segunda-feira, 4 de novembro de 2019



Quem manda lá em casa?

Você, que está a ler este texto, se é homem, deve pensar que são os homens, com a sua força bruta que dominam o mundo.
Vou só lembrar alguns nomes da história para o levar a pensar quem é que, no final, manda.
É evidente que não esqueço o paranóico do Henrique VIII, nem outros semelhantes, mas bem procurado encontrará algumas mulheres que fizeram o mesmo a uns quantos maridos.
Comece por recordar aquela que, segundo a Bíblia, foi a primeira mulher, a famosa, famosíssima Eva.
Estavam, ela e o parceiro (namorado, porque ainda não eram casados) numa boa, num Paraíso que, diz a dita Bíblia, não tem semelhante em beleza e quietude neste planeta, quando a sujeita meteu na cabeça do macho, homem fortão, feito de barro, mas com a melhor argila da região, que essa coisa de serem inferiores a Deus era uma afronta.
O cabra macho ainda lhe deu uns “chega pra lá, não vem com essas conversas, tamo aqui numa nice, etc”, mas a dita cuja não largava do pé dele. Inventou uma história complicada que metia uma cobra que andava a persegui-la, mas esqueceu-se de dizer que, quando apanhou a cobra distraída, tirou-lhe o veneno dos dentes e o colocou dentro duma maçã, lindona, que as havia muitas lá no Jardim de Éden.
Mesmo sem fome, vozinha meiga, dengosa, decote exagerado para a época, decote que ia até aos pés, porque só depois disso é que Deus os vestiu com uma pele de carneiro, prometendo isto e aquilo, convenceu o “chefe” Adão a comer a maçã!
Deu a maçã, mesmo toda decotada

Aí o cara danou-se. Ficou meio doente, alucinado, insultou Deus que, ofendido na sua Omnipotência, lhes deu logo, ipso facto, ordem de despejo daquele idílico lugar.
Depois a Eva deve ter levado uns tapas naquela cara e, de raiva, criou tão mal os dois primeiros filhos que um matou o outro.
Passam anos, muitos anos, que nesse aspecto a Bíblia perdeu a conta e botou lá uns números absurdos, e lá volta o “Livro dos Livros” a contar que havia uma boa quantidade de mulheres formosas (ainda hoje há) que nada tinham para fazer. Não havia emprego. Então os homens começaram a fazer “comércio” com elas. E a pouca vergonha num instante – instante bíblico – cresceu de tal forma que Deus viu que estava tudo corrompido, achou que tinha feito o homem com barro podre e decidiu extingui-los. Depois faria outro melhor. Infelizmente, não fez.
Mas havia lá um sujeito tranquilo, um cara legal, e Deus na sua infinita compaixão pensou em tentar reabilitar a humanidade e disse ao amigo Noé: Olha Noé, isso aí na terra está uma zona e vou acabar com essa parafernália. Faz aí uma embarcação, boa, bem feita, madeira resinosa (Deus sabia muito bem o que era necessário) porque vou inundar tudo. Leva contigo a tua família e alguns animais (todos os da terra não caberiam nem em vários milhões de barcos, aliás arcas) e vamos começar tudo de novo.
Não começou nada novo.
Alguns descendentes de Noé não eram recomendáveis! E a prova não tardou a aparecer, e assim que chegamos a Abraão já vemos Sara, que era infértil dizer ao marido: : Bem vês que o Senhor me fez estéril, e não posso ter filhos. Toma pois a minha escrava Agar, a ver se ao menos por ela posso ter filhos. E assim nasceu Ismael. Apesar de nascer de Agar, de acordo com a lei mesopotâmica, Ismael era creditado como filho de Sara tornando-se herdeiro legal. Mas um dia Deus lá fez uma habilidade e mandou Abraão se juntar novamente com Sara, já velha, e nas andanças com o velho, pariu Isaac.
Não tardou que Sara brigasse com Agar, e tentou obrigar o marido a correr com Ismael e sua mãe, porque queria deixar tudo para Isaac! Abraão era inteligente. Afastou os dois, deu a ambos fortuna, e calou a boca de Sara. Felizmente os irmãos continuaram a dar-se bem.
Abraão era considerado um homem rico. Tinha grandes rebanhos de ovelhas e cabras que ocupavam extensas áreas de terra, assim como seu sobrinho Loth (não era antepassado, que se saiba, do grande Marechal Loth grande figura do Brasil) igualmente rico, para que não se criassem questões por falta de espaço para os animais, decidiram ir cada um para seu lado, para novas terras. Combinaram que um iria para a esquerda e outro para a direita. (Nada de política nisso)
No caminho, Loth, que seguia com a sua família, parou em Sodoma para descansar um pouco e juntar os animais, mas Deus avisou-o que aquela terra, Gomorra e tudo à volta, numa grande extensão, ia ser destruída por chuva de fogo e enxofre.
Deus sabia tudo. Sabia até que um meteoro iria escaqueirar toda a região.
O pessoal daquelas bandas vivia numa pouca vergonha, completamente vergonhosa.
E mais disse Deus: nem se atrevam a olhar para trás. Loth saiu com a mulher que armada em esperta quis ver o que acontecia e ficou transformada numa estátua de sal (devia ter ficado meio amarela por causa do enxofre) e seguiu só com as duas filhas, jovens, virgens e...
Andaram muito, mas mesmo muito e foram abrigar-se numa montanha. As gatinhas, todas boazudas, em conversa moderna entre elas disseram: Aqui não há homens, como vamos deixar descendência? - Fácil, embebedamos o nosso pai, com vinho (já havia vinho a vender por ali, ou quem o produzisse, se não havia homens? Devem ter levado de recordação de Sodoma) e deitamo-nos, uma de cada vez com ele. Assim fizerem, primeiro a Moab e depois a Amon. O velho Loth, mesmo de porre, tacou em cima das duas, que deram origem às tribos dos moabitas e dos amonitas.
Começaram bem. Incesto à traição.
Abraão mandou entretanto à procura de mulher para casar com Isaac. Ao delegado  da procura apareceu uma jovem, que segundo consta era lindíssima (boa com’ó milho), Rebeca. Casaram e nasceram dois filhos gémeos. Esaú nasceu primeiro, assim sendo o primogénito, mas a dita Rebeca gostava mais de Iaco. Bem tentou convencer o marido que Iaco era melhor que Esaú, mas o bom velho Isaac não foi na conversa dela. O que ela fez? Fantasiou Iaco para se parecer com o irmão e levou-o a receber a benção do pai.
A história a partir daí começou de novo, mas para o comportamento dos homens e mulheres... tudo igual.
Que tal vermos o que se passava na Índia?
Aí por 1.000 a 2.000 a.C uma garota lindona, segundo o texto épico Majabharata, a personagem mais importante deste texto, é filha do rei Drupada de Panchala, Draupadi que casa com Arjuna.  Quando Draupadi chega a casa com seu marido Arjuna e seus quatro irmãos para conhecer a sogra Kunti, os cinco irmãos vão dizer que Arjuna havia conquistado algo e, então Kunti, sem saber do que se tratava, diz: divida em igual entre vocês.
Comando materno, não poderia ser desobedecido, o que levou os cinco irmãos a tornarem-se maridos de Draupadi. Grande farra, hein, Draupadi?
Carinha de sonsa, a Draupadi

Como isto se terá passado há uns 4.000 anos, vamos dar uma olhada em tempos mais recentes, talvez com outra famosa mulher, quase daquelas bandas, que além de também ser linda, era inteligente, a inimitável Sherazade. De acordo com a lenda, porque ninguém se lembra de a ter visto, terá vivido há uns 2.500 anos.  Enganou tão bem o marido, um facínora, rei Shariar da Pérsia que em vez de a mandar matar se apaixonou por ela... e viveram felizes para sempre!

Mulher determinada a Sherazade. Muito boa... a pena do pavão!

 

E que tal a Cleopatra VII Thea Philopator, que parece não seria uma beleza, a não ser quando Elizabeth Taylor a representou? De qualquer modo era uma faraó, e para generais ou imperadores romanos dormir com a rainha dos egípcios era uma boa... Devia ser. Mulher determinada, recuperou inúmeros territórios que haviam pertencido à dinastia ptolomaica, mas a submissão a Roma acabou com ela, ainda em muito bom uso porque parece ter-se apagado com 39 anos. Assumiu o trono com 17, e não terá perdido tempo em ter aconchego na cama. Vestia-se faustosamente – como uma rainha! – usava montes de jóias, teve três maridos, um que era irmão, outro primo e até Marco Aurélio, e pelo menos um “namorado”, o glorioso Júlio César a quem se foi oferecer. Foi-os enganando a todos, enquanto pôde, até que a guerra contra Roma lhe acabou com a farra.
Chateada, derrotada, lembrou-se da vovó Eva, a da cobra, mas em vez de lhe tirar o veneno e dá-lo a um romano deixou-se picar e...
Narigão, não seria tão fria quanto o mármore mostra

Aproxima-se a nossa época, e vamos passar um pouco por Portugal
Mencia Lopez de Haro, biscainha, nasceu em1215. Casou com um Castro que lhe vendeu uma boa porção das suas muitas propriedades (!). Enviuvou, volta a casar com Sancho II de Portugal em 1242. Sancho era O Piedoso, monarca mole, e o irmão, depois Afonso III, primeiro raptou-lhe a mulher, certamente com a colaboração desta, e depois tirou-lhe o trono. A Doña Mencia... foi para a Galiza e não se falou mais nela!
A Mencia, também de narigão... safava-se só o chapéu!

Leonor Teles de Menezes,  A Aleivosa, nasceu em 1350. Devia ser muito mais gata do que mostra o seu presumido retrato. Casada com João Lourenço da Cunha.
Quando o rei Fernando a viu ficou loucamente apaixonado por ela – que Fernão Lopes descreveu como sendo "louçana e aposta e de bom corpo, com suas fremosas feiçõoes e graça" – (hoje se diria boa comó milho), quis tomá-la por amante.
Como é que o Fernando se enamorou disto?

Leonor, muito vivaça, não foi nesse papo, resistiu, e mandou dizer que só a teria por casamento. Alegando-se uma remota consanguinidade, obteve a anulação do primeiro casamento e preparado o casamento com o rei. Isto motivou uma enorme reprovação popular e perturbação social e política, que gerou um clima de insegurança em todo o reino. Morreu o rei, arranjou logo um amante, João Fernandes Andeiro, galego, e como regente, quis entregar o trono a sua filha casada com João I de Castela, o que seria entregar Portugal.
Dom João, o Mestre de Aviz, meio cunhado e o grande doutor João das Regras... acabaram-lhe com a ganância.

Philippa of Lancaster, nasceu em 1360, filha do Duque de Lancaster, casou com o D. João I de Portugal. Os seus filhos foram considerados A Ínclita Geração. Muito culta, assim que casou foi logo avisando a família e a nobreza que essa coisa de andar a “traçar” mulher, ou homem, fora do casamento... seriam postos fora da Corte. Moralizou a sacanagem. Tão respeitada, ainda hoje, que é a única mulher representada no monumento Padrão dos Descobrimentos.
Casamentaço. D. João I com Filipa de Lencastre

Maria Francisca Isabel de Saboia foi Rainha Consorte de Portugal em dois períodos, primeiro de 1666 até 1668 como esposa de D. Afonso VI, este física e mentalmente débil, e depois até dezembro de 1683 como “esposa” de D. Pedro II, irmão do precedente. Parece que em vida do primeiro ela já andava de sacanagem com o cunhado.  Diz-se que foi no bosque de Salvaterra, onde el-rei gostava muito de ir à caça, que esses amores mais se acentuaram. Morreu, ainda em bom uso, 37 anos, três meses depois do primeiro marido em 1683. Mas já andava com o segundo há quinze anos. Que era uma farra, era mesmo.
Morreu cedo. Estava um bocado gorda e mal disposta

Maria Ana Josefa de Áustria. Arquiduesa da Áustria. Muito culta, conhecia e falava alemão, francês, italiano, espanhol, latim e português, e um pouco de inglês. Casou com D. João V, sendo mais velha do que ele seis anos. O rei João vivia na farra, traçava as madamas nobres que lhe apetecia o que, como é de supor, deixava a rainha chateada. Embebedado com tanto ouro que chegava do Brasil, e mandava quase todo para Londres e Flandres para pagar dívidas, só se preocupava em deixar um herdeiro no trono. De acordo com o Memorial do Convento, o rei prometeu ao confessor da rainha que construiria um grande convento se a rainha lhe desse um herdeiro. Deu, e ele mandou construir o Convento de Mafra. Dizem que o padre confessor teve muito trabalho para conseguir esse filho! Verdade? Mentira?
O padre só não conseguiu foi despentear a senhora

Carlota Joaquina de Bourbon. Tanto se tem já falado, escrito e filmado sobre esta dama, que pouco sobra para dizer. A Megera de Queluz, como os portugueses a tratavam, ou A Rainha adúltera, parece que era feia, que o marido, João VI a tratava mal, mas dizem que ela tinha, com alguma frequência, encontros fortuitos! Daí os nove filhos terem paternidades diferentes, o que ninguém conseguiu provar. Era só ir às ossadas deles e ver os DNA. Mas é melhor que descansem em paz.
Só mesmo os puxa-saco é que “apreciavam” isto

Maria Pia de Saboia, chegou da Itália para casar com o rei D. Luis, mas, muito metida a “importante”, desde logo decidiu mostrar-se arrogante e tratar mal o sogro, um dos homens de maior valia que Portugal teve em toda a sua história, Dom Fernando de Saxe Coburg.
Ficou conhecida como O Anjo da Caridade e A Mãe dos Pobres por sua compaixão e causas sociais (tinha que se mostrar!) mas não se calou e proferiu uma famosa frase em resposta à crítica de um dos seus ministros devido ao preço das suas extravagâncias: "Quem quer rainhas, paga-as!".
Arrogante mas elegante e carinha de “aqui quem manda?”

Saindo de Portugal, e para encerrar o texto, quem não se lembra de uma mulher, gostosona, que parece ter sido também bastante “generosa”, e daí ficar junto com estas rainhas. Chamou-se Norma Jeane Mortenson, mas só nos lembramos dela quando falamos na Marilyn Monroe! Primeiro casou com um policial, depois com um jogador de beisebol, a seguir com um dramaturgo, dizem que “dava” para o The Voice,  que a levou de presente para o JFK, que a traçava mesmo na Casa Branca, nas barbas da Jacqueline. Parece que esta também dava a sua curva naquela Branca Casinha!
De qualquer modo, Marilyn, esta sim, foi a grande rainha do sec. XX, que faria a felicidade de qualquer rei ou plebeu! Se não a felicidade... o sonho.



03.11.19

quarta-feira, 30 de outubro de 2019



O Derrame de Óleo na Costa do Brasil

Terrorismo? Acidente? Com quem, quando, porque, e porque não comunicaram?
Tem sido um prejuízo imenso, a imensidão do óleo que chegou às costas do Brasil, e contaminou mais de 2.500 quilómetros da costa! Uma catástrofe.
Logo começou o clamor dizendo que o vazamento tinha acontecido a 700 kms, da costa, o que poderia ajudar a estabelecer que o petróleo era venezuelano e como neste país bolivarista-comunista, onde reina o caos e o “cada um por si”, não parece ser impossível que, com o embargo que os EUA e a UE lhe impuseram, vendam o óleo à sorrelfa.
E aí vão navios, mesmo podres, buscar aquele ouro negro e vendê-lo em lugares onde reina a mesma bagunça, e como tem disso por África.
Óleo muito espesso e denso, finalmente, a Petrobrás conseguiu determinar a sua origem: uma mistura de três óleos de campos da Venezuela.
De entrada a primeira reação do presidente foi... terrorismo.
Depois os órgãos de informação foram interrogar uma séries de crâneos científicos, professores de universidades, e somente um deles, uma senhora, foi clara e prudente: a primeira coisa a fazer é saber a origem do petróleo, o que é fácil, porque cada petróleo tem um DNA próprio e a Petrobrás tem laboratório eficiente e amostras de todo o mundo. Palmas para ela. Passados uns dias a Petrobrás indicou a origem.
Outros profs atribuíram a culpa ao governo, aliás aos governos, porque deveríamos ter um controle sobre o oceano!!!!
Imaginem, tínhamos que montar câmaras de segurança por todo o oceano até à costa de África. Se é isso que ele ensina aos alunos... está dentro do padrão de profs burros que tantos por aqui desensinam.
O óleo apareceu em bruto e, também, em pelo menos dois barris, que se identificaram sendo um dos Emiratos e outro da Libéria.
O melhor foi a publicação dum mapa-gráfico que mostra o evoluir da catástrofe:

Sabendo que nesta área perto do Equador cada grau de longitude corresponde a cerca 100 quilómetros é fácil verificar que, até onde o mapa mostra há uma distância de 1.500 kms. desde a longitude 20 até à costa ali por Recife.
E também é fácil ver, em outro mapa, que quando o óleo chegou à longitude -20 (acima) estava praticamente no meio do Atlântico.
Para onde se dirigia o navio “fantasma” com o petróleo, possivelmente de contrabando... ninguém, por ora, sabe.
O que se sabe é que ali entre 5° e 10º de latitude Norte, nos Camarões e Nigéria, ambos produtores de petróleo (Camarões uma mixaria, Nigéria o 10° produtor mundial) reina a maior cão-fusão, uma desgraça, constante guerra assassina do ISIS, roubo de petróleo, destruição de oleodutos, roubo de navios, etc.........
Mas para que iria petróleo da Venezuela para lá? Têm que chegue, e até exportam.
Apesar de tudo isto o que parece evidente é que em qualquer momento foi de lá daquelas bandas de África que o petróleo foi derramado,

Há quanto tempo? Isso vai ser muito mais difícil de determinar, porque se ele foi derramado perto das costas de África, e afundou devido ao seu peso específico muito alto, não flutuando, foi sendo arrastado pelo fundo do oceano, de vagar, sempre devagar.
Mas.. aqui é que surge um problema curioso: se o petróleo veio “caminhando” pelo fundo do oceano, sem que tenha sido detectado a não ser quando começou a surgir na superfície, qual terá sido a razão?
Bem, no centro do Atlântico existe uma imensa cordilheira submarina, em constante atividade, o que leva a um permanente afastamento dos continentes americano e africano em cerca de 2,5cm por ano.
Como? O centro dessa cordilheira é um vulcão em permanente atividade que se observa com muita facilidade na Islândia.


Voltemos ao petróleo. Imaginemos que ele tenha sido derramado em qualquer lugar da costa de África, e afundado, como já está sendo considerado. Foi-se arrastando pelo fundo e, quando chegou perto do ponto assinalado a vermelho este segundo mapa, mais ou menos onde foi assinalado (conforme o primeiro mapa) deve, certamente ter recebido imenso calor, que chega a mais de 400 C. e como isso, é evidente, perde densidade e pode subir à superfície, de onde não volta a afundar porque alcançou águas tropicais bem mais quentes.
Isto não é ficção. É do conhecimento científico que no fundo do mar vivem espécies de vermes e outras criaturas estranhas, incluindo peixes e crustáceos, que coexistem com nascentes de água quentes o suficiente para derreter chumbo ou as janelas de mini-submarinos. Com  cuidado, seres humanos e robôs vêm medindo temperaturas, que chegam a 415ºC.
Ora a hipótese de que o piche lançado no mar brasileiro seja resultado da operação criminosa de um “navio fantasma” é, para a Marinha, uma das mais prováveis atualmente, porque, segundo avaliações técnicas que já se realizaram, o produto que contamina as praias brasileiras não é comprado por nenhum outro País do mundo. Só pode ser piada, por muito respeito e admiração que eu tenha pela Marinha.
Normalmente, esse tipo de carga é carregado em navios fantasmas, e nisso podem ter razão.
Agora o  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está buscando em seus arquivos informações sobre grandes tempestades e condições de navegabilidade do mar nos últimos dois meses.
Se meu raciocínio tiver alguma hipótese de ser verdadeiro, então o tal Inpe, vai ter que pesquisar tempestades dos últimos... 10 ou 20 anos. Talvez até mais!
“Estamos buscando dados pretéritos, análise das condições de navegabilidade do mar, quando tivemos grandes tempestades, ondas gigantes, que podem ter causado algum naufrágio”, explicou o oceanógrafo Ronald Buss de Souza, vice-diretor do Inpe. Segundo ele, o órgão vai buscar também modelos para entender a movimentação das correntes marítimas no oceano profundo, que tem ritmo bem diferente das correntes de superfície. Essa análise pode ajudar a determinar até mesmo se o fluxo de óleo está vindo do fundo do mar, por exemplo, de algum navio naufragado.”
“As correntes profundas têm uma escala sazonal”, explica Souza. “No verão, estão mais ao sul e, no inverno, mais ao norte. Sua velocidade também depende da estação do ano. Vamos tentar estabelecer se a corrente é mais intensa ou menos intensa, se está mais para o sul ou para o norte, quantos dias levaria para algum produto chegar até a costa. Oceanógrafos de instituições de todo o Brasil, estão a pesquisar o assunto para depois entregarem os resultados à Marinha e à Polícia Federal, que comandam a investigação.
Vamos ver se algum dia virá à tona a conclusão desta investigação. Duvido.
Aqui fica uma achega. Discutível, como tudo. Mas não é verdade que numa investigação nenhuma pista deve ser posta de lado?
Aqui têm, senhores do Inpe, Marinha e Polícia Federal... uma pista.

30/10/19


quarta-feira, 23 de outubro de 2019



Os Primeiros Brasileiros


Sempre correu por África uma lenda, (o que é verdade) creio que na região “da Costa da Mina” que, em tempos muito, muito idos, um soba da região, talvez um Mansa, gostava de ver o pôr do sol, ia todos os dias vê-lo esconder-se lá, bem longe, atrás do oceano.
E ficava pensando que “lá” onde o sol desaparecia, devia haver outras terras boas e férteis.
Foi sonhando com isso, até que decidiu chamar os seus conselheiros e discutir com eles o problema. Se o Sol, o Astro-Rei¸ para lá se dirigia todos os dias, certamente era porque as terras daquele longínquo lugar seriam boas.
Os conselheiros, meio desconcertados, sem saberem o que responder, aceitavam que o raciocínio tinha alguma lógica, e foram pensar no assunto.
Algum tempo depois voltam a reunir-se e concluem que o seu rei, o Mansa, estava certo. Tinha que por “lá” haver boas terras e os primeiros que ali chegassem certamente viveriam muito bem. (Não reza a lenda se os conselheiros concordaram conscientes, de livre vontade ou simplesmente obedientes, porque não era bom desagradar ao rei!)
Assim sendo o rei decidiu que queria ir conhecer essas terras.
Mandou que construíssem várias canoas, com o maior tamanho possível.
O povo percorreu as florestas à procura das maiores árvores e, com a sua habilidade natural várias canoas de tamanho imenso foram construídas. Algumas com capacidade para setenta a oitenta homens. O rei iria com eles, deixando o trono ao filho enquanto estivesse ausente.
E fez-se saber que só iriam nessa expedição os que se apresentassem como voluntários.
Calculando que a viagem seria longa providenciou-se grande recolha de alimentos, muita carne seca, muita água e frutas, e muito inhame. (O "inhame" é originário do oeste da África. A palavra vem do uolofe nyam, que significa "sabor"; em outras línguas africanas, a palavra utilizada para inhame também pode significar "comer", como nyama, em hauçá.)
Quando tudo estava pronto o povo fez a grande festa de despedida aos atrevidos navegadores, a maioria dos quais levou mulher.
Hoje não é muito difícil conjeturar sobre tamanha aventura, sabendo que naquele canto do Golfo da Guiné uma corrente marítima os leva para o alto mar onde encontram a corrente de Benguela que, chegando perto do equador segue em direção à América do Sul, infletindo depois para sul.


E é bom não esquecer que em 1984 o famoso navegador brasileiro Amir Link atravessou o Atlântico, desde Walvis Bay, na Namíbia, até à Bahia, percorrendo 3.700 milhas náuticas em 100 dias, num barco a remos!
Por outro lado há um ligeiro consenso, não absoluto, de que a ocupação do continente americano terá começado com a emigração de alguns grupos de asiáticos cerca de 13 a 14.000 anos atrás, a maioria deles de origem ou aspecto mongoloide.
Levaram mais de mil anos a se espalharem, descendo alguns a costa do Pacífico e muito raramente alguns terão atravessado os Andes ou a Amazónia para se estabelecerem na costa atlântica.
Mas... no Brasil, Piauí, cuja costa é banhada pela corrente que vem de África (!) (localizado aproximadamente onde está a letra B da Corrente do Brasil, no mapa acima), no sítio Toca do Boqueirão da Pedra Furada, numerosas pinturas rupestres feitas com ocre vermelho, utilizado para desenhar nas rochas, foram encontradas em camadas com datações de entre 17.000 e 25.000 anos. 

    
Recentes trabalhos no pedestal do Boqueirão da Pedra Furada e no local ao ar livre próximo do Vale da Pedra Furada têm produzido mais evidências sobre a ocupação humana que se estende por mais de 20.000 anos, argumento apoiado por uma série de datações por C-14 e OSL (luminescência estimulada opticamente), e pela análise técnica do conjunto de ferramentas de pedra.
No abrigo rochoso da Toca da Tira Peia os resultados trazem novas evidências de presença humana no Nordeste do Brasil já em 20.000 a.C. As idades obtidas, pela técnica de luminescência estimulada opticamente, variam de 22.000 a 3.500 anos antes do presente.
Então os mongoloides que chegaram da Ásia há uns 13.000 anos e levaram mais de mil para descerem a costa do Pacífico, não pintaram aquilo! Quem foi então?
Lembra aquele velho ditado: “Quem cabritos tem e cabras não... de algum lado vem!”
Também é um tanto de estranhar saber que o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, é de uma mulher a que deram o nome de Luzia! O esqueleto, ainda não fossilizado, foi descoberto nos anos 1970 em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta no município de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e terá vivido entre 12.500 e 14.000, o que aparenta que dificilmente teria pertencido a qualquer uma das emigrações que entraram no continente pelo Estreito de Behring.
Os “cientistas” decidiram moldar a cara da dona Luzia, e, como são todos “politicamente corretos” decidiram que ela era de origem africana. E vá de a fazerem assim, beiça grossa, nariz achatado, pele escura e tudo mais. Diziam que talvez, talvez, pertencesse ao povo aborígene da Austrália!!!


Agora chegaram à conclusão que a sua origem será mongoloide! Vão destruir a falsa cara da Luzia e refazê-la! Ora vejam  se o que estão a fazer tem algum cabimento? Reparem no formato do crâneo. Agora é que viram que era alto? E desta vez tem tanto cara de mongoloide... como eu.

Isto de fazer caras de esqueletos encontrados e que terão milhares de anos... só pode ser brincadeira. Qualquer um inventa o que colocar à volta dos ossos e... os babacas acham muito bem. E aqui nem o maxilar inferior têm para ajudar!
Voltemos à lenda africana.
Se os primeiros a habitar no continente americano chegaram há 13 ou 14.000 anos, quem fez as pinturas rupestres que terão entre 20 e 25.000?
Será que aquele grupo de africanos de que reza uma muito antiga lenda conseguiram o extraordinário feito de atravessarem o oceano e chegado a estas bandas?
Qual a razão para não acreditarmos nisso?
Africanos, caçadores, habituados a caçar grandes animais, como elefantes, terão encontrado no Brasil, por exemplo a preguiça gigante, o Megatherium americanum, animal enorme e inofensivo, pesando até 5 toneladas, que se terá extinguido há cerca de 10.000 anos, mas dava muita carne!
E de sobremesa ainda podiam comer os deliciosos abacaxis, goiaba ou maracujá, sem esquecer que foram encontrar nova comida, prima  do inhame, a manyoca.
Razão tinha o rei africano, como bem mais tarde disse Caminha: Em se plantando tudo dá!
O que será que os arqueólogos e paleontólogos pensarão disto?
A verdade é que só há, além de “evidências”, as pinturas.
Com esta hipótese não haverá mais que discutir quem descobriu o Brasil.
Cabral, os botocudos, a Luzia, ou uns milhares de anos antes, os africanos?
Um dia vai saber-se.
Eu estou a apostar nos africanos!

22/10/2019


quinta-feira, 17 de outubro de 2019


Como desconstruir uma nação

Sun Tzu, Mestre Sun, o grande general chinês que viveu meio milénio a.C. deixou-nos um livro que continua a ser lido, meditado e seguido, por milhares de pessoas em todo o mundo.
A tradicional e verdadeira sabedoria chinesa, que continua a ser tão atual.
Em “A Arte da Guerra”: deve estar-se preparado e evitar o confronto direto com um adversário destemido. Sun recomenda que, em vez de dominar o inimigo diretamente, deve-se cansá-lo pela fuga, fomentar a intriga entre seus escalões, manipular seus sentimentos e usar sua ira e seu orgulho contra si próprio. 
Assim, em síntese, a proposição inicial de “A Arte da Guerra” introduz os três aspectos principais da arte do guerreiro: o social, o psicológico e o físico.
Já li o livro, e como nada de específico ali se encontra sobre a destruição da cultura do “inimigo”, é evidente que ele sabia que, para vencer, teria que começar por desestabilizar o social e o psicológico, e só depois usar a força, que ele sintetiza em duas frases que são magistrais:
A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
e
Evite a força, ataque a fraqueza.
Tudo isto mostra os abissais contrastes entre governos de covardes, vendidos, e governos fortes, que por pouco que se goste de um tipo ou de outro, a história tem mostrado, SEMPRE, que só governos duros fazem história, positiva, enquanto os outros para pouco mais servem do que destruir o povo e desarticular a nação. 
Temos exemplos no nosso tempo, por demais evidentes, e vou só relembrar alguns, como a China, Rússia, Portugal, Espanha e Brasil, e até da tão “civilizada” Suécia, onde se podem colher exemplos, uns que teriam agradado ao grande Mestre Tzu, e outros criando-lhe náuseas.
Destes podemos tirar ensinamentos profundos.
Comecemos pela China, terra do Mestre.
A maior população do mundo, uma história riquíssima, antiga, muita cultura, constantes lutas entre clãs, a força de muito antigas leis obrigando o povo a educar-se, alguns reis e/ou imperadores brilhantes, até que em começos do século XX a inépcia e a corrupção promoveram o fim da monarquia.
Segue-se uma teórica república, aos tombos, já antes tinham sofrido, muito, com a invasão dos ladrões e gananciosos “civilizados” ingleses, que desestabilizaram o Império Chin e depois com a invasão japonesa, feroz, destruidora, assassina.
Chega Mao Tsé Tung, o Mestre Zédong, imbuído dum comunismo feroz, implacável, que ajudou a espalhar pelo mundo, e para arrumar a casa, entre outras atitudes cria a Revolução Vermelha que terá matado ou deixado morrer largos milhões de compatriotas.
Mas a ordem e a estabilidade começaram a fazer efeito.
Morre Mao e a China entra em nova era. A era da modernização: grande desenvolvimento da indústria, agricultura, ciência e tecnologia e Forças Armadas, e cresce para se tornar, em breve, a primeira potência mundial.
Há, e continuará havendo diferenças colossais de riqueza. Leva muito tempo.
Mas, o que fizeram dos símbolos imperialistas e comunistas?
Resguardaram-nos.
O Palácio Imperial, a residência do “Filho do Céu”, a Cidade Proibida, impecavelmente restaurada e mantida é um dos grandes motivos de orgulho do povo chin.
E Mao? O comunista que matou milhões?
Tem anualmente a comemoração, com grande festa, na data do seu nascimento em 26 de Dezembro. Grandes estandartes com a sua imagem desfilam, orgulhosos pelas ruas. O seu mausoléu é um monumento imponente, visitado por milhões que lhe vão render homenagem.
É a história. Períodos bons, outros menos bons, mas... é assim, e a China segue, firme, com uma política que pode desagradar a muitos, mas os resultados estão à vista.
Ainda falta muito para que todo aquele bilhão e meio de habitantes tenham uma vida tranquila, mas sem um governo forte já se tinham dilacerado.
E na Rússia?
O último tzar era ótima pessoa. Muito educado, ótimo pai, adorava fazer filmes com as novas maquinetas de filmar que estavam a aparecer, mas a nobreza russa apodrecia. O tzar e tzarina, ótimas pessoas, deixaram-se envolver por uma figura satânica, Grigori Iefimovich Rasputin um camponês de uma pequena aldeia na região siberiana que ganhou notoriedade por ser uma espécie de “amuleto místico”.
Acabou sendo o principal conselheiro do tzar Nicolau II e da tzarina Alexandra. De vida promíscua, odiado pela nobreza russa por sua alta influência sobre o tzar, que acatava quase tudo que Rasputin lhe dizia, e por isso o assassinaram.
Mas a podridão estava instalada, e uma série de negligências do tzar ajudadas pela divulgação do comunismo leninista, trotskista e marxista, derrubaram o Império Russo.
Estava instalado o caos, a canga imposta ao povo, as deportações, a escravização do povo aprisionado sem culpas, o desterro na Sibéria, tudo consequências da ganância dos novos dirigentes soviéticos comunistas.
Durante setenta longos anos a Rússia padeceu sob um regime feroz, conquistou inúmeros países, e chamou-se pomposamente União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, cada uma delas achincalhando a palavra Democracia, porque todas elas se chamaram Repúblicas Democráticas.
Entretanto os dirigentes máximos, sobretudo Stalin, acabam sendo dos maiores assassinos da história mundial. Este, para não ter “concorrentes” ao posto máximo, assassinou todos os seus mais próximos colaboradores, e mandou agentes secretos ao México assassinarem Trotsky.
Preferiu deixar que milhões morressem de fome, confiscando-lhes os alimentos, para os poder exportar e com esse dinheiro construir armas!
A Cortina de Ferro divide a Europa em duas áreas de influência, e só em 1991 “cai” essa Cortina, e o mundo aplaude.
Os primeiros tempos foram eufóricos, mas logo a liberdade se mostrou incapaz de dirigir o imenso país. Os russos sentiram-se enganados, menosprezados por todo o mundo que os aplaudiu, mas depois ria da sua incapacidade.
Assume então um antigo chefe dos serviços secretos da KGB, a polícia secreta da URSS e da Rússia, baseado num sistema simples: ou manda um só ou entra a anarquia. Vladimir Vladimirovitch Putin entra na Política em 1991 e desde 1999, há vinte anos, comanda o país com mão de ferro, devolvendo ao povo o seu orgulho e tradição.
E a economia do país progride também.
Por isso não sai de lá. Podem votar à vontade.
Mas o que fizeram com Trotsky, Lenin e Stalin?
Trotsky jaz no México onde erigiram um pequeno monumento em sua memória.
O corpo de Vladimir Lenin, líder da revolução e símbolo do Estado soviético, é preservado em seu mausoléu, em frente à Necrópole da Muralha do Kremlin, um cemitério localizado na Praça Vermelha, em Moscou, junto à muralha onde se localiza o palácio da sede do governo do país. Nela foram enterradas conhecidas e influentes personalidades soviéticas como também o famigerado Stalin.
Ser enterrado na muralha do Kremlin era a maior honra que um cidadão soviético poderia receber após a morte.
Tudo isto para concluir que, como na China, a história dum país, não é para ser jogada no lixo.
Vejamos o que se passa em Portugal e na vizinha Espanha.
Portugal tem uma história, como todos os outros, cheia de altos e baixos. Alguns muito baixos, como o “batismo” dos judeus, por D. Manuel I, que, para casar com a filha dos Reis Católicos, mandou dar-lhes um banho de água benta para afirmar que já não havia mais judeus em Portugal.
Depois, em 1910, com a implantação da república, “rasgou-se” a bandeira de Portugal e trocou-se por uma que os carbonários – comunistas – impuseram, para renegarem o passado de oitocentos anos de história.
Após a também famigerada revolução dos cravos, houve quem quisesse condenar Vasco da Gama e Afonso de Albuquerque, por sua rigidez no trato das “Índias”. Dois dos maiores nomes da história portuguesa.
Há pouco gerou-se uma infantilmente idiota polémica sobre o nome a dar um museu: Museu das Descobertas, para exibir, e ensinar a seus visitantes a história da expansão portuguesa pelo mundo.
Os mentecaptos politicamente corretos entenderam que isso seria uma ofensa aos povos que Portugal “descobriu” quando “andou por mares nunca dantes navegados”!
Mais recente é a mesquinha e miserável assembleia da república (letra minúscula intencional) que proíbe a abertura de outro museu, em Santa Comba Dão, dedicado à memória de Salazar, um homem que governou Portugal com mão de ferro e o fez progredir, apesar de muitos erros cometidos. Sugiro ao autarca de Santa Comba que abra o museu e lhe chame, simplesmente, Museu dum Homem. (Tenho até algumas recordações que lhe poderei enviar.)
E assim se vai rasgando a História de Portugal.
E na Espanha?
Parece-nos ainda mais complicado.
Já não falo de um dos maiores crápulas da história de Espanha e da Igreja Católica, o tal Torquemada. Seria da família de Stalin? Isso é muito antigo.
Primeiro foi a ETA,  Movimento de Libertação Nacional Basco e o principal ator do chamado conflito basco, fundada em 1959, que deslancha um terrorismo violentíssimo.
Agora é a Catalunha que quer separar-se e põe tudo a ferro e fogo.
Querem até vender a magnífica praça de touros ao rei da Arábia, para ali construir a maior mesquita da Europa!
A extrema esquerda quer – e vai conseguir – tirar os restos mortais de Franco do Valle de Los Caidos, erigido para ser o panteão dos soldados franquistas "caídos" (ou seja, mortos em combate pelos comunistas) durante a Guerra Civil Espanhola.
Porque Franco simplesmente derrotou os comunistas e eles jamais perdoam a quem quer que seja, mesmo séculos depois.
E mais: querem até derrubar a cruz que encima o monumento.


Não satisfeitos com tanta imbecilidade, há dias uma professora primária foi multada por ensinar aos alunos que menina é menina e menino é menino!
E tem muito mais, na velha e desmoralizada Península Ibérica.
Chamem depressa o Tarik que em menos de um ano ele, com o seu Corão, põe tudo na ordem. Na ordem dele.
A história que se dane.
E o Brasil?
Ah! O Brasil é um país sui-generis. Especial. Único.
Por muito que não queiram o país deve muito aos portugueses. Em primeiro lugar o seu tamanho, com o alargamento das fronteiras, que o fez um dos mais ricos países do mundo.
Depois, como disse Gilberto Freyre, ao luso-tropicalismo. Os portugueses, o único povo que conseguiu se adaptar e sobreviver em novas terras, com novas gentes, em climas inóspitos, criando famílias novas por todo o globo.
Nenhum outro povo foi capaz de o fazer. É só ver o que os emigrantes, sobretudo britânicos, fizeram na América do Norte, incluindo Canadá, onde tanto se caçavam búfalos e ursos como índios americanos, e até na Índia, onde nos hospitais concordavam em que não valia a pena tratar o povo da mais ínfima casta, os párias. Nem os médicos os visitavam. Só os jovens médicos portugueses quando ali estiveram cumprindo serviço militar, e os religiosos que os procuravam confortar também.
O Brasil torna-se independente e nunca mais se encontra. Os que se sentiam importantes trocam de sobrenome português para termos indígenas, mas ninguém se lembrou de que estes eram gente. Eles e os africanos.
Hoje a esquerda foi derrotada. E não perdoa. Os noticiários continuam a esquecer de divulgar as medidas acertadas do governo e todos os dias malham vergonhosamente nos seus erros. Que infelizmente são muitos.
A esquerda-caviar conhece bem o livro de Sun Tzu, talvez melhor do que os próprios militares. E, senhores da maioria dos órgãos de informação fomentam a intriga em todos os escalões, manipulam seus sentimentos e usam sua ira e seu orgulho contra o próprio país. 
Para a esquerda, como para a maioria dos congressistas o Brasil não é coisa que interesse.
O único interesse é pessoal. Ganância.
É bom que o país, que ignora a sua história não esqueça que os anteriores governos esquerdistas, desviaram para os seus bolsos e dos comparsas de outros países, algo como centenas de bilhões de dólares, deixando o Estado semi arruinado.
Mas a memória é curta e a mentira e falsidade são longas.
A moral, como fica?  O que é mesmo isso de moral?
E a ética?
E a cultura?
E o respeito pelo Outro, pelo mais humilde?
Moral, ética, cultura e respeito não fazem parte da cartilha de ladrões e gananciosos.
Apear de tudo, o Futuro, um dia, chegará.
Eu já não vou estar por aqui. Mas a minha passagem pela Terra não representa mais do que um ínfimo átimo na vida deste planeta.
É verdade! E a Suécia?
Muito democraticamente tem deixado entrar milhares de muçulmanos vindos... de todo o lado. Não são refugiados da fome ou guerra, não.
Só este ano, até Julho, estes acolhidos já fizeram explodir em várias cidades, mais de cento e vinte bombas, e tudo isto, com os subsídios que o governo lhes dá para sobreviverem.
São bonzinhos os suecos.
Mas isto vai sair-lhes muito caro.

14/10/2019