segunda-feira, 10 de novembro de 2014



O Brasil a caminho do buraco


Está a desenhar-se uma dura luta neste país que começou por se chamar idilicamente de Vera Cruz. É grave o estado de saude mental dos extremistas do “pt” que, salvo cortar gargantas, estão a comportar-se de forma igual aos terroristas islâmicos: destruir tudo.
Alguns exemplos em que muitos não vão acreditar que seja possível acontecer, mas os chamados “bons”, sempre os bobocas” acabam por pagar o pato, porque, ou confiam em milagres, e milagres não são para estas coisas, ou demasiado acomodados, pensam que o mal não passará da Síria... ou do Brasil. Mas se não estivermos bem atentos e dispostos a lutar, mesmo sem armas, um dia acordamos com Stalin ou Fidel no comando. Ou pior.

- Há dias houve mais uma convenção sobre o clima. Um Ultimato Global: acabar com as emissões de gazes toxicos até 2100, e preservar as florestas. Não assinaram a convenção a China, que se está bem lixando para o planeta, a Índia que não sabe que rumo tomar e... o Brasil que precisa dos votos do povo do Norte. Aliás estas convenções são como as reuniões de emergência do conselho de segurança da “onu” – tudo letrinhas bem mixurucas – que são muito boas para quem lá vai e ganha um monte de grana, mas que não resolve ABSOLUTAMNTE nada.
- Para se ter uma idéia da proteção e da corrupção, que talvez se possa chamar de “paralela”, nos últimos vinte anos o preço das tarifas de ônibus subiu 711%, os combustíveis 463% e os automóveis 158%. Perguntarão: e daí? Daí que uma das mais fortes forças que manda nas assembleias legislativas das cidades é a “turma” da empresas de ônibus, que financiam os candidatos, etc. Além disso, i. é, além de terem o mais alto índice de aumento de que qualquer outro produto ou serviço, ainda são subsidiados pelos estados e perfeituras! Uma mina.
E os carros, porque só 158%? Primeiro porque as fábricas produzem cada vez mais robotizadas e sobretudo porque o desgoverno vem sistematicamente isentando os carros de IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados – para satifazer os companhêros sindicalistas. Desta gente é que saem ministro, duputedos, senadores, sonegadores e outros malfeitores... como o apoio do “pt”.
Deste modo o número de carros novos que são despejados no mercado atinge 3,75 milhões por ano. Sem novas estradas, sem que se resolva o problema de circulação nas cidades, enfim, uma alegria.

- Há dois dias reuniu-se a Executiva Nacional do “pt”. (Os excutores do país!) Decidiram, talvez mais do que por unanimidade, mas talvez por aplauso, lutar para:
a) – Revogar da Lei da Anistia, condição básica para os militares terem entregue o poder aos civis. Depois para continuarem a caçar os, atualmente velhotes ou aposentados, que fizeram a vida negra dos terroristas – leia-se também dilminha, que jogou uma bomba na porta dum quartel, e matou a sentinela – e para continuarem a dar pensões milionárias a quem passou um dia ou um mês na cadeia. Enfim para se vingarem.
b) – Alterar a regulação da lei da mídia, para poderem calar os orgãos de informação, à imagem do que se passa na Argentina, Equador e Venezuela, entre outros, porque têm sido os jornalistas que denunciam mensalões, petrolões, e todas as demais infâmias de que o sapo-barbudo nunca soube nada. Nem a madama dilminha!
c) – O “pt” já começou a preparar os seus delegados a uma hipotética assembleia constituinte, que terá com função principal a sovietização ou bolivarianismo do país.

- Dois dias depois da madama dilminha, a gerentona, ser reeleita, o miserável governo bolivariano da Venezuela mandou um dos seus ministros, Elias Jauá Milano, vice-presidente e ministro do Poder Popular para Comunas e Movimentos Sociais da República Bolivariana da Venezuela, representando o governo do presidente Nicolás Maduro, assinar uma série de parcerias com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os acordos visam a doutrinação e agitação bolivariana no Brasil a nível de comunidades locais para dar andamento à agenda comunista do Foro de São Paulo na América Latina.
Um comunicado publicado no site do ministério do Poder Popular para Comunas e Movimentos Sociais do governo venezuelano explica: “No âmbito da visita ao Brasil do vice-presidente de Desenvolvimento de Socialismo Territorial, Elias Jauá Milano, foram assinados uma série de acordos na terça-feira (28), nas áreas de formação e desenvolvimento de produtividade comunitária entre o governo bolivariano e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Terra do Brasil (MST), em Guararema, estado de São Paulo”.
Recentemente, Elias Jauá Milano causou polêmica no Brasil quando a Justiça Federal decretou a prisão preventiva da venezuelana Jeanette Del Carmen Anza, babá de seu filho, presa pela Polícia Federal na madrugada de sexta feira (24), ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na Grande São Paulo. Numa maleta preta do ministro, a babá levava um revólver Smith & Wesson calibre 38 municiado e um detalhado manual que trata da “derrota permanente do inimigo” e cartilhas mencionando estratégias do Partido Comunista Chinês; uma delas ensina como “marcar e neutralizar o inimigo” e “como enfrentar crises e conflitos reais”.
Para justificar a arma, Milano afirmou na ocasião que a babá na verdade seria sua segurança, e carregava a arma para proteção dele e sua família. O ministro venezuelano assinou um termo perante um juiz e obteve a liberação da arma. A babá, entretanto, continua presa. (Coitadinha da babázinha!)

Lembro o que que escrevi há já uns quantos anos: o responsável pelo MST, declarou numa entrevista, para que todo o Brasil tomasse conhecimento, que, quando ele desse ordem, em 24 horas teria na rua 200.000 homens armados. E voltou agora a afirmar que se a sua dilminha perdesse as eleições provocaria o caos no Brasil.

Com este magnificente, ladrão, corrupto e ineficiente desgoverno petista, em 2013 o percentual de extremamente pobres aumentou de 3,8 para 4%. mais 850 mil pobres! Hoje, segundo dados coletados e prontos desde Setembro, mas não divulgados antes das eleições (!!!!!) o Brasil tem quase 9 milhões em situação de extrema pobreza. E dá a esmola do Bolsa Família a quase 25% da população dos país! Insanidade total!

No entanto em meio às belezas cicundantes, ainda pervalece muito a prepotência do “você sabe com quem está falando?” – Há dias um juiz, desembargador, de nome João Carlos de Souza Correia, foi apanhado numa blitz da Lei Seca (controle de alcoolemia ao volante) por uma agente, Luciana Tamburini. Sexa não levava nem carteira de condução, nem documentos do carro que nem sequer placa tinha. A agente disse-lhe que o carro tinha que ficar retido e ser rebocado. O juiz, um dos que pergunta “você sabe com quem está falando”, deu voz de prisão à agente, que não acantou, dizendo-lhe “o senhor pode ser juiz mas não é Deus!” O malfeitor, leia-se o juiz, telefonou para a Polícia Militar e mandou lá ir uma equipe, que não demorou. O policiais queriam alegemar a agente! Acabaram na Delegacia, onde o juiz apresentou queixa contra a agente por falta de respeito! Um colega, outro juiz julgou a questão. Moral da história: obrigou a agente a indenizar o juiz em R$ 5 mil.
Ontem, seguindo o exemplo da “democracia”, um juiz mandou tirar um radar montado perto da sua casa porque foi multado! E a Prefeitura teve que obedecer à “ordem” judicial (judicial???)
Estamos onde? Na Russia de Putin, na Coreia do Norte?
Não! Estamos no Brasil, onde dizem que por haver votação – fraudada, sempre – se vive em demovracia, na Cidade Maravilhosa, com Ipanema e “Copacabana a princesinha dos mares”, e com estas corjas de urubus e malfeitores à solta e ainda julgando em tribunais pelo corporativismo.

05/11/2014


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Do Brasil                                                                                 por Francisco G. de Amorim

As “exemplares” 
descolonizações portuguesas

Muito interessante o livro “Mazagão – la ville qui traversa l’Atlantique”, de Laurent Vidal, um detalhado estudo sobre a famosa, e quase esquecida, transferência de toda a população duma cidade no Marrocos para uma nova terra perdida em local perdido na Amazônia.

Vista aérea, actual, de Mazagão, hoje chamada El Jadida

Talvez pouca gente saiba que, em 1769, Portugal decidiu abandonar a praça forte de Mazagão, isolada em território marroquino, com uma ilustre folha de serviços, na constante luta contra os mouros, e transferir cerca de 2000 pessoas, para um lugar a criar de novo nas margens do Amazonas.
Teve duas finalidades essa transferência de toda a população: primeiro acabar com o custo imenso de manter uma fortaleza, isolada na costa de Marrocos, abastecida por mar, apesar de no seu entorno os portugueses manterem uma espécia de horta e pomar, e sofrendo constantes ataques das tropas marroquinas, e ao mesmo tempo criar o maior número possível de vilas e defesa ao longo do Amazonas – Estado do Grão Pará – região cobiçada por uma série de potências, como a Inglaterra e França e até os Estados Unidos.
A folha de serviços de Mazagão marroquino é, a todos os títulos, notável. Uma pequena “cidade” fortificada, com saida direta para o mar, habitada por gente denodada que defendia o cristianismo contra o “paganismo dos mafomas”. Por outro lado a presença dessa pequena terra encravada em solo maometano era um “tremenda ofensa” para os seguidores de Maomé, e por muito e muita gente de que dispuséssem, os mouros nunca foram capazes de vencer aquela posição. Só depois que Portugal se viu mais do que endividado – para variar – e  ter concluido que a luta era insana, sem qualquer proveito nem para a cristandade nem para os cofres reais, é que negociou com o Sultão a entrega da praça fortificada, deixando sair toda a gente e podendo levar todos os seus pertences.

 Mapa de Mazagão e suas hortas, vendo-se como era protegida a entrada/saida para o mar

"Mazagão", em terras marroquinas, encontrava-se sob o domínio da Coroa portuguesa desde 1486, embora os portugueses apenas nela se tenham instalado só a partir de 1502 quando ergueram uma torre e algumas instalações de campanha. Foi apenas em 1514 que a Coroa portuguesa decidiu a fortificação permanente do local. Em 1561 os mouros cercaram Mazagão com um exército de 150.000 homens, que abandonam dois meses e meio depois de terem sofrido mais de vinte e cinco mil baixas em combate, contra somente cento e dezessete portugueses.
Vale a pena, sobre este cerco, ler uma espantosa história tirada do livro “Homens, Espadas e Tomates” de Rainer Daehnhardt:
Corria o ano de 1562 e o Rei de Marrocos, Xerife Muley Abdala, tinha conhecimento de que a guarnição portuguesa de Mazagão estava fortemente reduzida, tendo aí ficado apenas alguns mal providos arcabuzeiros. O Capitão-mór estava ausente e o mouro decidiu recon­quistar a praça portuguesa. Juntou um exército de 15.000 cavaleiros, 8.000 arcabuzeiros, 70.000 soldados de infantaria, com 12.000 gasta­dores e gente de serviço. Para os governar, mandou por Mestre de Campo General um cristão renegado, soldado velho e muito experi­mentado na guerra e que estivera muitos anos ao serviço do Imperador Carlos V.
Enviou também muita gente de artilharia e fidalgos de toda a Mauritânia, que consigo queriam compartilhar esta vitória segura.
Cercando a praça, viu que a sua artilharia seria de pouco efeito pe­rante as dimensões da muralha. Mandou então fazer uma trincheira de terra, com baluartes, tão alta que igualasse o muro para melhor com­bater os portugueses. Comandava a praça o Capitão-mór Rodrigo de Sousa com 100 cavaleiros e 700 infantes.
As notícias do cerco chegaram a Portugal e perante a grande desigualdade do número de combatentes resolveram muitos portugue­ses, sem licença da Rainha-Regente, Dona Catarina (D. Sebastião ainda só tinha 8 anos), fazerem-se ao mar para acudir à nossa gente. Um Jorge da Silva reuniu no Algarve 300 guerreiros voluntários e 100 marinheiros, que se fizeram a Mazagão à sua custa num velho navio, o que muito animou os sitiados. Os mouros, entretanto, atacavam a praça por todos os lados, ao mesmo tempo que construíam a sua rampa gigante para daí encher o fosso e chegar ao cimo das nossas muralhas.
A trincheira era tão larga que "pateavam por ela sessenta cavalos, todos a par". Considerando a sua rampa pronta, acometeram a praça, todos pelo mesmo lado, rompendo com a nossa defesa e implantando uma grande bandeira numa das nossas torres. A fúria dos nossos foi tanta que se envolveram com os mouros numa luta corpo a corpo, de tal forma que os corpos dos mortos e feridos enchiam o lugar. Não aguentando a nossa fúria, os mouros retiraram-se, perdendo milhares de homens e cinco das suas bandeiras. O cronista conta-nos: "Durou esta sanguinolenta e cruel batalha bem quatro horas, e foy de ambas as partes tão bem pelejada, que se não sabia julgar melhoria de algu­ma em todo aquelle tempo: espectáculo verdadeiramente horrendo à vista, e muy digno de ser estimado de todos.
Não conseguindo tomar a fortaleza pelo assalto directo, resolveram então os mouros, com a perícia dos seus engenheiros, construir uma grande mina para tentar chegar à muralha, por baixo. A sua ideia era rebentar uma grande quantidade de pólvora que derrubasse a nossa muralha, para assim mais facilmente poderem entrar.
Os nossos ouviam os toques de picareta e resolveram construir uma contramina. No escuro da terra, encontraram-se e envolveram-se numa batalha sangrenta de onde os nossos saíram vencedores e depois se retiraram. Pensaram então os engenheiros mouros que os portugueses lhes tinham feito um favor com a contramina, pois facilitara-lhes o avanço sob as muralhas. Fizeram de conta que tinham desistido de se aproximar por esta mina mas, na calada da noite, foram introduzindo grandes quantidades de barris de pólvora.
O que os mouros desconheciam é que, na realidade, havíamos cons­truído não uma mas duas minas, a coberto do barulho causado pelas suas próprias picaretas! Uma encontrava-se ao nível da deles e, a outra, mais abaixo. Já estávamos a contar que reutilizassem a sua mina e que a enchessem de pólvora. Entretanto, tínhamos colocado grande quan­tidade de pólvora na segunda, precisamente por baixo da mina deles, e entupido a de cima. Antes que os mouros se aproximassem demais da fortaleza, fizemos rebentar a nossa. A deles explodiu juntamente. A intensidade do estrondo foi tal que levantou o planalto onde se encon­trava grande número de mouros! Conta o cronista: "Levantou-se para o ar huma grande montanha de terra, bem povoada de lustrosos sol­dados mouros, e turcos, e todos armados, forão pelo ar feitos pedaços.
Foram mais de mil cavaleiros mortos, e feridos, e queimados hum numero quasi infinito. E o terreno se rebaixou mais de vinte palmos, tanto que ficou a nossa artilharia descuberta, e começou avarejar grande estrondo, acompanhado da arcabuzeria, e matava nos mouros com espanto".
Devem ter havido poucas explosões, antes do actual século, com esta envergadura e resultado!
(Pedro de Mariz: "Diálogos de Varia Historia", tomo II, diálogo quinto).”

A cisterna, por baixo da cidade

A guarnição portuguesa permaneceu sempre fiel e disposta sempre a dar a vida pelo rei e pela Cruz, honrando-se os seus habitantes dos feitos presentes e dos seus antepassados.
Alguns passaram anos prisioneiros dos mouros, aprendendo a falar árabe corretamente. Nas vésperas do abandono, Portugal pagou 800.000 reis para resgatar trinta e cinco prisioneiros portugueses.
Muito deles eram cavaleiros fidalgos, jovens que procuravam nas armas demonstrar a sua valentia e procurando o reconhecimento real, sempre à espera de novos ataques, sem que um só dia esmorecessem.
Furtado Mendonça, irmão do famoso e famigerado Marquês e Pombal, ministro da Marinha, foi o mentor e coordenador do abandono daquela cidade, entretanto novamente cercada por mais de 120.000 mouros “garantindo” que os portugueses não voltariam atrás no acordo, decidindo transferi-los, como colonos, para a Amazônia onde seria criada uma nova povoação, a Nova Mazagão.
Era gente preparada para lutar e defender as suas convicções, nenhum deles agricultor, sem mentalidade de colonos, muitos cavaleiros fidalgos, alguns tendo sido agraciados por mercê com o Hábito de Cristo, o equivalente hoje à honorífica Ordem Militar de Cristo.
E, de repente, todos são retirados da sua cidade-fortaleza, levando consigo pouco mais do que a roupa que tinham vestido, fazendo transbordo em Lisboa, como um bando de refugiados, para serem, como degredados, enviados para o “fim do mundo”, onde a maioria veio a passar fome e morrer de malária.
Este deslocamento de toda uma comunidade, brutal, fria, lembra os atuais campos de refugiados, onde vivem em condições quase zoológicas milhares de curdos fugidos ao extermínio.
Um desenraizar total, a perca dos vizinhos e amigos, da sua casa, da sua estrutura de vida, um autêntico inferno para adultos e crianças, que não sabem o que estão a fazer em barracas. Tal se passou em 1769.
Poucos conseguiram sobreviver de forma relativamente condigna, e de toda essa gente só dois foram capazes de se adaptar ao novo ambiente amazônico e viver da agricultura, através do trabalho de escravos e de índios que lhes foram entregues.
Portugal deveria ter prática de colonização. Começa no século XII com a Reconquista, levando gente do norte para ir ocupando o centro e sul do país. No século XV foram as ilhas, Madeira, Açores e Cabo Verde, mais tarde é Afonso de Albuquerque que promove o casamento de portugueses com mulheres indianas. A seguir foi São Tomé e o Brasil. Por fim Angola e Moçambique.
Mas as descolonizações foram “exemplares”, como esta de atirar com dois milhares de pessoas para o interior da Amazônia, sem que houvesse a preocupação de previamente criar condições de sobrevivência, e mais tarde o abandono das colônias de África e Timor, entregando os seus habitantes a infindas guerras fratricidas e os portugueses às suas sortes, espalhados depois pelos quatro cantos do mundo.
Por agora só lhe resta a possibilidade de... promover a descolonização do seu território europeu, dos milhares de novos colonos, idos do Leste Europeu, de África e do Brasil!
Passado glorioso com páginas lastimáveis.
Hoje a ex-Mazagão, El Jadida, está inscrita no Património Mundial da Unesco. Uma beleza.


29/10/2014

sábado, 1 de novembro de 2014




E a gentch vai levando...
mas o pior está para vir!

Acabou-se a palhaçada da campanha eleitoral, e ganhou quem tem o poder na mão e... muito possivelmente o controle das urnas eletrônicas, sistema tão bom e tão eficiente que o Brasil não conseguiu vender a país algum. Apareceram até já denúncias de que algumas urnas, ao serem abertas para início da votação já traziam centenas de votos para a madama. Mas como a Internet é um poço de vigarices, calúnias, mentiras, etc., nós somos obrigados a desconfiar. Da Internet e da votação! Ontem os perdedores já pediram revisão... que não vai levar a nada. Mas que as urnas eletrônicas foram manipuladas, hoje ninguém duvida.
Logo no dia seguinte às eleições o Congresso (a primeira vez que escrevo Congresso com C maiúsculo!) liquidou com um projeto bolchevique do des-governo que queria legislar, através, não do Congresso, mas de consultas populares! Mas a madama e seus asseclas não vão desistir, tanto mais que desta vez apanharam um susto, visto terem ganho (ganho? ou roubado?) só com 1,5% de diferença, o que significa que praticamente metade da população do Brasil não grama a dita gente.
Mas... no fim da II Guerra Mundial, fizeram-se eleições na Polónia, os comunistas tiveram só 9% dos votos e apoderaram-se do país por quarenta anos, de modo que a canalha tem esperanças de se perpetuar a chafurdar nos dinheiros públicos!
Como só 47.854.606 pessoas recebem a esmola do Bolsa Família, ou seja 23,8% da população brasileira, a maioria iletrados ou pior, com a propagando feita –  “se o pt perder acaba essa mamata” – a hipótese das consultas populares parece-lhes caminho garantido!  
Entretanto o Banco Central aumentou, para variar, os juros básicos: 11,25%. Como a dívida pública é de cerca de 2,2 trilhões de Reais, ou 45% do PIB, só para ir rolando a dívida, o orçamento terá que prever algo como 240 bilhões de reais, não sobrando, como é de supor, dinheiro para o crescimento! O que significa que isto é uma tremenda mamata para os bancos, com lucros que atingem valores estratosféricos. O Bradesco aumentou os seus lucros 26,5% no 3° trimestre! E, por exemplo, o juro do cheque especial que está em 183,3% ao ano! Isso mesmo: cento e oitenta e três vírgula três por cento! (O que incomoda são aqueles vírgula três !!!)
Entretanto como este é o “país do faz-de-conta”, do Peter Pan, acontecem coisas que são um primor da engenharia imaginária: em São Paulo “alguém” cortou uma árvore imensa, linda, sem autorização dos competentes (?) serviços e no seu lugar apareceu um enorme painel publicitário, com a foto de uma árvore, em homenagem... ao dia da árvore! Não são uns crâneos?
E agora que as desgraças não vão mais influenciar as eleições, no Estado de Roraima o custo da energia elétrica vai aumentar 54%. No Rio aumentará, já, dentro de dias, 25%.
Só o pobre do PIB é que parece que não chegará ao fim do ano nem com 0,27% de crescimento malgré todas as falcatruas contábeis que o des-governo tem feito para esconder o desastre que por aqui reina.
A mineradora Vale do Rio Doce, hoje uma empresa mundial, desde que o governo tirou o grande administrador que a ergueu, porque ele bateu o pé ao sapo barbudo... teve neste 3° trimestre um prejuízo de 3,38 bilhões.
Mas o pior está para vir:
A Policia Federal entra em greve hoje por 72hrs, sabem porque?
Dona dilma edita medida provisória 657-14 na calada da noite para que o Delegado Geral da Polícia Federal seja indicado sempre pelo presidente. Ela quer o controle absoluto da Policia Federal para impedir investigações de corrupção.
Pois bem, a madama dona presidenta a dilminha assinou o decreto lei que deixa a Polícia Federal SUBMISSA ao Presidente da República, ou seja, a Polícia Federal a partir de hoje não tem mais autonomia para investigar - essa é a candidata que quer acabar com a corrupção! Dessa forma, a violência no país não vai acabar nem diminuir NUNCA!
As Polícias não podem mais fazer nada! ISSO É UM ABSURDO!
Isto significa que acabariam as investigações que têm levado ao conhecimento geral os roubos acima de escandalosos de toda a canalha que o “pt” embolsa.
Mesmo que esta medida provisória não passe no Congresso, como é evidente o “pt” não vai desistir. Tentará criar mais uns ministérios que por enquanto são 39 (!!!) para dar de lambuja aos sabujos, comprará mais uns parlamentares e lutará até fazer aprovar estes projetos.
Depois chama o Fidel, o Stalin, o Mao Tsé Tung e o King Kong III para lhes mostrar como se acaba com uma democracia.
O Deus que um dia terá sido brasileiro já se mandou para outro sistema solar!
Nós ficamos aqui para nos torrarem.


31/10/2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


O REMADOR É UM INCOMPETENTE

(Esta “história” é velha, mas sempre atual, e lembra muito alguns governos de países que estão em crescimento, mais ou menos, zero)

Lê-se numa crónica que no ano de 94 se celebrou uma competição de remo entre duas equipas, uma composta por trabalhadores de uma empresa publica brasileira e outra pelos seus congéneres japoneses.
Dada a partida, os remadores japoneses começaram a destacar-se desde o primeiro instante, chegando à meta em primeiro lugar. A equipa brasileira chegou com uma hora de atraso.
De regresso a casa a diretoria da empresa reuniu-se para analisar as causas de tão desastrosa atuação e chegaram à seguinte conclusão: detectou-se que na equipa japonesa havia um chefe de equipa e dez remadores, enquanto que na brasileira havia um remador e dez chefes de serviço, situação que teria que ser alterada no ano seguinte.
No ano de 95 após ser dada a partida, rapidamente a equipa japonesa começou a ganhar vantagem. Desta vez a equipa brasileira chegou com duas horas de atraso.
A diretoria voltou a reunir após forte reprimenda do governador do estado, do ministério competente e do congresso, e constataram que na equipa japonesa havia um chefe de equipa e dez remadores, enquanto que a brasileira, após as eficazes medidas adotadas sobre o fracasso do ano anterior, era composta por um diretor de serviços, dois deputados, três acessores especiais, três chefes de seção e um remador.
Após minuciosa analise chegou-se à conclusão seguinte:
O REMADOR É UM INCOMPETENTE
No ano de 96, a equipa japonesa ganhou terreno desde a largada. A embarcação brasileira que este ano tinha sido encomendada ao departamento de novas tecnologias, chegou com quatro horas de atraso.
No final da competição, e para avaliar os resultados alcançados, celebrou-se uma reunião ao mais alto nível, no ultimo piso do edifício da administração, chegando-se à seguinte conclusão; a equipa japonesa era composta por um chefe de equipa e dez remadores.
A equipa brasileira, após uma auditoria e um acessoramento especial do departamento de informática, tinha optado por uma formação mais vanguardista, composta por um senador, dois deputados, dois diretores da receita federal, dois acessores políticos da diretoria e um massagista que controlavam a atividade do único remador, ao qual se tinha aberto um processo disciplinar e retirado todos os bónus e incentivos, devido ao fracassos das competições.

Nota: no Brasil negam que isso se tenha passado com a equipa deles. Dizem que houve um caso destes, sim, mas com uma equipa portuguesa!
Aqui para nós: parece que foi com ambas, só que os portugueses disputaram com os alemães.


*  *  *  *  *

A lenda da Mani Oca

(Em 2001 ofereci seis meses do meu tempo à Obra da Rua – Casa do Gaiato, em Moçambique. Foi uma experiência de valor imenso. O que abaixo vai escrito é dessa época, vão já 13 anos!)

Moçambique é um dos grandes produtores de mandioca. No entanto não é fácil encontrar-se, em restaurantes, pratos com base neste produto que, pela sua larga utilização, podia considerar-se nacional. (Hoje, 2014, em praticamente todo o lado, no Brasil, se encontra a mandioca, mesmo em restaurantes caros.)
A palavra mandioca (Manihot esculenta, Grantz) poderá ter a sua origem numa lenda brasileira. De qualquer modo parece ser planta oriunda da América do Sul. OCA em língua tupi, da maioria dos índios do Brasil, significa casa. A lenda conta que MANI era o nome da filha dum cacique, um chefe:
“Em tempos antigos... a filha dum cacique apareceu grávida. O cacique quis punir quem desonrara a sua filha e ofendera o seu orgulho, mas, por mais que castigasse a filha, esta sempre afirmava que não tinha conhecido nenhum homem. Em face desta teimosia o cacique decidiu matar a filha. À noite, enquanto dormia, apareceu-lhe em sonhos um homem, duma raça que ele nunca tinha visto, dizendo-lhe que não matasse a filha porque ela era, de fato, inocente.
Passado o tempo, a filha do cacique deu à luz uma menina lindíssima, muito branca, que a todos surpreendeu. Puseram-lhe o nome de Mani.
Mani andou e falou muito precocemente, não dormia nunca, nem tinha dores. Ao fim de um ano morreu.
Foi enterrada dentro da própria casa, e regada diariamente conforme o costume daquela tribo. Ao fim de algum tempo brotou da cova uma planta inteiramente nova, desconhecida. Cresceu, deu flores e frutos, e vieram os pássaros que comeram os frutos e ficaram embriagados, o que fez aumentar a superstição sobre esta planta.
Um dia a terra fendeu-se. Cavaram-na. Os índios julgaram ver nas grossas raízes o corpo, já seco, de Mani.
Num ritual sagrado comeram-no, gostaram e multiplicaram-no” .
MANI OCA. A Casa da Mani. Mesmo que seja só uma lenda, é bonita.
A mandioca é como a Mani da lenda: planta-se, rega-se e ela oferece-nos um magnífico alimento!
A mandioca tem sido desde tempos que se perdem na memória, uma das mais importantes culturas das regiões tropicais, tornando-se numa das suas principais fontes de energia alimentar, e ocupa o quarto lugar em área plantada, no mundo, sendo cultivada em mais de noventa países.
O cultivo da mandioca, sob o ponto de vista agrícola, apresenta uma série de vantagens, que fazem dela uma das culturas de maior importância nos trópicos, sendo para muitos povos o alimento preferido e quase insubstituível. Tem uma elevada tolerância a períodos de seca relativamente prolongados, produz satisfatoriamente em solos de baixa fertilidade, e é muito rústica, oferecendo grande resistência a pragas. Além disso, uma das suas importantes qualidades é a possibilidade de ficar armazenada no próprio solo, por um bom espaço de tempo, o que significa, entre outras vantagens, não ter custos de armazenagem e ficar defendida da maioria dos predadores.
Segundo alguns historiadores, depois que a mandioca foi levada para África foi nítido o aumento da população, porque se alimentava melhor.
Por todas estas razões e por tradicionalmente a mandioca ser um dos produtos base de grande parte de Moçambique, a FAO, o organismo das Nações Unidas para a alimentação, continua a incentivar a sua cultura por todos os países de clima tropical. A Casa do Gaiato, pela sua idoneidade e capacidade, foi escolhida para colaborar com este programa, e tem estado a multiplicar esta planta que depois é enviada para outras regiões onde as variedades estão ou degeneradas ou em carestia. Com alguma regularidade técnicos da FAO vão acompanhar a evolução da cultura, estudar o seu estado sanitário e de desenvolvimento, para garantir a distribuição de plantas saudáveis e de boa qualidade.
Entre os técnicos que ali apareceram, chegou um nigeriano, homem maduro e experiente, professor universitário, um mestre. Analisou as plantas com cuidado e minúcia enquanto agachado e sem tirar os olhos das mesmas dava as suas instruções a duas técnicas que o acompanhavam. Uma delas observou:
- Mas nesse caso não conseguimos obter um rendimento de 100%.
- 100%? Mas eu não quero 100% para nada. 20% já é muito bom. O que eu quero é dar de comer às populações que neste momento nada têm.
Até que enfim! Apareceu um homem sensato. Inteligente. Ao contrário de tantos sábios que continuam inutilmente agarrados a compêndios universitários, alheios às realidades da terra e social das populações.
Enquanto
Há um imenso abismo entre a agricultura na Europa ou nos Estados Unidos, de grande extensão, subsidiada, e agricultura de subsistência ou pouco mais, dos povos de África, sem qualquer apoio, nem sequer do São Pedro que lhes alterna os anos normais com outros calamitosos. Este é um dos profundos calcanhares de Aquiles nas relações Norte-Sul.

2001, revisto em 13-out-14

quarta-feira, 15 de outubro de 2014


O Sumico do Aco

Acredite se quiser

Neste país tudo é possível. Não dizem que Deus é brasileiro? Então vamos lá a algumas estórinhas muito interessantes.
Há uns meses derrubou-se a Via Perimetral, um elevado de um ou dois quilómetros, para reformar o centro da Cidade Maravilhosa.
Esse elevado era montado sobre vigas de aço, cada uma com 40 metros de comprido e 20 toneladas. Implodiu-se o elevado, arrumaram-se as vigas para desimpedir o trânsito e... numa noite sumiram 6 vigas! S U M I R A M !!!
Ninguém viu nada, ninguém sabe nada, ninguém reclamou de nada.
Deve ter sido um larápio comum que passou ali, viu o “desperdício”, meteu as vigas no bolso da camisa e... levou para casa para fazer uma brincadeirinha!
Agora a “Veja” apresenta outro caso ainda mais sensacional

Rio de Janeiro, 02/10/2014 - 13:46
Depois das vigas da Perimetral, 54 trens somem no Rio
Relatório revela que carros antigos desapareceram de patrimônio do governo do estado e da Supervia, concessionária do serviço. Leilão dos vagões poderia render milhões de reais aos cofres públicos
Thiago Prado, do Rio de Janeiro


Passageiros na estação São Cristóvão da Supervia (Marcelo Piu/Ag. O Globo-04/02/2014/VEJA)

(Atualizado às 23h51)
Mais um mistério envolvendo o desaparecimento de toneladas de aço ronda o Rio de Janeiro. Um relatório concluído no mês passado por técnicos da Secretaria de Transportes do governo revela que um lote de cinquenta e quatro carros de trens antigos – substituídos por novos – não foi encontrado no patrimônio do próprio estado ou da Supervia, concessionária responsável pela malha ferroviária fluminense. Quando um vagão é trocado, o contrato de concessão prevê um leilão da composição e o repasse do dinheiro arrecadado para os cofres públicos. É o segundo caso deste tipo que vem à tona em menos de um ano – em outubro, sumiram sem qualquer explicação seis vigas de aço que eram do elevado do Perimetral, demolido para a revitalização da Zona Portuária da cidade. 
A venda de vagões velhos poderia ser revertida em uma bolada para o governo fluminense. Para ilustrar o prejuízo, o documento feito por quatro técnicos da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) relembra um leilão feito em 2005 de 83 carros que levantou 60,3 milhões de reais. Os vagões que sumiram, segundo o relatório, são da série 800 e entraram em circulação comercial entre 1980 e 1984. Os carros foram trocados por novos entre os governos de Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral.


 O desaparecimento das vigas e dos trens tem uma personagem em comum, a Odebrecht. A empreiteira tem o controle da Supervia desde 2011 e é uma das sócias do Consórcio Porto Maravilha, responsável pela demolição da perimetral no ano passado. Avaliadas em 14 milhões de reais, as seis vigas da perimetral tinham, cada uma, 40 metros de comprimento e pesavam cerca de 20 toneladas. A prefeitura do Rio também faturaria com o leilão das vigas. Um inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro aberto no ano passado já ouviu dezenas de pessoas, mas não conseguiu avançar um milímetro na solução do caso. Em breve, mais trens vão virar sucata pronta para entrar em leilão. O governo do Rio de Janeiro fechou acordo para a compra de 60 novos trens para a rede ferroviária – alguns, inclusive, já estão em circulação ou fase de testes.
Em meio a colisões de trens, agressões a passageiros e problemas operacionais, a Supervia foi agraciada com uma série de benefícios durante o mandato de Cabral. Há quatro anos, o governo do Rio renovou a concessão para a operação do sistema ferroviário até 2048. Além disso, a empresa ganhou sem licitação o direito de explorar o teleférico do Complexo do Alemão – que gera um lucro de 13 milhões de reais ao ano. As boas relações entre Supervia e o governo coincidiram com a contratação de Adriana Ancelmo, amantíssima esposa de Sérgio Cabral (o governador do Rio), para advogar pela concessionária em causas trabalhistas.
Respostas - Procurados, o governo do Rio de Janeiro e a Supervia deram respostas evasivas aos questionamentos do relatório. A concessionária informa que “todos os bens patrimoniais recebidos pela concessionária estão regularizados”. Já a assessoria do governo, depois de dois dias, não deu nenhuma explicação para as denúncias do relatório produzido pelos seus técnicos.
A Central entrou em contato após a publicação da reportagem e negou a informação de que existam carros desaparecidos. Em nota, o órgão afirma: "Na verdade, um lote de 108 carros deteriorados foram objeto de ação judicial movida pelo governo do Estado contra a Supervia em 2007, o que resultou no reconhecimento, por parte da concessionária, de um débito de 96 milhões de reais. Esse valor faz parte do conjunto de investimentos que estão sendo executados pela SuperVia. Cabe informar que o documento citado por VEJA contém assinaturas não reconhecidas pelos funcionários, o que já está sendo objeto de apuração administrativa do órgão".
VEJA mantém a informação de que o relatório está inserido em um processo administrativo que corre desde 2013 na Central. Enquanto ninguém esclarece nada, resta acreditar que uma espécie de mágico do aço está atuando no Rio de Janeiro desaparecendo com vigas e trens.

Parece até que roubaram também as cedilhas do título desta informação!!!
Outro assunto desta vez folclórico:
A Amazónia é dos lugares do Mundo que mais merece ser visitado. É quente, sim, mas é um deslumbramento. A determinados cantos só se pode ir com autorização da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) o que é perfeito.
Como é evidente, os turistas gostam de ver folclore: homens e mulheres nus ou quase, corpos pintados, danças chamadas exóticas, etc.
É claro que os índios recebem uns trocos por esse espetáculo, mas alguns já cansaram e viraram as costas a essas exibições de “povos da floresta”.
Solução: em muitos dos lugares daquela maravilhosa imensidão, continuam as dancinhas e corpos pintados exibindo-se mas... aqui é que vem o verdadeiro folclore, com índios que vão buscar à Colômbia. Também tem Amazónia lá.

Os de lá saem mais barato!
E Deus é brasileiro. Será?


04/10/2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014




O Médio Oriente


É bem complexa a história dos países do Próximo ou Médio Oriente.
Se foi do Crescente Fértil que saíram inúmeros alimentos que se espalharam pelo mundo, onde houve civilizações avançadíssimas, o povo daquela região era todo semita: egípcios, berberes e cuchitas (idos da Somália). Limitados a norte por caucasianos – arménios, curdos e outros – a leste por persas e a poente pelos hititas, acabaram conhecidos genericamente pelo nome de árabes e hebreus, duas palavras que têm a mesma origem, e que significava os homens do deserto, os nómades.
Viviam da criação de camelos ou cabras, negociavam com os que praticavam a agricultura, agrupados em tribos que se reuniam à volta de famílias que foram adquirindo mais prestígio e normalmente viviam nos oásis, lugares de passagem obrigatória a quem se deslocava, e onde sempre tinham de pagar “pedágio”.
Mais conhecidos por estarem junto ao Mediterrâneo, eram moabitas, amorreus, edomitas, arameus que saíram da Mesopotâmia e se estenderam para o norte da atual Síria, assírios, fenícios, judeus, filisteus (palestinos) nabateus, e uma porção de outros que a Bíblia refere, e no sul os povos de Saba e Hadramaut.
Falavam línguas diferentes, havia constantes guerras entre as tribos, roubavam-se e matavam-se uns aos outros e pouco mais sentiam de sobrenatural do que o sol e as estrelas, e uma vaga noção de que tudo seria comandado por um só Deus.
Em todo aquele povo só os descendentes de Isaac criaram uma religião que continua viva até hoje, mas face à heterogeneidade do povo semita, ao mesmo tempo se segregaram.
Chegou um dia o Cristo que pregou o entendimento universal, a todos, judeus e pagãos. Era pedir muito a quem por dezenas de séculos vivia de guerras e rapinas.
Surge mais tarde um homem, perspicaz, de rara inteligência, que cria uma nova religião adaptada à mentalidade e hábitos daquela gente, sabendo que os grandes impérios só se mantiveram enquanto os imperadores conseguiram unir os povos debaixo dum rigoroso sistema religioso oficial. Passou-se isso na China no século III a.C. na dinastia Han e novamente na dinastia Tang quando já a religião era uma mistura de confucionismo, taoísmo e budismo. Os budistas, querendo preparar-se para a vida eterna, sem mais reencarnações, procuravam os mosteiros, que fundaram por todo o lado, e se enriqueciam com doações, bibliotecas com escritos sagrados, etc. Como era de esperar essa situação levou o imperador a persegui-los, destruindo mosteiros, queimando ídolos e bibliotecas para assegurar a sua “religião oficial” a quem todos tinham que obedecer.
Durante milénios os reis quiseram mostrar-se “Filhos de Deus”, os seus mandatários na Terra, e criaram títulos extravagantes como os romanos “Augusto”, o divino, os chineses “Huan ti”, radiante, glorioso filho de Deus, Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Luis XIV, o rei sol, D. Manuel de Portugal, rei pela Graça de Deus, etc., impunham, pelo medo e pela burocracia o temor de Deus o que lhes permitia governar mais facilmente.
Maomé, um homem do deserto, conhecedor da filosofia daquele povo, criou também a sua religião. E intitulou-se o Único Profeta, o detentor de toda a verdade. Uma religião imposta, com castigos severos para quem a transgredisse, e prémios etéreos para os “heróis” que dessem a vida por ele, garantindo-lhes uma imensidão de virgens à sua espera nos elíseos[FA1]  arábicos. A expansão do Islão é o maior fenómeno sócio-religioso de todos os tempos. Espalhado por todo o mundo, mais de um bilhão de seguidores, com uma cláusula que anima os pobres de espírito: podem matar à vontade, a sharia os autoriza, e é muito mais realista do que ficar fazendo joguinhos de guerra na televisão.
Tal como há pouco os talibãs destruíram uma imensa estátua de Buda com cerca de 2.000 anos, os muçulmanos destruíram igrejas e sinagogas e quando entraram no continente indiano, repetiram as barbaridades procurando apagar os vestígios da religião hindu, roubando tudo que era de valor.
Todos têm que rezar várias vezes ao dia em locais públicos ou nas mesquitas, e pobres daqueles que o não fazem. O medo obriga-os a exibirem a sua religiosidade que se está a transformar num grito de guerra universal contra tudo e todos que não obedecem.
E melhor do que tudo isso as mulheres não tinham e continuam a não ter quaisquer direitos, escravas sexuais que os donos podem até mandar matar só por lhes apetecer.
O que se chama hoje de países árabes, há pouco mais de cem anos não mais era do que inúmeras s heterogêneas tribos que se guerreavam, e toda a região, incluindo o norte de África, estava sob o domínio dos turcos, o famoso Império Otomano.
Poucos anos após a morte de Maomé os muçulmanos dividiram-se numa guerra de morte que os mantem divididos até hoje: sunitas e xiitas.
Na 1ª Guerra Mundial, os turcos alinharam ao lado da Alemanha (austro-húngaros), e ameaçavam a hegemonia dos ingleses no Egito, onde o Canal do Suez lhes era vital, e no norte de África que a França queria dominar.
Todo o mundo árabe vivia sob o domínio turco e, apesar de serem todos muçulmanos, odiavam-se. Os ingleses aproveitaram essa situação para promoverem a revolta árabe, prometendo-lhes independência, desde que eles não perdessem o petróleo, nessa atura já indispensável, e jorrava quase que exclusivamente em território curdo, em Mosul.
No fim da guerra os árabes exigiam as promessas feitas, mas eram grandes os interesses da França e Inglaterra sobre a região. Os franceses invocavam direitos baseados no tempo dos Cruzados, derrotados pelos muçulmanos mais de seis séculos antes. Os ingleses não abdicavam de manter o controle sobre o Egito e Mesopotâmia, por causa do Canal do Suez e do petróleo de Mossul, Os Arménios que tinham sofrido o primeiro genocídio foram abandonados até pelo presidente dos EUA que, consultado sobre o apoio a dar a este povo disse que não valia a pena porque os turcos acabariam por dizimá-los todos (só mataram mais de um milhão e meio!), os curdos queriam o seu Curdistão, eles que nem árabes são, até hoje lutam também pela sua independência. Mas os “democratas ingleses” com medo de perderem o petróleo anexaram-nos ao Iraque. Sob o governo de Saddam Hussein foram deportados e massacrados talvez um milhão deles. Os curdos devem isso aos ingleses, assim como os arménios. Os judeus com a promessa de terem uma área na Palestina-Judeia foram comprando terras cada vez em maiores proporções e quantidade, continuam a expandir-se e os cristãos maronitas do Líbano e da Síria, tinham a “garantia” dos franceses, ficando a Síria balançando entre árabes e França, para ter depois caído nas mãos destes.
A família al Saud depois de ter conquistado Riad em 1902, cidade de origem da família, apropriou-se da maioria da Península Arábica, e estabeleceu um islamismo intolerante, o wahabismo, ou salafismo.
Em 1918 Inglaterra e França repetiram o infame escândalo que fora a partição de África em 1884.
Hoje estamos a assistir ao extremismo salafista[FA2]  a querer dominar toda a região, matando e destruindo com a mesma barbaridade que era característica das tribos que há um século ainda se matavam entre si. A intolerância, a violência e o desprezo pela vida é impressionante. Há dias uma notícia informava que para reduzir a tensão dos selvagens guerreiros, uma quantidade de mulheres foi convocada a terem relações sexuais para que os “heróis” tivessem momentos de prazer! A notícia ainda dava detalhes: cada mulher era “oferecidamente violentada” 20, 50 e até 100 vezes por dia.
Assim vai o mundo, e ninguém melhor para o explicar do que os americanos.
Explicação americana para o que se passa com os jihadistas:
Eu entendo que alguns de vocês estão confusos pelo que está acontecendo no Oriente Médio.
Deixem-me explicar.
Apoiamos o governo iraquiano na luta contra o ISIS.
Não gostamos do ISIS, mas o ISIS é suportado pela Arábia Saudita, de quem nós gostamos.
Não gostamos de Assad na Síria. Apoiamos a luta contra ele, mas ISIS também está lutando contra ele.
Não gostamos do Irã, mas o Irã apoia o governo iraquiano na sua luta contra ISIS.
Então alguns dos nossos amigos apoiam nossos inimigos, alguns inimigos agora são nossos amigos, e alguns dos nossos inimigos estão a lutar contra nossos inimigos, que queremos que percam, mas não queremos que os nossos inimigos, que lutam os nossos inimigos, vençam.
Se as pessoas que queremos derrotar são derrotadas, elas poderão ser substituídas por pessoas que nós gostamos ainda menos.
E tudo isso foi iniciado por nós, invadindo um país para expulsar os terroristas que não estavam realmente lá até que fomos lá para expulsá-los.
É muito simples, realmente. Vocês entendem agora?

Quanto tempo vai tudo isto durar? Algumas décadas.
Quem vai vencer? Quem por aqui estiver verá.

09.10.2014