terça-feira, 5 de novembro de 2013



Descansando as meninges


Vamos “brincar” mais um pouco com a origem das palavras. Mesmo que se perca um pouco de tempo, parece que vale a pena.
GRAVATA - A origem da palavra é francesa: cravate, uma corruptela do nome croate. Os Luises XIII e XIV tinham uma guarda pessoal dos Royale Croate, um regimento de cavalaria composto por mercenários croatas. Seu uniforme era composto por uma cinta de pano vermelho enrolada no pescoço, que passou a ser chamada de croate pelos franceses. Origem eslava Hravt.
TRABALHAR – Do latim tripaliare, “torturar com tripaliu”, sendo tripaliu um instrumento de tortura formado por três pés, usado para os cavalos que não se deixavam ferrar. (Uma tortura... trabalhar, ainda hoje).
POLICIA – De politia, administração pública. Do grego politeia, arte de governar a cidade. De polis.
(Exemplo máximo disto é a polícia no Brasil!)
EL –Do latim ille, que deu, por exemplo El-Rei
ELE – Idem.
ELITE – Do francês élite, do latim eligere, escolher, selecionar, apartar.
ETIQUETA – Do francês étiquette, antigo estiquier recebido do holandes e alemão stiken. Ligar, prender, mais tarde, por exemplo “memória com a lista das testemunhas” ou “pequena indicação escrita colocada nos objetos para os reconhecer” e ainda “cerimonial da corte” onde as etiquetas tinham que estar em determinada ordem.
SUCATA – Do árabe sucaTâ, o que cai ou sai de qualquer coisa; objecto sem valor.

E um pouco de história da música.

Em 1741 houve uma fome terrível na Irlanda, enchendo as ruas de Dublin com doentes. As enfermarias do Charitable Infirmary no Inns Quay and Mercer’s Hospital não podiam receber mais pacientes. Dinheiro era necessário, com urgência.
Um magnifico Music Hall acabara de ser aberto pela Charity Musical Society, e esta sociedade lembrou-se de convidar o grande músico Georges Frideric Handel (1685-1759) para dar uns concertos com fins caritativos.




Apesar das grandes obras já conhecidas, os seus últimos Oratorios, Saul, Israel in Egypt e L'Allegro, Il Penseroso e Il Moderato, tocados em Londres, tinham feito pouco sucesso e ele atravessava graves dificuldades financeiras. Além disso estava a trabalhar num outro Oratório, o Messias, composto com passagens selecionadas das Escrituras pelo seu amigo Charles Jennens. Handel preferiu apresentar este novo trabalho a outra audiência que não fosse à dos críticos de Londres, e aceitou o convite para ir a Dublin.
Inaugurou com a nova obra, Messias, que foi um estrondoso sucesso, e tocou ainda outras, como L’allegro, que foi igualmente muito bem recebida.
Escreveu dali a seu amigo Jennens:
“A música soa deliciosamente nesta encantadora sala... Eu executei no meu órgão com sucesso mais do que o habitual. Não consigo expressar suficientemente o tratamento gentil que recebo aqui; mas a delicadeza desta generosa nação não pode ser desconhecido por você.”
Dois anos depois regressa a Londres, onde o êxito dos seus concertos o haviam precedido, e a partir daí a crítica foi-lhe sempre favorável. Compôs ainda uma grande quantidade de obras que hoje são consideradas sublimes, entre elas a Fireworks Music, uma suíte orquestral. Finalmente suas finanças se estabilizaram.



05/11/2013

sábado, 2 de novembro de 2013



Divagando

1.- com Etimologia

Sempre me atraiu o saber a origem e a razão das palavras. E volta e meia encontram-se verdadeiras curiosidades, sempre com interesse.
Mas é uma brincadeira, pois os linguistas podem escandalisar-se se por acaso nos manifestamos com algo que não esteja de acordo com a sua linha de estudo e conhecimento, já que a origem de muitas palavras, para chegar ao português, fez viagens incríveis através dos tempos.
Umas sairam da Pérsia, passaram pelos hebreus, foram à Grécia, muitas delas seguiram depois caminhos diferentes, via Roma ou Fenícia. Fora as que sairam da Índia, atravessaram as arábias e, ou vieram diretamente com a ocupação árabe ou fizeram um trajeto mais complicado via Grécia e Roma.
Enfim, as palavras, todas, são muito viajadas, e então nos dias de hoje, com a Internet, vão e voltam depois de, em poucas horas, terem dado várias voltas ao mundo.
Há dias, apareceu um texto muito interessante – o conhecimento das palavras, como disse é sempre interessante – onde apontava uma série delas vindas da Argentina, da qual destacava uma que hoje é indispensável no Brasil: “otário”!
OTÁRIO - virá talvez de otária, uma “prima” das focas, tranquila, com uma pele valiosa, mas que se deixa capturar com facilidade. Daí os “otários” seriam os babacas, ingénuos que se deixam enganar com facilidade. Enfim os típicos eleitores!
BACANA – Não é difícil perceber que vem do latim bacanal. Ora uma bacanal ainda hoje é uma farra e tanto, o que justifica que, por aqui, bacana signifique bom, ótimo.
ESCRACHADO – Virá do francês crachat, o crachá que nós usamos (os que usam!) para nos marcar. Um dos modos de marcar um desabusado, petulante, seria marcá-lo com um escarro! E escarro em francês é... crachat.
Mas vamos brincar com mais umas palavras.
BOICOTE – Irlanda – Em Outubro de 1880 o petulante e racista inglês Capitão Charles Boycott, proprietário de terras na Irlanda, quiz obrigar os trabalhadores rurais irlandeses a trabalharem por um pagamento miserável, que estes se negaram. O povo da região circundou a sua propriedade e não deixou que alguém lá fosse trabalhar enquanto ele não garatisse um salário justo. Boicotoram.
GREVE – Place des Grèves em Paris –Hoje é Place de l’Hotel de Ville, às margens do Sena. Grève, em francês significa “praia ou margem arenosa”. Era nessa praça que se juntavam os trabalhadores quando pretendiam exigir algum benefício, ou justiça, dos empregadores!
ABEGOARIA – Do latim abegone, o lugar onde se guaradava o gado.
CAMISA – Em latim camisia, francês chemise, celta caimis, árabe qamiç e paquistão kameez.
BURRO – Do latim burro que significa ruço, encarnado. Em Portugal ainda há quem chame ao burro o ruço!
GANGA – Aquele tecido a que hoje se chama jeans! Do chinês yang no dialeto da corte, pronunciado kang noutros lugares.
CÁQUI – Do urdu, um dos dialetos do hindi, kaki, que significa cor de barro. Os soldados portugueses do principio do século XX, eram chamados em Angola os cáquis por terem a sua farda no tecido amarelado.
AMAZONAS - Provável derivação do gentílico iraniano ha-mazan, que significaria originalmente "guerreiras" possivelmente da Cítia. Outra teoria diz que o termo significa "sem seio", em grego, já que, segundo algumas versões do mito, as amazonas cortavam um dos seios para melhor manejarem os arcos. Em 1541 Francisco de Orellana desceu o rio que hoje se chama Amazonas porque afirmou ter encontrado uma tribo de índias guerreiras, com a qual teria lutado, e associando-as à mitologia grega, deu-lhes o mesmo nome. Segundo etimologia alternativa o nome Amazonas é de origem indígena, da palavra amassunu, que quer dizer "ruído de águas, água que retumba”.


2.- Aprendendo

Eternamente vigente...
Corría el año 1904 y aquella tarde noche del 13 de mayo; el que sorprendió a todos los presentes fue Pío Baroja (1872-1956).

Porque cuando se estaba hablando de los españoles y de las distintas clases de españoles, el novelista vasco sorprendió a todos y dijo:
La verdad es que en España hay siete clases de españoles...
Sí, como los siete pecados capitales. A saber:
1.   Los que no saben;
2.   Los que no quieren saber;
3.   Los que odian el saber;
4.   Los que sufren por no saber;
5.   Los que aparentan que saben;
6.   Los que triunfan sin saber, y
7.   Los que viven gracias a que los demás no saben.
Estos últimos se llaman a sí mismos políticos y a veces hasta intelectuales.

Quem sabe... sabe!

27/10/2013



sábado, 26 de outubro de 2013



Sovietização ou estupidez ?

Este texto de hoje é triste. Triste e complicado. Há que fazer exercícios de profunda  imaginação para se acreditar. Mas tudo quanto vai escrito é verdade. Jamais nalgum dos meus escritos existiu mentira. Pode ter havido enganos. Mentiras, NÃO.
Há duas formas de revolução: com tiros, bombas, etc., ou pela calada, sem que o povo – besta – se aperceba, e que acaba asfixiado, e morto, como os que morrem com falta de oxigénio! O cérebro deixa de pensar, de agir, e... já era.
Aqui, no país do samba (para exportação), do futebol e caipirinha, onde o povo não sabe votar, nem por que vota, e é obrigado a isso para que os demagogos consigam mais votos, a “moda” agora é enaltecer todos os revolucionários, sem, obviamente, esquecer um dos mais covardes que se chamou che guevara, e que os idiotas pensam que lutou pela libertação dos povos! Vê-se bem a liberdade dos cubanos. Só dos que sobraram, porque dúzias deles o mesmo “glorioso libertador” assassinou com tiros na nuca quando os não adeptos estavam nas prisões.
Agora é uma escola que vai ser toda remodelada, modernizada, etc., e tem o nome de olga benário, uma comunista que foi posta às ordens do secretário do partido comunista dos sovietes no Brasil e para aqui veio praticar o que lhe tinham ensinado: sabotagem e terrorismo. Alemã e judia, Getúlio mandou-a de volta, com cumprimentos, aos nazis.
O que me parece que este des-governo devia incentivar duma vez por todas era a troca de nomes de todas as escolas: tirar Machado de Assis, Gonçalves Dias, Pichinguinha, e outros que engrandeceram o país e destacar aqueles que esta canalha ainda insiste em “amar” e a quem presta contas.
Deveriam chamar às escolas e às faculdades de cursos políticos, Josef Stalin, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Adolf Eichman e Adolf Hitler (que também tiveram milhões de cegos seguidores), e alguns mais atuais como o caridoso Omar Hassan Ahmad al-Bashir aquele garotão do Sudão que mata mais que cancer e malária, sem esquecer a família King Kong da Coreia do Norte – Kim du Bong, Kim II Sung, Kim Jung II e Kim Jong un, chamados Grande Líder, Estimado Líder, Querido Líder, Grande Sucessor, todos grandessissimos... E, porque não Bin Laden, George Bush, Chavez, Kaddafi e “similares”? Quase esquecia Robespierre o homem que gostava tanto da guilhotina que para lá mandou milhares e onde acabou também com a cabeça fora dos ombros!
Aqui um dos poços de petróleo já foi batizado de “lula”, o nome de um indivíduo que só atrasou a exploração do ouro negro em mais de dez anos, e está a levar o país para um marxismo doentio, mas um marxismo que tem o seu quê de liberalismo, sem o qual os urubus não poderiam continuar a encher os bolsos como até hoje.
O STJ, o quase, quase famoso supremo tribunal federal, esteve para dar uma grande lição a essa banditagem. E ao mundo. Mas... acontece que dos seus onze membros, nove foram lá postos, cuidadosamente escolhidos pelo PT. E desses nove só um foi capaz de sacudir o jugo dos “patrões” e ter-se portado de tal modo que é hoje o homem mais admirado no Brasil.
O resto vai acabar por absolver os principais cabecilhas do grande golpe, o tal mensalão. São pagos para isso.
Mas tudo isto interessa pouco porque o governo vai receber só dos novos campos de petróleo, um monte de milhões! Poços esses que talvez, talvez comecem a produzir daqui a cinco anos.
E até lá com 45% do orçamento anual comprometido para pagar juros e parte (que parte?) da dívida pública, porque os bancos não perdoam nem ao governo, o que sobra é miséria, como por exemplo só 4% para educação.
Quando se poderia imaginar que o governo financiasse os estados cobrando juros sobre juros? O escândalo é de tal ordem que não se acredita.
Por exemplo: Minas Gerais recebeu, em 1998, um financiamento de R$ 18,5 bilhões, e desde o começo vem pagando regularmente as parcelas. Mas... se o juro cobrado fosse o da taxa básica, MG não só teria liquidado já toda a dívida como teria um saldo a seu favor de mais de R$ 1,5 bilhões. Acontece que, com a manobra do des-governo federal os juros básicos foram acrescidos de vários pontos percentuais e hoje o Estado de Minas Gerais está ainda endividado, do mesmo financiamento, mas quase R$ 67 bilhões. Quer dizer que além de ter pago tudo, ao fim de quinze anos deve 3,5 vezes mais do que recebeu!
Com a fobia de nada privatizar, apesar de se ir privatizando tudo quanto aparece, mesmo ouvindo o rugido dos ultra comunas, o atual des-governo já vendeu a capitais estrangeiros 30%, trinta por cento, do capital do Banco do Brasil!
Deu para entender? É difícil, mas é a realidade. E como não é só o Banco do Brasil mas TODOS os bancos que participam desse financiamento, o enriquecimento destes, no Brasil é astronômico, e ainda tem um aspeto curioso: os estados podem ser financiados por bancos estrangeiros, como Deutsche Bank, HSBC, etc, que assim mamam à custa do país, e mandam dinheiro para fora.
A máquina federal é um antro, e a continuar como está, apesar das futuras miragens petrolíferas, não tarda estaremos iguais à Venezuela onde até papel higiénico é item raro!
Para quem se interessar por estas situações de crise, de desastre à vista, na perspectiva do sovietização pode ver o seguinte vídeo:

E se quiser fazer um exercício de in...compreensão das finanças públicas, acesse o link
Ou está tudo louco, ou sou eu que já não sei o que é sanidade ou se os meus miolos fugiram para outro planeta.


terça-feira, 22 de outubro de 2013



A Jihad britânica
versus católicos irlandeses

Jihadis, com os muçulmanos lhe chamam – a guerra santa – existem desde... desde quando mesmo? Ninguém o saberá dizer, mas a história conta-nos e continuará a contar-nos passagens de completa vergonha para o bicho que tem o desplante de se intitular o homo sapiens, e insiste, sapiens!
A Bíblia tem mais descrição de guerras e extermínios do que salmos e louvores ao Deus Onipotente.
Mais perto de nós temos calamidades que feliz ou infelizmente não esquecemos, pior ainda quando pensamos que muitas dessas “guerras santas” se deram no seio daqueles que se intitulavam cristãos, negando, em total oposição, a base da Mensagem de Cristo “Amai-vos uns aos outros”.
Só para lembrar alguns casos:
- O Massacre de São Bartolomeu em França, em 1572, e o cerco em La Rochelle, onde terão sido mortos talvez até setenta mil huguenotes;
- A ferocissima e odienta Inquisição em Portugal e pior ainda sobretudo em Espanha, que durou uns três séculos;
- A “limpeza” de índios americanos, sobretudo no Norte e áreas espanholas.
- O massacre, à fome, dos ucranianos, pelo Stalin.
- O genocídio dos arménios.
- Idem dos sérvios pelos croatas.
- Dos tibetanos.
- Dos tutsis.
- Na Somália e Sudão.
- No Zimbabwe.
- Sem esquecer o Holocausto e a exterminação de meio milhão de ciganos.
- E a guerra que os protestantes britânicos moveram, durante séculos, aos católicos, não só na própria Inglaterra, mas na Escócia, na Irlanda, e mais tarde até onde o seu império mandou e desmandou.
Em 1695 o parlamento irlandês, já dominado pelo ingleses, exilou da Irlanda monges, frades, jesuitas e toda a hierarquia católica. Como o Imperador Leopoldo da Áustria em aliança com os britânicos contra Luis XIV de França tivesse reclamado da violência desta lei, ela não foi logo executada. Mas assim que a guerra acabou, em 1697, a lei passou “triunfalmente”, e outras leis contra católicos seguiram-se umas atrás das outras.
Já em 1691 Westminster tinha passado uma lei proibindo membros do Parlamento irlandês de terem assento no “seu” Parlamento ou ocupar cargos públicos se não tivessem jurado negar a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Nenhum católico podia prestar juramento parlamentar desde que não negasse a validade da Missa.
A perseguição não parava, e os reis, agora William de Orange encorajado pela mulher Rainha Ana, preparavam mais leis contra os católicos. Em 1704 apareceu o “Acto para evitar o futuro crescimento do papismo”, que ficou conhecido como o “Código Penal”, privando os católicos até do direito de voto, e cujas principais cláusulas eram:
- Nenhum católico pode comprar terras.
- Nenhum católico poderia alugar uma fazenda por mais de trinta e um anos; e o aluguel teria que ser pelo menos dois terços do valor anual da exploração.
- Quando um católico morrer, a sua propriedade não pode ser herdada pelo filho mais velho, mas dividida igualmente entre todos os filhos. Se um dos filhos se tornasse protestante ele poderia herdar a propriedade inteira.
- Nenhum católico poderia advogar em tribunais, ser solicitador, juiz ou membro do grande juri.
- Católicos não podem ter assento no Parlamento nem votar nas eleições.
- Católicos não podem ocupar lugares na administração pública – por exemplo um católico não podia ser servente, xerife ou membro do Conselho de cidade.
- Católicos não podem mandar seus filhos para fora para serem educados, nem criar escolas dentro de casa.
- Católicos não podem ser guarda de órfãos.
- Católicos não podem portar armas, entrar para o exército, ou ter um cavalo que valha mais do que £5 – cinco libras.
- Católicos são proibidos de viver em muitas das mais importantes cidades das províncias.
- Católicos podem rezar livremente, mas as suas igrejas não podem ter campanários ou exibir cruzes. Os padres não podem vestir roupas clericais em público, nem exibir emblemas sagrados; ele terão que se registrar na administração do governo e fazer juramento de lealdade. Arcebispos, bispos, jesuitas e outros do clérigo regular (além de monges e frades) têm que viver no campo.
- Peregrinações de católicos, especialmente a do Lough Derg, in County Donegal, eram proibidas. (A mais antiga de toda a Irlanda, no dia de St. Patrick’s Day)
A Câmara dos Comuns chegou ao expoente máximo do absurdo quando propôs marcar todos os padres que não se tivessem registado, com um “P” grande marcado a fogo na bochecha! O Conselho não gostou da solução, que era mais uma punição, e propôs coisa bem mais “simples”: a castração! Para os ingleses seria uma solução muito melhor!
O Conselho Privado do Rei não permitiu que nenhuma destas “soluções” fosse executada, por achá-las demasiado bárbaras! Mas o restante do Código Penal entrou em vigor.
Mas não ficou por aqui a perseguição. Em 1704 o mesmo Conselho do Rei, acrescentou nova cláusula:
- Toda a pessoa que tiver um cargo público deve produzir um certificado provando que ele tinha recebido a comunhão numa igreja da Irlanda. Como os católicos estavam já desqualificados para emitir qualquer documento este teria que ser passado pela igreja presbiteriana!
Tudo isto e outras “vergonhas” impostas aos católicos, empobreceram-nos e degradaram-nos a um ponto tal que a ingenuidade dos homens não havia conhecido.
Aqueles que ganharam com a ruína dos católicos foram os ingleses e os proprietários de terras protestantes e seus parentes.
Valentes, os católicos, onde somente cerca de cinco por cento se “converteram” para não serem marginalisados.
Tudo isto parece inacreditável, partindo dum povo que já no século XIII obteve do rei a famosa Magna Carta, que “dizem” ser o primeiro passo para a democracia.
Ainda a mesma democracia da Declaração de Independência dos EUA quando diz “que todos os homens foram criados iguais”; uma mentira que começa agora a parecer que é verdade, após mais de dois séculos.
A mesma democracia na Declaração dos Direitos do Homem que repete que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, e continua a assistir-se ao gasto com armas que ultrapassa em mais de cinquenta ou cem vezes o necessário para que acabasse a fome no mundo.
Inclusive a Constituição do Brasil quando diz, no seu Art. 5° “que todos são iguais perante a lei”, onde um pobre que rouba uma galinha vai preso e leva da polícia e um político, ou até um presidente que rouba milhões nem sequer sabe onde ficam as prisões! Tamanha mentira faz doer até as meninges.
Enquanto o “deus dos homens” for o poder, o dinheiro, não haverá democracia, nem direitos humanos, nem nada disso. Mas continuará a haver povos submetidos, esmagados e a morrer de fome, e jihads a acontecer por todo o lado.
Ainda se continua a matar em nome de deus, não de Deus. Até quando?
Mais uns milhões de anos!



21/10/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013



A “Invencível” Armada

e as garotas irlandesas

Não há, pelo menos entres ibéricos e ingleses, quem não saiba alguma coisa sobre a famosa e desastrosa “Invencível Armada”, que o rei Filipe II de Espanha e I de Portugal, montou em 1588, para ir derrotar os heréticos ingleses.


O desastre não podia ter sido maior. Completamente destroçada, milhares de mortos, um comportamente militar vergonhoso, e a perda, para Portugal, de 12 belos navios, entre eles o que foi como a capitânea, sob o comando geral do Duque de Medina-Sidonia. Dos 130 navios envolvidos, mais da metade se perderam, poucos em combate, a maioria aprisionados em terra, na Holanda e Inglaterra, ou desfeitos em temporais contra a costa no norte da Escócia e sobretudo na Irlanda.
Um sobrevivente espanhol, Capitan Francisco de Cuellar, que andou em três navios que se foram perdendo nas costas da Irlanda, deixou um curiosissimo relato da sua aventura.
Começa quando a bordo da Santa Maria de Vision se abrigou na Baía de Sligo, com mais dois outros navios, onde em poucos dias se levantou um forte temporal; as amarras cederam, e arrastados para terra se desfizeram. Mais de um milhar aí morreram, salvando-se uns tresentos, dos quais a maioria foi passada à espada pelos selvage natives!

Cuellar salvou-se, espoliado, mais nu do que esfarrapado, como escravo de alguns irlandeses que o pouparam por lhes parecer que os espanhóis eram inimigos dos heréticos protestantes que a Inglaterra tentava impor-lhes. E a pouca roupa com que ficou estava ensopada em sangue.
Para passar a noite cobriu-se com grama!
Caminhando com dificuldade encontrou um mosteiro, com as imagens queimadas, todo em ruinas e 12 espanhóis enforcados pelos luteranos que entretanto tinham saído à procura de mais católicos para acabarem com eles.
Saído dali entrou num bosque. Um velho selvagem saiu detrás das pedras junto com dois jovens com suas armas – um era inglês – e uma garota de cerca de vinte anos, extremamente bonita... O inglês aproximou-se dizendo: “Rende-te, espanhol poltrão...” e cortou-me o tendão da minha perna esquerda. A garota lamentou o que me fizeram e pediu-lhes que me deixassem a roupa.”
Ali abandonado, Cuellar embrenhou-se nas montanhas onde uns irlandeses lhe deram um cavalo e um jovem que lhe servisse de guia. Mas não durou, sem perigo, a sua jornada.
Ouviram grande algazarra e o jovem fez-me sinais “salve-se como puder, espanhol; muitos Sassanas estão a vir e vão cortá-lo em pedaços!” (Sassanas era o que chamavam aos ingleses).
O próximo encontro foi com um padre que o levou ao chefe do clã MacClancys of Leitrim.
A mulher do MacClancy era extremamente bela, e mostrou-se muito amável. Um dia, estávamos sentados ao sol e ela, convencida que eu poderia ler-lhe a sina pediu que examinasse as suas mãos! Comecei por olhar ambas as mãos e disse um monte de absurdos que ela muito apreciou e disse que não havia outro espanhol melhor do que eu!
Entretanto uma tropa inglesa vinha a caminho para atacar o Castelo dos MacClancy, que sabendo não ter forças para lhes resistir, fugiram para as montanhas. Nós, nove espanhóis, dissemos ao selvagem (o MacClancy) que ficariamos para defender o castelo, o que irritou os ingleses que nos sitiaram durante dezesste dias, sem conseguirem conquistá-lo. Nosso Senhor livrou-nos dos inimigos fazendo cair enormes quantidades de neve que os obrigou a retirar.
O reconhecido MacClancy ofereceu a Cuellar a sua irmã em casamento, mas o capitão espanhol preferiu seguir o seu caminho para o norte de Ulster até encontrar o chefe do clã O’Cahans, em Londonderry, onde algumas mulheres lhe deram abrigo durante mês e meio até se curar. Essa aldeia era composta de cabanas de colmo onde viviam algumas garotas lindas, com quem fez amizade.
Quando os ingleses ali chegaram elas ajudaram-no a fugir e refugiar-se nas bordas do Lago Neagh, onde um bispo católico conseguiu metê-lo num navio que o levou, via Escócia, até Antuérpia.
Francisco de Cuellar viveu no norte da Irlanda cerca de um ano. Apesar de agradecido pela proteção recebida, ele e outros espanhóis, sem hesitação descreveram os irlandeses como selvagens:
O costume destes selvagens é viverem como bestas primitivas nas montanhas que são muito escarpadas nesta parte da Irlanda, onde nós nos perdemos. São grandes andarilhos, e os homens tem corpos largos e bonita configuração. A maioria das mulheres são lindas mas mal se aguentam em pé!
Eles bebem leite azedo porque não têm outra bebida; mas não bebem água apesar de terem a melhor água do mundo. Bebem o leite como um nectar, aquecido com uma pedra que previamente põem no fogo; mas quando vão a algum mercado vender uma vaca ou um cavalo, nunca regressam a casa até terem bebido o seu valor em vinho espanhol (a que eles chamavam a “filha do rei de Espanha!”), ou “uscebaugh” até dormirem fora dois ou três dias com pesadas bebedeiras. E não só os homens simples, mas os lordes e suas mulheres, quanto mais querem beber em casa mais eles bebem quando vão às cidades até ficarem tão bêbados como mendigos.
Naquele tempo o vinho era importado pelos lordes gaélicos (celtas) em troca, por exemplo, de autorização para que pesqueiros espanhóis pescassem nas suas águas.
A cevada e aveia maltadas não serviam só para fazer cerveja, mas eram também destiladas para fazer uisce beathadh, whisky, “a água da vida” (eau de vie dos franceses!), muito recomendado pelos comandantes ingleses e para fins medicinais. Mas Sir Josias Bodley encontrou padres na região oeste de Ulster derramando usquebaugh (whisky) pelas suas goelas, de dia e de noite!
Francisco de Cuellar nas suas memórias sempre refere que as garotas irlandesas eram extremamente belas! E ficavam felizes em exibir os seus seios no meio da sociedade. Nem tinham vergonha de aparecer completamente nuas, como constatou um nobre checo em 1601: ele encontrou dezasseis mulheres da alta sociedade, todas nuas, que perante o seu olhar deslumbrado o levaram para dentro de casa, para educadamente conversarem em latim em frente da lareira. Juntando-se a eles, Lord O’Cahan, despiu-se também inteiramente para surpresa do barão checo que estava demasiado envergonhado para fazer o mesmo.

N.- Mais sobre a Irlanda e a sem-vergonhice dos ingleses... nos próximos textos.

Do livro “A History of IRELAND”, Jonathan Bardon, Gill & Macmillan, Dublin 2008


10-out-13

terça-feira, 15 de outubro de 2013



Segredos bilionários

Por José Casado – “O Globo” -  15-Out - 2013
Os brasileiros estão obrigados a espe­rar mais 14 anos, ou seja, até 2027 para ter o direito de saber como seu dinheiro foi usado em negócios bi­lionários e sigilosos com Angola e Cuba.
Pelas estimativas mais conservadoras, o Bra­sil já deu US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Luanda e Havana. Deveriam ser operações comerciais normais, como as re­alizadas com outros 90 países da África e da América Latina por um agente do Tesouro, o BNDES, que é o principal financiador das ex­portações brasileiras. No entanto, esses con­tratos acabaram virando segredo de Estado.
Todos os documentos sobre essas transações (atas, protocolos, pareceres, notas técni­cas, memorandos e correspondências) per­manecem classificados como "secretos" há 15 meses, por decisão do ministro do Desen­volvimento, Fernando Pimentel, virtual can­didato do PT ao governo de Minas Gerais.
É insólito, inédito desde o regime militar, e por isso proliferam dúvidas tanto em institui­ções empresariais quanto no Congresso — a quem a Constituição atribui o poder de fisca­lizar os atos do governo em operações finan­ceiras, e manda "sustar" resoluções que "exorbitem do poder regulamentar ou dos li­mites de delegação legislativa".
Questionado em recente audiência no Se­nado, o presidente do banco, Luciano Coutinho, esboçou uma defesa hierárquica: "O BN­DES não trata essas operações (de exporta­ção) sigilosamente, salvo em casos como es­ses dois. Por quê? Por observância à legisla­ção do país de destino do financiamento." O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) interveio:
"Então, deve o Brasil emprestar dinheiro nes­sas condições, atendendo às legislações dos países que tomam emprestado, à margem de nossa legislação de transparência absoluta
na atividade pública?" O silêncio ecoou no plenário.
Dos US$ 6 bilhões em créditos classificados como "secretos'; supõe-se que a maior fatia (US$ 5 bilhões) esteja destinada ao financia­mento de vendas de bens e serviços para An­gola, onde três dezenas de empresas brasilei­ras mantêm operações. Isso deixaria o governo angolano na posição de maior beneficiário do fundo para exportações do BNDES. O restante (US$ l bilhão) iria para Cuba, dividido entre exportações (US$ 600 milhões) e ajuda ali­mentar emergencial (US$ 400 milhões).
O governo Dilma Rousseff avança entre se­gredos e embaraços nas relações com tiranos como José Eduardo Santos (Angola), os irmãos Castro (Cuba), Robert Mugabe (Zimbabwe), Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), Denis Sassou Nguesso (Congo-Brazzaville), Ali Bongo Odimba (Gabão) e Ornar ai Bashir (Sudão) — este, condenado por genocídio e com prisão pedida á Interpol pelo Tribunal Penal Interna­cional.
A diferença entre assuntos secretos e emba­raçosos, ensinou Winston Churchill, é que uns são perigosos para o país e outros significam desconforto para o governo. Principalmente, durante as temporadas eleitorais.

Comentário enviado ao jornal:

Segredos bilionários – José Casado
Ninguém precisa se preocupar em saber como o nosso dinheiro foi usado em Angola e Cuba, porque, quando em 2027 os documentos deixarem de ser secretos eles terão passados a “desaparecidos”!
Dinheiro “gerido” pelo ministro do desenvolvimento, Fernando Pimentel! Desenvolvimento do que?
Mas com um pequeno exercício de raciocínio não é dificil saber como foi usado esse dinheiro:
- Em Angola: comprar “autoridades” para continuarem a favorecer as empreiteiras brasleiras que por sua vez alimentam o caixa “2” do PT; o dinheiro vai, e.. volta!
- Em Cuba: há que compensar os manos Castro pelo treinamento dos guerrilheiros do PT, PCdoB, MST e outros.
Mas... porque não há CPI para isso?
*******************
Senador Álvaro Dias
Como é possível que o Senado “feche os olhos” a crimes como este?
Como o PSDB pretende ganhar eleições se não faz com isto, e tudo o mais, o barulho que devia?
Será que TUDO vai continuar na passividade, sem oposição, sem transparência, sem decência, todo o mundo “engolindo” estas barbaridades?
Cumprimentos, Senador.
Todos estamos aguardando que o Senado cumpra o seu dever.
Francisco Gomes de Amorim


15-out-2013