domingo, 9 de fevereiro de 2020


 

A  Ordem  de  Cristo,  da Torre e Espada e... 
do Papa?

A primeira parte deste texto foi escrito em Março de 2008, mas serve como introdução para a triste segunda parte

Seguiu mares adentro a Cruz da Ordem de Cristo, levando, com vento e espada, a palavra do Filho de Deus a todos os cantos do mundo, e foi durante séculos o orgulho e a demonstração da vontade e da fé do povo português.
A Ordem, abolida com o início da República, voltou em 1918, com a finalidade de agraciar aqueles que “por obras valerosas”, para com o seu país, merecessem deste uma distinção. Uma medalha! Uma honra.
As regras para concessão de qualquer distinção, melhor, condecoração, parecem ser bem explícitas nos seus regulamentos, mas são hoje usadas como moeda de troca, ou compra e venda de pepinos e rabanetes! Não tarda que seja importada da China, uma vez que adulterada, a sua finalidade, já está.
Não só esta. Qualquer Ordem, como até a Torre e Espada, que, no tempo do Valor, podia estar no peito de um soldado que os generais tinham que saudar.
Hoje qualquer gato esfarrapado tem a Torre e Espada. E não tem mais porque o regulamento não permite ultrapassar um determinado número. A única limitação.
Chegou a presidente da república e toma lá uma medalha de cada para a coleção. Bem sei que é o dito presidente o chanceler de todas as ordens “honoríficas” do país, mas normalmente quem luta nas guerras não é general, mas soldados e sargentos e, por vezes, alguns oficiais, como Mousinho de Albuquerque, e Paiva Couceiro.
Agora o sr. Silva, leia-se Cavaco, decidiu dar a maior condecoração do país ao seu parente, sr. Silva, leia-se Lula, certamente por “atos de bravura” quando era líder sindical, de que Portugal nada teve a ver.
Deve ouvir-se, sertão adentro, em Angola, os ossos de outro Silva, José Teixeira da Silva, o famoso Zé do Telhado, revolverem-se no seu túmulo, ainda respeitado pelo povo angolano, agraciado com a Torre e Espada por atos de extrema bravura nas lutas liberais, ao ver para que serve hoje uma distinção que a ele acabou por custar a vida!
Pior ainda quando lhe constar que a dona Lula foi também condecorada com a mais alta distinção da Ordem Militar de Cristo.
Que feitos “valerosos” fez a dita senhora? Nem pelo seu país, quanto mais para ser distinguida por Portugal!
O Silva, do Telhado, também roubou. Não muito. Mas distribuiu pelos desfavorecidos. Foi sempre pobre, morreu desterrado da família, e não arranjou empregos nem favores milionários para os amigos e filhos.
Guardou a ética e a honra junto com os seus veneráveis ossos.
12 mar. 08

E agora, ano 2020?
Reconhecido, finalmente, em todos os meios internacionais, como o maior ladrão que algum país já teve, em toda a história da humanidade, um condenado em vários processos pela Justiça, e posto em liberdade pela comprometida e vergonhosa quadrilha do que aqui chamam SUPREMO tribunal, odiado pelo povo brasileiro, vai ser recebido pelo Papa!!!
Arranjinho conseguido pelo comparsa vermelho agora eleito para continuar a destruir a Argentina.
Imaginem que o tal supremo tribunal até adiou a última fase do julgamento do bandido para que ele possa ser recebido pela Santidade do Vaticano.
Será que o Papa o vai agraciar com alguma comenda que por lá exista? Reconhecer-lhe o eficiente método de corrupção que ele aprontou no Brasil? Ou até nomeá-lo cardeal? Ou simplesmente irá felicitá-lo por ser o maior mentiroso da história brasiliense, visto que afirma que nada sabe de nada, nem como ficou trilionário, ele e toda a sua família? Quem sabe!
Talvez lhe dê a Ordem Suprema de Cristo a mais alta Ordem de Cavalaria entregue pelo Papa, que pretende reconhecer aqueles que prestaram serviços à Igreja. Que serviços o ladrão prestou?
Custa um bocado engolir o saber que o Papa lhe concedeu uma audiência.
Podemos imaginar que o Papa deve receber todos os pecadores ARREPENDIDOS que querem entrar na glória celeste visto que na glória bancária há muito, e com muito, o presidiário já entrou.
O Papa poderia ter respondido, muito tranquilamente, que pecadores, mentirosos, falsos, ladrões e semelhantes devem primeiro ser recebidos no confessionário PÚBLICO e, se absolvidos, o Papa então lhe daria uma indulgência para ele se apresentar a São Pedro disfarçado de santo!
Gosto muito deste Papa Francisco. Fui o primeiro a ler um livro dele que encomendei da Argentina no mesmo dia em que ele declarou que se queria chamar Francisco, como o Poverello.
Mas custa ver a distinção que concede a um bandido.
João Paulo II também foi à cadeia visitar o homem que atirou sobre ele. Este, muçulmano, só tinha um pecado: um ataque de loucura que o levou a querer assassinar o Papa.
Mas este? Há quantos anos anda a roubar o país? Nunca teve um ataque de loucura, mas suficiente frieza, inteligência e esperteza para montar um esquema de destruição intitulando-se quase o “pai dos pobres”, deixando o Brasil muito mais pobre.
O, agora, visitante, diz que vai “ensinar” o Papa como acabar com a pobreza.
Esperemos para ver o que sairá dessa inusitada e despropositada audiência.
A Igreja de Roma está enfraquecida, perde devotos que se baldeiam para os evangélicos, parece que se vai ausentando, e ainda, na minha opinião, comete estas gafes. Não é bom ver o Vaticano a imiscuir-se nos problemas civis de outros países. O presságio tem ares de ser prejudicial.
E se o visitante (que viajará em avião particular... porque está pobre) for acompanhado da nova namoradinha que arranjou na cadeia, talvez possa ela também ser agraciada como Dama da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, como foi a dona Josefina da Fonseca Costa, baronesa e viscondessa de Fonseca Costa (Rio, 1808-1896), pelos “altos feitos” de pertencer à nobreza brasileira e ter sido dama de companhia da Imperatriz Leopoldina. A amante do corrupto também vai querer uma coisa destas. Porque não?
Mas, para já, a mim tudo isto tem gosto amargo.
Tem mais! Quer passar por Paris onde a prefeita, dita maire da cidade-luz, lhe conferirá o título de cidadão parisiense. É evidente! A França há muito está de olho para nos roubar uma parte, rica, muito rica, da Amazónia. E disso o governo e as nossas Forças Armadas estão cientes e conscientes.
Um conselho à madame la maire e ao monsieur Macron: não queiram comprar briga conosco. É chato, e...
Acabou-se de vez com a noção de honra e ética.
Valha-nos Deus ou D’us.  
*****
Apesar de nada ter a ver com o Papa, recomendo MUITO que vejam este vídeo, https://www.iPVHAevH_ME, onde uma menina – rica – filha de uma das principais acionistas da Andrade Gutierres (das que mais dinheiro deu a lula e dilma para negócios muito escusos) fez um filme que está indicado ao Oscar de melhor documentário.
Tudo quanto ali diz é total mentira, que o julgamento dos dois ex-presidentes foi uma farça, etc, porque... a Andrade Gutierres pagou o custo do filme e está envolvida até aos cabelos com alguns dos seus diretores na prisão, como o presidente, Otávio de Azevedo e Elton Negrão, assunto de que a menina Petra não fala.
É assim que a esquerda não se cala.
09/02/2020

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020


Texto um pouco longo mas de muito interesse

O  MESSIAS


Em 9 de Janeiro de 2008, o jornal Israel Today e a Revista Morashá, ambos de Israel, divulgaram uma notícia que foi um tremendo choque para a comunidade judaica, e que nos leva a pensar e meditar, muito sobre o assunto.
O rabi Yitzhak Kaduri, um dos mais antigos e venerados cabalistas judeus, faleceu num sábado (shabat), em 28/01/2007, em Jerusalém. Vítima de pneumonia, ele estava com uma idade estimada entre 104 e 106 anos, segundo fontes médicas. O rabino permaneceu hospitalizado por duas semanas no hospital Bikur Holim, situado nas imediações do bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim de Jerusalém.
Quem era Yitzhak Kaduri? Segundo fontes tradicionais, Rabino Kaduri teria nascido em 1897 no Iraque; portanto, 109 anos de idade quando faleceu. Aos 13 anos começou seus estudos em Bagdá. Lá o Rabino Ben Ish Chai proferiu uma bênção de longevidade sobre Kaduri, que obviamente veio a se concretizar. Aos 16 anos, Kaduri já era considerado uma autoridade em Torá entre os Rabinos de Bagdá. Rebe Lubavitcher afirmou que a influência de Kaduri seria mundial, afetaria todo o globo terrestre.
Kaduri se preocupava verdadeiramente com as pessoas, inclusive até bem perto da sua morte. Além de importante mestre religioso e considerado um dos maiores “mekubalim” da história do misticismo judaico, rabino Kaduri esteve por várias vezes envolvido com a causa política, o futuro de Israel e o bem estar do povo israelita em sua própria terra. Em um dos seus últimos pronunciamentos, feito em 2005, ele falou sobre a chegada do Mashiach (Messias) e a era de Luz, Paz e Justiça que, a partir de então, envolverá todo o nosso planeta.
A fama do rabino Yitzhak Kaduri influenciou as comunidades judaicas do mundo inteiro. Ele era um profundo conhecedor da Cabala, o conjunto das doutrinas e preceitos do misticismo judaico. Segundo a tradição judaica, a Cabala é tão complicada e perigosa que só judeus com mais de 40 anos têm acesso a ela. Kaduri sempre se opôs publicamente ao estudo da Cabala por não-judeus e se envolveu num incidente com a popstar Madonna, quando declarou que “a Cabala não é moda”, após Madonna afirmar que a estava praticando…
Originário do Iraque, Kaduri chegou muito jovem à Palestina do Mandato Britânico, onde, na sequência de estudos em diversas escolas talmudistas se impôs como grande mestre. Nunca publicou uma obra, mas era conhecido pelo seu imenso saber no domínio místico judaico. Adepto de uma vida austera, viveu muito tempo do seu ofício de encadernador.
O único luxo que lhe foi conhecido, nos últimos anos, era o de fumar cigarros estrangeiros.
No universo da Cabala, era considerado autoridade suprema. Para o mundo judaico, suas previsões eram um alerta, seus conselhos e bênçãos, um alento para os doentes, pobres e desamparados. A população atribuía-lhe o poder de realizar milagres, especialmente a cura de doentes. Os fiéis tocavam na sua porta para obter benesses. A fama do rabi era tão grande que o magnetismo exercido por ele nos meios tradicionalistas e religiosos foi explorado com sucesso pelo partido ultra-ortodoxo nas eleições israelenses de 1996. Depois, o rabi fundou a sua própria formação política para disputar as eleições legislativas de janeiro de 2003, tendo percorrido Israel em campanha eleitoral num veículo semelhante ao papamóvel.
Dezenas de milhares de judeus ortodoxos acompanharam seu cortejo fúnebre numa última homenagem.
………………………………….
“Pouco tempo antes de sua morte, o renomado rabino Yitzhak Kaduri escreveu uma nota na qual revelou o nome do Messias.” – informa o noticiário Israel Today.
Poucos meses antes de morrer, o mais proeminente rabino da nação israelita, Yitzhak Kaduri, escreveu o nome do Messias em uma pequena nota que ele havia pedido que permanecesse selada até agora (10/2007). Quando a nota foi aberta, para espanto de uns e maravilha de outros, revelou o que muitos têm afirmado por séculos: Yehoshua, ou Yeshua (Jesus), é o Messias.
Com o nome bíblico de Jesus, o Rabino e Cabalista descreveu o Messias usando seis palavras e dando pistas de que as letras iniciais formam o nome do Messias.
A nota secreta dizia:
“Quanto às letras da abreviação do nome do Messias, Ele erguerá o povo e provará que sua palavra e lei são válidas.
Esta eu assinei no mês da graça,
Yitzhak Kaduri
A sentença hebraica (traduzida acima) com o nome do Messias oculto é:
Yarim Ha’Am Veyokhiakh Shedvaro Vetorato Omdim
As iniciais das palavras formam o nome hebraico de Jesus, Yehoshua. Yehoshua e Yeshua são o mesmo nome, derivado da mesma raiz hebraica da palavra “salvação” como documentado nos livros bíblicos de Zacarias 6:11 e de Esdras 3:2. O mesmo sacerdote escreve em Esdras, “Yeshua filho de Yozadak” enquanto escreve em Zacarias “Yehoshua filho de Yohozadak”. O Sacerdote inclui a abreviação sagrada do nome de Deus, HO, no nome do pai Yozadak e no nome Yeshua.
Com um dos mais proeminentes rabinos de Israel indicando que o nome do Messias é Yeshua, pode-se entender por que o seu último desejo foi esperar quase um ano após a sua morte antes de revelar o que escreveu.
Quando o nome Yehoshua apareceu na mensagem de Kaduri, Judeus ultra-Ortodoxos de seu Nahalat Yitzhak Yeshiva (seminário) em Jerusalém contra-argumentaram dizendo que seu mestre não deixou a exata solução para decodificar o nome do Messias.
A revelação recebeu pouca cobertura da mídia Israelense.
Somente os websites hebraicos News First Class (NFC) e Kaduri.net mencionaram a nota sobre o Messias, insistindo que era autêntica. O diário Hebraico Ma’ariv publicou a história sobre a nota mas a descreveu como forjada.
Leitores Judeus responderam com uma mistura de sentimentos: “Então isso significa que o Rabino Kaduri era Cristão?” e “Os Cristãos estão dançando e celebrando”, estavam entre os comentários, mostrando que não entenderam nada da importância do que estava acontecendo.
O Israel Today falou de dois seguidores de Kaduri em Jerusalém que admitiram que a nota era autêntica, mas confusa para os seus seguidores também. “Não fazemos idéia de como o Rabino chegou a esse nome do Messias”, um deles disse.
Outros negam completamente que a nota seja autêntica. Entre estes, o filho de Yitzhak, o também rabino David Kaduri.
O retrato do Messias, por Kaduri: poucos meses antes de Kaduri morrer, ele surpreendeu seus seguidores quando lhes disse que havia se encontrado com o Messias. Kaduri deu uma mensagem em sua sinagoga no Yom Kippur, O Dia do Perdão, ensinando como reconhecer o Messias. Ele também mencionou que o Messias apareceria para Israel depois da morte de Ariel Sharon (o ex primeiro ministro só faleceu em 2015).
Sobre o aparecimento do Messias, outros rabinos predisseram o mesmo, inclusive o Rabino Haim Cohen, o cabalista Nir Bem Artzi e a esposa do Rabino Haim Kneiveskzy.
O neto de Kaduri, rabino Yosef Kaduri, disse que seu avô falou muitas vezes durante seus últimos dias sobre a vinda do Messias e a redenção através do Messias.
Seus retratos espirituais do Messias – reminiscências dos relatos do Novo Testamento – foram publicados nos websites Kaduri.net e NFC:
“É difícil para muitas pessoas boas na sociedade entender a pessoa do Messias. A liderança e ordem do Messias de carne e osso é difícil de aceitar para muitos na nossa nação. Como líder, o Messias não terá escritório, mas estará entre o povo e usará a mídia para se comunicar. Seu reino será puro e sem desejo pessoal ou político. Durante seu domínio, somente a justiça e a verdade reinarão.”
“Crerão todos no Messias logo de uma vez? Não, no começo alguns de nós creremos nele e alguns não. Será mais fácil para as pessoas não religiosas seguirem o Messias do que para pessoas Ortodoxas.”
“A revelação do Messias será cumprida em dois estágios: Primeiro, ele ativamente confirmará sua posição como Messias (…). Então ele se revelará para alguns Judeus, não necessariamente para os sábios estudiosos da Torah. Poderão até mesmo ser pessoas simples. Somente então ele se revelará para toda a nação.
As pessoas irão pensar e dizer: ’O quê, este é o Messias?’ Muitos têm conhecido o seu nome mas não têm crido que ele é o Messias.”
O Rabino Yitzhak era conhecido por sua memória fotográfica e sua memorização da Torá, do Talmud, do Rashi e outras escrituras Judaicas. Ele conhecia os sábios e as celebridades Judaicas do último século e os rabinos que viviam na Terra Santa. Ele foi um dos grandes responsáveis pela manutenção da fé entre os judeus antes de o Estado de Israel nascer.
Kaduri não era somente grandemente estimado por causa de seus mais de 100 anos de idade. Ele era carismático e sábio, e os principais rabinos procuravam por ele como a um “Tsadik”, um homem justo ou santo. Ele dava conselhos e bênçãos a todos os que pediam. Milhares o visitavam para pedir conselhos e cura. Seus seguidores falam de muitos milagres e seus alunos dizem que ele predisse muitos desastres.
Quando morreu, mais de 200.000 pessoas se uniram ao cortejo fúnebre nas ruas de Jerusalém para prestar seus respeitos.
“Quando ele vier, o Messias resgatará Jerusalém das religiões estrangeiras que querem dominar a cidade”, disse uma vez Kaduri. “Eles não terão sucesso pois lutarão um contra o outro.”
É importante salientar que o site oficial de Kaduri, supervisionado pelo próprio, mencionou a nota do Messias, o que ratifica a veracidade do fato, independente de como interpretemos as suas palavras. O filho David Kaduri, de 80 anos, reagiu à notícia da confirmação da existência da nota pelo Israel Today da seguinte maneira:
“Oh não! Isso é blasfêmia. O povo poderia entender que meu pai apontou para ele (o Messias dos Cristãos).” Entretanto, o mesmo David Kaduri confirmou que em seu último ano, seu pai havia falado e sonhado quase que exclusivamente sobre o Messias e sua vinda. “Meu pai se encontrou com o Messias em uma visão”, ele disse, “e nos disse que ele viria em breve”.
O Israel Today recebeu acesso a muitos dos manuscritos do rabino, escritos por sua própria mão para uso exclusivo de seus alunos. O mais marcante foram os símbolos em forma de cruz pintados por Kaduri em todas as páginas. Na tradição Judaica não se usam cruzes, um símbolo praticamente proibido. De fato, até mesmo o uso do sinal de adição é desencorajado porque pode ser confundido com uma cruz!
Mas lá estavam elas, gravadas pelas próprias mãos do rabino. Quando perguntamos (repórteres do Israel Today) o que significavam aqueles símbolos, David Kaduri disse que eram “sinais do anjo”. Ainda mais pressionado sobre o significado dos “sinais do anjo”, ele finalmente admitiu que não fazia idéia. O Rabino David Kaduri continuou explicando que somente seu pai havia tido uma relação espiritual com Deus e se encontrara com o Messias em seus sonhos.
Judeus Ortodoxos ao redor do Nahalat Yitzhak Yeshiva em Jerusalém disseram ao Israel Today, poucas semanas depois, que a história sobre a nota secreta do Rabino Kaduri jamais deveria ter vindo a público, e que ela denegrira o nome do reverenciado sábio.
Breve descrição do Messias segundo o judaísmo e as contestações ortodoxas quanto a Jesus como Cristo, por um judeu praticante:
“Se você tem uma dúvida sobre metabolismo, não perguntaria a um carpinteiro – mas sim a um médico. Se possui uma questão sobre uma lei específica, procuraria se informar com um advogado; melhor ainda, poderia perguntar ao político que a propôs e a transformou em lei.
Assim é com “o Messias”: a palavra “messias” vem do conceito judaico de Mashiach, ou ‘o ungido.’ Desta forma, o judaísmo tem primazia para dizer o que realmente significa “o Messias”.
Mashiach e a Era de Mashiach são pedras fundamentais do judaísmo. A filosofia judaica declara que o Divino Plano de D’us para a Criação será realizado com o advento da Era de Mashiach. Os Profetas estão repletos de referências e descrições do indivíduo que será Mashiach, e de como será o mundo após a mudança que ele introduzirá.
1 – Ele será um descendente do grande Rei David.
2 – Ele será um indivíduo excepcionalmente justo e preeminente erudito de Torá.
3 – Ele inspirará a todos a retornar sinceramente a D’us.
4 – Ele será um líder muito carismático e poderoso que liderará pelo exemplo.
5 – Ele terá aquilo que é conhecido como uma alma “coletiva” ou “geral”. Esta alma mestre possibilitará a ele relacionar-se com pessoas de todos os níveis.
6 – Ele exigirá e conseguirá grandeza de toda a humanidade.
7 – Ele fará acontecer aquilo que é descrito como a “Reunião dos Exílios” – o retorno de todos os judeus à Terra Santa, Israel.
8 – Ele reconstruirá o Templo Sagrado.
9 – Ele será um Ser Humano – não uma divindade.
A Era Messiânica é descrita nos Profetas como sendo um tempo de paz universal. Não haverá mais sofrimento humano, pois todas as doenças serão erradicadas, bem como a fome e outros problemas. O povo judeu retornará em massa à Terra Prometida, e reconstruirá o Terceiro e definitivo Templo Sagrado em Jerusalém. O propósito de todos estes eventos mágicos é permitir que a humanidade se concentre, sem distração, na completa espiritualidade.
Comentário do próprio jornal Israel Today:
Bom, tenho que dizer que, quanto mais ouço esses argumentos, mais me espanto com a negação de Jesus como possível Messias ou Cristo. Vejamos se Jesus realmente não poderia ser o Messias segundo a tradição, isto é, se ele cumpre ou não as exigências citadas, que são sempre as mesmas:
1 – Descendente do rei David. – Cumprido.
2 – Será um indivíduo excepcionalmente justo e erudito de Torá. – Cumprido. Ainda criança, Jesus espantou os doutores da Lei na sinagoga, ensinando com autoridade nunca vista.
3 – Ele inspirará a todos a retornar sinceramente a D’us. – Cumprido. O fato de nem todos terem retornado a Deus não anula o fato de que ele inspirou, sim, o mundo inteiro a esse retorno. Sua palavra permanece, mesmo após 2000 anos, como um chamado de retorno à Casa do Pai.
4 – Ele será um líder muito carismático e poderoso que liderará pelo exemplo. Mais que cumprido.
5 – Ele terá aquilo que é conhecido como uma alma “coletiva” ou “geral.” Esta alma mestre possibilitará a ele relacionar-se com pessoas de todos os níveis. – Mais que cumprido. Até mesmo soldados romanos pediam pela sua ajuda. “Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e o meu servo será salvo” (Matheus, 8:8), disse a ele o centurião. Isso seria um evento completamente improvável, para dizer o mínimo, na Israel ocupada e cheia de preconceito, de ambos os lados, do I século.
6 – Ele exigirá e conseguirá grandeza de toda a humanidade. – Cumprido, em parte. A parte sobre exigir grandeza sem dúvida foi cumprida. Quanto a conseguir essa grandeza de toda a humanidade, isto se dará, segundo a profecia, na consumação dos tempos. Que ainda não chegou, certo?
7 – Ele fará acontecer aquilo que é descrito como “a Reunião dos Exílios” – o retorno de todos os judeus à Terra Santa, Israel. – Isso também deverá acontecer no dia da consumação dos tempos. Portanto, Jesus não pode ser excluído como Messias por essa razão.
8 – Ele reconstruirá o Templo Sagrado. – Cumprido! Sim! Aí está o grande ponto de discórdia. Os judeus ortodoxos teimam em compreender esta profecia ao pé da letra. O próprio Jesus Cristo ensinou que o Templo Sagrado não é uma edificação feita de pedra, mas que o verdadeiro Templo é constituído pelos nossos corpos, que devem ser tornados como templos para o Espírito do Deus Uno. Aceitar e entender isso depende de uma abertura de consciência, que é gradual, para toda a humanidade. Infelizmente essa noção ainda está longe de ser compreendida por todos, mas eu acredito plenamente que continuamos evoluindo em direção a essa expansão consciencial que nos permitirá ver além das aparências e da literalidade do texto.
9 – Ele será um humano e não uma divindade. – Cumprido, ora! Este é outro ponto de discórdia, a meu ver, inútil. Como foi que Jesus veio ao mundo? Como Deus? Não! Ele veio como um homem, viveu como um homem e morreu como um homem. Quanto ao seu caráter divino, esta é uma questão puramente teológica. Negar a possibilidade de Jesus ser o messias por causa disso, é o mesmo que reconhecer que ele era de fato Deus! Completo contracenso: “Jesus não poderia ser o Messias porque ele era Deus, e está escrito que o Messias seria humano”. Se alguém não acredita em Jesus como divindade, mais um motivo para admitir a possibilidade de Jesus ser o Messias. Claro como água.

Nota -Fontes e referência: Israel Today - Mídia Judaica - Revista “Morashá”

A história nos relata, várias vezes que, sempre que aparecia um profeta, ou uma Boa Nova, ela era rejeitada pelos”sacerdotes ou doutores” das leis vigentes, sendo um exemplo claro a caso do faraó Akenaton, as chacinas dos muçulmanos sobre hinduístas, cristãos sobre judeus, estes sobre imensos povos antigos, etc.
Quem vai aceitar, de mão beijada, a vinda de um outro Messias? Quem o vai receber e acreditar nele? Desta vez não haverá São Tomé para meter as mãos nas feridas porque não é natural que crucifixem o próximo Messias.
E pode estar muito próxima a sua vinda.
Filho do Homem, vai ser desacreditado, enxovalhado, maltratado, perseguido, pior ainda se for um africano, e tudo quanto ele trará será a paz, o entendimento, o perdão, a igualdade.
Os ultras, sejam eles ortodoxos judeus ou cristãos, imãs, mulás, ulemás ou aiatolás, vão aceitar a paz que o Messias lhes oferecer?
São inúmeras as referências, na Bíblia, à vinda de um Messias, desde os tempos mais antigos, desde o sec. IX aC, o que não significa que tenha vindo um só, mas possam vir mais:

Miquéias 5.2 / Nascido em Belém / Lucas 2.4,5,7 – Miqueias 750 - 680 a.C.
Daniel 9.25 / Época de seu nascimento / Lucas 2.1,2
Isaías 7.14 / Nascido de uma virgem / Lucas 1.26,27,30,31 ) - Isaias: 765 - 681 aC
Jeremias 31.15 / Matança das crianças / Mateus 2.16,18 – Jeremias 650 – 586 aC
Oséias 11.1 / Fuga para o Egito / Mateus 2.14,15 – Sec. IX - VIII
Isaías 40.3-5 / Preparação do caminho / Lucas 3.3-6
Malaquias 3.1 / Precedido pelo precursor / Lucas 7.24,27
Malaquias 4.5,6 / Precedido por Elias / Mateus 11.13,14
Isaías 9.1,2 / Ministério na Galiléia / Mateus 4.13-16
Salmo 78.2-4 / Falando em parábolas / Mateus 13.34,35
Isaías 53.3 / Rejeitado pelo seu próprio povo, os judeus / João 1.11/Lucas 23.18
Salmo 110.4 / Sacerdote da ordem de Melquisedeque / Hebreus 5.5,6
Zacarias 9.9 / Entrada triunfal / Marcos 11.7,9,11
Salmo 8.2 / Amado pelas crianças / Mateus 21.15,16
Isaías 53.1 / Não creram nele / João 12.37,38
Salmo 41.9 / Traído por um amigo íntimo / Lucas 22.47,48
Zacarias 11.12 / Traído por trinta moedas de prata / Mateus 26.14,15
Salmo 35.11 / Acusado por falsas testemunhas / Marcos 14.57,58
Isaías 53.7 / Silêncio sobre as acusações / Marcos 15.4,5
Isaías 50.6 / Cuspido e esbofeteado / Mateus 26.67
Salmo 35.19 / Odiado sem razão / João 15.24,25
Isaías 53.5 / Sacrifício vicário / Romanos 5.6,8
Isaías 53.12 / Crucificado com malfeitores / Marcos 15.27,28
Zacarias 12.10 / Transpassado pelas mãos e pelos pés / João 20.27
Salmo 22.7,8 / Ridicularizado e zombado / Lucas 23.35
Salmo 69.9 / Foi injuriado / Romanos 15.3
Salmo 109.4 / Oração pelos inimigos / Lucas 23.34
Salmo 22.17,18 / Soldados repartem suas vestes / Mateus 27.35,36
Salmo 22.1 / Abandonado por Deus / Mateus 27.46
Salmo 34.20 / Nenhum osso quebrado / João 19.32,33,36
Zacarias 12.10 / Seu lado foi aberto / João 19.34
Isaías 53.9 / Sepultado com os ricos / Mateus 27.57-60
Salmo 16.10; 49.15 / Ressuscitado / Marcos 16.6,7
Salmo 68.18 / Ascensão à direta do Pai / Marcos 16.19; 1/Coríntios 15.4

Todas estas profecias foram cumpridas por Jesus.
E agora, como nos vamos comportar?

05/02/2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020




Iracundia inflammatum esse

Carta aberta a um ex-actor esclerosado

A cólera, a raiva, são doenças tão graves, contagiosas, que já mataram milhões de pessoas. Uma velha (antiga!) frase latina – o título acima – diz-nos que há gente tomada pela cólera, e o bom senso, e o conselho médico diz-nos que não nos devemos aproximar de gente... colérica.
cólera tanto pode ser uma doença bacteriana intestinal, transmitida por contaminação fecal-oral direta, como um ataque de gente idiota, nervosinha, raivosa, que se procura vingar de alguém, a maioria das vezes por razões... bestas.
Lá dizia Júlio César, Ovídio ou Séneca, que ira avida poenae est,  que a ira, a raiva, é ávida de vingança.
A raiva, outra doença gravíssima, normalmente previne-se com vacinas.
Mas como agir quando essas manifestações coléricas, raivosas, iradas, saem da boca de gente?
Há várias maneiras, entre as quais a mais sensata, mas nem sempre a mais eficiente, é seguir um velho provérbio (árabe?):  Os cães ladram e a caravana passa! O colérico, enraivecido, certamente invejoso, depois de vomitar todo o seu fel sem que alguém o acompanhe ou aplauda, acaba por se cansar e fechar a torneira do esgoto fétido que tem dentro de si.
A raiva manifesta-se pela privação de raciocínio lógico, falta de calma, distúrbio do equilíbrio emocional.
A ira, irmã da raiva, é um sentimento agonizante da qual o indivíduo passa a ser dominado pela raiva.
Mas... as técnicas bolcheviques são pragmáticas quando ensinam a mentir, a mentir, a insistir, até que as pessoas comecem a acreditar, e o que tem neste mundo de babaca, que acredita até que Dom Sebastião vai chegar numa manhã de nevoeiro ou que a terra é plana, engolem qualquer sapo e vivem enganados.
Estamos agora a assistir a uma cena que merece ser analisada por psiquiatras, ramo a que não pertenço, mas pelo qual me interesso.
Um indivíduo que viu o seu ídolo, que lhe proporcionava generosíssimo sustento, ser derrotado nas eleições, aparentemente super esquerdista, marxista ou bolchevista, começou a urrar contra o Presidente eleito, de forma nojenta.
Como bom comunista, medroso, covarde, fugiu do país. Foi para Cuba ou para a Coreia do Norte, países ainda de raiz estranhamente comunista, onde poderia encontrar quem lhe afagasse as mágoas? Não, não foi. Esses países não são para alguém se refugiar. São para fugir de lá.
Pobre, imaginem, anda a passear pelo mundo, Cingapura, Ilhas Maldivas, hotéis de 5 e mais estrelas, e de lá, através das chamadas redes sociais, vomita, todos os dias, mentindo, inventando, blasfêmias e ameaças, contra o governo constituído por voto popular, que o esquerdo-pseudo-democrata, aliás psicopata... não aceitou.
Perdeu a boquinha que o amamentava como ator de cinema e tv – e como alimentava!!! – e refugiou-se no bem bom com o dinheiro amealhado às custas do povo que explorou!
Agora uma conhecida atriz aceitou o cargo de Secretária Nacional de Cultura.
O que foste fazer, Presidente?! O sujeito que já sofria de mórbida cólera, agravou de raiva o seu esclerosado raciocínio, e dirigiu os mais baixos e vis ataques à antiga colega, a quem chamou de fascista, racista homofóbica, e outros carinhos semelhantes, mas com uma virulência que só deixar passar a caravana parece não ser tratamento suficiente.
Acusou-a até de ter sido penteada por gays quando ia representar! Imaginem que barbaridade a atriz terá cometido, quando todos sabemos que a maioria dos cabeleireiros femininos são gays, o que não tem qualquer importância para a vida do país e da sociedade. São muito mais hábeis que heteros, e o enfurecido acusa a ex-colega de ter usado os serviços desses profissionais. E assim, ameaça destroçá-la.
Como a cólera é transmitida por contaminação fecal-oral, há alguma esperança que, via éter, ela não contamine muita gente, mas deixa antever que o iracundo tem a boca, o cérebro (se tiver!) e o coração infestados de matéria fecal. Fezes.
E é isso que ele vomita e a mídia esquerda caviar, todos os dias nos retransmite essa nojada.
Como é fácil ameaçar e insultar à distância. Típico de covardes.
Vê se te enxerga. Ó cara!
Para estes casos graves da doença os cães não deviam deixar a caravana passar, mas enfiar os dentes, raivosos também para equilibrar, bem fundo nos traseiros do raivoso, para ver se lhe contém as fezes.
O cara parece que dá pelo nome de José de Abreu, ex-contratado da Globo.

01/02/2020

terça-feira, 28 de janeiro de 2020



O Parque de Monsanto
MIRADOURO-MOR DA CAPITAL

Já tenho aqui falado, no meu Pai, sobretudo em 19 de Abri de 2010, com uma breve resenha da sua vida, e um retrato, que quem quiser ainda pode ver neste blog - https://fgamorim.blogspot.com/search?q=o+meu+pai
Pesquisando entre muito papel, recortes, recordações que tenho guardado ao longo dos anos, fui encontrar um recorte do Jornal “Diário de Notícias”, Lisboa, de 13 de Junho de 1952, com texto da autoria do Dr. Alberto de Sousa Costa (1879-1961), magistrado e escritor, que a seguir transcrevo.


“Não vou descrever o bosque suburbano, tranquilizem-se. Os actos temerários também têm limite de idade. Desejo, apenas, com prudente regozijo, praticar um acto de desobriga.
Sinto-me obrigado a apresentar cum­primentos, em público, ao Parque de Monsanto - a que chamaria coroa de lou­ros da gloriosa Lisboa de hoje, se não temesse Sª Ex. o Conselheiro Acácio, ainda mais do que os inimigos certos e os amigos incertos, os «impávidos marotos» de Camilo. Tenho por dever trepar ás colunas cimeiras do Diário de Notícias para saudar, deste galarim, a floresta da serra cidadã - tu ca tu lá, com a Cidade, de 'braço dado com elá desde o Aqueduto das Águas Livres. E sinto-me vinculado àquela obrigação, convertida em obcessão após a última e recente visita ao bosque arrabaldino, que não chega a ser rústico, bosque quase urbano, por seu convívio diurno e nocturno com as Sete Colinas da comunidade ulissiponense; e estou cativo daquele dever, por esta razão plau­sível: porque, precisamente do alto das colunas do Diário de Notícias, várias vezes me permiti lembrar aos Mordomos da Cidade, Vereadores da sua fazenda, a efectivação da benfeitoria, por sua larga projecção económica, estética, recreativa e climatérica no património de todos nós.
É verdade. Amigo velho da Árvore, mi­nha irmã. segundo o linhagista S. Fran­cisco de Assis, devoto fiel da Cidade, mãe espiritual a quem devo as escassas luzes que me alumiam, dei-me sempre, desde que me alcandorei no Chiado, ao afã de conjugar o interesse da Cidade com as graças da Árvore. E perdi a conta ao número de vezes que do balcão altaneiro do Diário de Notícias pregoei os bens a colher do amável consórcio.
Daqui soltei brado insistente pela urbanização e arborização do baldio encra­vado no seio da Urbe, a que se dera o nome de Parque Eduardo VII. Afligia-me, como uma vergonha de família, a montueira subversiva, escrupulosamente man­tida no coração do aglomerado citadino - barril do lixo dos moradores do con­torno, baluarte invicto de revoluções e contra-revoluções periódicas, à espera, desde o começo do século, de que o investissem nas dignidades da cidadania.
Daqui supliquei, a quem de direito, in­dulto a favor do arvoredo da Avenida da Liberdade, condenado á morte por sofrer, alegava-se, de não sei que doença bacilosa - como se fosse crime de pena de morte,
para qualquer vivente, aquartelar bacilos no corpo.
A sentença foi publicada em 1937. Os julgadores dignaram-se ouvir a súplica - não por força dela, mas do Pretório que lhe impôs autoridade. Já lá vão quinze anos. E o arvoredo da Avenida, a des­peito do precipitado diagnóstico e da sen­tença sinistra, continua de pé, no seu posto de honra, sadio, risonho, umbroso, viridente, providencial - bálsamo consolador dos grilhetas da carestia da vida sujeitos á lava de Julho; albergue nocturno dos pardais das três freguesias adjacentes; máscara generosa de arquitec­tura pouco digna de lugar ao Sol na artéria primaz da Metrópole.
Em página oportuna, estusiante de hu­morismo, Mestre Francisco Valença, ma­go do riso que nos faz rir pelo menos uma vez cada semana, comentou o aconteci­mento numa caricatura a preceito - o procurador oficioso do arvoredo, nesta Mourama de arboricidas natos, a partir, iracundo, o machado executivo; as árvores a lançarem-lhe os ramos aos ombros, e a murmurarem, e a agradecerem:
- Obrigadas! Muito obrigadas! 
E foi igualmente daqui, desta selecta tribuna, que declinei, embati, e tornei a bater, duas, dez vezes, o acervo de van­tagens da transfiguração dos cabeços e pendores furunculosos da serra quase ur­bana em parque florestal. 
Meseta calcárea erguida á ilharga da urbe magnificente; plaga inóspita desde sempre relaxada ao escalracho e ao malfeitor, arborizá-la seria integrá-la na vida da colmeia humana, convertida á lei da economia colectiva e da sedução paisagís­tica - sedução, consoante rezam os códi­gos do turismo internacional, que repre­senta uma das maiores fontes de riqueza dos povos progressistas. Sim, meus amigos - amigos certos. Dar vida á serra, pela transfusão de vida das selvas, das ramagens, dos ninhos, dos no­vos seres que rompem das entranhas ha­bitadas pelas raízes, das novas espécies que brotam dos
flancos da terra em apojadura, seria a forma de atrair aos ca­beços virentes, aos pendores frondosos o interesse do natural, a curiosidade do es­tranho, o entusiasmo do contemplativo. Seria pôr a serra em perpétuo convívio com a Humanidade - concorrendo para a regularização das correntes atmosféricas do contorno; para a fixação do regime das águas locais; para o crescimento e bara­teamento de lenhas e madeiras a bem do rico e do pobre.
E a pôr em equação o somatório de benefícios da obra de fomento, atrevia-me a beliscar, com irónica irreverência, a fama clássica da visão fomentista de Pombal. Não, Pombal não enxergara, de tão perto, da rua Formosa, do seu palácio de Oeiras, quase debaixo das fraldas da serra. As melhorias e benignidades que a empresa lhe teria prodigalizado a troco de bem pouco, de lhe vestir os bureis, as sedas e os veludos tecidos pelos ramos e frondes.
De súbito, ali por volta de 1930, o Município de Lisboa anuncia a deliberação do povoamento florestal de Monsanto. Depois, dispõe-se a meter ombros ao acto grande na esfera silvícola, E, iniciado o acto grande, em boa entrega o governo da empresa à competência oficial, à sensibilidade requintada, ao coração magnânimo do engenheiro Gomes de Amorim – coração tão bom, com um fim tão mau, por força do trágico e brutal acidente de automóvel que o arrebatou à vida e ao fervor da sua obra, na companhia de Duarte Pacheco, fomentista para aquém e além de tudo.


Maio de 1938. À esquerda, o meu pai explicando ao Gen. Carmona, o projeto do reflorestamento de Monsanto.
À esquerda de Carmona o eng. Duarte Pacheco, na ocasião Presidente da Câmara de Lisboa

Perdão. Um parêntesis de dois segun­dos. Acreditai-me: ao evocar, nestas colu­nas, o nome de Gomes de Amorim, supe­rintendente dos parques e jardins do Município lisbonense, tenho a sensação de que todos os troncos, todas as ramagens da cidade e seu termo estremecem de co­moção e se quedam em sentido - gratos à memória do chefe que os isentou dos tor­mentos vandálicos do serrote da tesoura, que os emancipou dos tratos impostos por bárbaros escultores de monstros.
São veros escultores de monstros os podadores municipais que por esse País fora, de uma das mais belas obras da Criação, fazem obra cruel, horrenda e sacrílega - ruas, avenidas e praças povoadas  de troncos mutilados, de colégios de aleijadinhos, de procissões de penitentes, implorando em vão a misericórdia do Senhor!   
Em 1939, nas vésperas da minha reti­rada de Lisboa, Gomes de Amorim, sensível aos brados frequentes da minha pena no sentido da urbanização de Monsanto, conduziu-me lá acima, de automóvel. Fez-me observar, um por um, os talhões já cobertos de ramos - á data nos assomos tímidos da idade infantil. Subiu comigo ao coruto das lombas - proporcionando-me o encantamento panorâmico dos miradouros abertos nas cumeeiras. Levou-me aos viveiros do Município - dando-me a conhecer a maioria das  espécies lenhosas consignadas à florestação.
Tornei ao Parque de Monsanto no Abril deste ano - treze anos rodados sobre a primeira visita. E outra sensação, como­vedora como aquela anteriormente regis­tada, me acompanhou no curso da jor­nada. Percorri todo o vasto território na impressão de que seguia a meu lado, no carro que me transportou aos cerros ar­borizados, que subia e descia comigo a «montanha russa» das estradas e aveni­das entalhadas no cerne dos maciços, o arquitecto ilustre que delineou e lançou as bases do grande monumento silvícola e panorâmico da cidade.
Subimos a autoestrada, gilvaz rasgado no flanco da serra, sobranceiro ao Tejo. Entramos no dédalo sinuoso de carre­teiras e arruamentos que sulcam pendo­res e cabeços do Parque - giestas flori­das, todas ouradas!, em ranchos debru­çados dos taludes. Galgamos, rodopiando, serpenteando, os maciços lenhosos de cota superior. Assentamos pé, deslumbra­dos, no miradouro-mor da capital, com sua casa de chá a oferecer o beberete ao viandante. Inclinámo-nos á visão magnífica de Lisboa a escorregar das Sete Colinas, à esquerda. Observámos, em frente, Almada, a Arrábida; à direita, Carnaxide, Linda-a-Pastora, Linda-a-Velha. Deleitámo-nos a admirar o Tejo, ao fundo, no rodapé das quebradas, além inchado de glória, aqui mirrado de angústia – na majestosa soberbia da glória, ao depar-se-lhe a sumptuosidade de Lisboa, sua Senhoria, a encolher-se na dor e angústia suprema, quando mete a caminho de Cascais e da morte, que o aguardam lá em baixo, na baía fagulhante de lumes...”

Além da muita, imensa, saudade, é sempre reconfortante “ouvir” estas palavras.
Quando faleceu deixou sete filhos. O mais velho e o mais novo já estão em sua companhia. Os outros, velhotes, por aqui continuamos penando, e recordando.

18/01/2020