas logo voltará a rir.
Os ignorantes críticos do que se passa no Brasil desconhecem alguns aspetos que são, no mínimo, curiosos, e para os quais era bom atentarem antes de vomitarem raiva:
- A superfície do Brasil é maior do que todos os países da Europa juntos, só tirando uma pequena fatia da Rússia; 10.180.000 km2. Sem a Rússia a Europa tem 8.516.000.
- O PIB da  Europa, 2019, foi de € 16,5 trilhões com uma dívida total de 80,7%.
- No Brasil o PIB (após herdado o país destroçado e com os cofres arrombados) foi de € 1,7 trilhões e uma dívida de 58%.
- O PIB de Portugal foi menos de € 220 bilhões, com uma dívida próxima dos 140%
- A Europa, sem Rússia, tem 710 milhões de habitantes e 29 governos para enfrentar a COVID.
- O Brasil tem um só, para 212 milhões, insistentemente atacado, esventrado e difamado pela esquerda caviar e destrutiva.
- Para os doutos imbecis que vomitam raiva contra o Brasil é bom que lembrem que São Paulo e o Rio de Janeiro têm, juntos, mais do dobro da população de Portugal. As áreas da Grande Lisboa e Grande Porto juntas, com boa vontade têm só 2/3 da população carioca.
- O comunista jornal Le Monde, que parece nada mais ter o que fazer do que atacar o Brasil, agora desbancou a zona de Copacabana. Chamou-lhe: bairro quase a desmoronar, cheio de idosos, onde grassa a Covid, etc., mas esqueceu-se de falar nos guetos parisienses, onde vivem em condições pior inumanas africanos, muçulmanos e... idosos. Em Paris volta e meia despencam prédios, velhos, podres, a França tem mais de 25 % da população acima do 60 anos e o Brasil 13%, e vem o bestalhoide francês falar mal do Bolsonaro e para isso inventa desgraças onde ele tem inveja de não viver.
Para piorar o panorama, a crise económica que a onda de terror, provocada, não só pelo vírus, como por interesses escusos provocou com o isolamento, e está a provocar, ainda vai derrubar muita gente, com fome, enfraquecimento, destruição do sistema imunológico e psíquico.
Em Espanha foi oficialmente declarado o genocídio, ao se proibir o tratamento de idosos, crime por que alguém devia ser julgado, e por todo o mundo se vêm as economias a afundarem, economias de todo o tipo, desde companhias de aviação, agências de viagens, hotéis, centros comerciais, indústrias de todo o tipo (há dias a fábrica dos carros Bentley, só numa passada despediu 1.000 trabalhadores), os trabalhadores autónomos, mesmo auxiliados pelos governos com uma esmola, tudo isto e muito mais transforma em apocalíptica a previsão do futuro imediato.
Nesta altura, com uma crise que se equipara aos tempos da II Guerra, quando todos se deviam unir para melhor sobreviverem e lutarem contra o mal, a classe política vermelha e acéfala, tudo está a fazer para destruir o país. A partir da Europa, o deles e o Brasil!
Aqui no Brasil conhecemos bem essas manobras, e daí estarmos à espera do pior, que pode chegar.
Eles sabem que a chamada direita é que trabalha e gera renda, e melhor sabe a dita esquerda que o que quer é mamar nas tetas dos que trabalham, isto é, destruir.
E também sei que o Mário Soares quando esteve exilado em Paris recebiam de uns banqueiros generosa ajuda mensal. Sei até quem lhe entregava os cheques. Era um “seguro financeiro”!
Está a parecer que também a grande Impresa está também a pagar aos extremistas à espera que estes tomem o poder e a protejam!
Porque quando tudo estiver destruído serão as gangues a assumir.

11/06/20

terça-feira, 9 de junho de 2020



O  Grande  Humorista

Esta é a história de um humorista. Não é para rir, nem para chorar. Só para ficarem conhecendo.
O humorista era, e parece que ainda é, um indivíduo que se acha muito engraçado, e a quem até pagam para dizer todos os disparates que lhe passem pela cabeça.
Além de humorista o sujeito é jornalista e comentador político. Dose suficiente para cuspir hipotéticas piadas recheadas de ódio e falsidade.
Nesta altura, quando uma grande parte das pessoas, livres, se acham confinadas em casa, cansadas do isolamento, preocupadas com o maldito vírus que lhes possa entrar em casa, ou na casa de algum amigo ou familiar, uma boa piada, educada (é verdade, há piadas educadas) deve saber bem, para aliviar a tensão do ambiente. Muita gente deve rir, mesmo só porque nada mais tem que fazer, mas no fundo, quando pensa bem no que ouviu, ou leu, deve sentir-se parente das hienas que não sabem de que riem.
Este tal humorista, há dias, num grande jornal, português, para se fazer engraçado comparou o Salazar ao Hitler. E não é que até tem graça?

O Hitler declarou guerra a uma porção de países, invadiu, conquistou, enlouqueceu, promoveu holocaustos em série, de judeus, ciganos, homossexuais e outros, foi o causador de uns 60 milhões de mortes e deixou a Alemanha arruinada.
Salazar bateu-se para que Portugal, e a Espanha, não entrassem na guerra, lutou nas colónias contra grupos apoiados pela URSS, EUA, China, envergonhou até o Kennedy e quando recebeu o Dean Rusk, deu-lhe uma aula de história e política que o americano disse que se tinha sentido como criancinha, e deixou o país com os cofres cheios!
É claro que Portugal tinha a PIDE que fez os seus estragos, inaceitáveis, mas o país foi sempre avançando, porque havia ordem e disciplina, e hoje com um parlamento de “estrangeiros” (porque o que menos lhes interessa é Portugal) vive de chapéu na mão a esmolar à EU. A isto há até quem chame democracia: tudo a dar ordens, a meter a mão na coisa pública, a partilhar cargos de chorudos salários, e o país, o povo...
O curioso da comparação é o ter-me lembrado da minha adolescência quando se perguntava a alguém: “Em que se parece o Hitler com o Mussolini?” e a resposta, gaiata, brincalhona, era: “Ambos usam bigode exceto o Mussolini!”
Não tem graça, mas era uma piada dos anos 40, quando talvez os pais do humorista não fossem sequer nascidos. Talvez.
E o humorista continua com a sua ciência histórica e diz que tem pena que não se faça o museu do Salazar lá na terra onde nasceu, porque gostaria de lá pôr um boneco de palha, no lugar de algum busto ou estátua do homenageado.
Gostei da ideia, mas logo comecei a pensar no porquê da palha!
Não demorei muito a desvendar a intenção: o humorista, deve estar com fome, e um fardo de palha seria uma refeição perfeita para quem não consegue distinguir uma batata de um molho de palha.

Parece que em Portugal proliferam estes “humoristas”, “futuristas”, e pedintes como Judas que precisou de trinta moedas para atraiçoar o Mestre.
Como não podem bater na nomeklatura portuguesa, cospem raiva sobre os que lhes não podem responder e sobre personalidades, que nada têm a ver com Portugal, nem com as suas vidas, e que ofendem descaradamente, mentindo, inventando falácias, convencidos que ao saírem às ruas vão ser aplaudidos.
Não vão.
Um dia vão levar em cima todo o asco que vomitaram e tomara que fossem continuar a contar, lá, longe, piadas sobre os governantes da Coreia do Norte, da China, da Rússia, do Irão ou nos países árabes. Imaginem as gargalhadas que eles dariam.
Aí é que eu queria ver quem é macho.
Eu só tenho umas pequeninas credenciais a apresentar:
- Em 1958, em Luanda, fui riscado da lista de eleitores porque andava a fazer propaganda de Umberto Delgado.
- Nos anos 60 ainda em Luanda fiz parte de um grupo que num pequeno programa de rádio nos insurgíamos contra as desigualdades.
- Há alguns anos, escrevendo no meu blog sobre passagens da história de Portugal, fui ameaçado de morte, por um anónimo – evidente – a quem não consegui responder porque o provedor tirou a ameaça do ar. Mas até lhe tinha respondido para que marcasse data e local para nos encontrarmos.
Não imagino que ataque de raiva lhe terá dado, eu que tenho divulgado interessantes cenas da nossa História.
(A propósito: também sou português mas, ás vezes chego a ter vergonha de o confessar!)
E mais, humoristas, em Portugal, houve sim. Muitos e magníficos: Solnado, Humberto Madeira, Vasco Santana, António Silva, Costinha e tantos outros.
E no Brasil também: Jô Soares, Chico Anísio, Agildo Ribeiro, etc.
Não lembro que insultassem presidentes de outros países. Até o Artur Agostinho ia com frequência visitar o Salazar, convidado por este, para que lhe contasse as piadas que corriam sobre ele.
Nas veias desses homens não corria raiva. Só graça.
Hoje parece que a situação se inverteu: em vez de graça corre raiva, mentira e maledicência.
Quase me esquecia! O nome do grande humorista, grande jornalista e sábio comentador político: Ricardo Araújo Pereira.
Do jornal “O Público”... como é habitual!

08/06/2020



sábado, 6 de junho de 2020


Hoje vou continuar a recordar algumas viagens que fiz, e convido-os (nada covide-us) a passearem comigo.

GABÃO

Outra viagem com peripécias gozadas, nada parecido com o atraso de vida da Guiné, um dos países mais pobres do planeta, ainda hoje.
1974, depois do glorioso/desastroso 25/4 os bancos começaram a encolher como balões de festa no dia seguinte. Nada de negócios, empresas a fecharem, e o meu departamento, marketing do banco... a olhar para o teto, assobiar, mas sem qualquer hipótese de atuar.
Como Angola tinha deixado de ser uma terra fechada aos países africanos, todos estavam muito interessados em saber como era a vida ali, se os portugueses matavam os angolanos para os comerem, etc..
Os que foram a Angola, saíram de lá elogiando tudo que viram.
Lembrei-me então, para ocupar um pouco o meu pessoal, de despachar um deles para Kinshasa contatar o banco de lá para possíveis negociações! Pelo menos quem lá foi divertiu-se ao ver aquela calamidês!!! O diretor geral do banco, bela roupa, europeia, gravata de seda e tudo, mas nos pés... havaianas. Mas ia almoçar no seu Mercedes, novinho, e tinha até oferecido um ao pai, um silvícola, que não aceitou a oferta.
Entretanto já andava lá por Luanda um gabonês, tipo alto, culto, metido a importante, intitulando-se representante do presidente do Gabão, que em pouco tempo já era recebido pela sociedade luandense! Conheci-o, conversámos um bom bocado e ele disse-me que o Gabão estava florescente!
Perguntei se podia lá ir? “Claro.” – “E visto?” – “Não precisa de visto. Na entrada lhe dão o visto.”
Decidi. Vou ao Gabão, mas vou levar tudo quanto possa caber numa mala, do que em Angola se fabrica: todo o material elétrico para construções, de cabos a interruptores, tijolos, cimento, rações para gado, a melhor farinha de peixe do mundo, duas fábricas de óleos alimentares, duas de açúcar, conservas de sardinha e atum, vassouras, metalurgia (contrução de vagões de passageiros e carga e navios de alto mar), celulose, a maior fábrica de pneus de toda a África, linhas de montagem de caminhões Scania e Hitachi, fábrica de bicicletas e motorizadas, redes de pesca, indústria naval (construção de grandes embarcações de pesca a maior frota pesqueira de toda a África) quatro fábricas de trintas, fibrocimento, indústria de gases (oxigénio, azoto, etc.)(destas não levei amostras, mas carreguei catálogos), quatro fábricas de, cerveja, várias de refrigerantes, duas de vinhos de ananaz e laranja, três de salsicharia, matadouros  queijos e leite pasteurizado, garrafas de vidro, indústria textil, etc., etc., e muita outra coisa que já nem lembro mais. Uma mala, grande, bem cheia.
E mais exportação de café (chegou a ser o 2º exportador mundial) milho, banana, crueira (mandioca), sisal, gado, ferro, diamantes, manganês, 3.000 quilómetros de estradas asfaltadas, mais de 2.500 de linhas férreas, companhia de aviação, refinaria de combustíveis, cinco bancos, e mais o que já esquecemos.
O meu colega Correia Martins, o responsável pelas obras e manutenção das instalações do banco, quis ir comigo, talvez lá conseguisse trabalho que em Angola tinha desaparecido e sem perspectivas. Lá fomos os dois.
À chegada, sem visto, criou-se logo um problema! Eu expliquei que o Mr. “?” amigo e representante do Presidente (Omar Bongo) me tinha garantido que à entrada me dariam o visto. Veio um jovem tenente, que estava a comandar o controle do aeroporto, muito atencioso, telefona para não sei onde, e de lá lhe disseram para nos darem um visto de 48 horas, mas que no dia seguinte nos apresentássemos no ministério “x” para falar com o Mr “y”.
E hotel? Havia uma convenção qualquer na capital e os hotéis estavam todos lotados.
Eu tinha recebido em Luanda um jovem gabonês, Christian... inspetor do Banco “central” do Gabão, muitíssimo educado, formado na Sorbonne, a quem de Luanda avisei que iria visitá-lo. Não estava no aeroporto, telefonei-lhe para o avisar que tinha chegado mas nada de hotel! “Vou resolver o assunto.” Amigo de um médico dono de uma clínica... arranjou-nos lá um quarto, com duas camas! Mas tínhamos que cumprir o horário de entrar antes das 10 da noite, coisa que nunca fizemos e ouvíamos sempre reclamações das enfermeiras!
Conforme previsto, no dia seguinte, logo pela manhã fomos ao tal Departamento “x”. Não tardou a aparecer a pessoa com quem tínhamos que falar. Um francês, grandão, simpático. Perguntei o que ele fazia ali. “Tudo. Aqui no Ministério nada se faz sem vir primeiro à minha mão. Eu não mando nada, não tenho nenhum cargo. Sou “colaborador”. Mas ninguém assina nada sem eu ter revisto o texto e dado o meu parecer!”
Tivemos mais de uma hora em ótima conversa, deu-me imensas indicações de como o país funcionava, mandou alguém dar os vistos por uma semana, e foi interessantíssimo para mim.
O Gabão naquela altura, hoje não sei, mas ainda deve ser “propriedade” fechada da França, o único país com quem tinham comércio. A França não deixava lá entrar mais ninguém!
De qualquer modo fui visitar o maior mercado, tipo supermercado, que vendia tudo, falei com o gerente, (francês) que ficou espantado com o que Angola produzia, até montagem de carros e caminhões. Mas disse-me que infelizmente ali só entrava coisa vinda de França. Todos os dias chegava um avião que até alface trazia!
Um ou dois dias depois de termos chegado, o Christian convidou-nos para jantar em sua casa. Casado, dois filhotinhos pequenos, e a presença do pai. Todos educados e amáveis. Nessa noite o presidente fez um discurso à nação tipo De Gaulle: Gabonaises, gabonais, e segue dizendo que se até àquela altura todos tinham dupla nacionalidade, agora isso ia acabar. Os gaboneses deixariam de ter nacionalidade francesa, e ele via com muito bons olhos que alguns franceses adotassem a cidadania gabonesa!
A dona da casa, uma jovem africana elegante e culta, ao ouvir aquilo encolheu os ombros e disse logo: “Essa conversa não é comigo. Eu sou francesa!”
Muito rimos com esta observação. Todo o tempo em que estivemos a ver e ouvir o discurso pela tv, os dois filhotinhos estiveram sentados no meu colo e volta e meia passavam a mão na minha barba!
Mas foi uma bela sessão, o Christian era um sujeito culto e inteligente, assim como o pai, que muito nos falaram sobre o seu país.
Uma das coisas que me disseram é que o povo tinha muito interesse em aprender português. Muitos queriam ir para Portugal aprender a língua para conhecerem melhor a sua história conjunta. Foram os primeiros europeus que ali chegaram, deram nome ao país, comerciaram sem nunca terem tido qualquer conflito.
Uns anos antes, Portugal tinha assinado com o Gabão um tratado de cooperação, comprometendo-se a criar em Libreville um “instituto” de língua portuguesa e a manter no país um professor, que o Gabão pagaria.
Tristemente, Portugal NUNCA fez NADA.
O Christian apresentou-me a uma tia, já bastante gasta (!), locutora da Rádio Libreville, que me convidou para uma entrevista. Ninguém sabia nada do que se passava em Angola, a não ser que tinha havido a guerra colonial, mas quando contei como estava desenvolvida, indústrias, agricultura, pescas, etc., aquilo foi um espanto para aquele povo.
Libreville tinha alguns restaurantes simpáticos, comia-se lá bem, e ainda se bebia vinho francês... bom.
Para o domingo seguinte a tia convidou-nos para irmos almoçar a casa de um amigo, numa casa de fim de semana a uns 20 kms a norte da capital. Um lugar fantástico, com praia e mar de um lado e floresta do outro. Levou-nos no carro dela e ainda uma amiga em muito bom estado de conservação!
O amigo era Diretor do Departamento de Estatística do Ministério de Agricultura, que devia ter um trabalho imenso porque até as bananas que comiam iam dos Camarões! Ainda lhe perguntei que estatísticas fazia. Não sabia!!!
No fim do almoço preparou uma surpresa: algo que nós jamais tínhamos visto! Uns pedaços de favos de mel!!!
Tive que lhe explicar como tirar o mel dali, que era excelente, da floresta, e quando regressei a Luanda mandei-lhe dois livros sobre isso
Por fim ofereceu-me uma pequena e bonita máscara de pedra sabão.

Findo o almoço (agora entra a sacanagem!) a tia e a jovem convidam-nos para irmos ver a praia e a baía, mas assim que estávamos um pouco afastados, cada uma se deita numa sombra, levanta as saias e convidam-nos para nos deitarmos a seu lado, para... para isso mesmo!
Caímos fora para grande escândalo das oferecidas, e a tia, muito minha “amiga” não me falou mais nos restantes dias que lá estive!
Não dá para nos gabarmos!

SÃO TOMÉ

Passei em São Tomé, a primeira vez, quando fui para Angola em 1954. Estive só um dia, enquanto o navio “Moçambique” fazia escala, dia 08/Agosto/1954.
Ao aproximarmo-nos da Ilha a sensação é que se está a ver um chapéu mexicano! Uma aba larga, a parte baixa da ilha, depois um círculo de nuvens envolvendo toda a meia altura, e por cima, o pico... do chapéu.
A família sabia que havia lá um parente afastado, Gomes de Amorim, administrador da maior roça de S. Tomé, do BNU (Banco Nacional Ultramarino) e mandou-lhe um telegrama a dizer que eu ia lá passar.
O navio fundeou e a primeira pessoa a entrar a bordo - era influente! - foi o Humberto Gomes de Amorim. Muito simpático, homem da geração anterior à minha, levou-me logo para terra, ofereceu-me um matabicho que até hoje não esqueci: frutas, pão, café, ovos, mel e nem sei o que mais, que comemos na varanda do “palácio” onde vivia.
Varanda com mais de 2m. de largo, piso em madeira, ventilado, que o clima ali não dá tréguas, depois levou-me a dar uma volta pelas plantações, rápido almoço e... volta ao barco. Aliás navio.
O que não conseguimos na altura apurar foi saber quem era o nosso antepassado comum. Ele dizia que o avô ou o bisavô dele se chamava Francisco Gomes de Amorim, mas isso era o nome dos meus. Só bem mais tarde relacionei que o padrinho do meu bisavô FGA, o poeta, se chamou também Francisco. Devia ser descendente dele, mas das outras vezes que voltei à ilha ele já tinha ido para o descanso eterno.
Voltei mais duas vezes, ambas em serviço da Cuca, a última para ensinar o pessoal de alguns bares a lidar com cerveja de barril, que pretendíamos enviar para aquela terra.
“Curso de Tiradores de Cerveja”, bastante badalado na pequena cidade de São Tomé, que passava a ter possibilidade de beber cerveja “a copo, de barril ou à pressão”, as imperiais, os finos, os chopes. No fim de cada aula sempre havia cerveja de borla para os clientes. Era necessário treinar os tiradores! Profissionalmente correu muito bem, e foi um trabalho proveitoso.
Na primeira visita, de entrada fiquei instalado num hotel na cidade, mas no dia seguinte fui para a Pousada Salazar, subindo o monte, uma dúzia de quilómetros, até a 800 ou 900 metros de altitude, acima das nuvens, e o friozinho da noite obrigava a dormir com cobertor. Uma maravilha, De manhã acordava literalmente nas nuvens!
Na última vez fiquei instaladão na casa do administrador de uma roça, creio que a mesma onde esteve o nosso parente, que na altura era o meu colega e amigo Júlio Cunha Rego. Fui recebido como o “rei da arábias”!
Ele saía bem cedo para distribuir o trabalho aos empregados, eu acordava às 07h00 com um criado, impecável, que abria a janela do quarto e ia encher a banheira para eu tomar banho! Entretanto o “dono” da casa estava de volta e tomávamos o matabicho, soberbo, juntos,
Como era obrigado a ficar uma semana na ilha, por causa dos vôos para Luanda, o tempo sobrava e procurei visitar um pouco daquela exuberante terra, sobretudo as plantações de cacau que não conhecia. Os meus cicerones eram ótimos. Amigos e colegas de estudo, um deles até do meu curso, fizeram questão em mostrar-me os mais ínfimos e especiais detalhes. Andámos muito, e vimos muito, como Os Angolares, pequena povoação a sul da Ilha onde dizem terem chegado em tempos desconhecidos os primeiros habitantes, poucos, pescadores idos de Angola, ou refugiados do tráfico que por ali muito andou, e o Forte de São Sebastião à entrada do Porto.

O verde ali é uma coisa! Exatamente sob o equador, calor e umidade certos, só não cresce o que não se deixa crescer. As ilhas de São Tomé e o Príncipe, podem considerar-se uma estufa com cerca de novecentos quilómetros quadrados quadrados! Tudo aquilo é uma estufa... enquanto não se desmata!
O que mais me impressionou nas plantações de cacau foi ver como se limpava o terreno. Tudo quanto crescia por debaixo das árvores era capinado: desde capins e plantas infestantes ou indesejadas, como antúrios, lírios, e outras plantas com flores e frutos dum exotismo maravilhoso, as imensas orquídeas que cresciam agarradas aos troncos das árvores de sombreamento. Passámos por caminhos abertos no meio dos cacaueirais ladeados com baunilheiras, planta também da família das orquidáceas, cujo perfume nos fazia pensar estarmos entre uma perfumaria e uma fábrica de bolos.
Antes de sair de São Tomé fiz questão de pedir ao governador que me recebesse. Não foi difícil. O tal “Curso de Tiradores de Cerveja” fora comentado, e numa cidade com meia dúzia de milhares de habitantes, até um espirro se ficava sabendo mesmo antes de ser dado! Sexa concedeu-me uns rápidos minutos pensando que eu ia ao beija mão.
- Senhor Governador, vou daqui impressionado. Esta terra é maravilhosa. Pena que viva quase exclusivamente do cacau. Exporta também um pouco de café, mas no fundo vive do cacau que enriquece meia dúzia de magnates lá em Portugal, e destrói sistematicamente uma riqueza natural que lhe podia dar muito dinheiro.
Sexa deve ter pensado que estava na presença de algum lunático. No mínimo um chato metido a esperto. Continuei.
- Eu vi capinar antúrios e lírios debaixo dos cacaueiros, que ficam no chão a apodrecer, quando na Europa se paga muito dinheiro por estas flores. São Tomé, e certamente o Príncipe, onde tenho pena de não ter podido ir, são estufas naturais. Podem-se produzir belíssimas flores exóticas o ano inteiro e vendê-las por bom dinheiro nos mercados ricos da Europa e Estados Unidos. Viver só do cacau, cultura quase exclusiva, está escrito nos livros, que acaba sendo um desastre no dia em que a cotação internacional baixar, além de esgotar as terras.
Sexa escutou e... boa tarde, passe muito bem!
Falei sobre isto com muita gente. Com os meus amigos, técnicos, que mais não eram do que empregados dos donos das roças, para quem o único interesse era o chorudo lucro que dali lhes chegava todos os anos aos bolsos, lá... longe. Um dos maiores proprietários, e das melhores terras, tal como acontecia em Angola, Moçambique e ali em São Tomé, era o Banco Nacional Ultramarino, que cresceu imensamente à custa da sua política monetária de agiota. Criado para desenvolver a agricultura das colónias, os juros dos seus empréstimos foram sempre de tal montante que os agricultores que caíram nessa esparrela acabaram por ter que entregar as terras ao banco. Este, financiava-se a custo zero de juros! Pudera, o dinheiro era dos depositantes. Mas enfim, tinha previsto não falar de problemas políticos ou sócio-económicos neste texto, porque os considerandos poderiam levar a muitas páginas mais. Enfim, preguei no deserto. Estava bom assim. Para quem?
De todo aquele exotismo acabei colhendo umas hastes lenhosas com uns cinco a seis milímetros de espessura, de onde saíam uns frutos, não comestíveis, que nunca havia visto nada similar. Imagine-se uma pêra, bem amarela, cor viva, lisa, agarrada à haste não pela ponta estreita mas exatamente pelo lado oposto, ao contrário do caju, sem pedúnculo, bem encostada ao caule. Isso, assim, ao contrário. Imaginem ainda que a pêra não estava pendurada, como as que toda a gente conhece, nem de cabeça para baixo. Ficavam praticamente em posição horizontal. Da parte mais larga saem uma espécie de orelhas gordas, duas a três, parte integrante do mesmo fruto, e por isso com a mesma cor. Em cada haste, com uns sessenta a setenta centímetros de comprimento, o tamanho com que as colhi, entre três a quatro daqueles frutos. Conhecem a cara daquela boneca da tv a Piggy? Lembram-se dos Três Porquinhos? Algo da mesma família! A verdade é que lá em São Tomé tudo quanto consegui saber sobre esta planta é que lhe chamavam Focinho de Porco.
Colhi uma braçada, talvez uma dúzia destas hastes, lindíssimas, que guardei com o maior cuidado para chegar com elas intactas, a Luanda. No regresso até casa carreguei-as sempre na mão.
No aeroporto, quase a embarcar, um indivíduo desconhecido aproximou-se:
- Bonito, isso. Onde o senhor arranjou?
- Apanhei no mato. Na roça... lá por baixo do cacau.
Olhou, remirou:
- Interessante. Come se chama?
- Não sei. O único nome que me souberam indicar foi “Focinho de Porco”.
O sujeito franziu a testa deu meia volta e desandou. Quem estava por perto começou a rir disfarçadamente. Eu, achei estranho, mas não só não entendi o que se estava passando como nem me interessava entender. Fiquei quieto, aguardando que me chamassem para o vôo.
Logo a seguir um outro indivíduo que estava por ali pergunta-me:
- Sabe quem era aquele homem?
- Não faço idéia. Nunca o vi antes.
- É o comandante da polícia.
- Muito bem. E depois?
- Aqui chamam-lhe o “Focinho de Porco”!
As flores, aliás os frutos, chegaram a Luanda em ótimas condições e, durante anos, sim, duraram anos, sempre fizeram um grande sucesso.
Na jarra, a única coisa que se trocava era a folhagem verde que compunha o arranjo, por cima da qual aqueles lindos focinhitos de porco pareciam participar, interessados, em tudo quanto se passava na sala de nossa casa.
Orgulhosos, talvez agradecidos, porque finalmente alguém lhes reconhecera a beleza e valor, que pelos vistos, depois disto ninguém mais o fez.
Que pena. E São Tomé que tanto precisa que se faça algo pelo seu povo, que vive uma miséria grande.
Os “focinhos de porco”, os antúrios, os lírios, as orquídeas e tantas outras maravilhas, que além de terem um preço compensador, exigem boa qualidade e quantidade de mão obra, que não falta naquela terra, talvez ajudassem a minimizar o problema.











terça-feira, 2 de junho de 2020




O “tal de COVID”

Ladram e espumam de raiva alguns jornalistas de jornais, tvs e rádios, sobre a “desgraça” que se abateu sobre o Brasil, por causa do Presidente Bolsonaro, que “tem matado gente” por não atender a regras impostas por... quem está sentadão, confortável sem saber ao certo o que se passa com a Covid-19, como aliás parece que até hoje ninguém conseguiu saber alguma coisa sobre essa calamidade que ALGUÈM fez com que se abatesse sobre o mundo, a humanidade.

Mas deixemos esses considerandos e pônhamos essa raiva doentia de lado e fixemo-nos só em alguns números que a execrável e comprometida OMS vai mandando cá para fora, e vejamos por onde anda a desgraça, e onde “graça” o paraíso, como propala a esquerda festiva de Portugal.
Já disse, aliás escrevi, que, como é lógico, matemático e evidente, comparar os efeitos do vírus em Portugal com o Brasil é o mesmo que comparar uma galinha com um elefante.
Mas... uma pequena olhada sobre números de hoje, 02/Junho/2020, divulgados pela tal execranda OMS, dão algumas vistas interessantes sobre o que se passa nos principais países atingidos.
Logo para começar:
1.- O Brasil tem 2.511 infetados por milhão de habitantes e Portugal 3.201,
2.- Mortes em relação à população é de 0,14% no Brasil contra 0,16% em Portugal
3.- O número de infetados em relação à população é de 0,25% no Brasil e 0,39% em Portugal
Depois, por desfastio, comparem outros índices, por exemplo com países exemplares como a Bélgica, Holanda, Reino Unido, etc.
As conclusões cada um tira como melhor lhe aprouver, e em vez de encherem o saco dos brasileiros e dizerem mal do Presidente deste país, porque não enchem o saco do sr. António Costa, que parece uma hiena aparecendo sempre a rir. Ri de quê, sr. Costa?
Da generosidade com que contempla e perdoa dívidas bilionários aos amigalhaços, e da miséria que diz que vai distribuir aos que mais sofrem com esta pandemia?
Senhoras e senhores jornalistas portugueses, antes de abrirem a boca, comecem para olhar para o vosso umbigo, e não para o dos outros.
Daqui a dias vou começar a pôr no meu blog algumas crónicas que escrevi a partir de 2003, quando o honoris causa conimbricense recebeu a chave dos cofres deste país que tão bem e tão depressa soube esvaziar.
E agora atentem nestes números... oficiais:



 Divirtam-se.

sexta-feira, 29 de maio de 2020





Presidente e Presidentes e Presid’Anta

Há poucos dias um sobrinho, amigo, português, que se compraz a fazer lá da Europa algumas críticas ao Presidente do Brasil, mandou-me uma frase “lapidar”: Quem não está ao nível do cargo que exerce... irá ser sempre gozado, o caso do Trump e do Bolsonaro.”
Meu caro, não sei se alguém consegue encontrar algum modo de comparar estes dois indivíduos, a menos que use comparar, por exemplo, levar um tapa na cara com ir ver um filme horrível, coisa de que ninguém gosta, mas pode dizer que se inserem no mesmo capítulo de “coisas de que eu não gosto”.
É fácil explicar: o Trump foi, toda a vida, um grande vigarista, fala barato, vive numa casa com as paredes forradas a ouro, faliu umas sete ou oito vezes, nunca pagou um cêntimo aos seus credores, juntou uma fortuna imensa, mas deve outro tanto. Então com base em informações sólidas podemos dizer que o tal sr. Trump é um vigarista, desonesto, etc., que odeia os mais fracos, latinos e negros, porque disso há provas, etc.
Mas de Bolsonaro nada disto lhe pode ser imputado. Pode não ser um gentleman, não deve um centavo a ninguém, nunca roubou, tem um linguajar demasiado “popular”, usando palavras que nós, simples mortais usamos todo o dia e quase a toda a hora, mas criticamos quando as ouvimos de outrem (como se algumas palavras fossem nossa propriedade!).
Há talvez uns de 30 anos vi na tv uma pequena reportagem sobre o Trump, e fixei esta passagem: “Tinha na altura uma fortuna avaliada em 20 ou 30 milhões de dólares, mas devia mais de 40!” Imaginei que esse sujeito não tardava a ser uma carta fora de qualquer baralho. Enganou todo o mundo, não pagou a ninguém, espionou e torpedeou as eleições e chegou a presidente dos EUA.
Um outro português, que anda metido na política há muitos anos, o sr. Marques Mendes, também disse há dias uma grande besteira: “O Bolsonaro é um imbecil.” Comentador de tv, propalou aos sete ventos uma grande inverdade e muita inguinorança.
O Presidente Bolsonaro não é, nem um pouco, imbecil. Usa uma linguagem rude, popular, e mais, erudita! Explico: volta e meia usa a palavra “merda”. Pois é.
Em 1220 o rei de Portugal, Dom Sancho I, ordenou a um rico-homem Dom Martim Pires da Maia, alferes-mor, que desse uma carta de povoamento aos moradores da freguesia de Navais (na Póvoa de Varzim) estipulando os foros e isenções. Por exemplo não pagavam coima exceto por rousso (raptar ou violentar uma mulher), homicídio ou merda na boca (meter excremento na boca de alguém, que também se escrevia merdimbuca), que era tão grave que Dom Dinis impôs a pena de morte para este crime.
Perguntinha infantil: o que tem saído da boca de alguns jornalistas, comentadores de tv, etc.? Merda.
Alguém deveria ser julgado por lhes ter metido isso na boca ou na cabeça. É só saber quem manda, quem paga a essa gente e depois chamar o grande Rei Dom Dinis.
Bolsonaro ainda não fez isso, mas usou uma palavra usada por reis!
Talvez um pouco desbocado, sobretudo porque tem a mídia mundial, incluindo a SIC (ligada à Globo onde o sr. Marques Mendes emite suas “doutas” opiniões) a todo o dia chafurdarem na vida dos seus familiares, chegando a afirmar que a avó da sua esposa, uma velhota, pobre, doente com Parkinson, era traficante, porque um dia, faz anos, foi apanhada com uns papelotes de cocaína (que vendia a 5 reais cada, para sobreviver num meio onde reina o tráfico), foi presa e pagou sua dívida para com a sociedade.
Ora, sr. Marques Mendes, o senhor que foi ministro diversas vezes, agraciado com uma condecoração toda bonita por ser compincha do Presidente Marcelo, vomita disparates aos microfones duma tv pertencente a um grupo de milionários que prefere mentir para agradar à escumalha esquerdista do que enfrentar a verdade, com ar de grand seigneur que nem a passagem pela Universidade de Coimbra lhe conferiu e, com toda a proteção da covardia chamar imbecil a um homem que enfrentou a roubalheira e o esquerdismo destrutivo, é um demonstrativo, indiscutível, da sua pequenez.
Pequenez como homem, como político e como comentador.
Todos sabem, e o sr. Marques Mendes também, que há dois tipos ou sistemas de governação: presidencialismo (Brasil, França, USA...) e parlamentarismo (Portugal, Reino Unido, Espanha...)
Ambos têm vantagens como desvantagens.
No primeiro caso o chefe do Poder Executivo é o presidente, que é eleito pelo povo por meio do voto direto ou indireto, no caso do Brasil quase 58 milhões de votos ao senhor a quem um português, chamou de imbecil.
No parlamentarismo, o chefe do Poder Executivo é o primeiro-ministro, que é escolhido pelos membros do Poder Legislativo.
Vamos ver um pouco melhor: no Brasil há 33 partidos políticos registrados. Não fica difícil imaginar o que seria por aqui um parlamentarismo, todos a venderem-se para se coligarem e governar, de modo que por enquanto parece difícil alterar o status quo.
Em Portugal há menos de uma dúzia de partidos com alguma expressão, mas o grupo centrista, apesar de ter sido o mais votado, não soube entender-se com o que lhe estava mais próximo e o governo caiu nas mãos dos mais vivaços, esquerdistas.
O parlamentarismo transforma os presidentes das repúblicas e/ou monarquias em uma espécie de rainha de Inglaterra, que tudo quanto lhe cabe fazer, além de trocar aqueles chapéus horríveis, é dar o seu beneplácito a quem o parlamento manda. Palhaçada, inútil.
O mesmo se passa em Portugal onde, ao PR pouco mais sobra para fazer do que se mostrar de cuecas no supermercado, ir à praia sem seguranças, etc. Também seguranças para quê? Ninguém se preocupa com inutilidades constitucionais.
E em Espanha? Alguém acredita que o rei Filipe é comunista? Certamente que não. Mas, teórico chefe de estado, sem quaisquer poderes, está a ver o seu (seu???) país a ser destruído pelos anarquistas bolcheviques, de mãos atadas, e só a aparecer em festas de caridade!
O mesmo acontece em outros países porque é nos parlamentos onde se criam as maiores sujeiras e desgraças, os arranjinhos, traições, corrupção moral ou financeira. Cadê a chamada “oposição” e a luta pela ética?
Chama-se isto democracia? Impossível.
Democracia foi uma palavra inventada pelos gregos para que os mais ricos e importantes pudessem governar em nome do povo!
Voltemos à frase do meu sobrinho: Quem não está ao nível do cargo que exerce...
Quem está? O PR de Portugal que nada faz, nem pode fazer? A rainha de Inglaterra ou Boris Johnson?
Macron a viver debaixo das saias da Merkel? António Costa e seus sequazes? Pedro Sanchez em Madrid? Giuseppe Conte na Itália? Os de tristes saudades Zédu ou o Samora?
Em outras bandas vemos o senhor Xi Jinping a tomar conta do mundo, Putin a fingir que é amigo dele, e o Kim Jong Un a brincar com foguetes atómicos deixando o povo morrer de fome.
Há, felizmente alguém ainda a quem se possa tirar um pouco o chapéu, e quem ainda há pouco os portugueses atacavam: a senhora Merkel, mesmo vendo a transformação da Alemanha em Germanistão?
Meu querido sobrinho, de que guardo o nome (evidente) ninguém está preparado para dirigir qualquer país, assim como não ninguém preparado para dirigir a Igreja Católica. Ainda mais difícil.
São muitos, muitos os interesses em questão, os galões adquiridos e que não se querem perder.
Portanto só existe uma solução: escolher aquele que menos mal possa fazer ao país. No caso do Brasil interrompeu-se mais de duas décadas de infiltração e estruturação anarco-bolchevista, de ladroagem duma imensidão incalculável, da total corrupção das estruturas do Estado – Legislativo, Judiciário e Executivo – com um homem de coragem, que até sofreu tentativa de assassinato.
E tão podres continuam algumas instituições que ainda não se revelou quem subsidiou e mandou matar o candidato Bolsonaro, assim como não se revelou, apesar de nisso se falar à boca cheia, quem assassinou ou mandou assassinar o prefeito de Santo André. O prefeito era do PT, mas em desacordo com a roubalheira institucionalizada. Ia “botar a boca no trombone”. Foi sequestrado e o corpo apareceu dois dias depois com onze tiros! Isto foi em 2002. Daqui a dois anos o caso prescreve e não se fala mais nisso. Quem o mandou matar tinha poder para calar a boca da polícia e dos tribunais e ainda por aí está rindo como uma hiena. O próprio PT. E quem era o chefe daquilo?
Após a morte de Celso Daniel foram assassinadas sete outras pessoas, todas em situações misteriosas:
Dionísio Aquino Severo – sequestrador de Celso Daniel e uma das principais testemunhas no caso. Uma facção rival o matou três meses após o crime.
Sérgio ‘Orelha’ – escondeu Dionísio em casa após o sequestro. Fuzilado em novembro de 2002.
Otávio Mercier – investigador da Polícia Civil. Telefonou para Dionísio na véspera da morte de Daniel. Morto a tiros em sua casa.
Antonio Palácio de Oliveira - O garçom que serviu Celso Daniel na noite do crime pouco antes do sequestro. Em fevereiro de 2003.
Paulo Henrique Brito - Testemunhou a morte do garçom. Levou um tiro, 20 dias depois.
Iran Moraes Redua - O agente funerário que reconheceu o corpo do prefeito jogado na estrada e que chamou a polícia em Juquitiba, morreu com dois tiros em novembro de 2004.
Carlos Delmonte Printes - Legista que atestou marcas de tortura no cadáver de Celso Daniel, foi encontrado morto em seu escritório em São Paulo, em 12 de outubro de 2005.
Um dos promotores do caso mostrou ao menor que alegou ter atirado no prefeito, uma foto de Celso Daniel. Este não conseguiu reconhecer a pessoa na foto, sendo posta em dúvida a hipótese de ele ter sido o autor dos disparos que vitimaram Celso Daniel.
A família pressionou as autoridades para que o caso da morte do prefeito fosse reaberto.
Em agosto de 2010 a promotora Eliana Vendramini, responsável pela investigação e denúncia que apurava o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, sofreu um acidente automobilístico em uma via expressa de São Paulo. O veículo blindado e conduzido pela promotora capotou três vezes após ser repetidamente atingido por outro automóvel, que fugiu sem prestar socorro.
Este era o método democrático do PT.
Só me falta uma palavrinha sobre o caso da Presid’Anta.
Para quem não conhece bem nem a fauna nem a gíria brasileira, “anta” é um belo animal, também conhecido como “tapir” que vive na metade norte do Brasil.
É muito comum quando uma pessoa quer insultar outra pela falta de inteligência, chamar-lhe de anta.
Essa expressão popular tem origem no período gestacional da anta ser de 13-14 meses, que se assemelha ao do burro e ter a visão prejudicada, em razão de ter olhos pequenos que não enxergam bem. Por isso parecem desastradas. As antas.
Mamãe anta e seu lindo filhote

Do mesmo modo, em Portugal, se chama burro a alguém menos dotado, mas o burro é um animal maravilhoso. Inteligente e cheio de personalidade. Mais do que alguns jornalistas e comentadores que se vendem barato.
Por aqui, um dia, elegeu-se uma das mais tristes anedotas de toda a história deste país, uma mulher, que logo de entrada impôs ser chamada de PresidentA, e em sequência as gerentas, sargentas, tenentas, etc., e com tanta calinada e bebedeiras de notoriedade pública, acabou por ser chamada de Presid’Anta.
Continuam a ser duma comicidade extraordinária os seus pronunciamentos, como fez em 2015 na ONU, dizendo que era preciso estocar o vento, uma forma de energia barata!
Moral da história:
1.- Quem está ao nível do cargo de presidente, por esse mundo, nos seus 193 países? Bem pesquisado... talvez meia dúzia onde a desgraça da civilização ainda não chegou!
2.- Qual o sistema de governo que pode ser menos corrompido e mais estável: presidencialismo ou parlamentarismo?
3.- Presid’Antas... nunca mais. Por favor.
Para que não haja dúvida sobre a “merda”, vejam o que diz a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira:


26/05/2020