sábado, 22 de setembro de 2018


 

AMIGOS – 10


Há cerca de mês e meio interrompi estas “conversas” com amigos, porque outros assuntos com necessidade de divulgação (?) se meteram de permeio.
Lembrei nestas “conversas” quarenta que lá de cima, eu sei, fazem sempre alguma coisa para cuidar de nós. Os amigos são para isso mesmo e sobretudo para os recordarmos, como os que estão entre nós fisicamente, hoje quase todos separados por este largo rio chamado Atlântico, mas que permanecem sempre dentro dos nossos corações.

1.- Casou com uma prima minha, e mesmo quase uma dúzia de anos mais velho do que eu, fazia parte de um grupo grande amigos de quem já falei, e que conheci ainda eu era um quase adolescente!
Mas lembro algumas passagens da sua vida que vale a pena contar.
Como bom agricultor do Ribatejo, Benavente, aí por volta dos anos cinquenta, decidiu acompanhar um amigo à Feira Nacional de Agricultura em Paris, que ali se deslocava em serviço, junto com o tio deste (e meu!), e o chefe de vendas da empresa onde os dois trabalhavam.
O nosso agricultor não falava uma palavra de francês, mas em Paris os atrativos, além das vacas e outro gado exposto, eram demasiado tentadores, e uma boa fonte para descarregar a carteira de qualquer incauto.
De dia, visita à exposição, uma das mais interessantes que anos depois também visitei várias vezes, e à noite, os dois amigos, solteirões, na faixa dos trinta anos... farra! Paris c’est toujours Paris... ou era!
Para que não se excedessem em gastos, pediram ao chefe de vendas (meu bom amigo Fernando Lino com quem depois vim a trabalhar) que lhes guardasse o dinheiro e só lhes entregasse uma pequena parte do que tinham levado para a viagem! Ao fim duns dias de farra, o nosso querido agricultor achou que precisava de um pouco de descanso, e em vez de “receber” mais umas notas para farrear, confessou já sonolento, quando acabaram a visita à Feira:
- Hoje estou cansado. Vou-me chambrer! (Mais ou menos a única palavra do seu francês!)
Anos mais tarde, numa noitada de fados em Sintra, casa dos nossos amigos Maria Tereza de Noronha e José António Sabrosa, que começou pelas horas do jantar e acabou no dia seguinte, sol nascido e já a incomodar aqueles a quem o vinho não servia de óculos escuros, nenhum dos homens presentes, em boa consciência podia dizer que estava em perfeita sanidade. O vinho era bom, do velho Ramisco autêntico, correra goelas abaixo maravilhosamente.
Já as janelas fechadas para que o sol não viesse quebrar o encanto do fado cantado à luz mortiça e com o cangirão da morraça sempre à ilharga a acompanhar, a dona da casa, cansada, não queria cantar mais nada.
O ribatejano estava com a sua mulher que queria levá-lo para casa, estava já com uns bons e largos copos.
- Você não se sente bem aqui com o seu marido e no meio de tantos amigos?
Ela, calma, respondia que estava, mas também já eram horas da partida. E ele:
- Ó senhora dona condessa cante lá mais um fadinho para nos irmos embora!
São passados quase seis décadas desta grande noite. Não sei a que horas o nosso querido amigo ribatejano António Paim e sua mulher Isabel de lá saíram. Nem eu. Só sei que no regresso a casa o sol me incomodou muito! E eu estava a viver ali em Sintra. O António teve que guiar até casa, coisa de uns oitenta ou mais quilómetros! Era um jovem. Depois ainda viveu muito.
Um grande senhor.

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2.- Vamos agora ao Alentejo, terra que aprecio imensamente e onde viram a luz do dia muitos amigos e colegas.
Quando, em 1971, fui mandado de Luanda para Lourenço Marques, atual Maputo, para assumir um lugar nas cervejas 2M, empresa que pertencia ao banco BCCI e/ou Banco Borges em Portugal, foi pedido a um colega do Banco lá da Costa Oriental, que me orientasse naquela terra que eu não conhecia e nem sabia de alguém lá, conhecido.
Lá estava um à minha espera no aeroporto.
Quando o conheci teria eu uns dezoito anos e era ele finalista de engenharia. Depois conheci bem as irmãs mais novas, da minha idade, mas há talvez uns vinte anos que não o via.
A sua recepção foi como se tivéssemos sido toda a vida os maiores amigos. Um grande e caloroso abraço. Deixou-me sem graça, mas a sua amizade e eterna boa disposição logo me mostraram que em Moçambique tinha, pelo menos, um grande amigo. Ele e a mulher foram sempre duma simpatia, disponibilidade e amizade que não tem descrição.
Quando a minha mulher foi a LM procurar casa para transferirmos a família, estava eu a viver num parque de campismo, já saturado do magnífico Hotel Polana, cheio de cerimónias e chatices. No Parque, num pequeno bangalô, não era época de turismo, estava só naquela área. Um colega da 2M emprestou-me uma geladeira e um pequeno fogão, e ali estava eu como um rei, solitário, sossegado, tomando o meu café da manhã cheio de pequenos macacos à volta à espera que lhes desse um pouco de pão. Um quase paraíso.
A minha mulher torceu o nariz com a ideia de ficar naquele deserto durante o dia... e tinha razão. A Maria, alentejana pelo casamento, mas Coca-Cola de nascença, foi logo dizendo que “nem pensar; ali não ficaria”. E levou-nos para sua casa. É evidente, muito melhor, e em poucos dias a minha mulher tinha conhecido, não só quase todo o grupo de amizade onde depois nos enquadrámos, como teve uma excelente guia para procurar casa, conhecedora como era de toda a cidade, sempre lindamente bem disposta, duma alegria contagiante.
Aos poucos, fui encontrando amigos velhos e fazendo novos e até um primo da minha mulher de quem falarei.
Muito bem nos entendíamos.
Já eu estava de volta ao Banco, visto só ter ficado na 2M pouco mais de ano e meio, porque esta entretanto se juntou à concorrente e eu não quis alinhar naquele jogo. Regressei ao Banco, fiquei um tempo em LM, antes de voltar para Luanda, até que chegou a encravada revolução e... acabou-se tudo.
Um dia, já no Banco, o alentejano amigo vem com uma história que depois deu muita história! Tinha almoçado com uns colegas amigos, engenheiros da Geologia e Minas, que se queixaram da fuga das melhores pedras preciosas que Moçambique produzia, sobretudo esmeraldas, e eles não sabiam o que fazer.
-Eu sei. Tenho um colega e amigo lá no banco, e ele vai arranjar uma solução.
Passou-me a pasta! Trabalhou-se tudo muito, e bem, e quando já estávamos prontos a atuar, o tal 25/4 matou a questão.
Quase todos os dias, quase, estávamos juntos. Já não digo no trabalho, mas, ou bebendo um copo, ou indo a um clube, ou jantando na casa de um ou do outro, a verdade é que o Alexandre Duarte Silva foi um amigo que marcou profundamente a nossa amizade.
A sua disponibilidade, alegria e descontração, um grande “relações públicas” congénito.
Como não guardar tanta saudade deste casal?


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Sobre este escrevi no livro “Contos Peregrinos a Preto e Branco”. Mas é sempre bom recordá-lo.
Era um dos muitos, muito alegres e bem dispostos, companheiros. Desde novo foi trabalhar para a TAP, e não sendo tripulante, correu uma boa porção de países em serviço dos escritórios daquela companhia aérea.
Um deles foi a Suécia. Novo ainda, galã, encantou-se com uma das muitas bonitas garotas que por ali andavam, e apesar do frio de Stockholm, nada o impediu, como continua a não impedir, até a facilitar, o aconchegar-se de alguns corpos.
Resultado, fez um filho, a mãe não quis saber do pai, que também não se preocupou muito com o problema, e quando terminou a comissão de serviço regressou à base, Lisboa, antes da criança ter nascido. Tudo bem. Só muitos anos depois voltou à Suécia para o conhecer. O garoto era capitão da força aérea, encontraram-se para um almoço, conheceram-se, riram, e despediram-se, sem nunca mais se terem voltado a ver.
Foi para Angola, onde arranjou outra mulher, com quem teve uma filha. Nesta terra viveu muitos anos. Trocou novamente de mulher, com quem teve outro filho.
O trabalho na TAP passou a ser de Relações Públicas, cargo que desempenhava com grande facilidade e eficiência, porque não só era a sua especialidade, e sabia como poucos fazer amigos.
Este emprego dava-lhe a possibilidade de se deslocar a Portugal sempre que lhe apetecesse, e apetecia muita vez, com o pretexto de discutir problemas com a administração da companhia e ver os irmãos, mas no fim ia mesmo era gastar dinheiro no Cassino do Estoril. Viciozinho chato.
Por muito simpático que o marido seja, sempre a gastar no jogo, onde nunca se ganha, a mulher acaba por se cansar. Foi o que sucedeu com a terceira.
Contado por ele:
- Cheguei de manhã a Luanda e fui a casa tomar banho e mudar de roupa. Já mulher e filho tinham saído para o trabalho e colégio. Quando olhei para o copo dos dentes vi que tinha lá duas escovas! Três não ficam bem no mesmo copo! Vesti-me, pus alguma roupa na mala e saí de casa. Depois telefonei à Rosário a dizer-lhe que ela tinha feito muito bem em arranjar outro!
Acabou a sua vida em São Paulo, trabalhando para a TAP, e com a quarta mulher. Brasileira, esta.
Foi a única vez que vi três viúvas chorarem pelo mesmo homem, o Luis Gama, sempre amigo de todas, e de uma boa disposição e alegria que era impossível estar-se triste a seu lado. Até a sua despedida foi alegre.


21 set. 18

sexta-feira, 14 de setembro de 2018



Como tem sido fácil falar em pedofilia de padres. E ninguém ataca o mesmo assunto que se passará com responsáveis de outras crenças, que os há da mesma forma, ou até mais.
A prova é que também entre muçulmanos isso acontece, e no caso de homossexuais a “penitência” é a forca ou a cimitarra no pescoço.
Há, sempre houve e vai continuar a haver homens fracos, perdidos, que cometam esses horrendos atos. Esses crimes.
Normalmente com crianças, que por vergonha escondem o que se passou ou passa, e só muito depois, alguns, raros, deixam a verdade aparecer. E muitos outros, a quem nada aconteceu, juntam-se ao coro à espera de obter quaisquer vantagens.
Parece que esta doença, pedofilismo, se tem expandido de forma impressionante, e é raro não haver notícias de crianças sequestradas e mortas depois de abusadas.
A pena para os pedófilos e assassinos ainda é pequena.
Mas, e os milhares de padres e outros religiosos mesmo não católicos, que há séculos se dedicam à educação de crianças, pobres, paupérrimas, doentes, abandonadas, e transformam a sua maioria em indivíduos que acabam por se integrar na sociedade?
No Brasil, ainda hoje, também é hábito malhar nos jesuítas que criaram as Missões, onde recolheram centenas de milhares de índios para os livrarem da ganância dos colonos à procura de escravos.
Congregaram-nos em lugares onde os ensinavam, lhes transmitiam uma nova cultura, o sentido de família, a produção de alimentos sem necessidade da vida nômade que a maioria levava, e naturalmente isso exacerbou a cobiça dos colonos e até da coroa, ao ver que expulsando os religiosos confiscava todas as suas obras que renderiam um bom dinheiro.
Algo semelhante aconteceu com Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão ("Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici"), conhecida como Cavaleiros Templários, financiadores do rei Filipe IV de França que profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o papa a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente, acusados de homossexuais. Pretextos e acirramento da população levaram a essa vergonha.
No Brasil a “razão” apresentada foi que os jesuítas se estavam a enriquecer à custa dos índios, quando “esqueceram” que esses religiosos têm voto de pobreza e nada têm que lhes pertença! As obras que aqui fizeram eram grandes, mas nada lhes pertencia individualmente.
Os mesmos jesuítas que chegaram à Índia no século XVI e aí criaram escolas, hospitais e até a primeira faculdade de medicina de todo o Oriente, o Colégio de São Paulo que em 1568 era frequentado por mais de três mil estudantes. Um dos hospitais, uma bela construção, com jardins internos onde os doentes podiam passear, um leito para cada doente, com colchão e coberta de algodão e tafetá, uma grande quantidade de médicos, cirurgiões e farmacêuticos que visitavam os doentes duas vezes ao dia, contava com mil e quinhentos leitos. (Tem no Brasil algo similar... quatro séculos e meio passados?)
Nos tempos mais modernos, padres seculares, como eu conheci pessoalmente um bom número, e que até hoje venero e respeito imensamente, porque vi darem as suas vidas inteiramente ao “outro”, às crianças abandonadas, em Portugal e em África.
Homens que deram tudo quanto possuíam, as suas vidas, para ajudar os mais necessitados, com enormes sacrifícios das suas saúdes, sem jamais baixarem os braços, e considerando os milhares a quem deram guarida, alimentação e educação, como filhos, queridos, como filhos de sangue. O sangue que por eles derramaram.
“Quem receber um destes meninos, em Meu nome, é a Mim que recebe”. Mat, 18-5.
Desses a mídia não fala. Por vezes até os ataca. Covardemente como acontece muitas vezes por quem tem acesso fácil aos órgãos de informação.
Mas se um desgraçado cai, erra, esses covardes e infelizes embandeiram e jogam todas as pedras que podem.
Já um dia, nestes escritos manifestei a minha opinião sobre pedofilia. E mantenho: castração!
Faz-se isso em zootecnia, quando, por exemplo um cavalo inteiro é irrequieto, perigoso e impossível de o conduzir, a solução é castrá-lo. Fica dócil.
Lembro que um dia, um desses padres que conheci e muito venero, me contou que uma das últimas aulas no seminário foi dada por um bispo que os avisou: “A igreja católica vai ser vítima de perseguição, vai continuar a ser o alvo, de outras religiões e/ou crenças. Sobretudo dos mais poderosos que têm acesso à informação, seja ela nos jornais como no cinema (não havia ainda Tv).”
Isso é bem visível na destruição da família, a base de toda a sociedade humana.
Não quer dizer que não haja padres que tenham caído tão baixo. Certamente há. Como há o mesmo tipo de degradação em todos as camadas das sociedades, de que ninguém fala.
Mas o pior ataque à Igreja está vindo hoje de dentro do seu cerne, e o visado é o próprio Papa Francisco.
São bispos e cardeais a encabeçarem os ataques, para manterem o seu status quo de grandes chefes, como no tempo na Inquisição.
Não querem ver entrar na Igreja os desquitados, os homossexuais, os pecadores. Eles, os ultra, é que são a encarnação do demo!
Jesus sempre teve palavras de compreensão para com todos os pecadores, sem jamais condená-los ao inferno, indicando para todos eles o caminho da reparação. Assim Ele procedeu com a mulher que cometera adultério. Quando os seus acusadores viram Jesus, perguntaram-lhe: "Moisés ordena que ela seja apedrejada, e tu, o que dizes?"
Jesus serenamente respondeu: "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra!"
Não há salvação para os que se julgam justos, mas para os que se reconhecem pecadores. Se Jesus é amigo dos pecadores, há esperança para todos nós, pecadores. Todos carregamos lá bem no íntimo a consciência de havermos pecado alguma ou muitas vezes. Se nos arrependemos e lutámos para não voltar a cair, ficámos perdoados, mesmo que nos reste uma “ferida” que teima em não fechar.
Ser desquitado, casado pela segunda ou terceira vez, homossexual, não são todos filhos de Deus? Será pecado a situação em que vivem? Muitos, muitos deles levam uma vida de entrega ao próximo, extremamente louvável, independendo da sua vida pessoal.
Pecado é aquilo que ofende o outro ou a natureza. Pecador é o que rouba, não para comer por ter fome, mas o que pratica furtos e assaltos para enriquecer, o corrupto, o que mata por banditismo, o falso, e muitos no mesmo gênero.
Nada disso tem a ver com a vida pessoal, íntima de cada um.
A Igreja enferma ainda de muito problema, os “velhos do Restelo” que a povoam e que não querem perder a sua posição, em grande maioria são uns horrendos retrógrados, vaidosos e prepotentes.
Uma coisa imensamente complexa é o caso dos santos.
Como se “fabrica” um santo? Um processo infindável em que opinam um monte desses pressupostos donos da Igreja, que exigem uma documentação interminável, tudo complicam, para se darem ares dos únicos donos da verdade.
O sucesso do Concílio de Trento –1545-1563 – se foi um sucesso deve-se sobretudo à atuação dum arcebispo português, Dom Frei Bertalomeu dos Mártires, Arcebispo de Braga. Uma extraordinária figura da Igreja. Esperou mais de quatro séculos para ser beatificado!
Remeto o leitor para um texto posto no blog há pouco, mas que fala de SANTOS:
Para o cristianismo católico, "santo" é todo aquele que já está no céu, junto de Deus. Um exemplo a ser seguido. Mas para se tornarem “oficialmente” santos é necessário que se abra um complicadíssimo processo no Vaticano.
Não precisaria, certamente de tanta complicação. Mas a imensa burocracia faz com que os poderosos de Roma se sintam mais importantes.
Salta à vista uma pergunta: quem são eles para julgarem a vida de homens que realmente deram inteiramente as suas vidas para ajudar os Outros?
Quem são eles para julgarem a vida pessoal e íntima de cada pessoa?
Quem pensam que são, vestidos de hábitos de damasco e sedas caríssimas, exibindo (pelo menos até à chegada do Papa Francisco) colares e crucifixos e anéis de ouro, havendo tanta fome e miséria à sua volta, intitulando-se os guardiães de palavra de Cristo que andou sempre esfarrapado?
Quem são eles para julgarem aquela maravilhosa mão que o Papa Francisco estende aos que foram escorraçados da Igreja?
Esses “donos da verdade” lembram-me a situação de alguns países, especialmente o Brasil, quando o governo, o corpo legislativo e o judiciário se limitam a criar leis e sentenças em proveito próprio, ignorando totalmente o país, a população, o futuro. Há exceções, mas são uma ínfima maioria.
Tudo isto gera uma conclusão simples: ou o ser humano não presta, ainda não evoluiu como o jacaré que tem 400.000.000 anos, ou, pior, a sua evolução caminha para uma destruição total, para o Apocalipse.

11-set-18


segunda-feira, 10 de setembro de 2018



Quando se tem uma ideia ou um pressentimento encasquilhado no miolo, fica difícil disfarçar e virar costas.
Todos sabemos que os impérios nascem com os dias contados, como se pode ver desde a mais esquecida antiguidade: assírio, egípcio, otomano, romano, austro-húngaro, britânico, persa, macedónio com Alexandre, carolíngio, e até os utópicos, como o Império Português, o do Brasil e do mentecapto Bokassa com o seu império centro africano, sem contar os magníficos Império Serrano, da Tijuca e até da Uva, que continuam a desfilar com alegria e mulatas lindas nos carnavais do Rio... sem previsão que acabem!
Agoniza há anos, aos nossos olhos, devagar, mas em termos de história em alta velocidade, a quimérica União Europeia, cada vez mais desunida e desentendida, com final esperado para muito em breve.
O Reino Unido também espera que morra a imorrível Elisabeth para se desintegrar, a Bélgica faz tudo para se dividir e se renomear Belgistão, a França mais perdida que cego no meio de tiroteio e, pasmem, ó gentes, onde está a fermentar o desastre para com mais rapidez acabar com essa Europa, é nos “inocentes suecos”!
Povo com longa história, terão chegado à Escandinávia logo que o degelo permitiu o assentamento humano, há largos milhares de anos, talvez 9.000. Por volta do ano 600 d.C. os Suíones, deram origem à palavra Suécia.
Chegaram a ser um império, quando os vikings se lançaram mar fora e ocuparam a Irlanda, Escócia e parte da Inglaterra, afligiram toda a Europa com os seus ataques à França, que até hoje lá tem a Normandia, Península Ibérica e portos do Mediterrâneo, e mais tarde ao se unirem à Noruega e Finlândia, dominaram a Estónia, Livónia, Polónia, Bielorrússia, e até  parte da Rússia onde está São Petersburg!
Mas o governo sueco hoje parece um governo “zen”.
A Suécia é, em muitas medidas, um oásis na Europa. Em 2014, foi o país da União Europeia que mais refugiados recebeu em relação à sua população. Neste ano prepara-se para bater todos os recordes, prevendo acolher mais cem mil pessoas fugidas à guerra. A generosa política de asilo contribuiu para que 16% dos seus dez milhões de habitantes tenha nascido fora do país ou seja filho de estrangeiros e é um dos poucos países europeus onde a maioria dos eleitores aprova a gestão que o governo faz da imigração.
Socialismo avançado, nada a ver com as republiquetas “socialistas democráticas” como o Congo, nível de vida confortável, mas... mas... só em 2017 receberam 90.000 refugiados (?) da Síria, Iraque e países africanos e esperam receber em 2018 mais 120.000, e os zen suessos começam a não gostar disso.
Para que o governo não se preocupe, quem se declarar contra a imigração é considerado fascista, e arrisca-se a sanções.
Em Malmo, cidade importante, mesmo em frente de Copenhague, com uma ótima auto-estrada que liga os dois países, já lá vivem dezenas de milhares que se permitem começar a dar ordens, atacar sinagogas, postos de polícia, etc.
Mas a integração dos recém-chegados nem sempre é fácil. A taxa de desemprego entre os estrangeiros é o dobro da média nacional e as associações de solidariedade denunciam que muitos são alojados em autênticos guetos, como aqueles na periferia de Estocolmo onde na Primavera de 2013 se registaram violentos motins. E com o mundo a registar a maior vaga de refugiados desde a II Guerra Mundial, são cada vez mais os suecos que querem que as portas do país se fechem. Em Setembro, os Democratas Suecos, partido populista que fez campanha exigindo um corte de 90% no número de asilos concedidos pelo país, tornou-se a terceira força mais votada, o que lhe permitiu chumbar o orçamento e quase forçar a queda do executivo de Löfven – as eleições antecipadas só não se concretizaram porque os sociais-democratas firmaram um pacto de governabilidade com todos os partidos moderados.
São poucos os que associam os populistas à vaga de ataques às mesquitas – que eles condenaram – mas quase ninguém tem dúvidas de que vieram dar credibilidade ao discurso xenófobo que antes só se ouvia aos grupos neonazis, com longo historial no país. A revista Expo, especializada no seguimento destes movimentos, contabilizou uma dezena de ações contra mesquitas em 2014 e os muçulmanos denunciam um aumento do assédio e dos ataques verbais. Os Democratas Suecos estão a impulsionar uma agenda antimuçulmana e uma boa parte da sociedade comprou esse discurso.
O município de Malmö usa o dinheiro dos contribuintes para apoiar o "Grupo 194", uma organização que publica imagens antissemitas em sua página no Facebook, como por exemplo uma caricatura difamatória retratando um judeu bebendo sangue e comendo uma criança.
Na Suécia, o antissemitismo importado do Oriente Médio é financiado com dinheiro do contribuinte, de modo que quando há escândalos, eles são frequentemente tratados pelos protagonistas que participaram da divulgação de seu conteúdo.
Em dezembro de 2017, assim que Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, irromperam manifestações em Malmö. Os manifestantes, normalmente com background árabe, gritavam "queremos a nossa liberdade de volta, vamos atirar nos judeus", e uma capela no cemitério judaico foi atacada com bombas incendiárias. Em Gotemburgo, a sinagoga também foi atacada com bombas incendiárias. O jornal Kvällsposten (o jornal da noite) de Malmö, descreveu como a congregação judaica procura se proteger. Eles não são israelenses, são judeus suecos:
"Na sinagoga de Malmö, a congregação judaica instalou barras de ferro para impedir ataques com veículos. Além disso, o edifício é protegido por uma cerca alta ao seu redor. A área vem sendo vigiada há muito tempo pela polícia. Quando há um serviço religioso, as dependências são protegidas por policiais".
Poder-se-ia dizer que os judeus de Malmö estão sitiados. Registros também destacam que os judeus de Malmö não podem usar nenhum símbolo judaico em público sem correrem o risco de serem atacados. Mas tem mais:
- Policiais humilhados e apanhando pancada em áreas muçulmanas;
- Ataques com bombas às delegacias de polícia, ruas fechadas para proteção das mesmas;
- A polícia identificou 55 áreas dominadas e controladas por muçulmanos criminosos;
- Bombas molotov atiradas contra a polícia em Estocolmo;
- Policial preso por uma turba violenta dentro da área muçulmana, deixado sozinho pelos colegas com medo de tumultos.
Assim vai a Suécia... e os restantes países europeus que acolhem esta gente que não se integra, NÃO querem se integrar, levando ao absurdo de, em Lisboa, se terem determinado horários especiais para que mulheres muçulmanas fossem à piscina publica! Nunca tinha acontecido tamanha aberração em Portugal.
O que os europeus estão à espera que aconteça?
Não está à vista o resultado dessa estúpida “política” dos pseudo direitos humanos?
Em Portugal e nos outros países sempre se foi à piscina com a namorada, a mulher, filhos homens ou mulheres, solteiras e solteiros. Não consta que “naqueles tempos” alguém tenha morrido... afogado em pecados!
Se um portuga for à Arábia e na rua for visto a levar uma garrafa de vinho ou um crucifixo num cordão ao pescoço, é muito natural que o perca. O pescoço.
Os suecos têm comportamento diferenciado. Às refeições não bebem vinho, mas nos fins de semana quem não se embebedar não tem categoria. Eles vivem toda a semana à espera da sexta feira para encherem a cara e voltarem para casa aos tombos. É chique se embebedar, e dá status!
Preocuparem-se com os muçulmanos? Dá muito trabalho.
A verdade é que a chamada direita, anti-imigração está a crescer tanto na Suécia como na Alemanha, e são chamados de nazistas, fascistas, etc.
Mas os muslims não se integram, e os fundamentalistas (e alguns mais!) fomentam o ódio contra cristãos e judeus. No Paquistão as jovens cristãs são usadas para servirem sexualmente os muçulmanos, em todo o lado estes podem casar com quantas mulheres quiserem e até com crianças de nove anos, as mulheres são obrigadas a andar com burcas, só podem ser tratadas por médicas, e serem escravas dos maridos, enquanto os homens, às escondidas podem até encher a cara com whisky.
Um dia a bomba vai rebentar.
Primeiro rebenta na cara dos europeus, que vão assistir às suas mulheres e filhas a serem “comidas”.
Mais tarde no próprio mundo árabe, quando conseguirem evoluir do estágio pré histórico em que vivem, com a vantagem para o Ocidente é que nem eles mesmos se entendem entre si. Nem mesmo somente entre sunitas! Vejam, por exemplo Arábia x Qatar!!! Mas isso vai demorar um pouco mais.
Quando acabar o petróleo.

2 set. 18

terça-feira, 4 de setembro de 2018




O crime da cultura
A Catástrofe Anunciada


Por todo o mundo repercutiu o horroroso incêndio que destruiu duzentos anos de história do Brasil, e não só, e do muito trabalho feito por gente dedicada, como professores, pesquisadores, funcionários, etc.
Só que, como vem sendo hábito neste país do “Faz de Conta” , a total ausência e incompetência dos governos, aliada a imensa corrupção – de que o Brasil é campeão mundial – o Museu vivia como à revelia dos que, em princípio, deveriam ser os responsáveis primeiros: os governos.
Há 40 anos já tinham saído alertas nos jornais sobre o risco de incêndio e a falta de meios para o combater, e esses avisos feitos por gente competente, nunca foram levados em consideração.
Aliás, desde há anos que as verbas destinadas ao Ministério da Cultura se destinam sobretudo aos “comparsas”, como mostra, por exemplo esta relação dos últimos tempos.
O Governo Federal e a classe artística brasileira tinham outros planos “culturales”:
Vamos lembrar para onde vai o dinheiro da cultura no Brasil, sem cultura

Documentário que contará a história e a vida de José Dirceu -     R$ 1.526.536,35
      (gangster, ladrão, comunista)
DVD de MC Guimê – (um roqueiro do funk)                             R$ 516 mil
O Mundo Precisa de Poesia – Maria Bethânia – (s/comentários) R$ 1,3 milhão
Turnê Luan Santana: Nosso Tempo é Hoje Parte II – (cantor)   R$ 4,1 milhões
Turnê Detonautas – (grupo de Rock)                                        R$ 1,0 milhão
Shows Cláudia Leitte – (cantora)                                              R$ 5,8 milhões
Filme Tempos de Luta - Um brasileiro chamado Brizola –           R$ 1,9 milhões
   (esquerdista culpado da favelização do Rio)
Peppa Pig – (Desenhos animados infantis)                                 R$ 1,7 milhão
Painel Artístico Club A São Paulo –                                           R$ 5,7 milhões

   (casa noturna paulistana conhecida pelos eventos de elite)

Shrek, O Musical e Turnê – (sem comentários)                          R$ 17,8 milhões
Cirque Du Soleil – (idem)                                                          R$ 9,4 milhões
Queermuseu – (ainda menos comentários)                                 R$    800 mil
Livro com fotos de Chico Buarque – (amigo do lula e pt)            R$    414 mil
Museu Lula – (deve ser melhor que o Museu Nacional)              R$  14,4 milhões
  (Por enquanto... só......................................................      R$ 66.000.000
= Sessenta e seis milhões de Reais.

Esta é a “cultura” – leia-se roubalheira – do governo.
E curioso: o governo dá dinheiro para os espetáculos, e o povo, que é besta, paga para ir ver! Grande negócio! Mas atenção: só para os da camarilha.
O Museu precisava de 600 mil ao ano para sobreviver.

Mas tem mais.
O “sapo-barbudo”, que continua a espernear na cadeia, e que depois de centenas de recursos ainda falta um ser analisado pelo SFF, não podia deixar de ser muito estimado e admirado, porque armou em Banco Mundial e saiu mundo fora emprestando dinheiro, GRANDE, aos amigalhaços.
Vejam só esta lista. E o país sem crescer, sem infraestruturas capazes, sem educação e cultura, etc..

Lista de parte dos $414 bilhões de dólares emprestados pelo BNDS desde o governo lula,
enquanto o Museu Nacional esperava a liberação de 21 milhões para a reforma:

Porto de Mariel – Cuba                                                 US$   682 milhões
Hidelétrica de São Francisco – Equador                         US$   243 milhões
Hidreletrica Manduriacu – Equador –                           US$     90 milhões
Hidrelétrica de Chaglla – Peru –                                    US$   320 milhões
Metro da cidade de Panamá -                                        US$1.000 milhões
Autopista Maden-Colon – Panmá                                 US$   152,8 milhões
Aqueduto de Chaco – Argentina                                    US$   180 milhões
Soterramento do Ferrocarril de Sarmiento – Argentina  US$1.500 milhões
Linha 3 e 4 do Metro de Caracas – Venezuela                US$   732 milhões
Segunda ponte rio Orinoco – Venezuela                         US$   300 milhões
Barragem de Moamba Maior – Moçambique                 US$   350 milhões
Aeroporto de Nacala – Moçambique (abandonado)               US$   125 milhões
BRTdo Maputo – Moçambique                                             US$    180 milhões
Hidretétrlca de Tumarin – Nicarágua                            US$    343 milhões
Projeto Hacia el Norte – Bolívia                                     US$    199 milhões
Exportação de 127 ônibus – Colombia                           US$      26.8 milhões
Exportação de 20 aviões – Argentina                             US$     595 milhões

                                    Total                                       US$ 7.141.600.000
 = Sete bilhões cento e quarenta e um milhões e seiscentos mil dólares

É preciso notar que isto foi um golpe de mestre, tal como foram golpes de mestre o assalto ao trem em Londres, os assaltos a bancos por meio de túneis, e outros, mas esses foram assaltinhos.
Os acima descritos foram muito mais inteligentes e nem foi preciso usar armas.
O vendedor de financiamentos, o tal lula da silva, o sapo-barbudo, disponibilizava os “abarrotados” cofres dos bancos do Brasil para se fazerem obras nos países amigalhaços, com a condição de serem essas obras feitas por empresas brasileiras que lhe pagavam, GENEROSAMENTE, as devidas comissões.
Se tiverem sido só 10%... dava US$ 41 bilhões, 5%, a “miséria” de mais de US$ 20.

E o Museu e tantas outras obras fundamentais?
Será que os imbecis governantes sabiam até da sua existência?

MAIS ... SOBRE A MORTE DO MUSEU.
(Antonio Cesar Palma) Por J.Franchini :
"Lembrando que o Museu Nacional é vinculado à UFRJ. E que o reitor da UFRJ, Roberto Leher, é filiado ao PSOL (e detalhe: responde a uma representação da PGR por improbidade administrativa ao ter usado a estrutura da universidade para promover atos políticos).
Não bastasse isso quem administra o orçamento de 420 milhões de reais (além do déficit na casa dos 120 milhões) é o pró-reitor de planejamento e finanças Roberto Moreira filiado ao PCdoB.
Aliás quase todos os pró-reitores são filiados ao PSOL.
O que esperar de um país cujos centros de excelência são dominados por comunistas? É um escárnio.

A história de descaso com a cultura vem de longa data. Sequer daria para culpar alguém especificamente.
Talvez todos na cadeia... JÁ.
Ou, melhor, como certamente diria o meu “velho amigo” Hamurabi:
Deixou arder por incúria, morre na fogueira!”

4 de setembro de 2018

quarta-feira, 29 de agosto de 2018



Ganâncias, Ódios, Crenças/Religiões


No último texto falámos sobre um povo que há mais  de 5.000 anos constituiu o maior império de que há memória, e hoje mal sobrevive perto da cidade que teve uma imensa opulência, e tem sido, sistematicamente destruída e pilhada.
É possível que a maioria dos assírios hoje estejam espalhados pelo mundo. Uma diáspora triste.
No que resta das terras de suas origens o povo sobrevive mal, em condições desumanas, rodeado de ódio, porque são cristãos.
Genocídios, só no século passado, houve inúmeros, e depois duma rápida consulta pode calcular-se que nos séculos XX e agora no XXI, foram exterminadas por genocídios, guerras de ódio, ganância mais cerca de cento e vinte milhões de pessoas! Homens, mulheres, crianças.
Para se ter uma ideia, ou reforçar a memória dos que disfarçam, ou até dizem que é mentira, e sem atender a cronologia de datas, mas ao tamanho das monstruosidades, os números conhecidos dos genocídios e/ou crimes podem “resumir-se”:

Na 2ª Guerra Mundial, militares e civis, morrem 85.000.000
Na China, Mao eliminou 70.000.000
Na região da Ucrânia os sovietes terão assassinado ou deixado morrer à fome uns 12.000.000
Com o rei Leopoldo da Bélgica 10.000.000 de congoleses foram mortos
Na 1ª Grande Guerra 10.000.000 de mortos
Os nazis só judeus, liquidaram 6.000.000
E de ciganos e outros opositores mais 3.000.000
A guerra civil no Congo (democrático) matou 6.000.000
A Turquia terá assassinado uns 2.000.000 de armênios
No Sudão entre 1.000.000 e 2.500.000
No Cambodja o Kmer Rouge cerca de 2.000.000
Em Moçambique, a guerra civil matou 1.000.000
No Ruanda a luta entre etnias fez mais de 800.000 vítimas mortais
Agora entra o Brasil que em 15 anos contabiliza 785.000 assassinatos ( e continua, todos os dias!)
Na Croácia (1941-1945),  com o apoio nazi foram executados mais de 750.000 sérvios, judeus e ciganos.
Em Angola a guerra civil dizimou entre 500 a 750.000
A guerra das drogas, na Colômbia, contabiliza mais de 300.000
Saddam no Iraque liquidou mais de 300.000 curdos
Idi Amin liquidou, segundo consta, 300.000
Os japoneses quando invadiram a China, só em Nanquim fizeram 260.000 mortos
As guerras servo-croatas 100.000 mortos
Na Namíbia os alemães mataram 85.000 hereros e namaquas 

Até aqui contam-se uns 220 milhões de pessoas mortas pela bestialidade humana.
Mas falta lembrar ainda os montes de indianos que morreram porque, na altura da independência os hindus não queriam os muçulmanos por perto e vice versa, e daí ter nascido o Paquistão, os Rohinga de Mianmar, os sequestros de jovens garotas pelo Boko Haram, o que mais odeia  é o cultura ocidental, e muitos outros, vítimas da estupidez dos homens.
E os horrores continuam, com o Daesh de volta em evidência, a reestruturar-se, para continuar a matar cristãos e xiitas e tudo que lhe apareça pela frente, por todo o lado.
A “palma” de campeões pessoais quem leva são os comunistas  - Mao, Stalin, Pol Pot, Angola e Moçambique – a seguir os loucos assassinos, como Hitler e Idi Amin, e não no fim, porque nunca acabam, as guerras do fanatismo religioso.
Fala-se, e discute-se, muito sobre os refugiados que têm chegado aos milhões à Europa, onde são recebidos com humanidade. Mas também se sabe que entre esses milhões estão a entrar um sem número de jihadistas.
Há pouco um  professor recordou que os Estados Unidos absorveram, só no século XX, "mais de 42 milhões de imigrantes, e cada um deles sentiu-se feliz e agradecido por poder dizer que era americano! A Europa teve gerações de muçulmanos, que vieram da Indonésia para a Holanda, a tornarem-se muçulmanos laicos, parceiros na sociedade civil. Turcos na Alemanha a fazerem parte da sociedade. Um Islão laico, como há um Cristianismo laico, um Judaísmo e um Budismo laicos", sublinha.
Já a nova geração muçulmana, afirma, "está radicalizada", "interpreta literalmente a `jihad`" e veio para a Europa "para impor a sharia, a lei islâmica.
"E assim que tiverem os números do seu lado - já o estamos a ver no Londristão, Belgistão, na Suécia, na Alemanha - será um completo desastre", disse o professor.
Questionado sobre o caso de Portugal, em que as comunidades muçulmanas convivem tranquilamente com os cidadãos de outras religiões, o professor reitera que se trata de uma questão de tempo e de números.
"Portugal, por enquanto, tem sido poupado. Os muçulmanos não vieram para o Ocidente para assimilar. Vieram para conquistar, em câmara lenta”. 
Calcula-se que em 2050, pelo índice de natalidade (quase o dobro entre os muçulmanos e os europeus) serão 14% da população total, o equivalente a mais de 75 milhões.
"Quando conseguirem massa crítica, acima dos 4% - uma percentagem baseada em dados empíricos - significa que já têm enclaves, onde a polícia não entrará, onde você, europeu, já não é bem-vindo, onde as mulheres terão de usar véu ou serão violadas, agredidas ou molestadas. Recusam-se a obedecer à lei e querem impor a “sharia uber alles”, sentenciou.
O terrorismo, afirma, "é apenas uma tática".
"Para que fiquemos amedrontados e tentemos acalmá-los, dando-lhes ainda mais poder. É um desastre", disse.
O arcebispo de Estrasburgo, Luc Ravel, nomeado pelo Papa Francisco em fevereiro, declarou recentemente que "os muçulmanos devotos estão cansados de saber que a sua fertilidade é tal hoje, que eles a chamam de... a Grande Substituição. Eles afirmam de maneira tranquila e resoluta: "um dia, tudo isso, tudo isso, será nosso"...
Há anos que venho escrevendo, desde muito antes desta situação, que a Europa estava velha, gasta, desmotivada, e que, tal como os antigos impérios, prestes a desmoronar.
Meio século é um mísero lapso de tempo na vida na terra.
Os jovens de hoje vão assistir a um imenso colapso da sua cultura e tradições.
Eu, felizmente, já cá não estarei para assistir. O que me custa é ver a cegueira dos governantes a tudo facilitarem, quando nos países árabes tudo é difícil, IMPOSSÍVEL, para os cristãos.
Solução?
Não é difícil imaginar uma solução, mas vontade de a executar esbarra em preconceitos idiotas e, sobretudo, muita covardia.
Esperar que acabe o petróleo para que os árabes encolham as unhas? Será tarde. Eles já dominarão outras áreas, sendo a primeira a Europa Ocidental.
O único povo que assumiu e se sacrificou contra o fanatismo islâmico foi o curdo.
Os curdos hoje, assim como os tchecos em 1938, foram sacrificados em vão. O Ocidente traiu os curdos três vezes nos últimos três anos. Os curdos foram nossos aliados ideais. Eles abriram suas cidades, como Erbil, para dezenas de milhares de cristãos iraquianos expulsos de Mossul pelo ISIS. O Curdistão iraquiano é hoje o único lugar no Oriente Médio, juntamente com o Estado de Israel, que abriga e protege todas as religiões e minorias.
A mídia ocidental ignorou o destino dos curdos, povo que derrotou o Estado Islâmico por nós.
O Ministro das Relações Exteriores do Reino Unido Boris Johnson tuitou "a Turquia está certa em querer proteger suas fronteiras". O Ocidente deu aos turcos sinal verde para massacrarem os curdos.
Mas não adianta fingir que se ignora que a Turquia, desde que perdeu o comando do Império Otomano, tem feito tudo para esmagar os que, não sendo muçulmanos, continuam a viver, desprezados, dentro das suas fronteiros, e que, devem sonhar em se juntar àqueles que um dia vão reocupar Alhambra!
Desta vez nem não haverá, como em 732, em Poitiers, na França, um Carlos Martel para a defender, nem um Pelágio, que a partir das Astúrias retome a Península.
A França, como os outros países, vai ser desmontada de dentro para fora!
O objetivo do Hitler foi aniquilar os judeus.
Agora chegou a vez dos cristãos
28 ago. 18